Repentino
12 Diversão, mas...
Notas iniciais
E aqui esta mais um capitulo quentinho! e nao preciso nem dizer que a Harumy nem esta aqui.
Mas ela tem um bom motivo dessa vez, o tio dela morreu e ela vai no enterro dele hoje! nao precisam ficar triste e nem preocupados, ela esta bem(eu acho)!
Espero que gostem desse capitulo! ate la embaixo!
–Pode vir. — se eu não tivesse tão no clima de romance certamente teria dado um soco nele, mas hoje eu vou dar uma exceção, me deitei em seu peito e adormeci.
~o~
–To vendo que a noite foi boa. — começo a me levantar, e mesmo antes de abrir os olhos eu já sabia quem tinha dito isso.
–Nii-chan, o que você faz aqui ? — assim que abro os olhos percebo que o meu pai tá junto, o John começou a se acordar.
–Hoje é o chá de panela da Nagase, homens fora de casa, então resolvemos dar uma passadinha aqui. — dessa vez quem falou foi meu pai, eu juro que não sabia como ele tava tão calmo vendo o próprio filho deitado na cama com outro homem.
–E como vocês entraram? — o ruivo sonolento finalmete se pronunciou.
–Digamos apenas que esconder a chave reserva debaixo de um vaso de plantas é a marca registrada do Rin.- meu nii-chan disse como se ele fosse muito melhor, ele acha que tá em filme americano e esconde debaixo do capacho.
–A gente vai esperar na sala enquanto vocês se aprontam. — meu pai disse puxando o meu nii-chan pra fora do quarto.
Me levantei da cama e comecei a me vestir o John fez o mesmo.
Tem uma coisa que não sai da minha cabeça a muito tempo, meu pai ta muito calmo, calmo ate demais, ele devia ser que nem qualquer pai que pira quando descobre que o filho é gay, mais ele agiu como se tudo isso fosse ultra normal .
Eu sei, devia tá agradecendo o fato de ter um pai tão liberal, mas vocês tem que concordar comigo que é muito estranho um cara feito o meu pai aceitar isso de boa nee?
–Neko, você tá bem ? — o John tava balançando a mão na minha frente, eu devia ter ficado fora do ar de novo, tenho que parar com isso.
Terminei de me vestir e nós dois saimos do quarto encontrando na sala meu nii-chan e pai.
–Então . . . o que vocês pretendem fazer o dia inteiro ? — pergunto.
–Sabe, eu não faço a menor ideia. — meu nii-chan tá ficando muito previsível.
–Que tal a gente ir naquele parque de diversões que eu sempre levava vocês quando eram crianças ? — sabe, meu pai tem boas ideias.
–Porque não ? Pode ser.- respondo.
–Você que sabe neko, eu vou pra onde você for. — Disse o John.
Meu pai levou a gente ate o parque ele acha que o carro do John chama muita atenção, se você ainda não percebeu meu pai é um cara estranho, com a família ele se abre, ri e faz brincadeiras mais com as outras pessoas ele é bem envergonhado e discreto, vai entender ele.
O parque não mudou nada, a entrada azul com as roletas vermelhas, os brinquedos coloridos bem distribuidos pelo espaço, a grama verde e a montanha russa laranja, tava tudo no mesmo lugar, me senti uma criança de novo.
Comprei os bilhetes e entrei correndo no parque, o John segurou meu pulso, acho que ele queria me parar, mais eu acabei puxando ele junto, corri em direção a montanha russa e parei na fila, eu adorava a sensação de quase morte que aquele brinquedo proporcionava, adorava levantar as mãos bem pro alto e gritar, era sem duvida meu brinquedo favorito, soltei o pulso do ruivo e comecei a ver quantos bilhetes eu tinha, 1,2,3 . . . 10 no total, primeiro montanha russa (obvio), depois aquele brinquedo que quase arranca a sua cabeça de tão rápido que gira, o trem fantasma não pode faltar nee, o camicaze e o barco viquingue são obrigatorios, com certeza eu ia querer ir de novo na montanha russa e no barco viquingue, e pra acabar o dia, vou fazer tres passeios mais calmos, vou no zoologico e depois no safari por ultimo na roda gigante, aah hoje vai ser otimo !!!
–Você parece ter uns sete anos. — já tinha ate esquecido que o John tava ali.
Pera um pouco, o John tá . . . palido ou é impressão minha ?
–Você tá bem ? — pergunto preocupado.
