Renascimento

1 Capítulo Único


Notas iniciais
A fic é com base no livro, que pertence á a Ken Follett um grande escritor que faz da historia do mundo seu enredo, não só besta obra como em tantas outras.

Apesar do inverno rigoroso que havia castigado a região durante noites e dias frios sem descanso, o sol nascia mais cedo anunciando a chegada da primavera. O resto da neve que restara da noite anterior derretia aos poucos acompanhando o toque das luzes do sol que não tinham presa em preencher toda a cidade em um novo dia.


“E mesmo que tivesse pressa não conseguiria cobrir toda a tudo tão rapidamente.”


Pensou o Bispo de Kingsbridge olhando a cidade pela janela do quarto do priorado, o único local do qual mal parecia pertencer à nova grande cidade inglesa. A pesar de algumas modificações terem sido feitas, como o aumento dos alojamentos para abrigar peregrinos, novos trabalhadores e até os novos monges interessados em servir no local que abriga a nova catedral, a velha construção ainda possuía o mesmo ar antigo que sempre teve.


-Me disseram que quer fala comigo Bispo. –Uma voz falou após o barulho da porta do quarto que rangeu anunciando a chegada do visitante antes mesmo que ele pudesse se anunciar.


–Bispo? Não precisa tanto Prior. –O Bispo disse sorrindo com a expressão lhe dita, lembrando-se, até onde a memória permitia, de quando era um simples monge de um monastério no meio da floresta.


–Você é o Bispo Philip de Kingsbridge. –O Prior lhe disse fechando a porta, porém permanecendo no mesmo lugar.


–É verdade, o tempo voa sem duvidas, esta cidade é a prova disso. – Philip diz com uma voz calma e deixando sua mente vagar nos pensamentos. –Onde está Jack?


–Esculpindo, diz que ainda é cedo para parar de melhorar cada vez mais nossa Catedral.


–Ele nunca foi de parar, mas sei que a construção esta entregue em boas mãos, afinal Sally herdou a astucia da mãe e teimosia do pai.


–Certamente senhor. –O Bispo sorriu mais uma vez. A essa altura o sol havia amanhecido toda a cidade e por mais que ficasse maravilhado de ver o lugar acordando foi obrigado a sentar em sua cama. –Você esta bem?


–Já estive melhor, é só a idade que avançou durante a caminhada á França. –Ele respondeu terminando a frase rapidamente antes de uma sucessão de tosse lhe impedir de disser qualquer outra coisa.


–Um sacrifício que valeu a pena o esforço imagino, afinal você não se fez justiça ao nosso irmão Tomas como ainda fez dele um santo. –O Prior disse com preocupação em suas ultimas palavras junto com a admiração, sim ele podia hoje ser o Prior, mas nunca deixa de se encantar com os feitos de seu antecessor a sua frente.


–Ninguém é Santo Jonathan, por mais que tenhamos nossos votos sempre algumas de nossas atitudes não são relacionadas ao nosso dever. O que não devemos fazer é deixar de lutar por ele.


–Tem razão, foi nossa luta passada que ergueu a Catedral e será á presente que a defenderá.


–Belas palavras e percebo que são de coração. –O Bispo disse vendo o brilho de orgulho nos olhos do Prior, mesmo sabendo que tal sentimento deve ser repreendido nada fez para evitá-lo, não quando ele mesmo sente isso. –Falando na Catedral, posso lhe fazer um pedido Prior?


–Mas é claro, o que posso fazer?


–Ajude-me a chegar a nela — Philip disse vendo a expressão de surpresa no rapaz de já de quarenta anos. Porém ele não questionou, fez que sim e deu a mão ao Bispo que uniu suas forças restantes para a caminhada.


Saíram do priorado e invadiram as ruas da nova Kingsbridge movimentada pelo comercio intenso que a cada ano aumenta, principalmente com o crescimento da agricultura na região com a plantação de aveia, técnica implantada por Jonathan e Aliena.


–Quando cheguei aqui mal passava de uma aldeia, hoje é uma grande cidade que cresce entre as dunas protegida por uma muralha, você lembra como era a primeira muralha?


–Sim, como posso esquecer na noite que provamos ser mais forte que William? Foi uma grande vitoria. –O mais jovem respondeu recordando-se de algumas imagens que vivenciara, dês de criança havia morado em Kingsbridge em seu momento mais difícil e assim como muitos da geração sentiu de perto todas as dificuldades da época.


–Vitória leva tempo, essa cidade já foi vítima muitas vezes isso pode se repetir, você Jonathan tem que está preparado para enfrentar o que vier. Mas vivendo o que viveu mesmo pequeno, sabe o que quero disser.


–Sei muito bem, estava com o senhor nos piores anos, sempre estive na verdade o senhor cuidou de mim.


–Enviado por Deus, como o próprio seu próprio nome diz, era o mínimo que podia fazer. –O Bispo disse olhando para o Prior com admiração, sem duvidas havia feito um bom trabalho, mas ainda sim sentia tristeza em seu coração.


–Já estamos perto. –Avisou o Prior que sentiu um peso maio no braço em que seu mestre segurava para apoiar o corpo. –Um dos monges me disse que dispensou um médico semana passada.


–Querendo me dar lições agora? Ainda tem muito que aprender garoto. -Advertiu Philip sabendo que estava sendo cruel com Jonathan que apenas estava preocupado.


–Quer entrar? –O Bispo fez que sim e deixou-se ser levado para dentro da Catedral de Kingsbridge iluminada pelos vidras que davam vida ao ambiente.


–Esta vendo esses pilares? – Philip perguntou apontando para as estruturas que seguraram a abóboda da construção. –Elas simbolizam os quatro pilares da vida.

