Resgate
20 Vinte
Notas iniciais
⎊ Tony Stark ⎊
Um dia nós estávamos tendo filhos e dois meses depois estávamos falando sobre não ter mais, pelo menos não biologicamente. Achamos que três são suficientes, afinal de contas a gente precisa conseguir voltar a dormir, então chegamos a uma conclusão a respeito de qual método contraceptivo utilizar. Eu, que sempre agi por impulso e sozinho, com o passar dos anos aprendi que estar num relacionamento, num casamento, é tomar decisões em conjunto. Até aquela decisão extrema, que culminou com a minha morte, foi tomada com o apoio dela, talvez eu soubesse que ela mudaria tudo e eu estaria aqui. Quando eu digo aqui, quero dizer vivo indo buscar a minha Maguna na escola, em pensar que perderia isso.
Quando chego percebo que a Morgan não está esperando como todos os dias, uma professora, que não é a dela me intercepta.
—Onde está a minha filha?
—Nós tivemos um incidente há alguns minutos…
—Cadê a minha filha?!— me desespero —Ela está bem, está machucada?
—Acalme-se.— ela me diz —A Morgan está ótima, mas nós tivemos que levá-la pra uma conversa com a diretora, ela e outras duas crianças.
—Na diretoria?— ela assente —A minha Morgan?
Fico tentando entender o motivo, mas não vou saber se não for até lá. Quando chego, a minha filha vem imediatamente ao meu encontro, os pais, ou melhor, as mães das outras crianças já estão lá.
—Papai, o que eu fiz foi errado, mas ele foi mau.— ela me diz, sem manha ou voz chorosa, eu nunca a vi tão forte —Já pedi desculpa, mas ele foi mau.
—O que foi que aconteceu?— me agacho diante dela.
—Sr Stark, a Morgan...
—Ela simplesmente agrediu o meu filho.— olho na direção da voz, uma loira meio histérica, agarrada ao loirinho com cara de vítima, sobrepôs a fala da professora.
—Achamos que foi um mal entendido, coisa de criança, mas…
—Coisa de quem não sabe viver em sociedade.
—Calma aí, minha Sra.— digo pra loira —Não sei se você ouviu, mas a minha filha já reconheceu que está errada em agredir seu filho, no entanto até agora ninguém me contou o que aconteceu.
Percebo que Lorena, a amiguinha da Morgan, é a outra criança na sala, mas ela apenas chora, sentada no colo de sua mãe.
—Brandon sempre, sempre fica falando que o cabelo da Lorena é feio, e hoje ele cortou o cabelo dela.— Morgan informa —Isso fez a minha amiga chorar, daí bati nele.
—Espera, nao sabia dessa parte da história.— a diretora se manifesta —Isso é verdade, Srta Roberts?— a professora parece surpresa também.
—Eu também não sabia dessa parte, quando notei a confusão Brandon e Lorena já estavam aos prantos.— a professora informa, me pergunto onde ela estava já que pagamos caríssimo nessa escola, com sei lá quantos educadores por turma, pra eles não cuidarem das crianças.
—Foi só um pouquinho de cabelo.— o garoto sonso diz assumindo sua crueldade.
—E porque você fez isso?— a diretora questiona duramente.
—Porque o cabelo dela fica na minha frente toda vez.— ele diz —Ouvi a mamãe dizer pra vovó "Brandon mal aparece na foto da primavera, porque foi colocado atrás da menina de cabelo enorme".
—O cabelo dela é lindo! Nao fala isso!— Morgan grita.
—Calma, filha.— digo a ela —A Sra faz esse tipo de comentário preconceituoso na frente do seu filho e a minha filha é quem não sabe viver em sociedade?
—Foi ela quem o agrediu.
—E você acha que não foi uma agressão o que ele fez com a minha filha?!— finalmente a outra mãe se manifesta.
—Sra Lockhart...— a professora tenta argumentar em vão.
—Não foi coisa de criança, foi uma atitude preconceituosa manifestada a partir de um comentario, ainda mais preconceituoso, seu. Exijo que uma providência seja tomada, Sra Nikson.— a mãe da garotinha impõe.
—O meu filho não pode ser expulso.