–Sim, é só que . . . você não acha esse brinquedo muito alto ? — eu não tava acreditando, o John, aquele que chamou “dor de cabeça” um corte que precisou de quinze pontos tem...
–Você tem medo de altura John ? — se eu não escutar da boca dele eu não acredito.
–Claro que não, tcs, que tipo de pessoa tem medo de altura ?
–Mas como você pode ter medo de altura se você mora num apartamento que fica o decimo andar ?
–É só não olhar muito pela janela.
–HA, você acabou de se entregar. — to me sentido um gênio.
O John fez um MEGA face palm, como se o que eu tivesse feito fosse a coisa mais infantil do mundo.
–Tá neko, você é um mega gênio e acabou de descobrir meu ponto fraco, agora a gente pode ir num brinquedo mais baixo ? — o ruivo fala.
–Não, você tem que enfrentar os seus medos e eu vou te ajudar.- faltavam só umas tres pessoas pra chegar a nossa vez.
Ele passou os ultimos instantes insistindo pra gente não ir, finalmente chegou a nossa vez, o ruivo medroso se sentou no meu lado e o carrinho começou a se movimentar, ahh como era bom aquela sensação, aquela adrenalina, olho pra John e vejo que ele esta se divertindo também, o problema deve ser quando a gente chega no topo, viramos pra direita e depois pra esquerda entramos num lupin.
–AAAAAAAAAAH- todos gritaram, sabe essa era a coisa que eu mais gostava na montanha russa, a gente podia gritar sem parecer louco ou desesperado.
Olho pro maior e percebo que a cor do seu rosto esta desaparecendo, resolvo virar minha cabeça pra frente, o ponto da montanha russa estava a alguns instantes da gente, só deu tempo de eu pegar a mão do ruivo e levantar pro alto, por um momento tudo começou a andar em camera lenta.
Não, eu não uso drogas.
Olho pro John e vejo que ele não esta com medo mais sim se divertindo, o tempo volta ao normal e logo saimos da montanha russa.
–Viu não foi tão dificil!!! — disse com aquela cara de superioridade que todo mundo faz quando descobre que tinha razão sobre algo.
Ele segura o meu pulso e me puxa pra trás de uma banca qualquer do parque.
–O que a gente tá faz . . . — sou interrompido por um beijo doce.
–Obrigado – o ruivo sussurra contra o meu ouvido me fazendo arrepiar.
–Va-vamos voltar, por favor.
Ele me deu um leve abraço e puxou meu pulso novamente, só que dessa vez em direção ao carrinho bate-bate, depois de passarmos quase uma hora na fila, finalmente conseguimos entrar no brinquedo, foi muito divertido, nós batemos em todo mundo e quase quebramos o carrinho.
Barco-viquingue foi o brinquedo onde eu vi mais gente vomita, mais o kami-kase foi o mais radical.
E assim a manhã se passou sem que eu percebesse, eu, meu pai e o nii-chan comíamos sempre na parte lesta da praça de alimentação então foi facil nos encontrarmos.
–O que vocês fizeram durante esse tempo todo ? — meu pai pergunta já com o lanche do MC na sua frente.
–Fomos na montanha russa, carrinho bate-bate, kami-kase, barco viquing . . .- falo entusiasmado.
–Atras da banca de jornais . . . — meu nii-chan continua a minha frase.
Então pra onde o John tinha me arrastado mais cedo era uma banca de jornais ? Interessante.
Pera ai, como o nii-chan sabe disso?
–Como você sabe disso, Takami ? — o maior pergunta como se tivesse lido meus pensamentos.
Serio, já to ficando assustado.
–Digamos apenas que eu estou de olho em vocês. — Takami disse com uma voz digna de 007.
Nunca senti tanto medo do nii-chan na minha vida.
–Para de pega no pe do seu irmão ! — disse o meu pai. — o que o seu irmão faz não é da sua conta.
Pai ? Que tipo de pai fica tranquilo quando descobre que o filho tava se atracando com alguém em publico ? Ou um pai ruim ( o que a gente sabe que ele não é ) ou ele tem um motivo.
–Pai, porque você é tão liberal ? — ah, eu tinha que perguntar alguma hora.
–Filho, você não é a primeira pessoa da nossa família que fica com alguém do mesmo sexo, com a nossa tradição louca é normal essas coisas. — meu pai diz e logo depois da uma mordida mostruosa no hambúrguer.
–Você nunca percebeu que na nossa família tem de tudo e mais um pouco, a nossa tia ficou com aquela garota da coreia, o nosso primo com um cara que era um mendigo, você e o John é uma das combinações mais normais.- meu nii-chan disse tomando um pouco da sua coca-cola.
