Rescue Me
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Princesa Regina sentava em quanto uma servente penteava seus longos cabelos negros, hoje iria celebrar 17 verões, segundo sua mãe ela estava muito velha para achar um marido. Mal sua querida mãe sabia que ela já havia achado sua alma gêmea,ele tinha a tatuagem de leão e era amigo de Daniel, garoto do estabulo. Ele mal sabia da existência dela, claro ele sabia que ela era uma princesa, mas talvez ele a achasse um tanto chata e tola. Ela o via cavalgar na vila com um grupo de homens. Ela sabia que ele morava na floresta porque Daniel havia falado a ela. Hoje ela iria cavalgar pela manhã e passar o dia todo se embelezando para um monte de velhos babões ficarem enchendo seu saco para casar com eles ou seus filhos. Mas ela não iria pensar nisso, ia pensar no seu passeio.
— Princesa, a vossa senhoria gostaria de uma trança ou deixar o cabelo solto?
— Uma trança por favor Margie.
— Assim seja.
Margie era como uma mãe, sempre cuidou de mim, e sempre aguentava as fúrias de minha mãe. Ela era a unica pessoa que eu confiava. Quando eu era pequena ela cozinhava biscoitos sem minha mãe saber. Ela já tinha certa idade, mas não podia parar de trabalhar. Ela acabou meu penteado, dei um beijo na bochecha dela e sai me controlando para não correr e chegar nos estábulos. Chegando lá abracei Daniel quase o derrubando, ele já tinha Rocinante pronto. Andar com Rocinante era o mais perto da liberdade que eu poderia ser, Daniel não poderia participar hoje, tinha serviços.
— Vamos garoto, iremos para o lago, lá tem as suas maçãs preferidas. — Falei em quanto levava ele pra fora dos estábulos, montei nele e sai correndo pelo terreno para aquecer e depois sai em direção ao lado, que demorava uns 15 minutos. Amarrei Rocinante perto da macieira preferida dele, e ele não demorou para arrancar uma maçã. Tirei minhas botas e entrei na beirada do lado molhando os pés e deitei no chão fechando os olhos, após alguns minutos alguma sombra veio em cima de mim, olhei assustada e me levantei.
— Wow, calma, calma, eu não vou machucar você — Ele se afastou de mim, mesmo assim não larguei minha postura defensiva com uma bola de fogo na minha mão, as vantagens de ter magica. — Regina, eu sei que você me conhece, e eu sei que você gosta de mim, eu quero te ajudar.
— Como assim me ajudar?
— Daniel me disse que você detesta aqui, ele me pediu um favor, ele salvou minha vida, eu vou fazer tudo por ele. — Fiz a bola de fogo nas minhas mãos desaparecer.
— E como você faria isso?
— Hoje a noite, esteja pronta para partir se quiser, se você quer diga "Você cheira como floresta" e eu irei te levar comigo. Mas se prepare princesa, nós acampamos e fugimos, você tem que se acostumar com isso. — Ela me beijou nos lábios e assim tão rápido como veio o vi correndo para a floresta. Voltei para casa sorridente, não falaria com ninguém sobre isso, passei a tarde me preparando para o baile ansiosa para ver se era verdade ou não. Aguentei minha mãe a tarde todo a me torrar a paciência, falando que tudo envolvendo a mim estava ruim ou não bom o suficiente. Eu estava pronta, estava com um longo vestido azul e garanti uma calça em baixo, tinha uma bolsa com roupas que levei ao Daniel, ele iria se encontrar com Robin. Logo estaria livre.
Quando fui anunciada quase desmaiei, os guardas abandonaram seus postos apontando arcos com flechas para todos os convidados. E uma figura mascarada veio ao meu lado.
— ACALME-SEM TODOS, IREMOS PEGAR SEU DINHEIRO E SAIR, TEMOS 500 HOMENS LÁ FORA, SUGIRO QUE NÃO NOS SIGAM, TODOS OS GUARDAS ESTÃO COMPROMETIDOS, FIM A RAINHA CORA. VAMOS O DINHEIRO RÁPIDO. — Ele se virou para mim e reconheci seus olhos — Como eu estou? Cheirando bem?
— Você cheira como floresta — sorri para ele.
— É bom se acostumar com isso princesa.
Foi tudo muito rápido, senti Robin me puxando e saímos em direção aos estábulos, subimos os dois em Rocinante e Daniel no cavalo de Robin, o resto de seus homens saíram. Não existia 500 pessoas lá fora, eles eram ladrões e mentirosos e confesso que fiquei com medo, mas nada melhor que sair perto de Cora. Mudei de opinião completamente quando pararam na casa de uma velha senhora e deram um pouco de dinheiro e fizeram com a vila toda. Era isso que eu queria. Quando anoiteceu Robin ficou atrás de mim nas costas de Rocinante e me deixou dormir encostada nele, precisávamos sair dali rápido. Paramos apenas para descansar durante 5 dias. Eu dormir na mesma tenda que Daniel e Robin, era estranho ser a unica mulher mas qualquer olho torto os dois ficavam uma fera.
7 anos depois
— Roland vem aqui, o que eu falei sobre sair correndo, termine de se lavar.
— Desculpa mamãe — O meu menino falou triste, ele odiava me desapontar, voltou para lavar os cabelos no rio de novo. Quando terminei enrolei-o em uma toalha e dei um beijo em sua testa, troquei as roupas dele e lavei as usadas em quanto ele brincava comigo. A vida era simples mas boa. Nunca passávamos fome ou frio. Graças ao código de Robin tínhamos muitos amigos.
Falando em Robin, nós namoramos durante 2 anos, depois da fuga demorou um mês para ele me beijar de novo, após disso tudo ocorreu como devia, noivamos, casamos e tivemos o amor da minha vida, Roland. Ele era a criatura mais adorável e perfeita no universo. Curioso e muito inteligente, era um garoto da mamãe também, tinha 3 anos, já queria aprender a usar o arco e flecha mas Robin entendeu o recado quando eu apenas olhei para ele. Falando nele, sinto dois braços fortes pegando minha cintura e me beijando o pescoço.
— Você deixa todo mundo vir aqui e te abraçar assim?
— Não, Roland ia me avisar se não fosse você seu bobo. Você sabe como ele é se eu dou atenção para qualquer pessoa ele se irrita. Parece que não conhece seu filho.
— Também, não queremos que ninguém roube nossa Rainha. — Ele sentou do meu lado e me viu lavar as roupas e me ajudou, as vezes parava para me dar uns beijos, correr atras do Roland ou passar a mão no nosso pequeno milagre. E o resto é historia. Acho que aprendi o significado de felizes para sempre. Nós nem se preocupamos com a minha mãe, ela foi tirada do trono, uma tal de Salvadora ou coisa assim.
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