Ray dirigia o carro pela madrugada, só tinha um jeito de conseguir sair do país sem chamar atenção, tinha que consegui chegar no cais onde seu barco estaria esperando, mas estava complicado, afinal os carros de policia passavam a toda hora, era como se soubessem que ele estava sequestrando três pessoas, mas como?

A madrugada parecia durar muito, na parte de tras da van preta estavam amarrados, Aiolia, Shaka e Órion, o menor dormia, apesar do estado em que se encontrava, mas os dois mais velhos estavam acordados e assustados tinham que achar um jeito de escapar daquele lugar, mas como não tinha saida.

Aiolia percebe que apesar de suas mãos estarem atadas ele pode se mexer e tenta não chamar atenção do homem que dirigia o carro, era realmente muita burrice sequestrar duas pessoas adultas e não ter um vigia, ele se aproximou de Shaka que parecia desesperado, tinha medo pelo amado, sabia que se Ray notasse alguma movimentação na parte de tras da van não exitaria em matar a todos.

- Calma, eu tenho uma ideia. — Aiolia sussurrou para o outro. — Vire de costas. — Shaka obedeceu o moreno. — Agora tente desamarrar as minhas mãos.

Shaka começou atentar tirar os nós que estavam muito apertados, mas estava sendo dificil. — Está apertado.

- Deixa eu tirar os seus. — Aiolia começou a desamarrar os ós das mãos do outro, para sua sorte tinha treinado muito ós com o pai quando ia visitá-lo, conseguiu desatar as mãos do menor. Que se pôs a tentar tirar a corda que prendia o moreno, depois de muito tentar conseguiu soltar o outro e logo em seguida pegou seu filho no colo.

- O que vamos fazer agora? Não tem como sair daqui. — Shaka olhava o vagão completamente escuro.

- Não quero sair daqui, não ainda. — Percebeu o olhar incredulo do outro. — Shaka se nós fugirmos agora ele vai continuar nos caçando sem parar, nunca vamos ter descanço. Precisamos dar um jeito nele.

- Mas como? Estou com muito medo.

- Amor por favor tenha calma. — Aiolia abraçou o mais novo e se pos a beijar seu rosto. — Eu juro que vai dar tudo certo, eu tenho um plano.

Aiolia olhou para a pequena abertura que dava para aparte da frente da van e percebeu que não conseguiria passar, só tinha uma pessoa que poderia passar por ali e se esconder em um dos bancos, não queria arriscar o próprio filho, mas teria que fazer isso.

- Órion, meu filho. — Aiolia começou a acordar o menino devagar.

- Hã?

- Shiii, meu filho eu preciso que você passe por esse buraco e alcançe o celular que está naquele banco, entendeu? — Aiolia olhava para o menino, que confirmou com a cabeça. — Mas sem fazer barulho.

- Aiolia, não o Órion....

- É o unico jeito. — Shaka começou a lagrimar não queria ver seu filho correndo perigo.

- Eu tonsigo, pai. — Órion abraçou o pai e começou a se arrastar pela a abertura.

Atrevessou o buraco e se escondeu atras do banco do motorista, assim o homem não iria conseguir vê-lo, esperou um tempo até o homem estar bem distraido e arriscou por a mão para fora, para tentar pegar o telefone, mas deixou o aparelho cair, e percebeu que o homem também notou o aparelho caindo,s e encolheu novamente rezando, implorando para que ele não o tenha visto.

Ray tentou pegar o celular que tinha caido, abaixou a cabeça para olhar onde o objeto estava, mas quando levantou percebeu que tinha saido da rota e ia dar de frente com um poste, desesperado resolveu ajeitar a van, fazendo uma curva brusca que fez Aiolia e Shaka tombarem, Órion conseguiu se jogou no chão o que evitou que rolasse e aparecesse.

Nesse momento viu onde o celular estava, se esticou um pouco e conseguiu pegar o mesmo, e muito rápido voltou para o compartimento traseiro da van, sem ser notado, Ray como tinha pegado um susto acabaou esquecendo do celular se concentrando em apenas dirigi, afinal queria chegar inteiro e rapido ao local para poder descançar.

- Toma. — Órion entregou o celular para Aiolia, quando retornou para a parte de tras da van, e foi logo abraçado pelo pi Shaka, que beijava todo o corpo do menor. — Ai, pala pai.

- Meu filho fiquei muito preocupado.

- Muito bem campeão. — Aiolia sorriu para o filho que ficou contente com o elogio, pegou o celular e discou para a policia.

- Alô estou sendo sequestrado com a minha família, por favor mandem uma viatura para o porto. — Dizia rapirdamente.

- Sr, calma não consigo ouvi-lo, para que porto devo mandar.

- Não sei, mande para todos os portos, estou preso com minha família, dentro de uma van preta, ela etsá se encaminhando para um porto, precisamos urgentemente de ajuda.

- Está bem vou mandar uma viatura agora.

Aiolia desligou o telefone, não tinham muito tempo, esperava que a mulher acertasse o porto de primeira.

- E agora o que vmos fazer?

- Shaka eu quero que você, finja que está amarrado, quando ele vier abrir o vagão eu vou surpreende-lo e tantar desarmá-lo, eu quero que você corra, junto de Órion, para o mais longe possivel entendeu.

- Mas e você?

- Não se preocupe comigo, vou estar bem atras, eu prometo.

- Não vou te deixar com esse louco.

- Faça o que estou pedindo.

Os dois se deitaram fingindo estarem amarrados, Shaka ficou mais perto do filho do que estava antes, percebeu que a velocidade do carro foi diminuindo e por fim parou, ouviram o barulha da porta da frente fechando, prenderam a respiração, tudo tinha que sair bem para que nada acontecesse a nenhum deles.

