Requiem da Nova Terra

1 O Despertar no Desconhecido: Bem-vinda à Nova Terra


Notas iniciais
🔮 Bem-vindo a "Requiem da Nova Terra"! Esta é uma história original cheia de mistério, ação e suspense. 📅 Cronograma: Os próximos capítulos serão lançados conforme o interesse dos leitores. Seu apoio e comentários são essenciais! ⚠️ Aviso: Essa história mistura ficção, mistério e elementos sobrenaturais, então prepare-se para reviravoltas e segredos ocultos! 🖊️ Autora: Essa é uma história única, e sua continuação depende do feedback de vocês! Espero que gostem da jornada de Beatrix. 📌 Agora, mergulhe nessa aventura e descubra os segredos da Nova Terra!

O tempo estava quebrado.


Ela não sabia como ou por quê, mas algo havia rasgado o tecido da realidade. A sensação de estar suspensa no vácuo, sem passado nem futuro, sem tempo nem espaço, fazia seu corpo inteiro formigar.


Seu coração batia lentamente, cada pulsação ecoando como uma batida de tambor distante. Seus pulmões se enchiam de um ar que não existia. Seu corpo flutuava entre luz e trevas.


Então… ela abriu os

olhos.

Os primeiros segundos foram confusos.


A luz do céu estava distorcida, como um reflexo quebrado em um espelho. O chão sob seus pés parecia sólido, mas ondulava levemente, como se o mundo estivesse respirando.


Ela se viu em meio a uma paisagem impossível. De um lado, arranha-céus reluzentes de vidro e aço piscavam letreiros holográficos em línguas desconhecidas. De outro, templos antigos desmoronavam, com inscrições douradas brilhando nas pedras cobertas de musgo. Árvores torcidas cresciam entre destroços de tecnologia avançada.


Era como se tempos diferentes estivessem colidindo.


E então, ela se lembrou que não sabia quem era.


Seu nome... Beatrix.


Era a única coisa que sua mente conseguia resgatar do vazio. Seu nome e a certeza de que algo estava errado.

Seus dedos deslizaram pelos próprios cabelos, longos e cacheados, caindo como ouro derretido sobre seus ombros. Sua pele era clara, suave ao toque, como porcelana sob a luz incerta do mundo quebrado.


Seus olhos, grandes e brilhantes, refletiam as luzes distorcidas ao redor. No reflexo de uma poça de água cristalina, ela se viu pela primeira vez. Ela era... perfeita.


Mas por quê?


Ela não lembrava de sua origem. Não lembrava de um lar, de família, de amigos. Apenas seu nome ecoava em sua mente, e a estranha sensação de que não pertencia a lugar nenhum.


E, ao mesmo tempo, pertencia a todos os lugares.

Passos.


Beatrix virou a cabeça na direção do som. Um homem caminhava em sua direção, o casaco longo balançando com o vento inexistente. Seus olhos estavam arregalados de espanto e medo.


— Quem... o que você é? — ele murmurou.


Ela hesitou. Não sabia a resposta.


— Eu… — sua voz saiu suave, mas carregada de incerteza.


O homem recuou um passo. Seu olhar se moveu rapidamente entre o rosto dela e as sombras distorcidas ao fundo. Ele estava aterrorizado.


— Você… não deveria existir.


Essas palavras fizeram algo dentro dela se partir.


Mas antes que pudesse responder, o m

undo estremeceu.

Criaturas sombrias emergiram das frestas no chão, seus corpos indefinidos se movendo como fumaça viva. Sem rosto, sem olhos, sem expressão… mas ela sabia que estavam olhando diretamente para ela.


Eles vieram atacá-la.


Seu corpo reagiu antes de sua mente. Quando percebeu, estava segurando uma lâmina — uma arma que ela não lembrava de ter, mas que se encaixava perfeitamente em sua mão.


O primeiro monstro saltou em sua direção.


Ela cortou.


A lâmina brilhou com um clarão azul elétrico, despedaçando a criatura em um segundo.


O homem que a observava prendeu a respiração.


— Você… o que você fez?


Beatrix olhou para a espada brilhante em suas mãos. Não sabia a resposta. Mas sabia de uma coisa:


Ela precisava de

scobrir quem era.

O mundo ao redor continuava se despedaçando. O céu tremulava entre o presente e o passado.


Ela sentia que não pertencia ali.


Havia um nome ecoando em sua mente. Um nome que parecia... um destino.


Nova Terra.


Ela não sabia de onde essa memória vinha, mas sabia que precisava ir para lá.


Sem hesitar, Beatrix deu um passo à frente e atravessou o véu da realidade.


E então, tudo mudou.

Capítulo 2 – O Primeiro Dia na Nova Terra

A luz do sol queimava suavemente sobre sua pele.

O calor morno da manhã a envolvia, e o cheiro salgado do mar pairava no ar.


Havia barulhos… Muitos barulhos.


Vozes misturadas, buzinas de carros, risadas distantes. O som abafado de música saindo de um carro próximo.


Seus olhos abriram devagar.


Por um instante, tudo girou. O céu azul se mesclava ao brilho das construções ao redor. Pessoas passavam por perto, algumas carregando bolsas, outras mexendo em celulares. O barulho era intenso, diferente de qualquer coisa que ela se lembrava…


Na verdade, ela não se lembrava de nada.


Beatrix piscou algumas vezes, tentando entender onde estava.


Ela estava… deitada no chão?


O que aconteceu? Como veio parar aqui?


