Requited Love
1 Capítulo Único
Notas iniciais
FELIZ ANIVERSÁRIO PARA A SAGITARIANA MAIS FOFA E LINDA QUE EU CONHEÇO! :D
Senti o braço que apertava meu braço afrouxar um pouco. Segundos depois, senti meu corpo ser impulsionado para a frente por mãos nas minhas costas. Pega de surpresa, perdi o fôlego e tropiquei, caindo no chão frio e duro.
– Ei! — reclamei me sentando e esfregando meus pulsos doloridos pela queda. — Precisava ser tão indelicado? — gritei e ouvi duas pessoas caindo ao meu lado.
Em resposta, recebi uma porta fechada bem na minha cara. Olhei ao meu redor, mas a escuridão impedia que eu visse algo. Apenas vi os contornos de duas cadeiras e uma mesa.
– Estão bem? — Perguntei ainda irritada com a pessoa que nos jogou ali dentro.
– Sim. — Percy gemeu de dor.
– O que aconteceu? — Nico perguntou com um tom de preocupação.
– Eu acho que torci meu tornozelo. — Falou com a voz falhando.
– Então não está bem. — Rebati irritada. — Precisará descansar.
– Não, temos que nos preocupar com mais coisa além do meu tornozelo nesse lugar. Por quê nos trouxeram para cá?
– Não acha que o fato de que eu, Nico e você estejamos aqui seja uma coincidência? — Falei.
– Como assim? — Foi a vez do filho de Hades perguntar.
– Somos filhos dos três grandes. — E fiz uma careta, mesmo sabendo que eles não veriam.
– Não acha que nos colocaríamos nessa prisão por...? — Nico começou.
– Sim. — Interrompi sua fala.
– O que? — Percy perguntou, provavelmente sem entender nada.
– Eles querem se vingar dos deuses por terem vencido a guerra. — Respondi e estremeci de medo só em pensar no que poderiam fazer conosco.
– Fique calma. — Percy aproximou de mim se arrastando pelo chão e me abraçou de lado. — Vai dar tudo certo. — Pelos barulhos, percebi que Nico havia se arrastado em uma parede e encostado nela.
– Como sairemos daqui? — Perguntei depois de um tempo, insistindo no assunto. — Eles podem nos matar.
– Não morreremos antes de lutar, certo? Mas.. Não faço ideia de como sairemos. — Nico disse emburrado.
Bufei de raiva e empurrei Percy, desvencilhando-me de seu abraço. Ele começara a babar em mim, cochilando de tanto sono. Ele caiu de lado no chão e por lá ficou, pois não ouvi nenhuma movimentação. Passei a mão no meu ombro, o lugar onde ele tinha babado e me levantei. Andei até a parede e tateei até encontrar a porta. Me afastei um pouco dela e corri em sua direção, com o ombro voltado para ela. O objetivo era arrombar o que nos separava da liberdade. Corri por alguns segundos e, logo em seguida, senti algo duro bater em meu ombro, que fez um barulho e começou a doer instantaneamente.
– AI! — Gritei de dor.
– Não acredito que você fez isso. — Nico disse e pensei que ele provavelmente tinha revirado os olhos, pois era sua mania.
– Qual o problema? Acha que eu ia ficar parada igual você esperar eles nos tirarem daqui? — Gritei irritada com ele e, por não ter ouvido nenhum som, deduzi que Percy não havia nem acordado.
– Acha que vai ser possível? Estamos presos, Thalia! Ninguém sabe onde estamos, nem nós mesmos! Acha que colocaram panos pretos nas nossas cabeças durante todo o trajeto até aqui por quê? Mesmo se sairmos daqui, vamos para aonde? — Gritou de volta. Me aproximei dele, vendo sua sombra.
– Se você fosse tão esperto quanto é, saberia onde estamos. — Disse entre dentes.
– Ah é? E por acaso Vossa Realeza sabe? — Rebateu em tom baixo, porém ameaçador.
