Requiem
5 A cidadela
– Olha, a cidadela tem um portão... E ele está aberto! Acho que os Liches não vão conseguir passar por aqui! – Diz André
– Talvez... Mas, por via das dúvidas, nós vamos barricar aquele portão – Responde Carlos.
Então, eles entram na cidadela. Uma cidadela enorme, feita somente de pedras encaixadas, e que, mesmo sendo construída recentemente, parecia que parecia não via um ser humano há décadas. André teve um pressentimento ruim ao entrar na cidadela, mas achou que foi só o vento gelado que lhe acariciou.
.jpg)
– Nossa! Estou com um mau pressentimento – Disse André
– Você que disse para virmos aqui! Não podemos voltar, lembra? – Responde Carlos – Agora, procura alguma coisa pra barricar o portão, eu seguro eles.
– Sim, eu aproveito e exploro um pouco essa cidadela.
André andava pelas ruas vazias da cidadela, um sentimento nostálgico para ele, até chegar na área residencial.
– Tem alguém aí? – Grita André – Espera... Eu sou muito burro! Eu não devia ter gritado. Mas agora...
De repente, André ouve o barulho de uma lata caindo, e pega o cabo de sua Kopesh.
– Mostre a sua cara feia agora!
Então, um pequeno ratinho assustado emerge das sombras.
– Olha só, eu estava com medo de um ratinho!
André se abaixa para pegar o pequeno ratinho branco quando, de repente, uma criatura azul pula em cima dele e tenta rasgar a garganta de André, que consegue desviar parcialmente. A criatura azul consegue rasgar o rosto dele. E, com um rápido movimento da espada, André corta a cabeça dele.
– Maldito! – André diz enquanto se olha no espelho e lava o rosto – Bom, pelo lado positivo, eu estou igual ao Shanks de One Piece, só falta perder o braço... E achei um novo amiguinho, não é Bobby? – Diz André para o ratinho branco que ele encontrou que repousava tranquilamente em seu ombro.
Ao vasculhar o local, André encontra algumas latas de comida e algumas garrafas de água.
“Bom, pelo menos temos algumas provisões. Mas é melhor sair daqui. Já que não achei nada para barricar aquele portão...” – Pensa André – Vamos Bobby! Vamos achar nosso tesouro!
Então, André vasculha a cidade, até encontrar a área industrial da cidade.
“Deve ter alguma coisa aqui”
– André – Sussurra uma voz em seu ouvido.
– Meu Deus! Quer me matar do coração, Carlos? – Responde André
– Desculpa, eu só queria dizer que não precisa mais barricar o portão, eles não podem passar. E queria perguntar, o que aconteceu com o seu rosto?
– Isso? É só um pequeno corte. Tinha um deles aqui, mas eu já dei jeito nele.
– E esse rato?
– É só pra me fazer companhia.
– Deve ser. Achou algumas provisões?
– Sim, eu consegui achar algumas latas de comida e algumas garrafas de água.
– Ótimo! Se eu não me engano, essa cidadela tem um setor agrícola, vamos lá.
– Espera, como você sabe?
– Eu trabalhei na construção dessa cidadela, até que...
– Até que o quê?
– Até minha esposa morrer. Ela morreu quando Jenny tinha apenas 3 anos de idade. Ela tropeçou em umas barras de ferro e bateu a cabeça.
– Deve ter sido difícil.
– Eu nunca mais consegui me relacionar com nenhuma outra mulher
– Gay – Disse André “cuspindo as palavras” enquanto tossia
– O que você disse?
– Nada. Eu estava tossindo.
– Acho bom. Foi difícil criar a Jenny sozinho.
– Bom, vamos deixar isso de lado, e vamos procurar o setor agrícola.
– Eu deixei um mapa por aqui... Ali está ele, justo na mesma pilastra em que eu coloquei! Vamos!
– Vai na frente.
Após alguns minutos andando, eles encontram o setor agrícola, onde tinha uma enorme casa.
– Vamos entrar, deve ter algo lá dentro.
– Vamos!
Ambos entram na casa. Ao entrar na casa, Carlos é atacado, por um Lich diferente, marrom, mas consegue desviar e cai no chão, sua arma caindo a uns 10 metros dele.
– Quem é você? – Diz André enquanto desembainha sua espada.
– Não se lembra de mim, filhão?
– Pai? – André cai ajoelhado – Mas... Como? Por quê?
– Eu tenho que comer, e, como você é meu filho, eu vou comer você por último.
O pai de André avança, quase cravando suas garras no pescoço de Carlos, já que André consegue impedir cortando a mão dele.
– O que você está fazendo? Não tem problema, olha só! – Diz o pai de André enquanto mostra o a mão decepada que rapidamente se regenera – Eu consigo me regenerar. Eu evoluí! Mas eu quero saber, por que você está protegendo esse velho?
– Lembra o que você me disse quando eu lhe perguntei o que é justiça?
– Não.
– Bom, você me disse que eu ia achar o significado quando crescesse. Sabe o que eu descobri?
– O quê?
– Que justiça é proteger os indefesos.
– Pois bem, vou começar com você.
O pai de André avança no pescoço de André, porém, André desvia, e seu pai lhe acerta a barriga.
– Agora vai ficar muito mais fácil de te devorar, filhinho.
– Não – Diz André enquanto ergue a sua espada – Agora fica mais fácil de te matar.
O pai de André tenta fugir, mas André o segura e, com dois golpes de sua espada, ele o corta no meio. Nesse momento, Carlos consegue se levantar e diz:
– Parabéns, você venceu! Agora, durma um pouco, você merece.
Fale com o autor