– Olha, a cidadela tem um portão... E ele está aberto! Acho que os Liches não vão conseguir passar por aqui! – Diz André

– Talvez... Mas, por via das dúvidas, nós vamos barricar aquele portão – Responde Carlos.

Então, eles entram na cidadela. Uma cidadela enorme, feita somente de pedras encaixadas, e que, mesmo sendo construída recentemente, parecia que parecia não via um ser humano há décadas. André teve um pressentimento ruim ao entrar na cidadela, mas achou que foi só o vento gelado que lhe acariciou.

– Nossa! Estou com um mau pressentimento – Disse André

– Você que disse para virmos aqui! Não podemos voltar, lembra? – Responde Carlos – Agora, procura alguma coisa pra barricar o portão, eu seguro eles.

– Sim, eu aproveito e exploro um pouco essa cidadela.

André andava pelas ruas vazias da cidadela, um sentimento nostálgico para ele, até chegar na área residencial.

– Tem alguém aí? – Grita André – Espera... Eu sou muito burro! Eu não devia ter gritado. Mas agora...

De repente, André ouve o barulho de uma lata caindo, e pega o cabo de sua Kopesh.

– Mostre a sua cara feia agora!

Então, um pequeno ratinho assustado emerge das sombras.

– Olha só, eu estava com medo de um ratinho!

André se abaixa para pegar o pequeno ratinho branco quando, de repente, uma criatura azul pula em cima dele e tenta rasgar a garganta de André, que consegue desviar parcialmente. A criatura azul consegue rasgar o rosto dele. E, com um rápido movimento da espada, André corta a cabeça dele.

– Maldito! – André diz enquanto se olha no espelho e lava o rosto – Bom, pelo lado positivo, eu estou igual ao Shanks de One Piece, só falta perder o braço... E achei um novo amiguinho, não é Bobby? – Diz André para o ratinho branco que ele encontrou que repousava tranquilamente em seu ombro.

Ao vasculhar o local, André encontra algumas latas de comida e algumas garrafas de água.

“Bom, pelo menos temos algumas provisões. Mas é melhor sair daqui. Já que não achei nada para barricar aquele portão...” – Pensa André – Vamos Bobby! Vamos achar nosso tesouro!

Então, André vasculha a cidade, até encontrar a área industrial da cidade.

“Deve ter alguma coisa aqui”

– André – Sussurra uma voz em seu ouvido.

– Meu Deus! Quer me matar do coração, Carlos? – Responde André

– Desculpa, eu só queria dizer que não precisa mais barricar o portão, eles não podem passar. E queria perguntar, o que aconteceu com o seu rosto?

– Isso? É só um pequeno corte. Tinha um deles aqui, mas eu já dei jeito nele.

– E esse rato?

– É só pra me fazer companhia.

– Deve ser. Achou algumas provisões?

– Sim, eu consegui achar algumas latas de comida e algumas garrafas de água.

– Ótimo! Se eu não me engano, essa cidadela tem um setor agrícola, vamos lá.

– Espera, como você sabe?

– Eu trabalhei na construção dessa cidadela, até que...

– Até que o quê?

– Até minha esposa morrer. Ela morreu quando Jenny tinha apenas 3 anos de idade. Ela tropeçou em umas barras de ferro e bateu a cabeça.

– Deve ter sido difícil.

– Eu nunca mais consegui me relacionar com nenhuma outra mulher

– Gay – Disse André “cuspindo as palavras” enquanto tossia

– O que você disse?

– Nada. Eu estava tossindo.

– Acho bom. Foi difícil criar a Jenny sozinho.

– Bom, vamos deixar isso de lado, e vamos procurar o setor agrícola.

– Eu deixei um mapa por aqui... Ali está ele, justo na mesma pilastra em que eu coloquei! Vamos!

– Vai na frente.

Após alguns minutos andando, eles encontram o setor agrícola, onde tinha uma enorme casa.

– Vamos entrar, deve ter algo lá dentro.

– Vamos!

Ambos entram na casa. Ao entrar na casa, Carlos é atacado, por um Lich diferente, marrom, mas consegue desviar e cai no chão, sua arma caindo a uns 10 metros dele.

– Quem é você? – Diz André enquanto desembainha sua espada.

– Não se lembra de mim, filhão?

– Pai? – André cai ajoelhado – Mas... Como? Por quê?

– Eu tenho que comer, e, como você é meu filho, eu vou comer você por último.

O pai de André avança, quase cravando suas garras no pescoço de Carlos, já que André consegue impedir cortando a mão dele.

– O que você está fazendo? Não tem problema, olha só! – Diz o pai de André enquanto mostra o a mão decepada que rapidamente se regenera – Eu consigo me regenerar. Eu evoluí! Mas eu quero saber, por que você está protegendo esse velho?

– Lembra o que você me disse quando eu lhe perguntei o que é justiça?

– Não.

– Bom, você me disse que eu ia achar o significado quando crescesse. Sabe o que eu descobri?

– O quê?

– Que justiça é proteger os indefesos.

– Pois bem, vou começar com você.

O pai de André avança no pescoço de André, porém, André desvia, e seu pai lhe acerta a barriga.

– Agora vai ficar muito mais fácil de te devorar, filhinho.

– Não – Diz André enquanto ergue a sua espada – Agora fica mais fácil de te matar.

O pai de André tenta fugir, mas André o segura e, com dois golpes de sua espada, ele o corta no meio. Nesse momento, Carlos consegue se levantar e diz:

– Parabéns, você venceu! Agora, durma um pouco, você merece.

Notas finais
Olá pessoal! Eu ressurgi das cinzas pra postar esse novo capítulo pra vocês! Espero que gostem! Caio P.