– Sei que devemos sair daqui, não importa aonde estivermos. Por nossas vidas. — Gritei e bati o punho na parede ao nosso lado, que emitiu um pequeno barulho. Ao fazer isso, meu ombro doeu, mas não mudei minha posição. Ele me encarou em silêncio e a única coisa que podíamos ouvir eram nossas respirações alteradas pela ira.
– Espera... Por quê está mais claro aqui? — Percy disse bocejando e me virei para o lado em que sua voz vinha. Para minha surpresa, eu podia ver seu rosto manchado de suor e sujeira.
– Eu estou te vendo. — Eu falei depois de algum tempo ainda surpresa.
– Ah mesmo? Eu também estou te vendo. — Nico rebateu ainda irritado e me virei para ele, pronta para dizer algo mal educado, quando percebi que também podia ver seu rosto e não era lá aquelas coisas bonitas de se ver..
– Nico, você está péssimo. — Disse assustada.
– Obrigado, você também está muito bonita. — E revirou os olhos, quando percebeu o que havia acabado de dizer. — Quer dizer, muito feia. Isso, muito feia. — Olhei para a direita, na direção da parede, e percebi um buraco. Não muito grande, mas o suficiente para que entrasse alguma luz e ar fresco, já que não havia janelas no quarto.
– UM BURACO! — Gritei entusiasmada e me aproximei dele, tentando olhar o lado de fora.
– Isso, grita mais alto que eu acho que os seguranças não ouviram. — Nico resmungou e revirou os olhos.
– Já que pediu... — Dei de ombros e respirei uma golfada de ar. — UM B-
– Shiu! — Nico disse, ainda com a mão na minha boca. — Eu não falei sério! Não era para gritar mais alto! — Disse entre dentes. — Entendido? — Como ele ainda estava tampando minha boca, murmurei um "Aham" e ele me soltou. Percy se levantou e se aproximou de nós.
– Se conseguirmos aumentar o tamanho desse buraco, podemos escapar por aqui. — Ele sussurrou.
– Também não precisa falar tão baixo. — Resmunguei.
– Mas como faremos para esconder isso caso os seguranças entrem aqui? — Nico perguntou, passando as mãos pelos cabelos e bagunçando-os de um jeito sexy. Foco Thalia, foco. Olhei ao meu redor e observei que havia muitos postêrs nas outras paredes do quarto.
– Podemos usar um daqueles dali. — Falei apontando para os cartazes.
– Ah, claro. A iluminação vai entregar tudo. — O filho de Hades falou indignado. — É só bater um pouco de luz, atravessar o pôster e eles vão saber que há um buraco aí.
– Por quê você sempre tem que apontar algo errado no que faço? — Indaguei colocando as mãos em minha cintura.
– Você sempre faz tudo errado. — Falou e fez uma careta.
– Não é verdade! — Rebati.
– Chega! Querem fazer mais barulho e fazer os caras virem aqui? — Percy murmurou mais irritado que nós.
– Claro que não. — Falamos ao mesmo tempo, fazendo nos encararmos por um segundo e revirarmos os olhos.
– Okay. Agora vamos tampar isso. Peguem o pôster. — O filho de Poseidon continuou autoritário.
– Por quê nós temos que fazer isso? — Perguntamos juntos e nos assustamos com a coincidência.
– Por quê... Ora... — Pensou um pouco. — Ah, esqueçam. Eu mesmo pego. — Disse irritado e foi pegar o que nos faria tampar o buraco. Aproveitei o momento para olhar através dele, mas não podia ver nada, era muito pequeno. Tentei colocar o dedo e aumentá-lo um pouco. Caíram algumas pedrinhas e olhei novamente. Era possível ver a parte de fora, onde havia uma floresta densa. Eu não podia ver muita coisa, pois o buraco, mesmo aumentado, ainda era pequeno.
– Tem uma floresta lá fora. — comentei com Nico.
– O que? Deixe-me ver. — Ele me empurrou e caí sentada no chão.
