República

5 A segunda vez, é ainda melhor.


Notas iniciais
Meninas da minha vida...estou com um sério problema: Não consigo parar de escrever. Ainda se fosse só este tudo bem, mas...Não consigo parar de postar! Preciso aprender a dosar. Juro que este será o último assim, de supetão. Tentarei postar um por dia. Sempre no mesmo horário. Preciso me regrar! rs Bom, este capítulo é quente. Já lhes aviso que a Biologia entrará em ação! hahaha Boa Leitura!! Beijos!!

Ele se sentou em silêncio, no banco em frente ao balanço em que ela estava. Levantou o livro até a altura dos olhos. Ela podia sentir que enquanto fingia mexer em seu celular ele lhe lançava breves olhares por cima do livro.

Em uma dessas “olhadas” Ferdinando a pegou fazendo o mesmo movimento que ele. Ela o observava com tanta intensidade quanto. E tentou desviar o olhar pego, assim como ele também.

– Pois bem Gina. Não somos crianças, nem adolescentes. – Ele disse com a voz suave, porém firme.

– Eu já lhe disse pra não falar comigo Ferdinando! — Sentiu um frio no estômago ao ouvi-lo proferir seu nome depois de tanto tempo.

– Pois isso também é coisa de criança. O que vem agora?! Vamos dar os dedos e dizer que estamos “de mal”?! — Seu tom permanecia o mesmo. Ele queria resolver.

Ferdinando falar disso, desse ato infantil, fez Gina se lembrar novamente de quando eram crianças. Amigos. Ela o olhou nos olhos. Fitou seus olhos.

“Seria ele capaz de realmente ter esquecido o passado dos dois?!” Ela buscava a resposta em seu olhar. Mas nada enxergava.

Ferdinando tomou coragem. Levantou-se para se sentar ao lado dela no balanço. Na noite fria, estavam perto, e ele podia sentir mesmo sem tocar, o calor que emanava do corpo dela.

Ele de casaco.

Ela sem.

Um a brisa fria tocando seus rostos.

– Coloque meu casaco Gina... – Ele se despia ao sentar-se.

– Eu não quero e nem preciso. – O ato dele de vir sentar-se ao seu lado, fazia Gina se sentir desprotegida, vulnerável. Mas ela não o expulsou. Ainda queria saber a verdade. Mas aceitar o casaco seria demais!

– Você coloque Gina, ou vai ficar doente. – Ele colocava a peça por cima dos ombros da moça. – Ou vai pegar um resfriado, e me forçar a lhe serviu sopinha na boca. – Ele ria em provocação.

– Ara! – Ela soltou irritada com a piada maliciosa do rapaz.

Ele estava sentado ao lado dela, ambos olhavam para a grama a frente. Ela sentia a brisa trazer o perfume da grama, das flores e o perfume do casaco que estava esquentando seu corpo.

O cheiro dele era incrível.

– Gina... — Ele disse virando seu rosto e puxando o dela com delicadeza pelo queixo, para encontrarem o olhar. – Eu quero lhe pedir desculpa.

– E desculpa pelo quê? – Ela dizia cheia de cinismo.

– Pelo beijo ora! – Ele não entendia a pergunta dela.

– Ara, mas aquilo Ferdinando?! – Ela dizia com desdém.

Aquilo sim dona Gina! – Ele já estava caindo na provocação dela – Eu sei que um primeiro beijo tem de ser especial e eu não fiz o seu ser assim. Na verdade eu não sei o que me deu, eu não...- Ela colocou o indicador em sua boca. Ele estava surpreso. Atrevida. Deliciosamente atrevida.

– Você pare de se explicar e fique tranquilo Ferdinando, que pra mim aquilo não contou e nem nunca vai contar como meu primeiro beijo! – Ela dizia isto seriamente o encarando. Um riso leve e maléfico em sua boca.

– Ora Gina, como assim?! – Ele não entendia.

– É isto mesmo. Pra mim aquilo nem foi beijo. Nem sei que foi. – Ela disse se levantando e jogando, bruscamente, o casaco no colo de seu referido dono. – Agora licença que vou ajudar a Juliana com o jantar.

Ferdinando nada disse a ela. Apenas a viu entrar de novo em casa. Pegou o casaco e levou ao nariz “ara que o perfume daquela uma já ficou aqui“ ele pensava. Seu corpo desejou sentir este mesmo perfume novamente, mas diretamente em sua pele.

Ela estava tentando provocá-lo. E estava conseguindo.

[...]