—Então a Sra reconhece que é um caso pra expulsão?— a mãe da Lorena, Sra Lockhart, pergunta.
—Se o meu Brandon for expulso ela também deve ser.
—Ei, não aponte seu dedo racista na direção da minha filha.
—Como educadora, não apoio a expulsão de ninguém.— manifesta-se a diretora —Mas devo reconhecer que as atitudes dos filhos são espelho do que é vivenciado em casa. E a Morgan não teria agido como agiu se Brandon não tivesse feito o que fez, além disso, ela foi a única a se desculpar.
—Então ela está certa?
—Meu Deus.— a Sra Nikson diz, enquanto eu só consigo revirar os olhos. Tem horas que dou razão ao Thanos por querer eliminar parte das pessoas, mas todos os eliminados deveriam ser como essa mulher e a criatura que ela está criando —Não, ela não está. E os dois estão suspensos por uma semana.— a diretora anuncia —Ao final da suspensão as crianças e vocês, pais, terão que apresentar para as outras crianças e outros pais da turma um seminário com o tema "A importância em respeitar a singularidades de cada um".
Eu e Morgan concordamos com a tarefa, o moleque e a mãe nem tanto. Não estou contente em saber que a minha garotinha é capaz de agredir alguém, mas estou bem orgulhoso do ser humano que eu e Pepper estamos criando, afinal ela não ficou quieta diante de uma situação de preconceituosa.
—Bem, a Sra pode achar um seminário o suficiente, mas conversarei com meu marido e decidiremos juntos quanto a atitude a ser tomada.— a mãe da Lorena diz —Podemos ir agora?
—Podem sim.— a Sra Nikson informa, mas a outra mãe na sala, a que devia estar mais envergonhada, é a primeira a se mover —Sra Hansen, peço que você e Damon fiquem.
—E quanto a nós?— pergunto.
—Vocês também podem ir.— ela diz, então eu e Morgan deixamos a sala junto da Lorena e da mãe, a primeira atitude da minha filha foi abraçar a amiguinha.
—Lorena fala da Morgan a todo momento, agora sei o motivo.— a Sra Lockhart diz —Você e sua esposa estão fazendo um ótimo trabalho com ela.
—Obrigado, Sra Lockhart.
—Viola.— ela diz —Sei que vocês estão com bebês pequenos, mas eu e meu esposo gostaríamos de marcar um jantar pra nos conhecermos.
—A Pepper também está ansiosa pra conhecer a sua filha a Morgan adora ela, vamos marcar sim.— eu digo, sinto meu telefone vibrar —Por falar nela...— atendo —Oi, baby, tivemos um contratempo, estamos na escola ainda, conto assim que chegarmos.— desligo —Maguna, mamãe está preocupada, a gente precisa ir.
—Não precisa chorar, tá?— Morgan diz —Vou estudar com você pra sempre.
—Obrigada por ser uma boa amiga, Morgan.— Lorena diz antes de soltá-la.
—Até mais, Lorena, você é linda, ouviu? E seu cabelo é lindo demais.— eu digo e deposito um beijo em seu rosto, me despeço da Sra Lockhart e seguimos para o carro.
—Papai, eu só pisei no pé e chutei a canela do Damon pra ele ficar longe da gente, tá?— ela me diz quando estou afivelando o cinto, sinto vontade de dizer que ela deveria ter feito muito mais, mas talvez ele revidasse e se aquele garoto tivesse encostado nela não sei o que seria capaz de fazer, o autocontrole da Sra Lockhart foi admirável.
(...)
—O que foi que aconteceu?— Pepper pergunta ao nos receber, havíamos feito as crianças dormirem pouco antes de eu sair, provavelmente ainda não acordaram. O ideal seria conversar com a Pepper longe da Morgan, mas ainda está cedo pra ela dormir, então tenho uma idéia. Sugiro que ela tome banho na nossa banheira, sempre demora, e ela sempre topa. Subimos, e enquanto a nossa filha está ocupada a gente conversa.
—Ela bateu num garoto na escola hoje e foi pra diretoria.— revelo pra Pepper, ela faz uma cara de espanto, se senta na nossa cama e eu continuo a história.
—Que nojo dessa mãe, como pode agir assim diante de uma criança?— ela pergunta indignada —Aliás, como pode falar assim de alguém?
