Requiem Of The Gods

3 II Capítulo: Nascimento


Apreciavam com seus olhos o nascimento de um demônio, mas em seus olhares não havia medo, Hiro olhava para seu braço direito e aquela aura negra exalava do mesmo, sem pensar muito partia para cima do homem das chamas um soco bem concentrado bem no meio da cara, tão forte que o homem assim dito saia voando por alguns metros e deslizava pelo chão de pedra, agora já se encontrava-se inconsciente, Hiro já se perdia em raiva e da sua boca escorria sangue dos ataques que havia recebido.

— Esse olhar, esse poder, não esperava encontrar outro renegado…


Dizia a mulher com uma katana nas mãos, perdido no mais profundo de sua raiva sem pensar ao menos duas vezes partia para cima da mulher, sem perder tempo ela manda cortes no ar que iam de encontro a Hiro, cortava sua barriga levemente e fazia outro corte no seu rosto, ficava um pouco espantada pela resistência do mesmo e quando Hiro mandava um soco com seu braço direito ela se defendia com a espada, seu soco se encontrava com a resistência de sua arma o impacto tão forte que seu braço se dilacerava e a mulher deslizava um pouco para trás e Hiro caia no chão de joelhos.

— Parece que o poder não suportou o próprio poder, uma pena!.


Agora sentia a dor de sua perna e ainda por cima a do seu braço, mas ainda mantém sua irmã em mente essas lembranças...olhava para o lado e via sua irmã jogada no chão, sempre foi muito protetor desde a época do orfanato, aquela garota havia feito ele a pessoa mais feliz mesmo com tão pouco, “Saori…” a mulher levantava a espada para um golpe final, Não!, Ainda não era a hora e nem o momento certo, Hiro olhava para a mesma e se levantava o máximo que podia mesmo ferido e em quando a lâmina descia ele estica seu braço abrindo a mão, pretendia se defender sacrificando seu braço direito para um golpe com o esquerdo, logo a mão do mesmo se encontrava com a lâmina da katana que afundava na mesma, a ponta da arma pegava um pouco acima da sobrancelha e descia até a parte de cima da sua bochecha, ficava parado por um momento, não havia notado que alguns minutos atrás uma chuva tinha começado, as gotas escorriam pelo seu rosto assim como o sangue do corte, seu braço direito já não era mais útil, mas fechava seu punho esquerdo com toda a força e mandava um gancho de esquerda na cara da mulher, acertava porém o poder não era o mesmo.

— Pessoas como você são a escória da humanidade, mas logo acabarei com isso!


Hiro caia no chão via sua irmã e sua visão começava a escurecer, esticou seu braço esquerdo tentando alcançar a mesma em seu último suspiro.

— Me desculpa...Saori.


Desmaiava, logo recobrou sua consciência ao poucos abrindo seus olhos lentamente, estaria deitado em algo confortável, logo se sentou na cama e podia ouvir os barulho de aparatos médicos, o lugar não era um hospital, olhava em volta estaria tudo muito mal cuidado a pintura das paredes estaria descascada e a janela quebrada, a chuva continuava, logo puxava cabos de plástico e as agulhas que estavam presas em seu corpo e saia da cama mas logo capotava quase caindo no chão e continuava andando sentindo muita dor e cambaleando, abria a porta quase caindo no chão novamente, e via pessoas em uma sala comendo e sentadas em alguns sofás em volta de uma mesa.

— Olha se não é o homem do tapa olho!, vejo que acordou.


Dizia o velho, que logo ao olhar Hiro havia percebido que era o síndico de seu prédio.

— Se...Senhor Yuka?


O velho se levantava e andava até Hiro, o ajudando a ficar em pé e o carregando até a sala, Hiro olhava em volta e via estantes com quadros antigos e fotos pretos e branco, igualmente muitas medalhas, mas nada daquilo importava no momento, logo o velho o sentava no sofá e se sentava no sofá da frente.

— Ele não parece muito forte mestre!.


Dizia um homem musculoso encostado na parede, barbudo e com um cabelo esperado usando apenas uma regata branca e bermuda, Hiro olhava para ele, o velho chamava atenção de Hiro.

— Sabemos que você agora é um renegado.


Hiro balançava a cabeça sem entender o que estava acontecendo e voltava a olhar para o senhor Yuka.

— O que aconteceu?


O velho soltou uma risada e pegava algumas batatinhas passando em um molho e comia, falando para ele o que havia acontecido.

— Soubemos de uma batalha na praça central, mandei a Zena dar uma olhada e adivinha o que ela encontrou…


Zena...Zena, esse nome era familiar, para Hiro, era a vizinha raivosa dele, a mesma tinha um cabelo vermelho e pelo que lembra era muito forte, que olhava para ele e logo virava o rosto de forma ranzinza, Hiro voltava a olhar para o velho.

— Quando ela falou seu nome, mandei que trouxesse você para cá.

— E a mulher que lutava contra mim?.

— Zena deu um jeito nela, quando você chegou aqui havia descoberto que era um renegado graças ao Midori.


Um garotinho de cabelo loiro que mais parecia uma garota e usava óculos redondos, sorria para Hiro acenando com a mão, Hiro não se importava e voltava a olhar para o velho.

— Como pode ver, quer dizer com apenas um olho é claro!


Hiro colocava os dedos direito sobre o olho direito e trocava a faixa que cobria parte do seu rosto e arregalava o olho esquerdo e assim que afastava a mão via que ela estava completamente enfaixada assim como seu braço, claro que a faixa não cobria a outra metade de seus dedos.

