Rendirme En Tu Amor
6 Capítulo 6
Eu estava no avião com meus pais à caminho da Grecia,queria muito poder saber o que iria acontecer com os outros em minha ausência,mas tinha medo de encarar Ray,sabendo do que o garoto era capaz.Estava com raiva de Aiolia que simplesmente tinha me deixado a sós com o outro,como podia ter ficado só com ele,pois lembro-me de estar discutindo com o Aiolia e haviam tantas pessoas em volta.Como acabei só com Ray?Como?
Esse questionamento não saia da minha cabeça estava triste,cansado e dolorido,ficava revivendo os momentos na minha mente e eu só conguia me sentir mais impotente,mais idiota,talvez pelo fato de tudo o que está acontecendo comigo eu não conseguia não culpar meus pais por isso.Chegava quase à responsabilizá-los completamente,mesmo sabendo que eles não tem culpa nenhuma.
Mas se eles não tivessem me tornado isso......talvez....só talvez eu fosse um garoto normal,contudo quando parava e analisava tudo entendia que ele não podiam prever que isso iria acontecer,e não tinha sentido nenhum eu ficar culpando-os.Resolvi relaxa e aproveitar a viagem,afinal teria muito o que pensar quando chegasse a Grécia.
Olhei pela janela do avião e visualisei uma ultima vez para o meu antigo país,meu antigo lar,sentia-me como se tivesse deixando toda a minha vida para tras,me sentia um covarde fugindo dos problemas em vez de encará-los de frente.Mas por enquanto eu preferia assim,ser um covarde a ser um idiota que iria se submeter a novas ameaças,novos problemas,se continuasse ali com certeza iria viver com medo e preferia fugir a viver uma vida de medo e terror.
Iria recomeçar em uma nova casa,sem que ninguém me conhecesse o unico problema era que eu jamais poderia me livrar do passado completamente,pois uma parte dele estava indo embora comigo,não pude deixar de acariciar minha barriga ainda lisa com esse pensamento,fechei os olhos e voltei a pensar.É com certeza eu teria uma marcar permanete do que vivi naquela escola,mas essa marca era boa em relação a outra,muito boa mesmo.Relaxei e resolvi para de pensar,só cochilar,e foi isso que fiz o resto da viagem,com um sorriso enorme no rosto.
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- O que você fez com ele,seu imundo? — Aiolia estava segurando Ray pela camisa e o prendia em um armario,o moreno estava furioso com o loiro.
- O que eu fiz,talvez devesse perguntar a ele. — Riu o loiro,da raiva do moreno. — Agora se puder me soltar,tanho coisas para fazer.
- Você não vai a lugar algum. — Aiolia empurrou mais forte o loiro contra o armario,fazendo ele bater a cabeça com muita força no metal. — Eu juro que se você encostou nele eu te mato.
- Bom,então é melhor matar logo. — Ray soltou com raiva.
- O que? — Aiolia não esperava essa resposta e por um segundo ficou desatento,deixando o outro se soltar e ficar longe o bastante dele.
- Isso mesmo...eu fudi ele. — Provocou. — vou repetir caso não tenha entendido.Eu F.U.D.I,o cuzinho dele,foi tão bom,ele é tão apertado e gritou que nem uma vadia. — O loiro dizia se saboreando com a expressão do moreno. — Ele até disse que eu sou melhor do que você.
Ray não estava esperando pela reação do moreno e ficou supreso quando foi derrubado por um soco tão forte que tirou sangue de sua boca.Aiolia subiu em cima do moreno e começou a socar a cara dele,com tanta força que o sague espirrava manchando a camisa branca do moreno.Ray quando encontrava um tempo entre os socos dava um jeito de provocá-lo mais ainda.
- Xeu....ixiota....hahahaha......sabe a Sora....nunca ficou grá...grávida....fui tudo armação....hahahahah. — O loiro falava todo embaralhado,não sentia tanta,mais nada sabia que ia desmaiar,em poucos segundos se o moreno voltasse a lhe bater,mas iria descontar sua raiva em outra pessoa depois.
Aiolia coninuou a bater no loiro agora com mais raiva,não acreditando que fora idiota o suficiente para acreditar naquele golpe da barriga,foi mesmo muito ingênuo com tudo aquilo,mas não conseguiu pensar direito,ficou com tanto medo que a mãe descobrisse que nem ao menos cogitou a hipotese de tudo aquilo ser mentira,e agora que ouvia tudo isso da boca do loiro,se sentia sujo e com um odio mortal.
