Notas iniciais
Quando ouvi toda aquela história maluca nem quis acreditar. Como é que um bando de sobrenaturais falsificados pensa que eu me vou casar com um vira-lata de presas.
Apercebendo-se do meu estado de choque Alec aproximou-se de mim e segurou-me pelos ombros e apenas manteve contacto visual. Nos seus olhos eu vi a pergunta "Estás bem?". Acenei com a cabeça.
Obviamente que os Cullen não gostaram desta aproximação e uma nova discussão começou. Por um lado tanto o Jacob como o Edward tentaram atacar o Alec que obviamente se conseguiu esquivar.Originou-se uma briga onde entrou tanto Volturi como Cullens e no meio de toda a confusão eu fugi. Fugi do castelo e corri por entre a floresta por detrás deste. Corria tão depressa que a força do ar na minha cara parecia sufocar-me. A raiva consumia-me por dentro. Tinha raiva de um bando de idiotas pensarem que me iria subjugar a eles para terem mais poder. Tinha raiva dos Cullens terem vindo à minha procura... tinha raiva de não terem vindo mais cedo...tinha raiva daquela falsa me tentar abraçar...raiva do Jacob ter interrompido o meu momento com o Alec... raiva do Alec por me fazer sentir coisas que eu jurei a mim mesma numa mais voltar a sentir, raiva de mim própria por me estar a deixar seduzir por aquele idiota...
Eu não me alimentava há dias e por isso quando percebi estar nos arredores da cidade não hesitei em procurar uma vítima. Talvez se eu acaba-se com a minha sede parte da raiva desapareceria. Quando vi um rapaz na casa dos 17 anos soube que era a vítima perfeita. Não tinha tempo a perder por isso agarrei-o, encostei-o a uma parede num beco e comecei a beijá-lo. Eu só queria a esquecer tudo e enquanto ele me tocava talvez eu pudesse esvaziar a minha mente. Depressa perdi a paciência e bebi-lhe o sangue todo. Depois disso voltei para a floresta não podia arriscar ser vista mas continuava a sentir-me destruída por dentro.
Quando dei por mim não sentia as pernas. Tinha corrido tanto tão emaranhada em pensamentos que não me apercebi da falta de força de pernas. Desabei no chão e senti uma enorme falta de ar. Seria isto um ataque de pânico. A minha cabeça parecia que ia explodir pela falta de ar. Sentia as minhas veias arderem pela falta de oxigénio e os meus pulmões exigiam ar. Sinto alguém pegar-me no seu colo com um braço ao redor das minhas costas e outro por baixo dos meus joelhos. De repente a dor começa a desvanecer-se assim como a minha consciência e apesar de saber que devo estar a cometer um erro agarro com força o pescoço daquele que me segura, encosto a cabeça no seu peito e finalmente em muito tempo sinto-me segura.
—Estás segura Anjo
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