—Não sei, mas a mulher é radiação pura, baby, e o garotinho vai pelo mesmo caminho.— constato —Quando penso que morri por esse tipo de gente.
—Tem muita gente ruim no mundo, mas em compensação tem muita gente boa, estamos criando uma garotinha incrível.— Pepper diz.
—Isso me consola.
—Mas e a Lorena, como ficou?— ela me pergunta preocupada.
—Chorou um pouco, mas olhando atentamente pro cabelinho dela, não houve um grande estrago.
—Ainda bem, se fosse com a Morgan eu nem sei o que seria capaz de fazer, acho que daria uns tapas no garoto e na mãe dele, mais na mãe.— Pepper diz furiosa e eu me lembro da fala da diretora e mesmo tendo certeza da resposta preciso saber —Aqui em casa tenho certeza que ela nunca presenciou nenhuma discussão, a gente mal briga.
—A gente nunca briga.— reforço.
—Mas talvez alguém tenha dado dicas de como reagir na escola, pode ter sido o Peter, pode ter sido a Nat ou o Happy. São as pessoas mais próximas dela, eles podem saber de algo que ela nunca nos contou, aliás. E se a minha bebê estiver sofrendo bullying, e eu não souber?
—Ela não me disse nada, mas vou falar com eles.— informo preocupado.
—E eu com ela.— Pepper informa.
—A mãe da Lorena quer nos conhecer melhor, talvez possamos saber mais, trocar experiências.
—Seria ótimo.— ela diz —Mas tem que ser aqui, por causa dos bebês, vou pegar o numero dela no grupo de mães do colégio e mandar uma mensagem. Talvez mande pra outra cretina, como é mesmo o sobrenome?
—Baby, não arrume confusão com as outras mães, ok?— ela assente, um bebê chora no outro quarto.
—Tenho certeza que não é fome.— ela imediatamente leva as mãos aos seios, sempre acho graça na técnica de verificar o reabastecimento —Deve ser fralda, vê pra mim, enquanto cuido do nosso bebê maior?
—Claro.— eu digo, ganho um beijo e deixo o quarto.
(...)
Acabamos descobrindo que, por um tempo, uns garotos encheram o saco da nossa filha por conta do nome dela, incomum pra uma menina, mas a professora nos disse que a resposta dela foi "Meu nome é meu, sou menina, e você não tem nada a ver com isso", depois da resposta altiva eles não a perturbaram mais. Natasha nos disse que a Morgan havia se aberto com ela, sendo assim não pensou duas vezes em ensiná-la a reagir caso a resposta não desse certo. Bem, ela reagiu quando foi pra defender a amiga.
A entojada família Hansen tirou o garoto da escola, ainda assim eu e Morgan apresentamos o seminário pra classe e depois exibimos o filme Extraordinário pra turma, nossa apresentação sobre singularidade foi baseada no livro homônimo. Nesse dia até a Pepper fez questão de ir até a escola, claro que levamos Alice e Valentin.
(...)
Claro que a Pepper não enrolou pra marcar o encontro entre as famílias, duas semanas depois, estamos recebendo os Lockhart pra um jantar. Enquanto as meninas paparicam os bebês, nós adultos conversamos e descubro que Jamie Lockhart, o pai da Lorena, é sócio da empresa de advocacia que presta serviços pra Stark, só não o conhecíamos porque ele cuida de outras contas.
—O mundo parece imenso, mas é um ovo.— Pepper brinca.
—Não é?— Viola contrapõe —E aquela mulherzinha terá grandes problemas. Não acreditamos que um seminário mudaria a forma dela se comportar, então se mexermos no bolso, talvez doa mais.— concordamos
—2024, sabe? As pessoas deviam estar mais evoluídas. Mas ainda parece como quando me mudei com meus pais do Brasil pros EUA.
—Você é brasileira?— Pepper pergunta entusiasmada, e então Viola conta como um jornalista americano branco e uma atriz brasileira negra, seus pais, se apaixonaram. E depois como uma atriz negra, meio brasileira, meio americana, conheceu um advogado americano negro, casaram-se e anos mais tarde tiveram uma linda garotinha enquanto o mundo estava um caos —Viola Washington, claro, você fazia aquela série How to get away with a scandal?
