República

33 Férias - A viagem


Notas iniciais
Pronto menininhas! hahaha Bom, este é mais um capítulo de transição! Em breve grandes emoções! rs s2 Boa leituura!

Apesar da vontade, eles estavam conscientes. Gina compartilhava o pensamento de Nando agora, e sendo assim, após uma despedida muito custosa e repleta de manhas, cada um pernoitou em seu quarto.

Foi uma noite inesquecível.

Gina conseguiu alterar o rumo dela, mas sem dúvida nenhuma, Ferdinando havia contribuído para isto, e muito.

“Um pedido de casamento...” A ruiva pensava em sua cama, tentando pegar no sono. Tinha um sorriso bobo inconsciente em seus lábios com a doce lembrança. O sorriso surgia ao se lembrar dos olhos iluminados de Ferdinando, pela pouca luz do abajur, olhos que a consumiam docemente, no aguardo de uma resposta.

Na verdade, ela sentia-se aliviada.

Fosse por ela, suas vontades, talvez não estivesse tão feliz agora. É claro que ela havia decidido consciente de seus atos, querer ter sua primeira vez com Ferdinando. Mas... E se tivesse acontecido? Como seria depois?

Ela realmente não estava preparada, agora percebia isto. E agradeceu pelo respeito e afeto que ele demonstrou, sendo sábio e firme em sua decisão, mesmo em um momento em que o desejo praticamente os cegava. Ele sempre era assim quando se tratava dela.

Mas, não deixava a desejar por isso. Nando sabia a medida certa que precisava utilizar para mantê-la envolvida. A cada vez era diferente. Um novo carinho, uma nova sensação. Mas sempre em um ritmo agradável. Sem pressa. Não precisavam disso.

Agora ela sabia.

É fato que algumas vezes, a vontade distorceria os conhecimentos e planejamentos que teriam. Mas ela se aliviava em pensar que dos dois, não seria ela a responsável em ponderar.
Ele fazia isto bem. Bem demais.

A confiança que ele despertava nela era incrível. Incomparável.

Por outro lado, e no outro lado do corredor, certo engenheiro que também sorria deitado, sobre a cama que ainda guardava o maravilhoso perfume da amada, estava feliz, mas receoso.

Seu coração estava na verdade mais do que feliz, radiante.

“Ela vai ser minha, ela aceitou ser minha...” O pensamento dele voava com a constatação. Era um voo leve, doce, incrível.

Aquela que o havia conquistado desde sempre, desde criança, apesar das picuinhas até então, finalmente seria dele. Para sempre. Simples e maravilhosamente assim.

É claro que em certo momento, dentro do filme daquela noite, que Nando não cansava de relembrar, a pergunta de Gina ecoou em sua mente. E isto o fez refletir um pouco menos sonhador.

– Vai ser uma briga dos diabos mesmo... – Ele pensou alto, concordando com as palavras ditas anteriormente pela amada.

Mas a resposta que ele havia dado a ela sobre tal constatação se tornava a cada instante mais certa. Mais verdadeira. Ainda mais quando ele lembrava a maneira como ela havia concordado, se posicionando junto a ele na imaginária (ao mesmo por enquanto) luta.

Eles iriam com coragem, fazer aquilo que desejavam.

Para ambos, não era uma questão de rebeldia, longe disso.

Nando não queria sequer dar um recado. Seria de fato, um pedido

Ele já estava planejando em sua mente, cada passo.

Nas férias de inverno, que já se aproximavam rapidamente, ele iria com Gina para Santa Fé. E primeiramente, conversaria com o pai, a fim de que o mesmo ficasse ciente, e reatasse (ao menos um pouco) a amizade com aquele que seria seu futuro sogro. Isto já ajudaria bastante.

Depois disso, iria conversar com o pai da moça, e esclarecer as melhores intenções que tinha com a mesma.

Por fim, o pedido.

O plano era simplista. Demais.

Mas Ferdinando pensava positivo, e não queria imaginar os empecilhos, apenas guardar as energias para combatê-los SE chegassem.

[...]

– Menininha?! – Ele disse batendo na porta do quarto de Gina.
Juliana abriu.

– Ora essa meu amigo, acalme-se, por favor! Nós já estamos terminando a mala dela, a minha já está pronta. Porque não vai nos esperar lá na sala junto com o Zelão? Logo descemos. — A moça de cabelo rosados pontuou.

– Ara que vocês mulheres são muito enroladas! – Ferdinando disse sorrindo à amiga.

– Sim, exceto a sua futura noiva, meu caro. Se dependesse dela, apenas cinco peças de roupa bastariam dentro da mala... – Juliana riu. – Porque acha que estou aqui?!

Ferdinando amava este jeito desencanado da ruiva. Na verdade, não houve um dia daqueles primeiros meses de “relacionamento sério” que ele não se surpreendesse com ela. E ele a amava mais a cada gesto.

Como se fosse possível amar ainda mais.

– Tá certo professorinha, a senhora manda. – Nando abriu levemente a porta, e mandou um beijinho sapeca para a ruiva que estava sentada na cama. Gina riu.

Mas não retribuiu... Era fofura demais para ela.

[...]

– Ara Gina, pare de ser turrona e venha no banco do carona ao meu lado, por favor! – Ferdinando não percebia, mas praticamente implorava a ruiva parada ao seu lado, com um bico absurdo e braços cruzados.

– Ai Nando, nem dá pra dormir direito nesse banco durante a viagem... Deixa o Zelão ir aí com você que eu vou atrás com a Juliana! – Turrona.

– Bom, por mim, vocês se decidem aí que eu que já to ganhado a carona nem me importo do lugar aonde vou sentado! – Zelão disse rindo, abraçado a cintura de sua amada. Juliana sorriu e concordou com a cabeça.

– E eu já estou ganhando a estadia de férias na casa da Gina, também não vou ficar fazendo questão de nada! – Juliana completou.

Ferdinando fazia o biquinho mais manhoso possível à amada enquanto os amigos se posicionavam.

– Nem adianta Napoleão. – Gina sorriu com a artimanha que ele tentava utilizar. – Além do mais, o pai já vai se assustar demais em me ver chegando ao seu carro. Imagina do seu lado?! A gente precisa ter calma frangotinho! – Ela deu um selinho no bico insistente dele e entrou pela porta traseira no carro.

“E não é que ela não vai mesmo?!” Ferdinando não conseguia acreditar no quanto ela era teimosa.

– É doutorzinho, eu acho que nisso ela tá certa mermo. – Zelão disse abrindo a outra porta traseira para a amada que entrou após se ‘despedir’ dele.

– É, pelo jeito, quem vai ter que ir do meu ladinho é você mesmo Zelão! – Ferdinando brincou, entrando no carro.

Aquela seria uma viagem divertida, longa e decisiva.

Decisiva para todos.

Notas finais
Amorinhas, sei que este foi curto. Mas espero que tenham aprovado!! rsrs Obrigada pelo carinho de sempre! Beeeeijos! s2