Bateu tanto em Ray que só parou quando foi segurado pelos amigos que viram o loiro desfalecido enquanto o moreno ainda o socava.Tentou se debater para sair dos braços dos amigos,mas sem muito sucesso.
- Deixe ele Olia,o cara desmaiou. — Um deles tentava acalmar o amigo.
- Isso se realmente demaiou. — Um outro completou,olhando Ray no chão coberto de sangue.
- O que você....
O garoto não conseguiu concluir sua frase,pois um professor de matemática havia chego ao local e estava espantado com a cena,olhava todos os garotos presentes no local e não conseguia entender o que tinha acontecido,mas não precisava ser muito gênio para saber que Aiolia estava envolvido afinal a camisa do moreno estava cheia da sangue,e era o unico no local com a camisa daquele estado.
O professor pegou Ray no colo levando-o para enfermaria,mas não sem antes madar Aiolia o seguir.O moreno seguiu o professor o caminho todo em silêncio,sabia que estaria muito encrencado,mas estava pouco ligando para isso,queria apenas poder socor o loiro mais um pouco,contudo iria se conter,afinal por hora estava bom o estrago que tinha feito nele.
- Pode começar a explicar o que aconteceu. — Kabuto,o professor,pediu ao garoto quando estavam dentro da enfermaria e ninguém iria poder escutá-los.
- Bem nós brigamos. — Aiolia informou o obvio.
- Isso eu percebi. — O professor bufou irritado. — O que quero saber é,o motivo da briga,e se vocês realmente brigaram por que apenas o seu amigo está ferido.
Aiolia ficou um tempo em silêncio,não tinha ideia do que dizer.Estava encrencado e tinha plena noção disso,mas sentia-se feliz afinal tinha conseguido fazer o que almejava desde que aquela palhaçada de chantagem começou.
- Devo considerar o seu silêncio como culpa. — O professor tornou a falar vendo que o menino não tinha respondido nada.
- .......
- Aiolia é bom você dá alguma explicação,e muito boa por sinal,pois os pais do Ray se o virem assim vão querer acabar com a escola,com você e com a sua mãe. — O professor tentava ajudar o moreno,gostava muito dele o achava muito inteligente e apesar de viver bagunçando,sabia respeitar e pedir respeito aos outros quando necessário,apesar de tudo era um bom garoto e não o queria ver prejudicado.Mas se ele não dissesse algo logo,não iria poder ajudá-lo.
- Uf. — Aiolia respirou fundo e olhou para o professor,antes de começar seu relato. — Eu bati nele,porque ele.... — Parou pensando se devia contar ao professor.Mas precisava desabafar com alguém e talvez o professor que aparentava ter apenas 25 anos,pudesse ajudá-lo. -Ele estava me chantageando....queria que eu fizesse algo....indevido.
- Como o que? — O professor perguntou achava que tudo aquilo devia ser alguma tolice de adolescente.
- Bem,ele queria que eu transasse com o Shaka,o garoto novo,e filmasse. — Aiolia contou de uma vez ao professor que abriu a boca assustado,de tudo que podia imaginar aquilo era com certeza algo fora de seu pensamento.
- O que ele tinha contra você para pedir isso? — O adulto estava curioso agora com aquela história.
- Ele,ia contar para mamãe que Sora estava grávida.
- E ela está....
- Não. — Aiolia o interrompeu. — Eles me enganaram,era mentira ela não estava gravida,queria dar o golpe da barriga.
- Então você descobriu e resolveu socar ele. — O professor conclui não esperando o resto da história.
- Isso. — Mentiu o moreno. — O que vamos fazer?
- Deixa que eu resolvo.Vá para a sala,mas antes queime essa camisa,não deixe provas de nada.
Aiolia levantou-se e foi saindo da sala,agradecia a Deus por Ray não suportar o professor,sendo assim não enviou o video para ele,e os professores que viram o video,o deletaram pois poderiam ser presos por carregar pornografia infantil.
- Obrigado. — Aiolia falou ao professor quando chegou à porta,este apenas sorriu para o moreno.
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Ray acordou na enfermaria horas depois com o professor do seu lado,o homem estava com uma cara séria e parecia muito irritado.
