Repulsa Áurea
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Paladinos como transeuntes pelas avenidas
Coletando sonhos dentro de latas vazias
Casas amassadas e frias
Almas e esperanças baldias
Quais dias acham que lhes são bom dias?
Se você nem os vê como pode sentir pena ou agonia?
Ou simplesmente dizer que sentia
Será que sua alma lhe tem mesmo serventia?
Quando foi que você se deixou perder?
Quando a proposta foi boa de mais para não se vender?
Quantos olhos você ainda precisa para poder ver?
E de que vale toda essa verdade que você diz ter?
Você crê no bem, mas não o faz?
Você quer mudanças, mas não corre atrás
Você escolhe um cretino que não sabe o que faz
Você fala tanto e não é capaz
Há tantos ossos sob as peles visíveis
Dentre flores há tantas pétalas tristes
Há tantos gestos, tantas ações previsíveis
Tanto medo da noite quando a noite é a dama triste
Há tantos passos errados
Quando tudo o que dançamos
Não passa do baile dos enforcados
Quando tudo o que caminhamos foram passos errados
Mas se algo há de ser lamentável
É esse caos configurado no suor do cansaço
Na pobreza dos olhos calados
Na frieza dos fatos pobres e estáticos
Não há beleza a encher os olhos
Talvez repulsas e colapsos
Risos e lagrimas pelo presente e passado
E a mesma ambição tristonha em só se ter sonhos dourados.
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