P.O.V. Jane.

Eu jamais imaginei que teria um sobrinho, ainda mais com uma Cullen. Mas, Alex é um anjinho.

Ele é a cópia fiel do meu irmão quando tinha seis anos, mas o gênio dele se parece com o da mãe. Ele é calmo e doce.

Meu irmão também é assim então, Alex não reclama muito só quando esta muito cansado ou com fome.

Ele adora correr e brincar no enorme jardim do castelo, por motivos óbvios Renesmee criou a regra de que não podemos usar os poderes quando estamos brincando de pega-pega ou de qualquer outra brincadeira que envolva correr.

Hoje que está tudo muito calmo saímos eu, Nes, Alex e meu irmão para passear pela cidade.

Alex foi ao parquinho, fomos ao shopping e levamos ele para tomar sorvete.

–Olha tia Jane! Um balão!

–É lindo mesmo.

–Eu queria voar de balão, mas a mamãe disse que é perigoso.

–Você gostou de voar de avião?

–Foi muito legal, eu vi as nuvens e a cidade que parecia cidade de formigas. Eu comi ursinhos de gelatina e biscoitos redondos.

–Querido, você quer ir ao parque de diversões?

–Sim!

Nós fomos ao parque, andamos de roda-gigante, escorregamos no tobogã e o Alex comeu um monte de porcarias.

Depois ainda fomos ao zoológico onde ele tirou fotos de todos os bichos.

–Mamãe?

–Que foi amor?

–Porque o hipopótamo espirrou?

–Porque ele estava com gripe.

–Porque ele estava com gripe?

–Não faço ideia.

–Qual foi o bicho que você mais gostou?

–Os coalas, eles são lindos.

–E o brinquedo que você mais gostou?

–O tobogã.

–Mamãe, podemos ir pra casa?

–Nós estamos indo.

–Não estamos não. Estamos voltando pro castelo.

–Ah! Você quer dizer a casa da vovó?

–É.

–Amanha nós vamos tá bem?

–Ta bem.

Alex não considerava Volterra como sua casa e isso me magoou muito, mas eu entendo. Ele cresceu na casa dos Cullens por tanto aquela era sua casa.

Quando chegamos ao castelo Alex estava dormindo e meu irmão teve que carregá-lo.

–Tchau Jane, obrigado pela companhia.

–Tchau Renesmee, de nada.

P.O.V. Alec.

Renesmee está fazendo as malas para voltar para casa. Eu fiquei surpreso ao descobrir que meu filho não considerava o castelo sua casa, mas ele cresceu na América com os Cullens e por tanto para ele aquele era seu lar.

–Você não ficou chateado quando ele disse que aqui não era a casa dele, ficou?

–Não. Ele não cresceu aqui, por tanto é de se esperar que em sua concepção essa não seja sua casa.

–Ainda bem, porque ele ama você e não falou aquilo por maldade.

–Eu sei.

No dia seguinte...

–Porque você não vem com a gente papai?

–Porque eu não posso.

–Pode sim, é só pedir demissão.

–Não é tão simples assim, filho.

–É sim. Aro não vai ficar bravo com você se vier com a gente, somos sua família.

Ele tinha razão em dizer que eles eram minha família, mas Jane também era.

–Não posso deixar a tia Jane sozinha.

–Traz ela também.

–Ai meu filho, quando se é criança é tudo tão fácil.

–Você promete que vem visitar a gente?

–Claro que vou.

Vocês não fazem ideia de como foi difícil ouvir meu filho chorar.

–Tchau papai, vou sentir saudades.

–Eu também vou filho.

A moça chamou o voo deles no auto-falante.

–Vem filho, temos que ir.

Eu tive que vê-los partir.

Voltei para o castelo e fiquei durante dias com um vazio no meu peito.

–Irmão.

–Irmã.

–Alec, seu lugar não é mais aqui. Vou sentir sua falta, mas não quero que fique aqui infeliz.

–Jura?

–É claro seu bobo. Agora vai.

–Obrigado, maninha.

Depois de fazer minhas malas e desertar, peguei o primeiro avião pra casa.

Quando meu filhinho me viu correu pra me abraçar.

–Papai! Você veio ficar com a gente!

–Claro filho, eu percebi que você tinha razão e meu lugar é aqui.

–É claro que é.