– Será que dá pra fugir por ela? — Quis saber ele empolgado.
– Claro que dá, idiota. Isso se você achar um jeito de nos tirar daqui primeiro. — Respondi revirando os olhos.
"Tenho que parar com isso. Estou pegando a mania de Nico." — Pensei assustada.
– Por hora vamos fazer isso ficar bem escondido. — Começou Percy tampando o buraco com o cartaz fazendo voltarmos à mais completa escuridão. — Não podemos perder a nossa única chance de escapar.
Ouvi ele se arrastar para perto de uma parede e desabar nela novamente. Continuei sentada no chão, aonde eu havia caído e senti Nico sentar-se ao meu lado. Meus olhos estavam quase se acostumando com a escuridão novamente quando a porta foi aberta e a luz invadiu o lugar.
– Quem aqui é o filho do Peixeiro? — Grunhiu o homem. Sua voz ecoou no quarto e eu não podia ver seu rosto. Meus olhos estavam ofuscados pela luz e o máximo que eu podia ver eram os cortonos de seu corpo.
– PEIXEIRO? — Gritou Percy indignado.
– Sim. Algum problema? — Ele entrou no quarto e se aproximou do lugar em que nosso amigo estava.
– Claro que sim. Principalmente quando esse "peixeiro" é meu pai. — Reclamou e percebi que, pela sombra, ele havia se levantado.
– Venha comigo rapazinho. — E ele o pegou pela gola e foi em direção à porta.
– Largue nosso amigo! — Nico levantou-se em um pulo e gritou antes que eu pudesse fazer qualquer coisa. O homem virou-se em nossa direção, parado na frente da porta.
– Vocês não o verão tão cedo! — E, com uma gargalhada que me estremeceu até os ossos, saiu e trancou a porta novamente, nos deixando sem reação. Do lado de fora, podíamos os resmungos e tentativas de fuga de Percy.
– Covarde. — Nico reclamou entre dentes.
– Temos de salvá-lo. — Rebati me levantando e tirando o pôster do lugar que estava.
– O que vai fazer? — Nico se aproximou de mim e eu podia sentir seu hálito atrás de mim.
– Fugir daqui. — Respondi.
– Não conseguiremos...
– Vamos e temos que conseguir, Nico. — Me virei para ele e percebi que estávamos mais próximos do que eu gostaria. Ele se aproximou de mim aos poucos.
"Lembre-se de Luke, Thalia." — Uma voz falou na minha cabeça e, acordando do transe, empurrei-o para longe.
– Saia de perto de mim! — Gritei nervosa.
– O que foi isso? — Perguntou assustado com minha reação. — Eu pensei que..
– Pensou nada! Vamos arranjar um jeito de sair daqui logo! Não sei como estou suportando ficar todo esse tempo com você no mesmo quarto! — Falei irritada. — Vá procurar algo com que poderemos cavar o buraco. — Completei e ouvi seus passos se distanciando. A luz iluminava o quarto e percebi que estava chegando o pôr-do-sol. Passarinhos cantavam lá fora e, por um momento, tive a sensação de liberdade. Balancei a cabeça e me pus a ajudar Nico a achar algo.
Tateei os cantos das paredes procurando algum objeto. Me aproximei da mesa e esbarrei em Nico, fazendo nós dois cairmos no chão.
– Olhe por onde anda! — Resmunguei.
– Olhe você, Cara de Pinheiro! — Falou elevando a voz. Bufei de raiva e me levantei.
– Desisto! Não há nada neste quarto!
– Podemos cavar com nossos próprios dedos. — Ele sugeriu. Andei até o buraco, que ficava na parede oposta à porta, e comecei a cavar.
{...}
– Thalia... — Nico sussurrou.
– Sim? — Respondi.
– Você acha que alguém no acampamento está nos procurando? — Percebi um tom de preocupação na sua voz.