—Sim.— ela afirma —Mas eu descobri que estava grávida da Lorena e já pensava em deixar a carreira pouco antes do blip, quando a maior parte das pessoas sumiram a minha carreira acabou de vez. E nós ficamos aqueles cinco anos no Brasil.
—Lorena é uma graça, e muito educada.— Pepper observa, a garotinha olha pra nós e sorri.
—Sra Stark, o jantar está servido.— Eva anuncia. Chamamos as meninas e então jantamos, e como Eva foi embora após servir o jantar, eu e Jamie cuidamos da louça.
—É muito estranho ver um bilionário lavando louça.— ele diz —Vi, sempre diz que algumas mães do grupo admiram e comentam o fato de um pai ser tão dedicado, imagina se elas souberem que você também ajuda nas tarefas de casa.
—Elas comentam, é?
—Sim, bem é o que ela diz. Algumas acham que você é pai solteiro, outras acham que você é gay.— ele ironiza, talvez pra me provocar, como um amigo faria, é o que o Rhodey faria.
—Ficamos isolados nessa casa sem ninguém por cinco anos, nos acostumamos a nos virar, contratamos a Eva mais por causa da chegada dos bebês.— explico —Ainda assim, nunca gostei de muita gente em casa, além dela.
—Ela, a empregada…?
—Não, a Pepper.— eu digo —Ela era minha assistente enquanto eu tentava ser um homem de negócios. Mulheres surgiam e eu as descartava, mas algo me dizia que ela era pra sempre. Ela tinha passe livre, tão livre que sempre foi a única sincera comigo. Nos apaixonamos e eu descobri que ela era melhor nos negócios do que eu. Pepper é melhor do que eu em muitas coisas, por isso não reclamo em lavar a louça.— eu brinco.
Conversamos sobre família, filhos, trabalho e pouco antes de nos despedirmos, Viola fez a seguinte observação.
—Como atriz, já fui outra pessoa por muitas temporadas, mas ninguém finge ser alguém tão bem por tanto tempo, você era ele mesmo, não era?— sei a quem ela se refere, mas não sei o que responder.
—O que você acha?— contraponho.
—Que depois de tudo o que aconteceu no planeta, é perfeitamente aceitável você ser ele e estar aqui.— ela constata, eu apenas sorrio —Aliás, tendo o que vocês têm é aceitável não querer mais ser ele.
—Ele quem papai?— Morgan pergunta.
—É, ele quem?— Lorena também quer saber.
—Um super-herói que salvou algumas pessoas algumas vezes.— Jamie diz.
—Não, o papai é só meu pai e dos meus nenéns.— Morgan inocentemente responde.
—E isso já é ser super-herói.— Pepper diz.
(...)
Nos tornamos bem próximos dos Washington-Lockhart, falamos tanto de trabalho nos últimos dias que o dever chamou. Só que quem está acostumada a responder os chamados está de licença, então sobrou pra mim.
—Tem que ser em Los Angeles?— pergunto, a minha esposa assente, afinal tem mais de seis meses que ela não vai até a empresa —Mas como você vai fazer com as crianças?
—A gente sobrevive por um dia.— ela diz calmamente —Já recrutei a Nat.
—Quando os tais caras irão até a empresa?
—Depois de amanhã.— ela informa.
—Nem tenho mais roupa pra isso.— tento arrumar uma desculpa.
—Dou um jeito nisso.— ela declara, reviro os olhos.
No dia seguinte, seguimos a nossa rotina como de costume, à noite não houve dificuldade pra colocar as crianças na cama, Valentin e Alice estão com três meses e não é sempre que eles acordam de madrugada.
—Vou pro banho.— informo, ela sorri —Vem comigo?— ainda sorrindo, ela apenas negou com a cabeça, mas eu tinha que tentar uma aproximação que não acontece há algum tempo.
—Enquanto você estiver no banheiro vou separar seu terno pra amanhã, deixarei sobre a poltrona, ok?
