Rendirme En Tu Amor
11 Capítulo 11
11 anos haviam se passado desde o terrível pesadelo onde muitos perderam a vida, Shaka caminhava de volta para sua casa na Grécia acompanhado de um garotinho que corria ao seu redor com um pequeno arranjo de flores na mão, o pequeno de cabelo castanho com algumas mexas lilases corria cada vez mais rápido ao se aproximar da casa.
- Ariel não corra meu filho, vai acabar tropeçando e cain.. — Shaka não pode terminar de falar, pois o menino tropeçou nos próprios pés e ia cair, mas foi amparado por duas mão fortes.
- Cuidado Ari, desse jeito vai se machucar feio. — Exclamou um rapaz de cabelos castanhos e olhos azuis intensos, o menino parecia ter seus 16 anos.
- Desculpa mano. — Corou o menor envergonhado.
- Pai. — O mais velho se aproximou do homem de aparência frágil e pegou as sacolas que o mesmo trazia.
- Obrigado Órion. — Agradeceu a gentileza do filho, pegando na mão do mais novo e caminhando com os dois para dentro da casa.
- Aiolia está? — Perguntou o lilás meio confuso por não ver o marido.
- Lá atras, pediu que assim que o Sr chegasse fosse vê-lo. — Sorriu o castanho muito parecido com o pai Aiolia.
Mu assentiu e pediu que o filho guardasse as coisas e que ajudasse Ariel a se trocar, para irem jantar no quintal. Enquanto isso o lilás caminhou até o quintal onde encontrou Aiolia sentado embaixo de uma árvore, Mu passou um tempo analisando a cena que parecia coisa de outro mundo, foi andando lentamente e abraçou o castanho por trás.
- Tão pensativo. — Comentou vendo Aiolia virar e lhe dar um pequeno selinho nos lábios. — Posso saber no que está pensando? — Sorriu para o marido.
- Que faz exatamente um 11 anos hoje que tudo aquilo aconteceu.
- Ólia...
- Não Shaka eu preciso dizer, você não sabe como eu fiquei, se eu tivesse te perdido, não teria conseguido viver, com certeza hoje estaria louco.
- Não diga isso, Órion iria precisar de você. — O lilas falou desaprovando a atitude do maior que apenas balançou a cabeça triste.
- Eu não teria conseguido ser forte, como você foi, você é minha força e só de pensar... — Aiolia suspirou os olhos marejando, nunca tinha tocado no assunto, mas o hoje a nostalgia tinha batido e precisava desabafar. — Você não imagina como fiquei mal e como me culpei por tudo o que você passou, se eu não tivesse sido tão idiota.
- Não importa, você me salvou.
- Você quase morreu, os meses que passou naquele hospital lutando entre a vida e a morte me fizeram perceber que eu te amava mais do que minha própria vida e que se fosse necessário eu a daria para salvar a sua. — Aiolia passou a mão no cabelo do menor tirando-o do rosto, puxou o queixo dele para cima. — Eu te amo tanto, sou capaz de tudo quando estou com você, você é minha alegria, minha vida, minha fortaleza, minha força, eu vivo a cada dia só por você.
- Eu também te amo Aiolia, você é tudo o que eu poderia querer, você me deu as duas coisas mais maravilhosas que eu podia querer, você me deu dois filhos lindos, e eu te amo ainda mais por isso, amo estar com você. — Shaka confessou sorrindo. AIolia finalmente beijou os lábios do menor de forma apaixonada, o mundo parecia não existir ao redor dos dois, tudo parecia certo, tudo parecia se encaixar e todo o mal que sofreram parecia agora não mais assombrar os dois.
- Que nojo. — Ariel soltou fazendo os pais se separarem e rirem da atitude do pequeno, que tinha apenas 9 anos e não entendia muito bem aquela atitude.
- Você quebrou o clima maninho, quero só ver quando for a sua vez de beijar. — Órion sorriu, fazendo o mais novo fazer careta com a imagem.
- Nem pensar, meu filhinho não vai beijar tão cedo e ai de qualquer marmanjo que tente desvirtua meu anjo, é bom que esteja preparado para ser devorado. — Aiolia fechou a cara e esbravejou com o pensamento do filho sendo beijado.
- Ora isso mais cedo ou mais tarde irá acontecer. — Shaka tentou contorna a situação.
- E será bem tarde mesmo. — Bufou o mais velho irado.
- Deixe de ser azedo papai. — Riu Órion da atitude do pai. — Eu cuido dele pro Sr.
- É bom mesmo. — Sorriu puxando o filho mais nov para o colo e sentando com ele em uma das cadeiras da mesa do quintal, sendo acompanhado por Órion e Shaka que apenas riam daquele ser ciumento e babão.
A família em fim parecia completa tudo estava em perfeita ordem, em harmonia, e por hora nada iria estragar aquela vida que eles levavam.
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