– Claro que sim, Nico. Eles não podem ficar sentados e esperar voltarmos sorridentes e alegres. Estamos demorando muito mais tempo do que a missão realmente pediria, eles devem ter notado algo errado. — Tentei transmitir mais tranquilidade do que eu sentia em minha voz. — Quíron não é burro.
– Ah, tudo bem. — Ficou alguns minutos em silêncio. — Thalia. — Dessa vez, havia urgência em sua voz.
– Que? — Repeti, um pouco impaciente.
– Estou ouvindo passos. — Arregalei os olhos, me levantei, corri para pegar o pôster e, ao mesmo tempo em que coloquei, ouvi a porta se abrir.
– Estão se divertindo, garotos? — Um homem com voz diferente do que havia levado Percy perguntou e, em seguida, riu. Estremeci de medo, mas continuei forte e em pé, encarando-o.
– Vocês não podem morrer de fome. Precisaremos de vocês mais tarde. Aqui há comida e água para vocês. — Disse, largou algo na mesa e saiu do quarto.
Retirei o pôster da frente do buraco para que houvesse alguma iluminação na sala e percebi que Nico me encarava.
– Que foi, Zumbi? — Perguntei irritada e andei até a mesa, sem esperar nenhuma resposta. — O QUE? — Gritei. — UM PÃO DURO E UM COPO DE ÁGUA? Estou percebendo o quão preocupados em não morrermos eles estão. — Bufei de raiva.
– Pelo menos é algo. Vamos dividir tudo ao meio. — Nico sugeriu e aproximou-se da mesa, repartindo o pão. Peguei o copo e tomei metade da água que havia ali. Minha garganta estava seca e eu nem havia percebido. Comemos tudo em silêncio e em pé, famintos o suficiente para não lembrarmos que havia cadeiras ali.
{...}
– Vá dormir, Thalia. — Ouvi ele repetir pela milésima vez.
– Não, estou bem... — Murmurei, continuando a cavar, sem nem sentir meus dedos tocarem a terra. Eu havia trabalhado rápido e o buraco quase chegava ao diâmetro de 20 cm. Já era de noite e eu podia ouvir corujas piarem.
– Você está cansada. Vá dormir. — Ouvi ele se aproximar de mim, colocando os braços em torno da minha cintura e me arrastando pelo chão.
– Não.. Preciso continuar... — Falei sonolenta.
– Você tem que ir dormir. Agora. — Disse autoritário e decidi não reclamar mais. Deixei meu corpo amolecer e descansar, caindo no chão. Nem mexi e meus olhos começaram a fechar.
{...}
Abri os olhos e vi que uma boa iluminação batia ali. Coloquei a mão em cima dos olhos e sentei no chão.
"Será que eu morri?" — Pensei e logo me lembrei de todos aqueles filmes e livros em que as pessoas se perguntam isso. — "Nah, lógico que não."
Me levantei e andei em direção ao lugar de onde vinha toda a luz. Para meu espanto, era o buraco que eu havia achado ontem e ele estava muito maior. Eu poderia passar ali tranquilamente.
– Nico? — Chamei-o, ainda sonolenta.
– Thalia? Estou aqui! — Me chamou e olhei para trás, de onde sua voz vinha. Ele estava sentado em uma das cadeiras e estava com muitas olheiras. Seu rosto estava muito sujo e seus dedos, imundos.
– Você cavou todo aquele buraco? — Perguntei me aproximando dele.
– Sim. Achei essa colher aqui naquele canto da parede e usei para me ajudar a ir mais rápido. — Apontou para uma colher que se encontrava no chão, um pouco amassada. Seu rosto estava suando e parecia esgotado.
– Não acredito que você trabalhou a noite toda. — Disse.
– Bom... — Deu de ombros e sorri.
– Você não toma jeito... — E ele deu uma risada. Me levantei, andando em direção ao buraco. Ouvi Nico se aproximar de mim. — Pronto?
– Claro. Por que não? Nossa liberdade está na nossa frente! — Percebi um pouco de irritação em sua voz.