Ray abriu a porta da traseira da van e deu um sorriso ao notar que nenhum deles dormia. — Que bom que estão acordados, assim perco menos tempo.

Ele se aproximou de Órion, mas quando ia pergar o menino acabaou caindo com um soco que recebeu de Aiolia que voou para cima dele, impedindo que pegasse a arma, os dois começaram um abriga pesada, mas com Aiolia era mais forta estava vencendo.

- VAI AGORA SHAKA. — Shaka pegou Órion no colo e saiu correndo com o garoto.

Aiolia deu mais alguns socos em Ray e percebeu que o mesmo desmaiou, tomou a arma da mão dele quem sabe poderiam precisar e saiu correndo, Ray notando que o rapaz tinha saido de cima dele, com o fingimento levantou e pegou a arma que estava no sapato e apontou para a cabeça do moreno.

- Idiota, você deveria ter me matado. — Cuspiu sangue. — Agora você vai morrer e sabe o que é melhor, eu vou caçar o seu namoradinho e vou fazer ele pagar por tudo isso.

- Você é doente.

- Sou? Acho que não. — Ray destravou a arma, quando estava prestes a atirar sentiu uma paulada forte na cabeça e desmaiou.

- Eu disse para você ir embora. — Aiolia brigou abraçando Shaka.

- Se eu tivesse ido, você teria morrido, vamos embora logo.

- Vamos esperar a policia.

- Mas se ele acordar?

- Não se preocupe vamos amarrá-lo.

- Acho melhor irmos embora.

- Mas se ele acordar antes da policia chegar, ele vai fugir.

- Não ligo, só quero sair daqui, de perto dele.

- Não, eu não vou viver fugindo de um louco, maniaco.

Os dois começaram a discutir e não perceberam quando o outro acordou e pegou a arma do chão.

- Que burrice, nem para vigiar vocês servem. — Falou apontando a arma para Aiolia. — Não tentem mais nenhuma gracinha, não estou com humor hoje.

- Você não vai se safar.

- Qual é Aiolia, estou cançado disso, você sabe não existe essa história de o bem sempre vence, e finais felizes, na vida real, nós fazemos o nosso destino.

- MÃOS PARA CIMA. — As viaturas chegrama ao local no exato momento, e cercaram os quatro. — VAMOS SOLTE A ARMA E DEIXE-OS IR EMBORA.

- Faça o que eles estão mandando Ray é melhor pra ti.

- Cala a boca, eu não vou morfar na cadeia. — Ray estava louco, parecia transtornado.

- É NOSSO ULTIMO AVISO.

- HAHAHAHAHA. — Ele começou a rir então olhou para Aiolia. — Se eu não posso tê-lo, ninguém terá.

Ray atirou contra Shaka, e logo em seguida vários tiros foram disparados contra ele, que caiu no chão sangrando, mas estava feliz.

- Eu..eu te vejo no inf..inferno. — Suspirou e morreu.

Os policiais foram tentar ajudar e viram que Shaka avia sido atingido no abdomem, teria que ser operado rápido, pois estava perdendo muito sangue.

Aiolia pegou Shaka no colo e junto com Órion foram para a van, tinham que chegar no hosital o mais rápido possivel, não iria permitir que o outro morresse depois de tudo. Ainda mais agora que tinham conseguido se livrar do louco.

Aiolia voou com o carro para o hospital mais perto, chegou ao local e notou que o mesmo parecia deserto, depressa levou Shaka para dentro.

- Aio..Aiolia, eu.. eu

- Não fale nada, você não vai morrer, não pode morrer. — Aiolia entrou e chamou a atenção de todos os presente com o barulho que fez. — RÁPIDO PRECISO DE UM MÉDICO.

Logo uma enfermeira se aproximou e vendo estado que o menino se encontrava o encaminhou para o quarto de cirurgia. — Não se preocupe ele vai ficar bem. — Informou a enfermeira tirando o moreno do quarto. Ele esperava que sim, mas agora não tinha nada para fazer então só restava esperar e torcer para que o outro sobrevivesse.

As horas foram passando e nada do médico sair e nenhuma noticia sobre como Shaka estava, ele começou a ficar agoniado, depois de um longo tempo de esperar o médico responsável pela cirurgia saiu e ele correu até o mesmo com Órion no colo.

- Como ele está doutor?

- Ele vai ficar bem, a cirurgia foi ótima, mas talvez tenha um problema.

- Problema?

- Ele corre o risco de nunca mais poder ter filho.

- O que?

- É isso mesmo, mas nada está garantido, ele terá que fazer o tratamento e só poderei afirmar isso depois de um mês e tratamento.

- Ele vai ficar internado durante um mês?

- Não ele pode fazer o tratamento em casa se quiser.

- Posso vê-lo.

- Ainda não ele está dormindo. Vá para casa descansar filho, amanhã você volta

- Não, quero estar aqui quando ele acordar, preciso estar aqui.

- Tudo bem.

O médico se retirou deixando os dois sozinhos.

- O papai tá dodoi?

- Não meu amor, seu pai está bem, só um pouco cansado.

- Poque, ele não dome em casa?

- Porque aqui eles vão cuidar dele.

- Mas eu quelo cuida dele.

- Rsrsrs, eu sei, mas por enquanto ele tem que ficar aqui, quando ele puder sair você cuida dele.

- Ele vai demola, pa sair?

- Não, eu espero que não. — Sussurrou o final para o que o menino não ouvisse. Os dois se acomodaram em banco na sala de espera e dormiram por ali mesmo.