Resgatando novos semideuses

12 Mais presentes, mais reclamações


Notas iniciais
Desculpem a demora, eu estava na praia. Maaaaaas, aqui está um capítulo novinho. Como me pediram imagens dos novos personagens, eu coloquei antes do capítulo. Aproveitem e até lá em baixo.

Hanna

Não consegui colocar essa porcaria de foto, então tá aqui o link:

http://www.portlandmonthly.com/portmag/wp-content/uploads/2010/11/hemmens1.jpg

Nick

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Charles

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Kath

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POV Grover

Depois de sonhar com enchiladas, latas, almofadas e diversas coisas comestíveis para mim, acordei com uma conversa e risadinhas. Deuses, por que eu sempre acordo assim?

- Mas afinal, como você conseguiu esse batom Hanna?- pela voz, quem disse foi Kath.

Continuei de olhos fechados, fingindo que estava dormindo, e continuei escutando a conversa.

- Eu já disse, quando eu estava andando por ai, uma mulher resolveu passar maquiagem e eu roubei sem ela perceber. – a garota respondeu e todos simplesmente riram.

- Você é muito má! – brincou Nick

- Não sou nada! Você não pareceu se importar quando eu dei aquela ideia. – ela se defendeu.

Me levantei da poltrona onde eu estava deitado e olhei em direção a todos.

- Bom dia, boa tarde, boa noite ou sei lá. Que horas são?

- Vamos chegar daqui pouco mais de duas horas. – disse Charlie – Você está com uma cara ótima! Nem parece que dormiu duas horas e meia.

Depois que ele disse isso, todos começaram a rir novamente. Tem algo errado ai.

-Que foi? Tá me estranhando? Eu hein...

-Grover, pega! – Hanna disse me jogando um espelhinho portátil – roubei isso também.

Eu me olhei no espelho e...

- CREIO EM MEU ZEUS TODO PODEROSO!!!! – eu disse/gritei/tive um ataque e todos riram – Quem foi o engraçadinho?

- A ideia foi da Hanna, mas todo mundo desenhou na sua cara. – respondeu Percy

-Pois é. Fui eu quem desenhou na testa. Por acaso você já pensou em usar um creme ou uma pomada pra espinhas e cravos? – disse Kath entre os risos

Eu fiz uma cara feia para ela e para todos os outros e me olhei novamente no espelho. O pior é que eu estava mesmo todo riscado de batom vermelho no rosto inteiro. Depois de me recuperar do susto, fiz um gesto de quem vai esganar alguém, direcionando muito bem para Hanna.

- Grover, você não pode fazer nada. – disse a filha de Atena naturalmente.

- A Annie tem razão. –disse Percy- está no “sangue” dela fazer esse tipo de coisa.

Todos pararam de rir e Hanna, mais séria do que nunca falou:

-Tipo, o que você quer dizer com isso? – eu, Annabeth e Percy nos entreolhamos e ela continuou – Podem ir falando.

Ninguém disse nada. Nós três tínhamos um debate silencioso, por olhares. Mas, antes de chegarmos a um resultado, algo aconteceu. Acima da cabeça de Hanna brilha um caduceu com duas cobras, o símbolo de Hermes.

- Acho que isso fala por si só. – disse Annabeth

- Hanna... você é filha de Hermes! – explicou Charles.

- Como você sabe? – perguntou Kath curiosa.

- Provavelmente li em algum livro ou em um site, sei lá. Mas tenho certeza que este é o símbolo de Hermes.

-Isso é verdade? – perguntou a mais nova reclamada e todos nós assentimos.

Mas como esses semideuses são provavelmente os mais sortudos que eu já vi na vida, isso não era apenas uma reclamação. Para variar, algo começou a tremeluzir bem a frente da filha de Hermes. Então, do nada, apareceu uma caixa, não muito grande nem muito pequena.

Todos os olhares eram direcionados à Hanna, todos com curiosidade e expectativa, incentivando-a a abrir a caixa. Ela pegou a caixa, na qual havia um bilhete, o qual leu em voz alta para todos ouvirem:

- Para minha filha, espero que goste. Assim que abrir, três de você já sabem o que fazer. Use-o bem, Hermes.