– Estou com frio na barriga. Eu não sei o que pode acontecer. — Disse e olhei o mundo lá fora. Depois de tanto tempo em um quarto, eu ansiava por ir lá fora, mas também tinha medo. Ele passou pelo buraco e estendeu a mão para mim.
– Venha. — Sussurrou. Me senti mais segura com ele e segurei em sua mão, passando pelo buraco também.
– Faça silêncio. — Nico disse e colocou a mão sobre seu lábio. Começou a andar sem soltar minha mão e eu comecei a segui-lo.
– Por onde vamos? — Perguntei tentando não fazer barulho.
– Sair daqui e procurar ajuda. — Respondeu sem olhar para mim, apenas continuando a andar.
– O que? — Resmunguei o mais alto que podia e parei de andar. — Temos que ajudar Percy!
– Sim, para isso vamos pedir ajuda. — Parou e olhou para mim, um pouco assustado e um pouco indignado.
– Não... — Balancei a cabeça e dei um passo para trás, ainda sem soltar sua mão. Sem querer, pisei em um galho seco caído no chão e ele emitiu um barulho alto. Para nossa infelicidade, ainda estávamos perto o bastante do lugar em que antes estávamos presos e o barulho foi ouvido pelos sequestradores.
– Eles fugiram! — Ouvi um rapaz gritar.
– THALIA, CORRE! — Nico gritou, sem se importar com o barulho feito, me puxando pela mão em direção ao meio da floresta. Na verdade, nem sabíamos para onde estávamos correndo. O que importava era que saíssemos em segurança.
Corremos por muito tempo, desnorteados e sem sabermos onde estávamos.
– Nico, não posso mais ir em frente. — Parei de correr e ele também, olhando fundo em meus olhos.
– O que aconteceu? Está cansada? Machucada? — Começou a perguntar desespero passando os olhos pelo meu corpo à procura de uma fratura ou machucado.
– Não, nada disso. — Eu neguei, mas ele continuava a perguntar. — NICO!
– Sim? — Parou por um momento e respirei fundo.
– Preciso falar rápido. Despistamos eles, mas não por muito tempo. — Falei ofegante, depois de toda a corrida. Minhas pernas também tremiam devido a todo o esforço. Metade de um pão não sustenta ninguém.
– Diga. — Seus olhos estavam preocupados.
– Eu preciso voltar e salvar Percy. Não.. Não posso deixá-lo lá. — Olhei para o chão envergonhada. Eu envergonhada? Fim do mundo chegando. — Me desculpe. — Senti seus dedos puxando meu queixo para cima, me forçando a olhar em seus olhos.
– Apenas prometa que vai ficar bem.
– Prometo.. Vou tentar. — E ele sorriu de canto. Instintivamente, nossos rostos nos aproximaram e nossos lábios se selaram em um beijo que eu sonhava todas as noites.
– Você.. Caçadora. — Ele disse assim que nos separamos e eu entendi o que queria dizer.
– Tudo bem. Não sou mais seguidora de Ártemis. — E sorri e ele suspirou aliviado.
– Eu te amo... — Sussurrou.
– Eu também te amo. — E ele me deu um selinho. Assim que nos separamos novamente, ouvimos barulhos de passos. — Bom, não acho uma boa hora para... Ehr...
– Ah, claro. — Riu sem graça. — Então, eu vou por aqui e você por ali. — Disse apontando os lugares.
– Não, zumbi... — E riu de seu desconcertamento. — É ao contrário.
– Ah, sim. Eu sabia. — Olhou para mim novamente. — Lembre-se de sua promessa. — Dei um beijo na sua bochecha e me virei ao que eu pensava ser a direção da casa.
Corri o mais rápido possível e fazendo muito barulho, tentando deixar os homens confusos e saírem de perto de Nico. As árvores passavam por mim rapidamente e eu sentia o vento em meu rosto, balançando meus cabelos.
"Livre e feliz novamente." — Pensei e não pude evitar um sorriso.
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