Resistentes
33 Capítulo 33 – Proteção ao limite.
Notas iniciais
Pov. Emmett
–Kebi não... – Escutei a voz de Rosalie advertindo nossa filha quando cheguei do trabalho.
–O que está acontecendo aqui? –perguntei entrando na sala.
–Papai, a mamãe não me deixa ficar com meu irmão. – minha pequena falava com voz de choro encolhida no sofá.
–Não é isso. Emmett, ela está com catapora e pode passar para Kellan se tiverem muito contato. Ela estava debruçada em cima e eu apenas a tirei.
Larguei minha pasta na mesinha, e me sentei ao lado de minha filha a puxando pra mais perto e passando a mão em suas costas.
–Ursinha sua mãe só esta querendo evitar que seu irmão fique doente também. Você logo vai sarar. Tenha paciência.
–Tá papai. – ela fungou.
–Agora vamos comer? Estou faminto e sinto cheiro de cupcakes. –falei com meus olhos brilhando ao saber que Rose tinha feito meu doce favorito.
Levantei com minha filha no colo.
–Vem Kebi... –Rose tocou a cintura de nossa filha, mas ela apertou meu pescoço como sinal de que não queria com a mãe.
Rose notou e tentou disfarçar. Sorri para ela sentir melhor. Ela até tentou sorrir de volta, mas os cantos de seus lábios estavam curvados.
Minha esposa se virou e subiu as escadas apressada.
Sentei-me outra vez com minha filha no sofá. Coloquei Kebi ao meu lado para podermos conversar.
–Querida você não deve ficar brava com sua mãe.
–Mas papai eu tava só fazendo carinho no Kellan.
–Mas você está com catapora e pode passar pro seu irmão. Sua mãe só estava querendo evitar isso. Sabe que ela te ama muito e quer proteger seu irmãozinho. Quer proteger todos nós.
–Eu sei papai, me desculpa. – Kebi falou arrependida e com o rostinho triste.
–Agora mude essa carinha, sorria e vamos pedir desculpa pra mamãe?
–Tá, vamos. – ela esticou os bracinhos sorrindo e eu a peguei.
Subimos e eu encontrei minha linda esposa super protetora olhando para um antiga foto dela com seu falecido pai.
–Nós também sentimos falta dele, Rose. –disse me sentando ao seu lado e pegando em sua mão.
–De quem papai? – Kebi sussurrou em meu ouvido.
–Do vovô, me anjo.
–Ah, eu qelia que ele estivesse aqui.
–Eu também. –Minha esposa disse com voz de choro. – Queria que ele conhecesse Kellan.
–Tenho certeza de que em algum lugar ele está vendo nosso garoto. Está vendo todos nós, querida.
Ela sorriu e colocou a cabeça em meu ombro.
–Ursinha você não queria dizer algo pra sua mãe?
–Mamãe desculpa. Eu plometo que não vou mais ficar brava. –nossa filha falou e Rose a pegou de meus braços.
–Está tudo bem meu amor, a mamãe que exagera às vezes. –ela disse dando uma risada leve em meio a lagrimas.
–A senhora só tá cuidando da gente. Eu te amo muito mamãe.
–Eu também te amo, florzinha. – Rose beijou as bochechas de nossa filha.
–Agora que as princesas já estão bem, vamos comer? – perguntei e elas riram.
–Vamos Kebi. Vamos chegar primeiro que o papai.
Rose se levantou, pegou a mão dela e foi rapidamente pra cozinha.
Cheguei logo depois delas.
–Ganhamos papai.
–Eu vi boneca. – me sentei-me à mesa. – Lily me passa essa faca, por favor.
Ela estacou. Droga! Esqueci que Rosalie odeia que a chamem assim. Ela aboliu o segundo nome, Lilian, de sua vida. Só constava nos documentos, mas não devia ser mencionado.
Como fui me esquecer disso?
–Amor me desculpe. Juro que esqueci. Sei o quanto detesta que a chame, assim Perdoe-me, por favor.
–Ok Emm.
–Por que a senhora não gosta que te chame de... -Kebi começou a perguntar, mas já interrompi.
–Por nada filha. Coma seu bolinho, princesa.
Passamos o que restava da tarde ali, na mesa. Anoiteceu rapidamente. Rose, Kebi e Kellan e eu ficamos na sala de bobeira.
Era ótimo estar em paz com minha família. Por mais que brigássemos ás vezes, logo voltávamos a fazer as pazes.
União era um ponto chave entre nós.
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