Hanna abriu a caixa e então sua boca formou um perfeito “O”.

Como minha curiosidade é muito grande, eu não me aguentei e tive de perguntar:

- O que é?

A garota simplesmente retirou o presente da caixa para que todos vissem. Um tênis, mais precisamente um Vans preto com detalhes e costuras em branco. Automaticamente, Percy, Annie e eu nos olhamos. Num debate de olhares, chegamos ao resultado silencioso: já que o presente era dado por Hermes, não haveria problema nenhum.

Mais uma vez nos entreolhamos, mas dessa vez fazíamos uma combinação. Annabeth moveu os lábios contando: um, dois, três e...

- MAIA!!!! – gritamos os três juntos e observamos os dois tênis ganharem asas.

A expressão dos outros semideuses estava impagável. Eu não fiz nada mais que rir. Os Vans voavam bem na frente de Hanna, ela os pegou e disse (muito mais calmamente do que eu, Percy e Annie):

-Maia! – as asas desapareceram e ela sorriu – Incrível! Completamente inesperado, mas incrível!

Todos a encorajavam a coloca-los. Ela experimentou e deu seu típico sorriso travesso.

-Adorei! – ela disse empolgada.

Depois que ela se sentou novamente, Charles se pronunciou pela primeira vez desde a reclamação.

- Falta eu! Todos já sabem seus pais, menos eu. Esqueceram de mim!!! Quero saber quem...

Não foi necessário ele terminar a frase. A porta da nossa cabine foi aberta, o que eu é meio estranho já que estava trancada. Então entrou uma mulher loira, de olhos cinza e alta. Bonita.

- Mãe? – Annabeth chamou

- Sim. Olá, crianças! Eu sou...

- Atena. Deusa da sabedoria. – completou Charlie

- Sim, Charles. Mas se preferir, pode me chamar de mãe.

Logo depois que Lady Atena pronunciou essas palavras, sobre a cabeça de Charlie surgiu o desenho de uma coruja.

- Espero que use com sabedoria. – ela estendeu uma caixa, muito menor que a caixa de Hanna, para Charles e saiu da cabine.

Charlie segurava a caixa, parecendo ainda estar processando a informação.

- Abra! – incentivou Kath

Ele não perde tempo, abriu a caixa e de lá tirou uma adaga. Não muito pequena e nem muito grande. Perfeita para ser escondida entre as roupas ou até mesmo para ser presa em um cinto sem ser percebida pelo adversário rapidamente. Perfeita para ser disfarçada sem esforço e pegar o adversário de surpresa.

O filho de Atena ainda observava sua mais nova arma e todos os observavam num silêncio um tanto tenso. Ele olhava dos dois lados quando notei que na lâmina de bronze celestial havia de um lado o desenho de uma coruja e no outro um livro.

- Chalie ganha uma arma mortal, Hanna um tênis com asas e eu uma palheta? Esse mundo não é justo mesmo! – disse Nick e todos os outros riram

- Eu vou ao banheiro. Já volto. – disse Annabeth já saindo da cabine.

- E você – eu disse e apontei para Nick – para de reclamar! Nem sempre os pais divinos dos semideuses dão presentes e tals. Isso chega a ser até raro.

Depois de séculos, eu decidi tirar o batom da minha cara. Quando eu estava quase acabando, Annabeth entrou correndo na cabine.

- Temos que sair. Agora! – ela disse esbaforida.

- Mas nós ainda não chegamos e... – Percy começou.

- AGORA!!!! Peguem suas coisas! Rápido! – ela ordenou

Todos fizeram e logo estávamos prontos para saltar do trem. Estávamos ao lado da porta de saída, já aberta, quando alguém nos impediu.

Notas finais
Espero que vocês tenham gostado. O que vocês acharam dos personagens??? Era como vocês tinham imaginado??? Até semana que vem ou antes. Depende de vocês. Beijos