República

12 Delicioso desafio.


Notas iniciais
Boa tarde minhas lindas! Bom, lá vai o capítulo de hoje, espero que gostem suspirem e respirem! rs Obrigada pelo carinho de sempre! Nunca me canso de agradecer! s2

– Gina?! – Ferdinando chamava ao bater na porta do quarto da moça.

– Pode entrar... — Ela proferiu com a voz demonstrando uma leve irritação.

Ferdinando abriu a porta lentamente, colocando de início, apenas seu rosto dentro do quarto.

– Posso entrar mesmo?! – Ele disse com um sorriso brincalhão. – Da última vez que estive aqui fui expulso sendo até agredido... — A lembrança daquele dia, apesar do final trágico, lhe fazia feliz.

– Ara, mas se eu to dizendo que pode! – Gina levantou-se da sua cama e o puxou para dentro pelo pulso, demonstrando não ter muita paciência com a brincadeira do engenheiro.

Ferdinando sentiu o perfume dela impregnado no local. Sentiu os pés descalços tocarem novamente o tapete daquele dia. E teria sorrido se não estivesse preocupado com as reações da moça.

–Ara Gina, calma... — Ele percebeu que ela, de fato, estava irritada. – Posso saber o porquê de a senhorita ter saído do jardim sem nem cumprimentar o pobre do Zelão?!

Gina virou-se de costas e fechou a porta com um estrondo.
– Você sabe muito bem Ferdinando! – Ela se virou de volta para ele. – Eu não gosto daquele um! – Seu tom era de revolta.

– ‘Ferdinando’, Gina?! – Ele perguntava indignado pela falta do apelido. – E eu posso saber o que eu tenho haver com isso?!

– Nada. Você não tem nada, mas seu pai tem! É por culpa dele que eu não gosto do Zelão.


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O coronel Epaminondas, pai de Nando, e Pedro falcão, pai de Gina a muito estavam brigados por uma divisão de terras.
Zelão, como administrador da Fazenda agora, após ter crescido nas terras do coronel (seu padrinho), processara o pai de Gina, fazendo-o perder uma grande porção de terrenos, ganhando assim, a inimizade da família Falcão.
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– Olha Gina, eu posso até imaginar o motivo, mas não acho justo! – Ele falava em tom de repreensão. – Se fosse assim, eu não poderia, nem deveria gostar de você... Nem você de mim!

Ouvir Ferdinando falar abertamente sobre o conhecimento que tinha de seus sentimentos faria Gina se envergonhar. Mas não agora. Ela estava num momento “Jaguatirica” como diria sua mãe.

– Pois então se você se arrependeu da nossa conversa e vai querer ficar do lado dela pode sair Ferdinando! – Ela lhe dizia apontando, como da primeira vez, a saída do quarto.

– Gina, você não faça isso... Eu estou lhe avisando! – Ela dizia alto, irritado pela atitude turrona da ruiva.

– Me avisando de quê doutor?! – Ela levantou o arrogante queixo, como sempre fazia ao entrar em uma briga.

Ferdinando adorava aquele queixo erguido. Tinha vontade de tomá-lo na boca, em uma só mordida.

E porque não?!

Ele não queria brigar, não queria sair e depois voltar do zero. Queria resolver, e sabia muito bem como amolecê-la.

Agarrou-lhe pela cintura, colando-a em seu corpo e a viu subir ainda mais o queixo. Ela o encarou sem risos. Sabia o que ele queria... Mas não se tornaria vulnerável. Queria permanecer na briga.

– Você não sabe o quanto gosto desse seu atrevimento Gina... — Ele disse com a voz sedutora, transparecendo-lhe o desejo já despertado, apertando a cintura da ruiva em suas mãos. — Eu vou é morder esse seu queixo abusado. – Ele avisou com um sorriso malicioso, e cumpriu o aviso.

Gina fingiu não se importar com a carícia atrevida do rapaz. Mas se importava. Na verdade, se pudesse soltaria um leve gemido como reação ao arrepio que lhe transpassou o corpo. Não podia vacilar. Queria o respeito dele. Tinha que ser forte. E seria até o fim... Ou quase.

– Ara que você tá muito mais atrevida hoje, Gina! – Ele disse a encarando após a doce mordida, percebendo o joguinho dela em fazer-se de difícil. – Então, acho que vou ter que me esforçar mais pra você parar de brigar comigo... — Sua voz era irresistível.

O tom ameaçador de Ferdinando fazia Gina sentir seu baixo ventre de leve palpitar. Ela já não sabia o quanto aguentaria fazer-se de difícil, começando a perder seu jogo, e entrar o dele. “Maldito” Ela pensava. Ele estava conseguindo.

