República

9 O respeito sugere amor.


Notas iniciais
Menininhas fofas! Segue o cap. 9 ! Espero que gostem, critiquem, elogios, sugestionem e tudo mais! rsrs Peço desculpa por qualquer possível erro também... Nunca canso de agradecer o carinho de todos os dias!

– Gina... – Certo rapaz dizia no quarto mal iluminado sentando-se na beira da cama. – Você está melhor?!

– Não sei Nando. – Ela estava sendo sincera. Sua cabeça girava e de maneira assustadora e doía, agora levemente. Seu corpo já não se movimentava da maneira que ela gostaria. Estava mole, vulnerável. – Eu preciso sair daqui...

Gina se sentou na cama e ao tentar colocar os pés para fora dela, sentiu a forte mão de Ferdinando a tocar. Ele segurou-a pelos pés e os depositou de volta na cama, balançando a cabeça de forma negativa.

– Gina, você vai ficar aqui. – Ele tinha uma expressão séria ao dizer. – Você não está bem minha cara, me deixe cuidar de você... – Ele concluiu passando a mão suavemente nas bochechas da ruiva.

Gina não conseguia se mexer direito, ouvia Nando, mas não conseguia formular uma resposta coerente. Sentia-se extremamente envolvida e sem reação por estar no quarto dele, sentada em sua cama junto com ele. Ele a tocando...

Ela não achava aquilo certo. Fez esforço.

– Nando eu não posso ficar aqui no seu quarto, não é direito para uma moça ficar no quarto de um rapaz, ainda mais a noite. – Ela dizia com a voz lenta e vacilante, afastando a mão dele de seu rosto.

– Ora Gina, pare com isso. A porta está fechada, ninguém vai lhe ver aqui. – Ele a encarava com ternura, como quem conversava com uma criança, tentando explicar algo. – Você não confia em mim?

– Ara que eu confio, quer dizer, não sei... Mas não posso ficar aqui. – Ela voltava a colocar os pés no chão, levantando-se com dificuldade e pressa. – O pessoal lá em baixo vai sentir minha falta!

Ao terminar a frase, ela caminhava em direção à porta. Quando chegou, abriu-a em uma pequena fresta, mas logo sentiu algo fechá-la.

Virou-se e deu de cara com Nando, seu braço estendido sobre sua cabeça, forçando a porta a se fechar novamente, a impedindo de sair. Eles estavam perto, com os rostos praticamente colados. Gina podia já sentir o perfume e respiração quente do rapaz. Novamente, perto demais.

Ferdinando havia sido atingido pelo ciúme, dada a frase anterior dela.

– Ora essa Gina, não me diga que você vai querer me deixar aqui e voltar para os braços de seu amiguinho...Por a caso é ele que vai sentir sua falta?! – Ele estava falando alto. Visivelmente alterado.

Se Gina estivesse em sã consciência, provavelmente, lhe responderia grosseiramente, mas não estava. Ela queria resolver, parar com aquilo, queria paz, silêncio. Na verdade, não sabia bem o que queria.

– Ferdinando, ele é meu convidado, não posso simplesmente sumir e deixá-lo lá, plantado. – Sua voz era incrivelmente perdida, suave.

– Pode sim! Pode e deve. – Ferdinando dizia colocando o outro braço também sob a cabeça da ruiva, apoiado na porta. – Gina... – Ele escorregou as mãos pelo comprimento da porta, até a altura da cintura da ruiva, deixando Gina sem saída. – Será que você não ouviu nada do que lhe disse há pouco?!

Gina se lembrava, vagamente, que havia escutado Ferdinando dizer algo que mexeu com ela. Mas realmente não se lembrava.

Ah, o álcool. Sempre aliado de amnésias desnecessárias.

– Pra lhe dizer a verdade ouvi, mas não me lembro... – Ela disse se perdendo no fundo azul dos olhos muito próximos aos seus.

Ferdinando via que não era mentira, nem jogo. Ela estava sendo sincera. Ele resolveu aproveitar, para desta vez, dizer de maneira mais intensa e clara aquilo que estava sentindo.

