Notas iniciais
Um capítulo fresquinho para vocês, leitores e leitoras. Uma observação: A fic se passa após os eventos da quarta temporada. Agradecimentos a bloodstained pelo comentário fofo e maravilhoso ♥. Sem mais delongas, boa leitura!

Anteriormente...

Sentiu uma dor excruciante por toda a extensão de suas mãos e punhos, os nós dos dedos envoltos em curativos e gazes o faziam lembrar vividamente da dor, pois esse foi o dia em que Sherlock Holmes quebrou.

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2 DIAS ANTES

“ O que acha de batatas fritas hoje a noite Hooper?” – S.H. a mensagem fora enviada para o número da legista, um sorriso maroto atravessou os lábios de Sherlock, pois saberia exatamente o que Hooper responderia “Eu adoro batatas, mas já estou cansada de toda sexta comê-las”. O que Molls não sabia era que o detetive estava programando algo mais além do que meras batatas, estariam completando 1 ano de namoro daqui a 5 dias e isso pedia uma comemoração especial, uma sensação gostosa se apoderou de seu coração.

Adentrou o Saint Barts, a fim de terminar alguns experimentos e ver se havia alguma “coisa fria” no necrotério. Caminhou por entre os corredores do hospital e se lembrou que hoje seria a folga de Hooper. Estranhamente sentiu o lugar ficar frio e sem luz, essa era a sensação quando sua pequena legista não estava perto dele, ela possuía uma luz absurdamente confortante, sorriu em pensamento com isso, foi quando despertou dos seus pensamentos, pois seu celular notificou uma mensagem.

“Como anda a sua ratinha de laboratório? E você, irmão meu? Pelo visto a felicidade cai muito bem em você.” – M.H

Os lábios de Sherlock traçaram uma linha dura e séria, não gostava como Mycroft tratava Molly, mas se dependesse da legista, ela não se importava nenhum pingo com isso, pois sempre arranjava provocações para o Holmes mais velho.

“Estamos muito bem, mas me deixe a par do seu regime irmão meu. Como ele anda? Ah, e também percebo que já lambeu os pés da Rainha hoje.” – S.H — soltou um leve sorriso ao escrever as provocações, Molly teria gostado de ver isso. A propósito por onde a legista andava, que ainda não havia respondido sua mensagem?

“ Srta. Hooper é bom que esteja acordada, pois se não estiver, te acordarei com cócegas na barriga. – S.H. – digitou outra mensagem para o seu número, Sherlock sentiu um frio percorrer sua espinha, olhou para o clima sombrio e cinzento de Londres, nuvens cinzentas dançavam por toda a extensão do território londrino, iria chover. Ele sabia o quanto Molly adorava dormir quando o clima estava assim, a demora de suas respostas provavelmente se dava a esse fator do tempo, mas o frio que correra suas entranhas não era normal, sentia que algo estaria vindo, um pressentimento ruim. Balançou a cabeça a fim de dissipar pensamentos negativos e adentrou o necrotério do hospital para terminar seus experimentos.

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Rolou preguiçosamente na cama e sentiu falta do cheiro amadeirado invadir suas narinas nesta manhã. De uma certeza Molly tinha razão, Sherlock não estava ali. Os raios de sol não invadiram sua janela nesta manhã, observou pela janela o clima em Londres e um sorriso leve tomou conta de seus lábios, ela adorava quando o dia a acordava daquele jeito, cinzento, frio e sombrio. Observou um post-it que estava grudado em um porta-lembrete no seu criado mudo e ao ler, sorriu com a mensagem.

“Preparei seu café da manhã, espero que esteja apetitoso” – S.H — eram esses pequenos gestos que faziam com que Molly seguisse em frente, tudo se tornara mais claro, iluminado, perigoso e de certa forma sexy quando ambos engajaram em um relacionamento. Estar engajada com Sherlock Holmes significava que sua vida nunca haveria tédios ou chatices, tudo se tornara misterioso, enigmático e perigoso. Isso trazia certa excitação para Molly, pois finalmente havia fisgado o coração do sociopata, não se lembrara de um relacionamento tão gratificante assim. Foi tirada de seus devaneios quando seu celular notificou duas mensagens, ela tinha certeza de que elas eram de Sherlock.

“Sinceramente Sherlock Holmes, ando muito preocupada com a sua alimentação, afinal de contas, nem só de Batatas Fritas vive o homem, e você perdeu a chance de me acordar com suas cócegas mas eu posso pensar no seu caso carinhosamente, até porque eu sei que você não resiste ao meu corpo. Apenas Sua.” – M.H

Só ele tinha a proeza de arrancar gargalhadas dela logo pela manhã.

A mensagem fora enviada e Molly se pôs a degustar o café, Sherlock estava melhorando tanto na questão emocional como na questão gastronômica, pra ser sincera, ele havia preparado um café maravilhoso e ela era imensamente grata por isso. Pôs-se a mandar outra mensagem sobre o café, quando sua campainha tocou, abriu a porta rapidamente, foi quando um arrepio percorreu por todo o seu corpo, havia tempos que não o via, o silêncio se fazia presente naquele instante.

— Olá querida Molly, não vai me convidar para entrar? Bom, pensando bem, como dizia um velho amigo seu, você sentiu minha falta? – um sorriso macabro tomou conta de seus lábios.

Algo tremendamente ruim estaria vindo, disso Molly tinha certeza.

Notas finais
E aí? O que acham que vai acontecer a partir daqui? Comentem e falem seus palpites. Beijão queridos e queridas!