Ao entrar em casa ainda pensando no fato de Ferdinando, mais uma vez, não ter demonstrado em nada que se lembrava da infância deles como amigos, Gina se assustou. Ouviu um grito. Era Juliana. Saiu correndo para a cozinha e a encontrou segurando a mão direita.

– Ara Juliana o que houve?! – Ela disse preocupada, indo em direção a amiga.

– Ai Gina, ai! Eu me cortei. Cortei a mão, e foi muito. – Ela agora lavava o ferimento dando gritinhos de dor.

– Aii Juliana! Cadê o Renato?!

– Ele está no plantão hoje, um estágio. Não vou atrapalhar ele... Mas não sei o que jantaremos minha amiga.

– Quanto a isso fique tranquila Juliana, eu vejo o que consigo terminar aqui! Agora vá para o banheiro passar um remédio nesta mão. – Gina disse olhando as panelas já no fogo.

– Obrigada minha amiga. Vou chamar o Nando pra te ajudar um pouco aqui, tá bem ? – Juliana fazia cara de dó para convencer Gina a aceitar a ideia. Não era boba. Queria vê-los no mínimo convivendo.

– Tudo bem Juliana, acho que vou precisar... mas vai e vai logo em seguida fazer seu curativo. Quer ajuda? – Gina ofereceu à amiga.

– Não amiga, vou ficar bem... Eu vou chamá-lo.

[...]

– Ara que eu nem sei qual é o sal. – Pensava alto Gina, pegando um pouco da substancia branca em um pote. Estava prestes a despejá-la no molho da macarronada quando ouviu uma voz familiar:

– Eu não faria isso se fosse você. – Ele dizia encostado na porta da cozinha observando Gina se atrapalhar toda. E Claro, sua belas curvas.

– E porque não, eu posso saber?! – Ela parou a colher no meio do caminho, sem nem olhar para Ferdinando, apenas aguardando a resposta.

– Ara... Porque assim você vai adoçar todo o molho Gina. – Ele dizia rindo baixo. E ficou feliz ao perceber que ela também soltou um breve riso.

– Ai... eu não sei nada disso Ferdinando. Não sei lidar com esse bando de coisa! – Ela se virou para ele, debochando de si mesma, apontando para as panelas e ingredientes dispostos à mesa.

– É minha cara, eu até que percebi. Não é só com isso que você não sabe lidar, não é? – Ele se aproximava. Um tom provocativo.

– É só com isso sim, acho que de resto, sei lidar muito bem com as coisas. – Ela levantara o queixo arrogantemente. Aproximava-se dele ao falar, inconscientemente.

– Mas você não soube nem reconhecer o que é um beijo, Gina... – Ele olhava diretamente para a boca dela.

– Ah, mas se eu experimentasse um de verdade, tenho certeza que reconheceria. – Ela parou de frente a ele.

Para ela, uma verdade, apenas.

Para ele, um desafio, apenas.

E ele aceitou. Agarrou-a pela cintura.

– Agora você vai ver o que é um beijo de verdade diaba! – Fechou seus lábios nos dela, apertando- a conta a mesa.

Ele a sugava, em seus lábios, de uma maneira incrivelmente tentadora. Encontrou a boca de Gina já disposta a receber sua língua. E imediatamente aprofundou o beijo da forma que queria. Desta vez apenas uma mão afagava seus cachos, a outra apertava-lhe a cintura de forma indecente. Forte. Grosseira. Pegada.

A mente de Gina girava. Ela já havia aprendido que relutar por mais de cinco segundos era inútil, e resolveu deixar-se levar novamente passado este tempo. Ela não. Sua mente não. Seu corpo sim. Seus desejos sim.

Resolveu se portar da mesma maneira de antes, imitando os movimentos sábios dele. Ao tocar a cintura do engenheiro constatou o que nunca imaginara. Ele era forte. Não apenas. Tinha um corpo miraculosamente definido.

Queria tocar-lhe a pele, colocou a mão por dentro da camiseta do rapaz, sentindo-o suspirar em sua boca quando o fez. Ele a imitou desta vez. Ela soltou um gemido baixo.

Ele enlouqueceu.

Pegou Gina pela cintura, com força e a sentou na mesa. A altura era perfeita.

Sentia Gina lhe abraçar com as pernas enquanto o beijo continuava e a mão de ambos explorava o abdômen um do outro. Ela a trazia com as pernas, sem perceber, para mais perto. Apertando o membro dele contra seu ponto mais sensível, que já se encontrava novamente úmido. Sentiu, desta vez, seu corpo se arrepiar quando o membro de Ferdinando se enrijeceu, ao tocar sua intimidade, ainda que por cima das roupas.

