Rendez-vous

1 Aquele toque


A inocência do toque

A necessidade do toque

A cada hora parecia mais régio

Como um império em ascenção

Construía um palácio a cada caminhada mal passada

E a cada caminhada sentia novamente o toque

E os polegares se juntavam

O palácio que se construía jubilava

Das passadas lentas que regozijavam

E a construção era repleta de pássaros

Que cantarolavam aos dedos

Que novamente se encontravam

E os polegares se repeliam

A inocência do toque

A necessidade dele

A cada hora parecia mais vulgar

Da ruas ouvia os passos

Que o levavam ao Rendez-vous

E os polegares não estavam mais lá

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