—Ok.— concordo. Tento não demorar no banho, mas é quase impossível, pois preciso aliviar a minha tensão de alguma maneira, e quando voltar ao quarto talvez ela já esteja dormindo como aconteceu noite passada . Ao sair do chuveiro faço a barba como de costume e deixo o banheiro, quando volto ao quarto me deparo com a Pepper sentada à poltrona, as pernas nuas cruzadas pra um lado são descruzadas e cruzadas para outro o outro —O que é isso?— comento tomado por surpresa.
—Instinto Selvagem.— a cinéfila com quem me casei ironiza referindo-se ao jogo com as pernas —Disse que deixaria a roupa sobre a poltrona, não disse?— ela morde o lábio.
—Só não disse que você estaria usando ela.
—Poxa, acho que você terá que tirar esse blazer de mim se quiser usá-lo amanhã.— ela diz ao levantar. Não, eu não queria usá-lo, mas quero tira-lo dela, porque parece não haver nada sob essa roupa que ficou enorme nela, caminho até a minha esposa a pego pela mão, estamos a centímetros um do outro.
—Esse cheiro é tudo pra mim.— ela diz ao afundar o rosto na curva do meu pescoço, beija a minha pele úmida, fica na ponta dos pés e morde a minha orelha.
—Baby, você está me deixando duro.
—Essa é a ideia.— ela sussurra, seus olhos brilham de desejo, e então me beija a boca, seguro sua nuca e aprofundo o beijo, tornando-o longo e quente. Quando nossos lábios se separam estamos ofegantes, levo as mãos ao primeiro botão do paletó e é impossível não reparar o decote perfeito, seus seios estão maiores, fartos, lindos, as mudanças pós-gravidez em seu corpo foram todas positivas, embora ela tenha ressalvas. Parto para o segundo e, então, terceiro botão, e tudo que encontro é uma delicada calcinha de renda preta.
—Vou livra-la de vez desse blazer, afinal nao queremos amassa-lo, não é?
—Não, não queremos.— ela morde o lábio. Deslizo o paletó sobre seus ombros e o deixo no chão, volto a beijá-la enquanto a guio até nossa cama, a deito, e a admiro por um instante me perguntando como ela pode ser tão perfeita.
—Como você consegue ser tão maravilhosa?— eu respiro.
—Vem pra mim.— ela pede, eu me livro da toalha, meu corpo anseia pelo dela, Pepper começa a livrar-se de sua calcinha, mas sou eu quem termina o trabalho, e ela se abre pra mim —Estou pronta.— ela anuncia ao tocar-se.
—Me mostre o quão pronta você está.— eu peço, ela massageia seu clitóris, enfia dois dedos em sua fenda molhada e os move pra dentro e pra fora, enquanto geme baixinho —Eu poderia gozar apenas assistindo você.— revelo enquanto também me masturbo.
—Prefiro que faça isso dentro de mim.— Pepper pede ao me chamar fazendo sinal com os dedos que segundos atrás estavam dentro dela, corro beijos de seu umbigo até sua boca e quando me afundo nela seu grito reverbera através de mim —De novo.— ela pede e eu saio e entro outra vez.
—Você é uma delícia, baby, uma delicia.— me afundo mais e mais, ela é tão gostosa. Pepper me envolve com suas longas pernas e arranha minhas costas enquanto me movo duramente.
—Isso é bom demais.— ela ofega.
—É bom, mas nunca é demais, nunca é o suficiente.— revelo, saio pela metade e ela protesta, estou apenas abrindo espaço para tocá-la enquanto a penetro.
—Isso, amor, assim.— o gemido suave arrancou o último resquício do meu controle e eu fui mais firme até sentir que ela estava gozando, então me deixei vir e relaxei ainda dentro dela —Sentirei sua falta amanhã.— Pepper sussurrou quando deslizei meu pau para fora dela —Vou contar as horas até você voltar.
—Eu também.— confesso, a beijo e inalo seu cheiro —Faço questão de usar esse blazer amanhã, e durante a reunião vou ficar imaginando você fodendo com seus dedos enquanto o vestia.— informo ao me ajeitar ao seu lado
—Como você é pervertido.— ela monta sobre mim, seus cabelos nos envolvem como raios de sol num fim de tarde, morde meu lábio inferior e sorri —Só não assine nada sem ler pra não nos deixar pobres, ok?
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