— Meu olho...Meu braço.


Logo se lembrava de algo que vinha voltando para sua mente lentamente, sua irmã é claro, se levantava apavorado ao se lembrar.

— SAORI!, CADÊ MINHA IRMÃ?.


O velho olhava para ele sem entender, quando mandou Zena procurar por sua irmã, não havia encontrado a mesma.

— Calma Hiro, sua irmão não estava lá!



Hiro se levantava e sai andando até a porta da saída mais Zena entra na sua frente e ele fecha o punho direito que logo começava a emanar a aura negra.

— Sai da minha frente!



O velho olhava para ele e dizia.

— Se der um soco nela vai ferir mais a si mesmo do que a ela, seu corpo não aguenta a própria relíquia, e para onde vai?, não tem ao menos ideia da onde começar a procurar sua irmã, então sente-se.


Hiro ficava bravo porém o velho tinha razão e conformado, voltou a se sentar no mesmo lugar que estava sentado e suspirava.

— Quando estava caído o relicário atendeu o chamado da sua relíquia e lhe liberou uma benção


O velho dizia, porém hiro estaria um pouco perdido e confuso não parava de pensar na sua irmã.

— Bênção?...O que?


O velho agora se tornava sério e isso espantava um pouco Hiro que agora se focava no que ele dizia.

— Um item que se usado por você lhe fornecerá um suporte para a relíquia, o de Zena por exemplo é uma espada de duas mãos, mas que se mantém escondida como um brinco.


Logo o homem musculoso de anteriormente trazia uma caixa preta com símbolos dourados não era incrivelmente grande mas parecia bem pesada, Logo o homem colocava a caixa em cima da mesa e o velho olhava para Hiro.

— Vá em frente, você é o único que vai conseguir abrir mesmo.

Colocava a mão direita na caixa e novamente lembranças sobre sua irmã vinha em sua cabeça e sua mente era sugada para dentro e logo se encontrava em um lugar totalmente branco e sentado em uma cadeira, e o chão apesar de branco parecia água e bem na sua frente um monstro parecido com um lobo de vários olhos que tinha seu como como um líquido negro na água e seus dentes afiados poderia dilacerar facilmente qualquer um.

— Se não é o meu mestre!, você me dá vergonha, um fracote que se acha indestrutível, MAS É APENAS UM HUMANO FRACO.


O monstro soltou uma risada maligna olhando para Hiro.

— Não poderia ser mais interessante!


Logo abocanhava Hiro que voltava para si e já teria aperto a caixa e dentro dela tinha faixas de couro de cor negra e um cabo enferrujado e espada e fica olhando aquilo sem entender, e puxava o cabo de espada e ficava olhando.

— Isso é uma benção?


O velho soltou uma risada olhando aquilo e Hiro ficava o olhando sem entender muito bem.

— Calma, Sempre é assim, como sua afinidade com a relíquia ainda é muito recentemente ela é baixa, quando mais forte for, mais forte vai ser a benção.

Hiro suspirou, E o velho pediu para que Midori desenfaixar-se o braço de Hiro e enfaixa-se novamente com as faixas de couro negro que estavam dentro da caixa e que apertasse bem forte para não escapar, em quando fazia isso ficava olhando para o velho.

— E como eu deixo minha afinidade com a benção maior?


O velho suspirou e ficou sério novamente, lembranças do passado voltavam para sua cabeça.

— A primeira é com o passar do tempo, a segunda...É matando outros que tenham relíquia.


Na sala o silêncio dominava, logo Midori terminava de enfaixar o braço do mesmo e igualmente não cobria metade dos dedos como Hiro havia pedido anteriormente, Suspirava.

— Aonde está minha irmã?, ela está bem?.

— Se ela está bem não sabemos, mas achamos que o governo a pegou para experimentos talvez.


Hiro já fechava o punho novamente irritado mas não demonstra isso no seu rosto.

— Aonde exatamente ela está não sabemos, mas achamos que tem uma organização por trás disso, a propósito mandaremos Akashi espiar um trem que está vindo de tokyo e está muito bem protegido pelo governo, apenas para juntar informações


Hiro se levanta rapidamente com os punhos fechados, não gostava de imaginar o que poderiam estar fazendo com sua irmãzinha.

— Eu vou com ela!.


Akashi uma garota de cabelos grisalhos e sempre vestida com uma roupa ninja preta e uma máscara balançava a cabeça.

— Essa missão necessita de cautela, qualquer…


O velho a interrompia.

— Parece interessante, cuide do nosso convidado Akashi

— Certo mestre…

— A propósito Hiro, em quando estava inconsciente mandei que fizesse um uniforme para você.


Uniforme?, Para que?, Bem ele não pergunto pois não importava e logo que zena pegava um pacote de papelão que estaria do lado da porta e jogava em cima da mesa, o velho falava.

— Vá se trocar e logo poderá partir.


Logo iria para o quarto e quando saia estaria vestindo um uniforme negro parecendo um sobretudo a qual as mangas iriam até o cotovelo, já que as faixas negras do braço direito cobriam o braço deste mão até o cotovelo, e na mão esquerda usava uma luva meio dedo, e já estaria pronto, e logo saia pela porta do quarto.

— E a máscara? .


Dizia a garota de cabelos grisalhos, e o velho respondia com calma.

— Quando voltar mandaremos fazer uma para ele

Logo sem alongar muito tal assunto a garota sai pela porta.

— Então que assim seja...

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.