–Nossa, eu não fazia ideia, sempre pensei que eles eram só amigos. — cara, agora que eu percebi como eu era ingênuo.
Então era por isso, tenho que admitir que essa tradição tem seus lados positivos.
Acabamos o almoço e fomos cada um para um lado novamente.
Eu sei, vocês devem estar se perguntando, “mais Rin você não ia passar o dia com todo mundo ?” bom, eu respondo o seguinte, quando a minha família entra num parque de diversões é cada um por si, eu gosto de brinquedos radicais ( dã ), meu pai de qualquer coisas que envolva pontaria e meu irmão gosta dos museus ( é sério, não to sendo irônico ) e do zoologico, então, por gostarmos de coisas bem diferentes, acabamos indo um pra cada lado e só se encontrando de tempos em tempos, tipo, para refeições.
Gente, não vão achando que meu pai é desnaturado, quando eu e meu irmão eramos muito pequenos é obvio que ele não nos deixava sozinho, só pra esclarecer.
Bom, mais voltando para o resto do meu dia . . . eu vou fazer um resumo porque não to afim de descrever os vomitos e os gritos desesperados das criançinhas que tavam se achando fodas só porque iam em brinquedos radicais, então o resumo é o seguinte, eu e o John nos divertimos pra caralho, fomos no resto dos brinquedos da minha listinha mental e assim se passaram horas e horas no final só sobrou um brinquedo, a roda gigante.
Sabe porque eu a deixei pro final ?
Não, não foi pra ter aquela ceninha extremamente clichê de filme romântico preto e branco.
Eu a deixei por ultimo porque eu sabia que ia ser dificil pro ruivo andar nela, ele tinha medo de altura e mesmo ele tendo conseguido andar na montanha russa a roda gigante era outra historia, nunca pensei que iria dizer isso mais, a roda gigante daria mais medo.
–Então, vamos ali ? — apontei pra grande estrutura de metal a nossa frente.
–Porque você quer ir num brinquedo tão chato ? — John, John você não vai conseguir escapar dessa.
–Você ir num parque de diversões e não andar na roda gigante é o mesmo que você pedir um cheddar sem quejo. — disse já o arrastando pra fila, que estava quase vazia, só tinham mais seis na nossa frente.
–Eu não vou ! — ele disse como uma criança birrenta.
Dois já foram, faltam quatro.
–A você vai sim, você disse que ia ir pra onde eu fosse ! — disse percebendo que mais dois haviam entrado no brinquedo, faltavam dois.
–Quando eu disse isso não sabia que você ia ir na roda-gigante ! — o maior disse quase pulando no meu pescoço.
Os próximos a entrar no brinquedo somos nós ! A cabine abriu para que nos finalmente entrancemos.
–Agora você não pode mais voltar com a palavra meu querido. — disse o empurrando pra dentro do brinquedo, fechei a porta e fiz sinal para o maquinista que fez o brinquedo andar.
O ruivo não disse nada, apenas se sentou do meu lado na cabine e segurou a minha mão.
–Você sabe que eu fico nervoso com esse negocio de altura ! — ele disse me olhando nos olhos, acho que ele ficar me olhando fixo foi uma tentativa de esquecer onde ele estava. — porque você me obrigou a entrar?
–Porque eu sei q você pode vencer esse medo, você só tem que relaxar ! — disse tentando o animar. — o que te relaxa ? — pergunto por fim.
–Ficar com você. — ele responde me fazendo corar, um clima começou a se formar no ambiente, o sol se pondo, a roda gigante, só nos dois, sozinhos . . . enfim, sabe quando eu mencionei a cena clichê de filme romantico ? Pois é.
Ele me abraçou, colocando um de seus braços em torno dos meus ombros, me ajeitei nele, era como se o meu corpo se encaixasse perfeitamente no dele. O clima é cortado quando sentimos o brinquedo parando de se movimentar e logo depois uma voz num mega fone dizendo.
Todos permaneçam calmos, estamos consertando o brinquedo e logo vocês vão poder descer. — já mencionei que eu e o John estamos no ponto mais alto da roda gigante ?
–Co-como é que é ? — John indaga.
A cor estava sumindo de seu rosto, ele olhava para todos os lados como se estivesse prestes a entrar em pânico.
Situações desesperadas pedem ações desesperadas.
Agarrei o colarinho da camisa do ruivo e o beijei, aos poucos o meu John começou a se acalmar e correspondeu o beijo, começou a me deitar no banco, ficando sobre mim.