– Gina... — Ela abaixou o olhar ao ouvi-lo sussurrar seu nome de forma doce e irresistível. Ele levantou seu queixo e a fez o encarar novamente. – Olha pra mim Gina. Preciso que você escute de uma vez o que quero lhe dizer. E nunca mais se esqueça.

– Você pode falar. – Ela soltou ainda mais suavemente ao perceber a ternura do momento.

Ferdinando sorriu leve.

– O que eu disse no jardim Gina, e quero lhe dizer novamente, quantas vezes precisar – Ele aproximou seus lábios ao ouvido da moça, e cochichou, como um segredo. – É que estou apaixonado por você, menininha.

Gina sentiu-se arrepiar. Inconscientemente, abriu os lábios sentindo a necessidade de respirar com mais força.

Ferdinando observou as reações expressas no corpo da moça de forma sorrateira, com o rosto ao lado do dela, acariciou-lhe a bochecha com a dele, continuando com sua boca a lhe sussurrar.

– Você não percebe, Gina...como se arrepia ou me sentir assim, perto? – A voz rouca e suave dele fazia Gina perdeu o pouco de sentido que inda possuía.

Ela fechou os olhos, sentir a respiração dele em sua pele era inebriante.

– Você percebe Gina...você sente ?! – Ele sussurrava, ainda com o rosto colado ao dela. Ficando encantado com a maneira como ela fechava os olhos para aprofundar-se na sensação.

Gina não conseguia falar nada. Era inútil tentar.

– Eu vou lhe beijar Gina, se você me permitir, do jeito que eu sei que você gosta. – Ele pontuou suave e diretamente.

Ela consentiu leve e inconscientemente com a cabeça. Estava enfeitiçada. Presa. Perdida.

Nando sorriu maliciosamente ao ver, pela primeira vez, Gina aceitar de bom grado um beijo seu, suas carícias, e aprovar seu toque.

Queria provar a ela com gestos o que a pouco havia lhe dito com palavras.

Ele acariciou seu pescoço todo, da mandíbula até o colo, traçando com os dedos a pela alva e suave dela. Pôde conferir a aprovação com o movimento dos lábios dela se abrindo um pouco mais, ainda com os olhos fechados.

Ele apoiou ambas as mãos para a cintura torneada da moça, que por reação, segurou-lhe pelo quadril. Eles se aproximaram ainda mais, e Ferdinando sentiu seu corpo se chocar contra o corpo da moça. Refez então, com uma delicadeza agonizante, o caminho de seus dedos, agora com os lábios. Depositou inúmeros beijos no pescoço da moça, acariciando sua a pele com a ponta de seu nariz, a cada vez que terminava um toque dos lábios. Nunca e estivera tão envolvido com o perfume e gosto da moça.

Ela sentia se corpo se arrepiar ainda mais com cada toque. Ele sentiu seu desejo já expresso em seu membro.

Alucinante para ele.

Irresistível para ela.

Ferdinando se maravilhou ao perceber a ruiva amolecer ainda mais em seus braços.

Observou os lábios entreabertos da ruiva, os olhos fechados suavemente, a cabeça levemente para trás. Percebeu o quanto ela estava entregue. Não resistiu.

Levou sua mão aos cabelos macios de Gina e levantou sua cabeça lentamente. Ela abriu os olhos e viu o desejo escrito na visão que teve de Ferdinando. Ele a olhou diretamente, e deu o sorriso mais malicioso possível.

Em seguida tomou em um doce prensar, o lábio inferior da moça. “Que saudade deste toque” Ferdinando pensava ao repetir o movimento, sugando-lhe agora, o lábio superior.

Gina gemeu. Estava sem controle de seus atos, e nem pensava em tentar controlar tais reações.

Ferdinando amou a aprovação conferida com o som.