O coração bateu mais forte. Seu corpo sentiu um arrepio de alerta. Tentou se sentar, apoiando-se nas mãos, e percebeu que algo pesado estava dentro do bolso de sua roupa.


Seus dedos deslizaram para dentro e tocaram o metal frio.


Uma espada… Pequena, discreta, quase como uma adaga longa.


Ela não sabia por que, mas sentia que essa espada era importante.


Mesmo sem entender, não podia deixá-la para trás.


Foi nesse momento que sentiu alguém cutucando seu ombro.


— Ei… Você tá bem?


A voz era feminina, carregada de sotaque carioca.


Beatrix ergueu a cabeça e viu uma garota de cabelos longos e cacheados, pretos como a noite, e olhos castanhos brilhantes. Ela vestia roupas curtas, típicas do calor do Rio de Janeiro, e olhava para Beatrix com uma mistura de curiosidade e preocupação.


— Você tá bem? — a menina repetiu, inclinando um pouco o rosto. — Dormiu na rua, foi?


Beatrix tentou responder, mas sua mente parecia vazia. Ela não sabia o que dizer.


— Eu… eu não sei — sua voz saiu baixa, como se falasse consigo mesma.


A menina franziu as sobrancelhas.


— Como assim, não sabe? Você tá perdida?


Beatrix respirou fundo e olhou ao redor. O mundo parecia muito estranho. Pessoas passavam apressadas, algumas rindo, outras discutindo, carros seguiam pelas ruas, ônibus lotados paravam e seguiam viagem.


Nada disso fazia sentido para ela.


— Eu… — Beatrix fechou os olhos por um segundo. O que ela deveria dizer?


— Você não tem onde ficar? — a menina perguntou, cruzando os braços.


Beatrix sentiu um incômodo no bolso de sua roupa. Deslizou a mão para dentro e puxou um pequeno cartão.


Havia um endereço escrito nele.


E um nome.


Beatrix.


Ela piscou.


— Acho que… tenho — murmurou, olhando para o endereço no cartão.


A menina inclinou a cabeça, curiosa.


— Você acha? — riu de leve. — Tá, então vai pra lá, ué.


Beatrix a encarou.


— Eu não sei… onde é.


A menina arregalou um pouco os olhos.


— Ué, tu nunca veio pro Rio, não?


Beatrix hesitou.


Ela não sabia responder.


Havia um buraco em sua mente. Como se algo tivesse sido apagado. Ela sabia que seu nome era Beatrix e que aquele endereço significava algo, mas… só isso.


— Acho que não — respondeu, sincera.


A menina mordeu o lábio, pensativa.


— Tá, olha, meu nome é Ana. Eu estudo aqui perto. Se você precisar de ajuda, posso te mostrar o caminho.


Beatrix sentiu uma sensação estranha.


Era a primeira vez que alguém falava com ela de forma tão natural.


— Obrigada, Ana — murmurou.


— De nada. Mas, tipo, se tu for uma assassina ou sei lá, já aviso que sei dar voadora, hein — brincou Ana, rindo.


Beatrix não entendeu a piada, mas sorriu de leve.


Algo em Ana transmitia segurança.


Talvez não estivesse sozinha nessa jornada.

Beatrix seguiu Ana pelas ruas da cidade. Cada passo era uma avalanche de novas descobertas.


Prédios enormes. Telas gigantes exibindo anúncios de produtos estranhos. Pessoas andando rápido, mexendo em aparelhos pequenos nas mãos. Crianças correndo, vendedores gritando sobre promoções.


O cheiro no ar era uma mistura de mar, comida frita e poluição.


O mundo era diferente.


E ela não sabia como se encaixava nele.


— Aqui é tua casa? — Ana perguntou, parando em frente a uma casa branca, grande, mas não exageradamente luxuosa.


Beatrix olhou para a casa. Ela sabia que aquele lugar era seu.


Mas não sabia por quê.


A chave estava no bolso de sua calça. Como se tudo tivesse sido planejado para que ela estivesse ali.


Ela abriu a porta.


O interior da casa era espaçoso, moderno, perfeito demais. Tudo parecia limpo, organizado, vazio.


Ana assobiou.


— Caraca, tu mora bem, hein. Eu ia perguntar se tu queria dormir lá em casa, mas assim nem precisa.


Beatrix não respondeu. Havia um frio subindo por sua espinha.


A casa era silenciosa demais.


Até que…


Um som.


Um sussurro.


Beatrix congelou.


Ana não parecia ouvir nada.


Mas Beatrix sentiu.


Alguém… ou algo… estava ali.


E estava observando.


O Que Vem A Seguir?


Agora que Beatrix está estabelecida, podemos definir os próximos acontecimentos:


1. Como será o primeiro dia dela na escola?



2. Ana perceberá que há algo estranho em Beatrix?



3. Beatrix começará a ter flashes de memória sobre o passado?



4. Ela terá um primeiro contato sobrenatural de

ntro da casa?

Notas finais
💬 Gostou da história? Comente suas teorias e o que achou desse começo! Seu apoio é essencial para a continuação da história. 📖 Novos capítulos serão lançados conforme o interesse dos leitores, então não esqueça de deixar seu feedback! 🔎 O que esperar? Beatrix ainda não sabe quem é, mas sua jornada pela Nova Terra está apenas começando… Será que ela descobrirá a verdade antes que seja tarde demais? 💡 Curiosidade: A espada que Beatrix carrega tem um papel muito maior do que aparenta. O que será que ela realmente esconde?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!