– Você me larga Ferdinando. – Ela o empurrava com as mãos espalmadas no peito do engenheiro, tentando se afastar. Tentando fugir.

Mas Ferdinando percebeu pelo tom de voz vacilante da ruiva, apesar do queixo ainda erguido, e pela pouca força empregada em suas mãos que ela, inconscientemente, desejava ficar.

– Não Gina, eu não lhe largo. – Ele pontuou firme colocando ainda mais força em suas mãos. – Não te largo, nem te solto. Quero é te apertar.
As mãos dela continuaram espalmadas nele, mas sem força para empurrar. Seu olhar o encarava incrédulo.

A maneira “sem vergonha” com que Nando pronunciava aquilo, olhando para ela, fazia Gina se sentir apreensiva, e extremamente (deliciosamente) curiosa.

Ferdinando aproximou-se do ouvida dela, mordendo de leve sua orelha esquerda de cima a baixo, lentamente. Ele a sentiu mexer de leve a cabeça, movida pelos arrepios que ele sabia que iria causar. Riu suave e cretinamente sem afastar a boca. Repetiu o ato com ainda mais força nas mordidinhas, e ouviu Gina soltar um gemido, que mais parecia um sussurro.

– Se entrega Gina? – Ela a perguntou lentamente, sem cessar as carícias, com um sussurro suave e rouco.

– Nunca... – Ela lhe respondeu com a voz extremamente sexy, graças a excitação que sentia no momento.

Ela estava se entregando.

– Ora, Gina... – Ferdinando prosseguia da mesma maneira, tentador.
Ele subiu as mãos fortemente presas no corpo dela até os seios da ruiva, fazendo-a gemer mais abertamente, sobre as carícias que fazia apertando-lhe os mamilos enrijecidos entre o polegar e indicador das mãos.

– E agora?...- Ele a desafiava com a voz extremamente erótica, fitando seu rosto, com os olhos já fechados. – Você se rende?...

– Uhum...- Ela balançava lentamente a cabeça em negação.
Estava quase entregue.

– Entendo Gina... Acho que você precisa é de um estímulo novo... – Ele disse levando as mãos escorregadias para o quadril da moça. Os lábios haviam voltado a morder a orelha de Gina de maneira suave.

Gina estava assustada, mas ainda mais curiosa. Era pura expectativa. Havia perdido, mas não confessaria. Ela pensava que não. Sem perceber, agarrou o rapaz pela cintura, e o apertou com força contra si.
Ferdinando estava surpreso com as reações expressadas pela moça, havia ficado receoso em tocar-lhe novamente os seios. Não sabia se ela se lembraria de já terem compartilhado tal liberdade. Pelo jeito, sim. E gostava do carinho.

Então, resolveu presenteá-la com um novo. Ainda mais ousado.
Ele afundou o rosto nos cachos da moça, e começou a beijar-lhe o pescoço.

Ambos adoravam a sensação disto.

Ferdinando escorregou ainda mais as mãos espalmadas, passado a acariciar, pela primeira vez, outra parte da ruiva que lhe causava desejos: seu bumbum.

Ele aprofundou ainda mais os beijos no pescoço dela, a fim de lhe diminuir qualquer possibilidade de reação negativa. E de também, para ser sincero, abafar os próprios gemidos que queriam lhe escapar ao sentir aquela parte da ruiva em suas mãos. Ele apalpou firmemente a polpa de suas nádegas. Mesmo com os shorts conseguia notar o quanto eram redondas e firmes. Estava encantado com ela, suas formas, sua entrega.

Gina estava em êxtase. Não sabia o que lhe causava mais prazer... Os beijos de Ferdinando em seu pescoço, as carícias no lugar de seu corpo nunca antes tocado por alguém, ou a ousadia do rapaz em lhe apalpar de forma tão desejosa. Ela gostava de se sentir assim: desejada.

Ela estava entregue.

Resolver ousar tanto quanto eles e deixou suas mãos escorregarem até o mesmo ponto do corpo do rapaz. As pousou castamente ali, sem muito, apenas acompanhando de leve com a palma de suas mãos, as curvas do bumbum de Ferdinando.

Eles estavam novamente perdidos em carícias. Desejos. Sensações novas e antigas, mas ainda assim, todas maravilhosas e tentadoras.

O quarto pegava fogo. A cada nova apalpada de Ferdinando, cada vez mais forte, Gina gemia, em maior intensidade. Os beijos de Ferdinando começaram a se revezar entre as orelhas, pescoço e boca da ruiva.

