República do Rock With Love
19 Fighting against...?
Notas iniciais
Tudo parecia calmo na República. Ao menos não havia nenhum berro, nem se ouvia uma certa pessoa assassinar alguma boa música com seu canto fatal. Assim que os meninos passaram pela sala se depararam com alguns homens muito elegantes, vestindo terno e gravata. Conversando em tom sério com a dona da república. Acharam melhor nem parar e seguiram direto para o quarto do Georg.
-- Hey Bill, você não vai ver se a Valéria precisa de alguma coisa? – Tom ria com a careta que o irmão fazia.
-- Não aguento mais ela. Só quero que ela tenha essa criança de uma vez para poder fazer o teste de DNA. E quando eu descobrir que o filho não é meu darei um lindo chute nela pra que ela volte para o pai psicopata dela. – disse Bill se jogando na cama do Georg
-- Cara que mania você tem de se jogar na cama dos outros. Custa muito deixar ela arrumada? – Georg parecia meio nervoso pelo amigo estar ali
-- O que você esta escondendo de novo Georg? Hey Bill, tira a coberta daí. Vamos procurar o que ele ta escondendo – Tom estava louco para provocar o amigo.
Gustav sem muita paciência, foi até o travesseiro e abriu a fronha, tirando de lá 2 CDs e 1 DVD das Vampire Brides.
-- Era só isso que você tava escondendo? – Gustav parecia não dar muita importância para o que achara
Georg estava começando a ficar com o rosto tão vermelho. Bill deu uma risadinha, não se importando muito com aquilo.
-- Ai que broxante cara. Achei até que era aquelas revistas que você comprava – Tom colocou a mão na testa fingindo decepção
-- Já te disse que eu não compro mais aquelas coisas – disse enquanto tomava suas coisas das mãos do Gustav.
-- Desde quando você tem os CDs e o DVD delas? – disse Bill enquanto se ajeitava melhor na cama
-- Não tenho. – disse ele deixando o DVD na mesa e colocando um dos CDs pra tocar no computador. – Peguei isso nas suas coisas
Bill sentou na cama descrente que o amigo fizera isso, de novo.
-- Aah. Isso explica muita coisa – Tom e Gustav disseram em coro rindo da reação do Bill
-- Acho que tenho que achar um lugar melhor para esconder minhas coisas – resmungou baixo, mais para si que para que os outros ouvissem.
-- Não adianta, Bill. A gente sempre encontra – Gustav riu alto do amigo, fazendo os outros rirem também.
As coisas ficaram nesse clima divertido no quarto dos meninos. Já na sala de estar, as coisas não estavam tão alegres assim.
-- O que você quer dizer com ordem de despejo? Estão loucos? Mantenho tudo aqui em dia e dentro da lei. – Mariana se esforçava para não agredir aos homens
-- Como já dissemos, a Universidade abriu mão do convenio e alguém comprou essa república. A senhora e os moradores tem uma semana para saírem. – disse um dos homens
-- IMPOSSÍVEL! Eu não vendi essa republica. Semana passada mesmo estive em reunião com o reitor da universidade e nada havia sido dito sobre algum rompimento do convenio. Tudo o que dizem é absurdo. – o moreno estendeu à ela um mandado com o prazo de retirada das coisas – Já basta! Fora! Eu quero os dois fora daqui, agora! Eu irei pessoalmente à polícia imediatamente.
Os dois se entreolharam, mas não insistiram. Se levantaram fazendo um aceno de despedida e se retiraram.
Mariana os acompanhou até a porta e os observou partir.
-- Isso é o cúmulo mesmo! – disse para si mesma, sem notar a aproximação das primas.
-- Algum problema prima? – disse Marih estranhando a reação da mais velha.
-- Que bom que vocês chegaram. Preciso dar uma saída. Poderiam ficar de olho nas coisas por aqui até que eu volte? – dizia fazendo menção em entrar novamente na república
-- Ah. Claro – Lah e as outras não entenderam, mas não impediram nada
Mariana pegou uma bolsa e as chaves do carro. Com a ordem de despejo nas mãos foi direto à polícia parisiense.
--x--
Dentro do carro e já bem longe da república, o ruivo atende o celular
-- Esta tudo certo. Acabamos de sair de lá. Acho que ela não acreditou muito. Até disse que iria à polícia.
-- Ela deve estar blefando. Não arriscaria manchar a reputação de sua amada república. O máximo que ela fará é chamar um advogado.
-- Mas chefe, um advogado não seria pior que a polícia?
-- Claro que não, idiota. Se ela chamar um advogado, eu mesmo posso dar um jeito nele. Na polícia é mais complicado. Fiquem de olho nela!
-- Claro, chefe!
Ele desliga e da uma olhada para seu companheiro.
-- O que ele disse?
-- Vamos ter que ficar por perto ainda.
-- Ok
--x--
Em frente a delegacia Mariana terminava de estacionar o carro.
-- Ok então. Já estou aqui na delegacia. Estarei te esperando.
-- Pode ficar tranquila. Isso foi só uma jogada que esses ignorantes tentaram. Não vão conseguir nada da gente. Estarei ai em 10 minutos.
-- Até lá então.
Ela desliga o celular e tranca o carro. Ela definitivamente não se intimidaria por causa de alguns principiantes em golpes.
--x--
-- O que será que aconteceu? A Mariana parecia que ia matar alguém – Drih falou entre mordidas em um pedaço de pão
-- Parecia mesmo. Será que era por causa daqueles homens que saíram daqui aquela hora? – Lah bebia seu suco de mação enquanto trocava os canais sem dar muita atenção
-- Eles pareciam muito suspeitos mesmo. Espero que não seja coisa da tia de novo. Já pensou outra briga daquelas duas?! – Marih analisando suas unhas
-- Deus me livre. Essas duas brigando é pior que briga de pitbull. – disse Drih se lembrando da ultima briga das duas. Quando romperam com a sociedade. Uma briga que envolveu quase a família toda.
-- Bom, não adiante ficar especulando. Vamos ter que esperar ela voltar para descobrir. – Lah jogou o controle no outro sofá, desistindo de sua procura por algo na TV.
-- Então é bom torcer para ela estar de bom humor até lá. – disse Marih se jogando no mesmo sofá da Lah.
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