É, ele já voltou ao normal.
Nosso beijo é interrompido quando sentimos o brinquedo voltar a se movimentar, me sento rapidamente.
Sabe aqueles momentos clichês que eu tanto havia criticado a pouco tempo ? Pois é acho que de vez em quando ate que faz bem.
Descemos do brinquedo e fomos encontrar o meu pai e irmão, que como combinado, estavam na saida do parque, na volta eu e John contamos o que havia acontecido na roda gigante, obviamente que como eu e ele não pretendíamos passar o resto das nossas vidas sendo achacados pelo meu lindo irmãozinho, não contamos os detalhes sordidos.
O carro parou na frente do predio do ruivo que agradeceu a carona.
Assim que entramos em casa eu fui tomar um banho e o John também ( claro que em banheiros diferentes nee ) assim que me vesti com o “pijama” me deitei na minha cama e fechei os olhos.
Se você acha que eu vou dizer que adormeci você tá muito enganado, eu não consegui prega o olho, era como se algo tivesse faltando, mais eu não sabia oque, eu tava de pijama ( ou quase ), tava cansado e com o Sr.Orelhas ( não que isso seja relevante ).
Que sabe ? Vou tomar um copo de leite.
Eu sei que isso é coisa de velho gaga ou de criança pequena mais fazer o que ? Isso sempre funcionou comigo.
Cheguei na cozinha e abri, geladeira pegando o leite e logo depois o colocando numa caneca, e como eu sou muito azarado preferi esquenta no micro-ondas, porque se eu tentar acender o fogão vai que eu ponho fogo na casa ?
Esquentei o leite e comecei a beber, fiquei de pé diante da pia mesmo, eu ia ter que lavar o copo mesmo.
Assim que eu termino de beber o leite e ponho o copo na pia sinto alguém me abraçando por trás.
–Você também não consegue dormir ? — esse John ainda me mata de susto.
–É, parece que alguém me jogou uma macumba bem forte. — digo me virando para ver seu rosto.
–Porque você não vem dormir comigo ? To me sentindo muito sozinho naquele quarto enorme . . . — ele disse fazendo cara de cachorro pidão.
Pra você me agarrar enquanto eu durmo? Não obrigado. — digo me largando do maior e indo em direção ao meu quarto.
–Você tá com medo que eu te agarre enquanto dorme ? Quetal eu te agarrar enquanto você estiver acordado ? — ele disse me pegando pelas pernas e me colocando nas suas costas.
–John me larga !!! larga agora !!! — disse esperneando.
Ele só me soltou quando já estavamos no quarto dele, o ruivo me largou na cama “delicadamente” ( sentiram a ironia ? ) e se sentou em cima de mim.
–Pronto larguei. — ele disse me mostrando um sorriso travesso.
–Agora sai de cima de mim. — eu disse serio mas não pude evitar que um sorriso aparecesse no meu rosto.
–Ah, mais já ? A brincadeira mal começou. — ele disse se aproximando do meu ouvido.- eu tenho q me vingar, não se esquece que você me jogou pra dentro de uma roda gigante.- quando ele se afastou fez algo que eu nunca esperaria do John.
Ele me fez cosquinha.
Isso mesmo, cosquinha, quase me mijei de rir.
–Pa . . . ra !!! P . . . ara !!! eu . . . vou . . . me . . . mijar !!! HAHAHAHAHAHA- eu não conseguia parar de rir.
–Minha vingança mal começou !!! — o ruivo continuou com as mãos na minha barriga.
Ele só parou quando eu comecei a chorar de tanto rir.
–Acho que a minha vingança esta completa. — disse se deitando do meu lado.
–Você não passa de um garoto em corpo de adulto ! — falei ainda rindo um pouco.
–Olha quem fala, a criatura que fez questão de bater em todos num no bate-bate só pra rir da cara das pessoas ! — ele disse me abraçando, eu me acomodei no seu peito.
–Tá, eu admito, nós dois somos infantis – disse.
Assim que o John ouviu essa frase voltou a sentar em cima de mim.
–Mais sabe, eu posso fazer umas coisas de gente grande com você . . . — ele disse e logo depois atacou os meus labios, um beijo selvagem começou, que cada vez se aprofundava mais, o ruivo abril a minha camisa, me deixando só com a cueca box preta, seus beijos começaram a descer, primeiro passando pelo meu pescoço, depois peitoral, onde parou para mordiscar meu mamilo direito, soltei alguns gemidos baixos, os beijos continuaram ate a linha do meu ventre e . . .