Aprofundou ainda mais as mãos no cabelo da ruiva, e a beijou com uma intensidade desconhecida até mesmo por ele. A mente dela girou ainda mais. Ela não fez nada, apenas correspondeu a intensidade o apertando ainda mais contra seu corpo pelo quadril. Estava em busca de uma certa sensação de atrito que, recentemente, havia conhecido e aprovado.

Ferdinando percebeu qual era o desejo da moça, e sem parar de explorar a boca da ruiva por sequer um instante, passou a mão por sua perna nada coberta erguendo-a na altura de seu quadril. Aprofundou seu corpo ao contado. Ambos encontraram a sensação já esperada.

Suspiraram juntos. Gemeram baixo, juntos.

“Santa biologia” Ferdinando se contradizia agora.

O encaixe dos corpos era perfeito. Os movimentos dos dois, naturalmente compassados. Ferdinando sentia a calça tornar-se uma prisão, mas valia a pena. Valia muito.

Ela também já percebia as (agora conhecidas) sensações lhe invadirem o corpo. O calor incessante, as palpitações de seu ventre e umidade entre as cochas, em seu ponto mais sensível, que se deliciava com os movimentos e atritos.

Gina, por vontade de sentir ainda mais seu corpo junto ao dele, sei apoiou nos ombros do engenheiro, e depositou-lhe a segunda perna em seu quadril. “Escolha perfeita” Ele pensava, segurando-a agora prensada contra a porta, com as mãos em suas deliciosas cochas, sentindo-se reclamado pelos movimentos dela.

O beijo incessante parou quando Ferdinando, ousada e fortemente, apertou a perna de Gina, fazendo-a gemer ainda mais alto, lançando a cabeça para trás em devaneio. A postura de Gina, e a rigidez curvada da parte superior de seu corpo, fizeram Nando verificar que a ruiva estava de fato, tão excitada quanto ele. Ele viu pelo tecido do vestido os mamilos enrijecidos da moça e um desejo nada casto lhe tomou a mente.

– Eu preciso lhe sentir mais Gina... – A voz dele soava rouca e repleta de vontade.

Ela sorriu perdida no próprio prazer.

Ferdinando então segurou a ruiva ainda mais forte pelas pernas, e foi com ela em seu colo para a cama. Ao chegar, ele delicadamente a posicionou no colchão, e em seguida pôs-se por cima dela, imitando a posição interior, agora com os corpos deitados. Voltou a tomá-las em seus lábios. Gina o abraçava com as mãos e pernas, com uma urgência que nem ela mesma entendia. Por alguma razão, que ela não compreendia, a posição feita com o peso dele sobre ela, era ainda melhor.

Permaneceram se beijando, loucos de desejo, loucos de vontade que aquilo nunca terminasse.

A cada beijo era melhor, eles parecia já conhecer as vontades e gostos um do outro.

Foi então que, aquela vontade do engenheiro retornou, ao senti-la tirar, ousadamente, seu blazer durante um dos beijos. Ferdinando passou a sentir em seu corpo os seios desejosos da ruiva. As mãos que outrora estavam em sua cintura, subiram, e acariciaram de leve o ponto que lhe despertava vontades.

Ele estava receoso, sabia que era arriscado fazer isso e levar Gina do êxtase à fúria em segundos, por sua ousadia. Mas fez. Não resistiu. Não resistia a ela, na verdade, em nada.

Ela, ao contrário do imaginado, suspirou. Sentia com pleno prazer uma parte até então nunca tocada de seu corpo, ser explorada de maneira suave. Na realidade, talvez, se estivesse em seu estado “pleno” teria se ofendido. Mas não naquele momento, não naquelas condições de sua razão.

Ela realmente estava entregue.

Isso fez Ferdinando aprofundar-se em suas carícias, pontuando com os dedos os mamilos da moça, apertando levemente os seios. Ele sentia, ela força-los para cima, de encontro a sua mão, a cada carícia. Ele se sentia incrível. Ela buscar o prazer em seus toques o fazia sentir assim.

“Ora, porque não...” Uma ideia ainda mais ousada invadiu a mente de Ferdinando.