- O que faz aqui? — Ray perguntou grosseiro.
- Já sei o que pediu ao Aiolia para fazer. — homem falou desgostoso.
- Hum,e veio fazer o que aqui.
- Eu passo você em minha matéria se esquecer tudo isso e dizer aos seus pais o que eu mandar.
- Interessante,mas acho que ganho muito mais contando quem realmente fez isso comigo. — Ray riu,mas arrependeu-se do movimento,pois seu rosto doeu.
- Bem,ai digamos que seria obrigado a contar a todos,que você chantagea alguns professores,alunos e que também já estuprou alguns garotos.Mesmo com todo o dinheiro dos seus pais,isso não iria te livrar de uma boa punição. — O homem sorriu vendo o loiro fraquejar.
- Vo...você não...não tem como provar. — Falou sem muito convicção.
- Quer arriscar. — Claro que ele não tinha como provar aquilo,foi apenas uma jogada que fez,já tinha ouvido falar da fama do garoto,e por mais que muitos professores dissessem que aquilo tudo era invenção,preferia acreditar que tinha um fundo de verdade,e confirmou tudo vendo o medo espantado nos olhos do aluno.Agora iria investigar tudo aquilo e quem sabe assim livrasse o colégio daquele ser imundo.
- Tudo bem,o que quer que eu diga. — O loiro cedeu a contragosto,não queria arriscar.
- Bem diga apenas que foi espancado por uma gangue,quando entrava no colégio,não viu os rostos e nem consegue dizer nada sobre eles,finja que está traumatizado.
- Ok.
- Ótimo. — O professor já ia embora quando ouviu o moreno rir e olhou para ele. — O que foi?
- Eu acho engraçado você se empenhar tanto em defender o garoto. — Ray falou.
- Não ache.Eu só faço isso porque ele é um bom aluno. — O professor disse e saiu sem notar o riso sarcastico nos lábios do loiro.
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Semanas passaram depois daquela briga e ninguém comentava mais nada,Ray e Aiolia tinham agora a mesma preocupação saber o motivo de Shaka está faltando tantas aulas,Aiolia estava realmente preocupado e sentia-se até um pouco culpado.Já Ray estava preocupado com o fato do garoto tentar se esconder dele.
Aiolia resolveu ir até a casa do garoto conversar com ele não podia ficar sem fazer nada,pois achava que ele estava com algum problema por sua culpa.Aiolia chegou na casa do garoto e notou que tudo estava escuro,achou meio estranho,mas resolvou bater.
Esperou alguns minutos e ninguém respondeu,voltou a bater com mais força,mas nada.Batia cada vez mais alto mas niguém aparecia,viu então a vizinha da casa ao lado aparecer no muro,foi até a moça e perguntou por Shaka,ficou muito surpreso ao descobrir que a família havia viajado à uma semana atras.
Sentiu o coração afundar,como assimm foi embora sem avisar nada,estava desolado,agradeceu a moça e saiu do local completamente cabisbaixoi,sentia-se muito mal,nunca mais iria ver o garoto e com certeza não teria chace de pedir desculpas pelo que tinha feito.
Ray que também extranhou o sumisso do garoto resolveu saber o que tinha acontecido com ele,e sua reação foi muito diferente da de Aiolia,pois ficou furioso de ter perdido seu prêmio que demorou tanto para conseguir,ah mais iria até o fm do mundo para achar o garoto e quando o achasse daria uma bela lição nele.
Sem a presença de Shaka o ano no colégio passou sem nenhuma outra novidade,os alunos tentavam esquecer todos os problemas que aconteceram ao longo do ano,mas um não consguia esquecer o garoto,Aioia não conseguia esquecer o garoto sempre pensava nele,não havia se envolvido com mais ninguém.Andava muito pra baixo apenas estudava e com o fim do ano ficou cada vez mais melancolico achando que jamais iria rever o outro.Até mesmo Ray já tinha esquecido dele,pelo menos assim aparentava.
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- Mãe não sei como as mulheres aguentam esse barrigão. — Eu já estava com 9 meses reclamava com a minha mãe sobre a barriga que além de grande estava muito pesada.
- Mas você fica lindo grávido. — Mamãe sorriu boba me vendo usar uma camisola grande e sandalias baixas,o cabelo preso,estava muito emburrado.