–E quais são? –Perguntou o Prior curioso.


–Fé, justiça, honra e amor. –Respondeu Philip á Jonathan que ouviu atentamente deixando seus olhos vagarem pela Catedral. Sempre ficava admirado quando a via, mas sabia que a construção não era só para ser admirada e sim entendida pelo que representa.


–Lutou muito por ela, como se sente a vendo assim?


–Feliz. – Philip respondeu simplesmente olhando as pessoas que chegavam para rezar junto a Madona Que Chora.


–Só?


–O que você queria mais, lutei por esta Catedral, todos lutamos, perdi grande amigos por ela, perdi meus princípios, fui orgulhoso e ambicioso, mas fico feliz por ela esta pronto, foi um sonho de muitos.


–Então está realizado.


–Não, não estou. – Philip disse dirigindo a sua direção olhar surpreso de Jonathan.


–Mas...


–Você me ouviu, eu fugi de meus princípios.


–De que vale princípios quando se transforma uma cidade? A vida de muitas pessoas? Você deu uma nova chance a Aliena, um emprego para Tom, uma vida para Jack e...


–De que vale os princípios? Como se tornou Prior Jonathan? Achei que tinha lhe ensinado bem. –Advertiu o Bispo, mas não conseguiu impedir as rápidas palavras do aluno.


–Você cuidou de mim! O priorado todo cuidou, mas você me deu um caminho, me ensinou a ser alguém, eu sempre quis ser como você como pode não se sentir realizado depois que tudo que fez? Tudo que sempre admirei e desejei também poder fazer?!


–Jonathan... – Philip tentou o fazer parar, porém o Prior continuou elevando sua voz e chamando a atenção de todos dentro da Catedral e os que passavam pelo lado de fora.


–E agora me vem disser que só esta feliz?! Orgulho não é pecado, não quando se faz tanto por pouco, você devia se sentir realizado por esta dentro desta Catedral por todos aqui terem uma vida e de eu ser o Prior e seu filho!


Philip não respondeu de imediato, sua preocupação não estava mais nas pessoas que observavam curiosos a discussão e chocados por vê-la e sim nas palavras ouvidas que pareciam ter seus significados espalhados em sua mente.


–Mas Tom... –Ele tentou disser ainda atordoado com a revelação.


–Eu fiquei feliz em saber que sou filho de Tom e tenho muito orgulho disso, mas o senhor também é meu pai, sempre foi e sempre será, lamento não ter dito isso antes.


–Não lamente, não lamente... Filho. – Philip disse sussurrando ao puxar o jovem para um abraço desprevenido, então pela primeira vez dês que vira a Catedral de Kingsbridge pronta se sentiu realizado, pois agora seu filho, seu verdadeiro filho estava em seus braços.


Naquele momento uma multidão tinha entrado na catedral e se aglomeravam ao redor das duas imagens religiosas mais populares da cidade, entre eles estavam Jack e sua filha Sally que trabalhavam nas reformas.


– Philip! –O construtor gritou sendo o primeiro a reparar que o corpo já cansando do Bispo só não havia caído no chão por causa dos braços do Prior que ficou atordoado antes de percebe o que acontecia a sua frente.


– Philip... Não. – Jonathan sussurrou deitando no chão o Pior que segurou sua mão com toda força que pode, porém não passou de um toque para quem sentiu.


–A morte também é um pilar. –Disse Philip tentando conter a crise de tosse que se formava em si. –Agora estou realizado, tenha forças Prior Jonathan de Kingsbridge, meu filho.


Dito tais palavras Philip deixou-se levar pela tosse excessiva que em poucos minutos parecia lhe rouba o ar o impedindo de respirar. Todos sabiam de que nada adiantaria, todos menos um que aprendeu dês que nasceu a nunca perde as esperanças.


–Ajudem! – O Prior gritava entre os protestos e lagrimas que escorriam de seus olhos sem mesmo percebe. –Não fiquem parados ajudem seu Bispo!


Diante a ordem muitos começaram a se mexer sem saber ao certo o que fazer, mulheres começaram a rezar e o que começou com pedido de paz se transformou em segundos um coro de vozes com um só pedido, tarde demais para ser atendido. Umas foram em direção a Madona que Chora esperando por lágrimas santas dos olhos de pedra, mas ela não chorou e não realizaria tão ação enquanto o sol não se fosse.


–Pai... – O Prior chamou, sua resposta foi o barulho do sofrimento do homem aos seus pés que deixou apenas seu silencio como respostas, a mais dolorosa possível.


Não. Era apenas o que queria gritar, mas as palavras não saíram de suas bocas, ficaram engasgadas sem saber para onde ir, assim como todos os presentes. Jack Jackson colocou a mão nos ombros de Jonathan que não percebeu o toque, seus olhos estavam direcionados aos do homem responsável por tanta dor no momento.


–Ele se foi. –O construtor disse com tristeza em sua voz.


–Não, não foi. – Jonathan replicou, fechando os olhos de Philip depois de olhá-los mais uma vez.


A morte é um dos pilares da vida, mas você escolhe se ela desmoronara levando consigo todo que foi construído ou, ficara em pé como um lembrete da sua importância. Mas o caso de Philip estava claro. Ele não morreu ou destruiu algo ao partir.


–Ele deixou seu legado — Jonathan disse e todos se puseram a concorda dentro da Catedral de Kingsbridge.


Notas finais
O momento do livro que me fez escrever esta fic foi quando Philip sente que perdeu Jonathan. Achei justo pelo que ele fez tentar lhe dar um final diferente.
Obrigada a que leu.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!