Renegade
23 I'll try to find a way that I can get to you
Notas iniciais
POV Sierra
Encontrei Adam sentado no sofá assistindo a um canal de esportes. Ele ainda não havia reparado que eu estava ali. Pensei em dar meia volta e ir dormir na casa dos meninos, ou até na rua. Qualquer coisa antes dele. Porem antes que eu sair pela porta ele me olhou e soltou um sorriso extremamente arrogante.
– E ai querida namorada? – falou com certa ironia. Ele levantou e tentou meu beijar, antes que encostasse os lábios nos meus eu tentei correr porta afora. Mas ele era ágil e conseguiu agarrar meu braço. Ele me segurava fortemente e eu tinha certeza que ali ficariam as marcas de seus dedos.
– Me solte. Eu já disse que não quero nada de você, porque você insiste tanto? – perguntei tentando manter a calma.
– Porque eu te amo. – falou como se essa fosse a atitude de alguém que ama e como se isso justificasse tudo o que ele me fez sofrer.
– Mal para você, porque e eu não te amo. – respondi seca, não me importava se aquilo fosse magoá-lo. Tenho certeza que não dói o tanto quanto as coisas que ele fez para mim.
– Quem você ama? É aquele teu amiguinho? O tal cantorzinho. – acusou apertando mais ainda o meu braço. Não respondi, optei por ignorá-lo achando que assim ele se acalmaria e acabaria me soltando. Estava errada. Ele me arrastou até a cozinha e me obrigou a sentar em uma das cadeiras. Começou a me amarrar ali.
– O QUÊ? Você vai mesmo fazer isso? – perguntei com lágrimas nos olhos. Lágrimas de raiva, humilhação, dor e tristeza. Elas eram a representação dos meus sentimentos. Ele ao ver isso pareceu sorrir por dentro.
– Sim, é isso que acontece com garotas malvadas e que não obedecem. – falou e terminou de arrumar as cordas. Meus pulsos doíam e eu mal podia me mover. Pensei que ele ia colocar algo em minha boca para que eu não falasse, mas em vez disso ele me roubou um beijo e depois passou a dar mordidas e chupões em meu pescoço. Não achava bom, nem prazeroso. Em vez disso machucava, me dava enjoo. Com lágrimas ainda escorrendo pelo meu rosto eu quase implorei que me soltasse.
– Adam, por favor, me solte. Eu continuo falando com você, sendo sua amiga. Mas não namorada. – falei e ele desviou o olhar do meu corpo para meus olhos.
– Não quer ser minha namorada? – perguntou sério e depois um sorriso malvado se formou eu seus lábios. – perfeito, seremos mais que isso então. Você vai casar comigo!
– O que? — quase berrei.
– Claro. Você não quer mais namorar comigo. Eu te amo e você me ama, perfeito. – falou e então me deu as costas, parecia planejar como seria a festa. Quem disse que eu amo ele? Mas que merda.
– Não vou casar com você. NUNCA. – falei e ele voltou a me encarar com raiva.
– Vai sim, senão ele. – apontou para uma foto minha e de Zayn. – vai sofrer as consequências. – abaixei a cabeça, não que eu tivesse duvidas sobre salvar Zayn. Mas se eu o avisasse, ele poderia contratar seguranças ou algo do gênero. Mas era arriscado, a duvida ainda me assolava. Porem foi só olhar novamente para nossa foto que eu decidi.
– Tudo bem, eu aceito me casar com você! — falei, e aquilo doeu muito, mas eu sabia que doeria muito mais se alguém machucasse Zayn.
– Tomou a decisão certa Sierra. — falou ele em meu ouvido e então finalmente me desamarrou. Levou-me no colo até meu quarto e lá fez tudo o que sentia vontade comigo. Não lutei, não tinha mais necessidade disso. Essa será minha vida de agora em diante. Viver com um monstro e longe de quem realmente tem meu coração. O que Zayn vai fazer quando descobrir que vou me casar? Quando Adam terminou de se aliviar eu fui tomar banho, tranquei a porta e me enrolei o máximo que pude ali. Espiei no quarto e vi que Adam dormia. Fui até a sala e empilhei alguns livros na mesa. Deitei no sofá e abandonei um livro sobre meu corpo. Seria a desculpa para não ter dormido com ele: dormi enquanto lia. Ele não poderia reclamar sobre isso? Ou poderia? Amanhã eu descubro como ele reage. Apesar das dores no corpo e estar com medo eu não demorei a dormir. Acredito que é porque nos meus sonhos é o único lugar em que posso ficar com Zayn. Queria que sonho e realidade fossem trocados. Que minha historia com Adam fosse um enorme pesadelo, e que eu acordaria ao lado de Zayn e que ele me abraçaria e ficaria do meu lado até a dor passar. Mas as coisas não são fáceis para mim, nunca foram e acredito que nunca vão ser. Acordei com alguém acariciando meus cabelos, abri meus olhos e vi Adam ajoelhado. Ao ver que eu acordei ele abriu um sorriso. Não era um sorriso malvado, era um sorriso doce. Como se apreciasse me observar dormindo. Não! Balancei a cabeça expulsando esse pensamento. Adam não é assim, não se deixe enganar por um pequeno gesto.
– Dormiu lendo? – perguntou ele enquanto se levantava.
– Sim. – falei e me sentei no sofá percebendo que agora havia uma coberta em torno do meu corpo.
– Tenha mais cuidado, você vai acabar ficando doente se dormir no frio. – falou e mais uma vez eu tentava ignorar sua atitude um tanto quanto suspeita. Esse Adam lembrava o Adam que eu havia começado a namorar, o que eu gostava. Não digo que amava porque esse sentimento se reserva somente a Zayn. Olhei no relógio e percebi que ia me atrasar para o trabalho.
– Droga. – falei e corri para o quarto. Adam me olhava como se perguntasse o que aconteceu.
– Estou atrasada pro trabalho. – falei e comecei a vestir a primeira roupa que vi na frente (linkhttp://www.polyvore.com/cgi/set?id=45948415&.locale=pt-br). Arrumei meu cabelo e lavei meu rosto. Sai correndo para o trabalho. Cheguei alguns minutos atrasada e Serena veio me pedir se eu estava bem. Provavelmente não devia estar com uma das melhores caras, mas eu não teria tempo de me maquiar.
– Eu dormi lendo e acabei esquecendo de ligar o despertador. – menti, não que fosse para me safar, mas se eu contasse a verdade não ia resultar em nada bom.
– Tudo bem, eu sei que você esta cheia de coisas da faculdade. – sorriu. – só tente não se atrasar de novo. Ah! E eu gostaria que você me fizesse um favor. – me entregou uma agenda que eu pude perceber que tinham diversos endereços. Preciso que você vá nesses lugares pegar uns tecidos. – falou e eu fui com o motorista pela cidade atrás dos diversos tipos de panos. Passei e manhã toda naquela tarefa. Quando havia pego o ultimo pedaço de tecido o motorista pediu onde eu queria almoçar. Dei o endereço de um restaurante em que normalmente ia com Zayn. É, talvez eu esteja indo atrás dele sem perceber, ou com essa intenção mesmo. O motorista me deixou em frente ao restaurante e disse que voltaria para a empresa levar os tecidos. Agradeci e entrei no local conhecido e aconchegante.
Notas finais
xoxo
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