- Estou imenso,não vejo nada de bonito nisso. — Reclamei com raiva olhando-me no espelho.
- Bem deixe de ser tão chato e vamos andando afinal seu pai está nós esperando no shopping. — A mulher falou andando para o carro.
Acompanhei a mulher,havia conseguido terminar o meu ano sem mostrar a barrigona,mas agora que estava no segundo ano não tinha como esconder,apesar de ser apenas inicio de ano,mas o pior já tinha passado estava acostumado com o colégio,as pessoas eram legais e sempre me ajudavam quando precisava de algo e os professores eram gentis.
O maior problema era que estava chegando a hora do beber nascer e isso com certeza ia prejudicar meu rendimento escolar,pois teria que ficar pelo menos dois meses de repouso por causa da cirurgia e o resguardo,quando voltasse estaria atrasado nas matérias mesmo estudando em casa.
Ainda teria o fato de ter que arrumar alguém para ficar com a criança em quanto iria para aula depois,pois um fato era que não iria poder amamentar já que não tenho como,meus pais disseram que ficariam com ele enquanto estava fora,mas não queria abusar deles,pois a responsabilidade era minha,mas como minha mãe disse "você não pediu para ser assim então metade da responsabilidade também é nossa" e como ela colocou nesses termos resolvi concordar por um tempo.Mas também teria que arrumar um trabalho para sustentar o meu filho,não poderia viver do dinheiro dos meus pais.
- Shaka. — Ouvi minha mãe me chamando. — O que foi você estava longe.
- Nada,só pensan....ai....ai.....ai
- O que foi. — Minha mãe olhou-me assustada,mas despois que me viu colocar as mãos na barriga entendeu do que se tratava. — Mas ele era apenas para o inicio de maio.
- Bem ele resolveu se apressar.AAIIII — Comentei.
- Tudo bem vamos para o hospital. — Minha mãe rapidamente virou o carro numa curva perigosa que me deixou com medo e rumou comigo para o hospital onde trabalhava com meu pai.
Ela ligou para ele assim que fui colocado em um quarto,ele faziam questão de fazer meu parto,mas se papai demorasse muito minha mãe iria ter que fazer só,pois não iria aguentar de tanta dor.Mal pensei nisso e papai já estava trajando o uniforme para me operar,mamãe e ele me levaram para a sala de cirurgia onde iria ocorrer tudo,me sedaram,para não sentir dor e começaram a cirurgia que durou um pouco.
Depois que tudo terminou fui para o quarto onde me deram banho e fiquei deitado esperando poder ver meu filho,estava impaciente afinal queria muito poder ver meu anjinho que eu amava tanto.
- Quando vou vê-lo? — Perguntei aos meus pais que estavam comigo.
- As enfermeiras já estão trazendo ele. — Meu pai mal terminou de falar e uma enfermeira idosa entrou carregando um embrulho azul nos braços.
Ela entregou-me ele e fiquei maravilhado com aquele pequeno ser nos braços,aquelas mãozinhas,aquele corpinho mole,ele era lindo branquinho,com alguns fios de cabelo castanho,mas o que mais me espantou quando ele abriu os olhos foram as cores do mesmo,muito parecido com o do pai azul forte.Na verdade ele era muito parecido com Aiolia,acho que a unica coisa que se parecia comigo era o nariz e a orelha no resto parecia tanto com Aiolia que até chorei de emoção.
- Como ele irá se chamar? — Minha mãe perguntou.
- Órion. — Respondi olhando o garotinho que bucejou com sono.Fiquei mais um tempo com ele nos braços,mas antes de dormir fiz uma promessa de que quando ele tivesse pretes a fazer cinco anos iria deixá-lo conhecer o pai se quisesse.Também queria rever Aiolia,mas quando estivesse pronto para encará-lo novamente,com esses pensamentos adormeci.
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Aiolia sentia-se pela primeira vez bem depois de muito tempo,chegou até sorrir sozinho em sua casa não entendeu porque,mas estava feliz e apenas uma imagem veio a sua cabeça um certo garoto lindo,com aparencia androgina e cabelos lilases,sorriu novamente lembrando dele.
- Um dia vou te encontrar novamente e nunca mais te deixarei parte.Isso é uma promessa. — Aiolia passou o dia inteiro rindo de tudo e todos,estava quase todo de volta,sua mãe ficou muito contente com a reação do garoto.
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