Ferdinando estava tão perdido em sentir e ouvir Gina, que não percebeu quando as próprias e treinadas mãos entraram pelas aberturas das pernas do shorts largo da ruiva.

Apenas quando sentiu o calor e maciez de sua pele, verificou o quanto já estava adiantado. Queria parar em respeito à moça, mas a razão lhe fugia a cada gemido que a mesma soltava, a cada puxão que uma das mãos lhe dava em seu dreads, enquanto a outra permanecia quieta, mas sorrateiramente tentadora, abaixo em seu corpo.

Entre uma apalpada e outra, Ferdinando teve uma prova concreta de que estava indo longe demais.

Sua mão apertava e passara a passear tanto pelo bumbum da ruiva, que ele pode sentir parte da peça de roupa que lhe cobria a intimidade. Que lhe cobria aquele lugar.

Precisava se acalmar. Ele ia fazer isso.

Mas a ruiva se adiantou, soltando-se dele e se afastando por impulso.

– Ara Nando...- Ela abaixou a cabeça, ficando com as bochecha coradas. Sua voz era docemente assustada.

Ambos estavam ofegantes. Ele a olhava com um riso tranquilo e encantado nos lábios.

– Gina, eu não queria ter chegado neste ponto... Me desculpa...- Ele disse se aproximando dela.

– Você pare de se desculpar, não fez nada sozinho... – Ela lhe olhou rindo ao repetir a frase, ainda mais cedo, por ele utilizada.

Ferdinando não conseguia conter o amor que sentia por ela em seu coração. Estava certo de que a amava, ainda mais assim, ao ouvi-la ser tão valente e responsável de si em sua ultima frase dita.
Ele lhe tomou as mãos e se sentou ao chão, naquele tapete, levando-a junto.

– Gina, — Ele dizia suave, colocando a adorável (e teimosa) mecha de cabelo que lhe caia na face para trás da orelha dela. – Eu amei o que aconteceu aqui agora. Gosto de sentir você assim, comigo... Em paz. Mas não posso deixar de lhe dizer o que vim aqui falar. – Ele soava receoso.

Gina voltava a se lembrar da razão de Nando estar em seu quarto. “Droga” Ela pensou chateada pela lembrança.

– Tá certo Nando, me diz o que aquele um quer por aqui. – Ela era direta, não grossa.

– Gina, aquele um é o Zelão, afilhado do meu pai como você bem sabe. E meu grande amigo. – Ele não pestanejava. – E como funcionário da fazenda, meu pai o mandou aqui para fazer um tal curso de especialização.

– Você não me diga...- Gina virava a cabeça aturdida pela constatação.

– Digo sim Gina. – Ferdinando estava sendo sincero e objetivo. – Meu pai já havia conversado com a Dona Margareth e ela se esqueceu de nos avisar, pelo que a Juliana me disse a pouco na sala, mas você querendo ou não, saiba que o Zelão é o mais novo morador da República. E deve ser muito bem tratado, por todos... Você entendeu? – O olhar dele era tão claro, esclarecedor e suplicante, que Gina não quis tornar-se arredia novamente.

– Ara... Tá certo Nando. Ara! – Ela chiava feito uma criança contrariada.
– Que bom que você entendeu menininha... Bom, agora vamos descer que Juliana já deve estar colocando a mesa do almoço. – Ele disse se levantando e a puxando para ir de encontro a seu olhar. –Você está sendo madura em muitas coisas Gina, e eu lhe admiro cada dia mais, saiba você. – Ele se declarou ternamente.

Gina lhe sorriu. Respirou fundo, se preparando para almoçar na mesma mesa que Zelão.

Ferdinando percebeu o desconforto da moça, e então resolveu recompensá-la pelo “sacrifício” que ela fazia sem pestanejar.

– Gina, — Ele disse sorrindo-lhe de forma animada. – O que você me diz de irmos ao cinema hoje a noite?!

– Ara, finalmente uma boa ideia sua Nando! – Ela lhe disse rindo, dando-lhe um leve tapa no peito.

Ele sorriu com a brincadeira dela, animado com o passeio. Ela também estava.

[...]

Gina e Nando foram para o outro cômodo rindo e conversando pelo corredor e escadas da casa.
Ao chegarem ao andar de baixo, encontraram Juliana e Zelão na cozinha. Mas não acreditaram muito no que viram.

Notas finais
Bom minhas lindas é isto! Espero que tenham gostado! Acredito que ainda hoje saia o 13, vamos ver se consigo! rs Beeijos s2