TRIM TRIM.
A merda do meu telefone tocou, porra o universo podia tirar umas férias nee?
Comecei a me levantar.
–Isso é serio ?- o John disse como se não pudesse acreditar. — você vai mesmo atender o telefone a essa hora ?
–Eu quero mandar o filho da puta que tá me ligando a merda .- disse indo no meu quarto, peguei o telefone, eu já ia atender quando o John gritou la do quarto dele.
–Atende aqui, bota no viva voz, se for o seu irmão eu também quero mandar ele a merda ! — achei ate uma boa ideia, pra ligar de madrugada só podia ser o nii-chan.
Ao chegar no quarto sentei na cama, coloquei no viva voz e atendi a merda do telefone.
–Não sei porque você ligou mais espero que um carro lhe atropele na próxima vez que você sair de casa. -ah, olha como eu sou educado.
–Porra Rin, eu só liguei pra falar do casamento da Nagase, afinal eu sou madrinha e seu par. — eu conhecia aquela voz.
–Iore !?! — como essa vadia teve coragem de falar comigo?
–É, só que eu te convidei para ser o meu par antes de saber que você era a maior piranha. — disse louco pra desligar na cara dela, que saber, vo desliga mesmo. — tchau sua cachorra . — assim que finalizei a ligação já comecei a digitar um novo numero.
–Pra quem você tá ligando ? — o ruivo pergunta.
–Pra Nagase. — assim q eu termino de falar o nome dela a própria atende ao celular.
–Moshi-moshi.
–Porque eu ainda tenho como par a Iore ?- pergunto sem mais delongas.
–Rin, porque você só pode ir com ela – essa eu não entendi.
–Como assim ?
–Pensa comigo, ela é minha amiga e madrinha, você é meu amigo e padrinho, e você é o par dela, não posso simplesmente a tirar do casamento só porque vocês terminaram, e alem do mais, quem seria o seu par ? O John ? Sem problemas, só quero ver ele caber dentro do vestido. . . — ela não deixava de ter razão, mais mesmo assim eu não queria ir com a vagabunda da Iore.
–E se eu arranjar outro par?
–Eu já disse que ela é minha amiga ! E alem do mais, duvido que o John não fique com ciumes se você for com outra garota, pelo menos se você for com a iore ele tem certeza que vocês não vão fazer nada.
–A Nagase tá certa, você deve ir com a piranha ! — John simplesmente entrou na conversa.
–Ah , oi John, você tá ai ? Como vão as coisas ? — Nagase fala.
–Bem, e com você ? — ele diz.
–GENTE CONCENTRA !!! — pombas, a gente tá falando de mim agora.
–Tá decidido, você vai com a Iore, e boa noite rapazes. — diz a Nagase já finalizando a ligação.
–Não é justo !!! vocês estão resolvendo por mim !!! — falo.
–A gente fala mais disso amanha, agora dorme. — o John disse me puxando contra o seu peito me fazendo deitar obrigadamente.
Comecei a adormecer, eu podia dormir agora mais amanhã o bicho vai pegar, ah se vai.
~o~
Acordo e, por um milagre, antes do John, me visto e vou para a cozinha tomar um bom café.
Agora sim, eu acabei de tomar um lindo café preto e to bem alerta, agora só falta umas torradas e . . .
Porra, o John é a única pessoa na terra que não tem pão em casa.
Pego um papel e escrevo o seguinte :
“Vo no super-mercado comprar o basico, já que você é muito preguiçoso e não vai.”
Peguei um dinheiro nas coisas do John ( eu não sou ladrão tá, eu vou devolver assim que receber o meu salario ! ) e fui em direção a porta, assim que a abri deu de cara num muro.
Não era um muro de verdade, era um homem de uns dois metros, cabelos negros e olhos amarelados, ele usava um terno, ele devia ser um amigo do John.
O homem em vez de falar algo ficou la me olhando como se eu fosse um espantalho.
–Você tem algum problema ? — pergunto com toda a minha educação.
–Eu não tenho nenhum problema . . . — ele fala tirando uma das mãos do bolço, revelando um paninho, e assim que percebo o homem já tapou o meu nariz com o pequeno pedaço de tecido — você é que acaba de arranjar um.
E com essas palavras tudo começa a escurecer, e logo eu desmaio.
Notas finais
Nao precisam ficar irritados comigo, no proximo capitulo voces vao descobrir o que houve,ou nao! muahahahahaa!
O que sera que vai acontecer com o Rin?!?!?
Ate o proximo capitulo!
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