Durante um dos beijos esplendorosos, e movimentos que os faziam gemer descontroladamente com o contato de suas intimidades, ele levou mesma mão que acariciava os seios da ruiva, enquanto a outra lhe apertava a perna de forma alucinada, para o início de eu vestido, e começou a abaixá-lo lentamente...

Entretanto, algo o impediu.

Não eram as mãos de Gina. Ela estava entregue e tão perdida que nem sentira o movimento ousado do rapaz.

Era algo pior que o possuía no momento: sua consciência. Ferdinando, ainda com sua mão no vestido da ruiva, já um pouco puxado, cessou o beijo, um tanto quanto frustrado e se apoiou na outra mão. Ele nunca havia se policiado em um momento como este, mas com ela foi automático. Natural.

Olhando para ela por cima, viu o momento em que ela abriu os olhos, ao perceber a calmaria tomar o corpo dele.

– Ara que você quase me fez fazer uma besteira menininha... – Ele dizia rindo sem graça, arrumando novamente a parte do vestido dela que quase lhe havia revelado os seios da ruiva.

– Mas o que foi que eu fiz Nando? – Ela perguntou assustada, olhando para a forma como ele lhe organizava a veste.

Ele saiu de cima do corpo da ruiva, e se deitou a seu lado, fazendo a ficar de lado para olhá-lo. O olhar era ternura plena. Ela ainda sem entender o que havia ocorrido, mas se sentindo bem com o olhar que compartilhavam.

– Gina, eu gosto de você. Eu gosto muito de você. E é verdade. – Ele dizia lhe acariciando o rosto confuso. — Você não faz ideia do quanto é difícil me controlar a cada vez que lhe beijo. Que te sinto comigo, sinto seu gosto, seu cheiro... – Ele fechou os olhos, lembrando-se dos momentos a pouco vividos, e sorriu sereno.

– Nando, eu não to lhe entendendo. — Ela dizia ainda confusa por tudo, bebida... Calor.

– E é por isso que eu fazer o que tava prestes a fazer, seria uma besteira. Gina, eu quero poder lhe tocar, lhe acariciar em todo o seu corpo um dia – Ela corou, ele também. – Mas não quero que tenha uma experiência nova comigo, de nenhuma forma, estando assim, como você está. Sem poder talvez, se lembrar no outro dia. E sem saber se quer. Por menor que esta experiência possa ser.

Ela o olhava de forma carinhosa. Ele... Ainda mais.

Gina não entendia plenamente do que Ferdinando estava falando, mas a segurança e carinho que ele lhe transmitia ao falar a seu respeito, lhe aspiravam confiança. Um conforto no peito.

Ela continuava zonza. Seus olhos, com as carícias que Nando a fazia nos cabelo, começaram a se fechar.

– Nando eu preciso... – Ela bocejou – Preciso ir para meu quarto, estou com sono. – Ela fez um biquinho para ele irresistível.

– Então durma aqui, menininha, em meus braços. – Ele pontuou de maneira incrivelmente doce. – Você confia em mim? – Ele tornou a perguntar.

– Confio... – Foi a última coisa que ela disse ao se render ao sono, com uma tranquilo sorriso nos lábios.

Ele a observou pegar no sono. Sentiu seu coração em paz ao vê-la ali, sob suas carícias, dormir. Ele percebeu não estar apaixonado por ela. Estava perdidamente apaixonado por ela. “Talvez amando” ele pensava com até certo receio. Nunca sentira isto por ninguém mais.

Resolveu não mais se prender a pensamentos confusos, e acompanhar Gina em seu sono sereno.

– Boa noite minha menininha.

Foi a última coisa por ele dita, antes de beijá-la castamente na testa e ir de encontro a ela em seus sonhos.

Notas finais
Bom minhas flores, espero de coração que tenham gostado! E não queiram me matar, por favor, rs Nosso Nando é um príncipe, não conseguiria infringir sua menininha com ela assim. Pelo menos não agora. rsrs Beeeijos!