“Não pare agora, por favor, não pare agora” Ferdinando pensava, mais uma vez amaldiçoando a biologia com medo que a ruiva novamente se assustasse.

Na verdade, Gina estava assustada, mas aquilo, estava gostoso... Ela não conseguia parar. Não queria parar.

Ao perceber que a ruiva já havia se acostumado com tal situação, e até demonstrava muita aprovação, Ferdinando a puxou ainda mais para si pelo quadril. Era inebriante. Os dois em fogo. Completo fogo.

Ferdinando resolveu proporcionar a ela outra nova sensação. Soltando os lábios depositou curtos e úmidos beijos no pescoço da ruiva. Ela por impulso foi derretendo seu corpo para trás. Os braços incertos tentando se apoiar na mesa derrubavam todos os ingredientes no caminho.

Ele não percebia.

Ela não percebia.

Ele perdido.

Ela perdida.

Os movimentos se intensificavam, fazendo o atrito entre suas partes tornar-se enlouquecedor. Cada vez queriam mais... mais velocidade, mais intensidade.

Estavam assim, entregues. Gina gemia baixo, tentava segurar os sons, mas não conseguia se controlar.

Ferdinando estava dopado pelo gosto e cheiro da ruiva.

– Deliciosa. – Ele soltou um sussurro. Ela riu singelamente. Gemeu abertamente.

De repente havia chuva sobre suas cabeças. “Dentro de casa?!” ambos pensaram se soltando desesperados.

– Ora essa, Ferdinando, olha o que você fez! Eu queimei tudo! E ainda disparou o alarme de incêndio. — Gina dizia assustada.

– Eu ?! Eu... Eu?! Ora essa Gina, você também estava tão envolvida que nem sentiu o cheiro da fumaça! – Ele jogava-lhe a verdade.

– Ara!! Vamos desligar esse negócio se não já já a casa alaga! – Ela dizia procurando junto a ele uma forma de parar aquilo.

Ferdinando ria maldosamente pelo canto de seus lábios. Era um riso de orgulho. Mais do que isso. De conquista. Agora ele sentia. Ela o desejava. Desejava aquilo tanto quanto ele.

[...]

– Mas eu posso saber como vocês deixaram isso acontecer?! — Juliana questionava os dois amigos que trocavam olhares com cara de culpados, enquanto terminavam de puxar a água da casa.

– Ara Juliana, foi um acidente! — Gina dizia, tentando parecer firme. Na verdade, sua voz era trêmula e insegura.

– E vocês não viram a fumaça preta que saía da panela?! Nem sentiam o cheiro...como?!

– Ara Juliana que a Gina já explicou que foi um acidente... Você fique tranquila que eu vou arcar com as despesas para organizar a casa de novo. — Ferdinando queria sair do assunto o quanto antes.

– Tudo bem então meus caros. Tudo bem... Mas vocês se esquecem que esse sistema de alarmes reage em todos os cômodos que possuem o equipamento. — Ela pontuava.

– Sim, nós sabemos... Qual o problema? — Ferdinando indagava, pois não gostara do tom da amiga.

– Acontece, meu caro amigo, que apenas dois quartos da casa estão secos hoje. O do Renato e a da Dona Margareth.

– Tudo bem Juliana, eu durmo com você no quarto da Dona Margareth e o Renato, com o Ferdinando. — Gina dava a ideia como quem solucionava o problema.

– Pois é minha amiga, seria simples... Mas assim como nós, o Renato possui uma cama de solteiro. — Ela pontuava com os dedinhos da mão enfaixada.

– Ara! Eu não vou dormir de conchinha com ele não! — Ferdinando dizia de supetão.

– Pois bem então, está resolvido. — Juliana dizia com um riso debochado nos lábios.

– Resolvido o que Juliana?! — Gina questionava sem entender. Olhando para os dois, desconfiada.

– Eu durmo com o Renato e você com o Ferdinando. — Ela ria agora abertamente — Quero dizer, na mesma cama que o Ferdinando.

Gina ficou sem reação, apenas viu a amiga se virar e os cabelos rosados partirem escada acima.

Quando olhou para o lado, viu apenas um certo engenheiro com os olhos brilhando em expectativa.

Notas finais
Bom amorinhas, espero que tenham gostado! Aguardo o retorno de vocês! Beijos!