Remnant of Weapon
1 Amethyst Weapon. Uma nova aventura!
Notas iniciais
Tetsuya Nomura (Final Fantasy)
Hiromu Arakawa (Fullmetal Alchemist)
Naoyuki Ito (Digimon Savers)
Eu sou Daimon Masaru... Tenho cabelos castanhos e olhos verdes... No Japão eu costumo ser conhecido como o “Rei da Briga”. Eu costumava trabalhar em um lugar chamado DATS. Eu não lembro muito bem o significado da sigla, mas, me lembro que trabalhávamos com Digimons, criaturas vindas do Digital World. Acabei decidindo ir pro Digital World, mas teve um determinado momento em que eu voltei... Claro, meu parceiro, Agumon, veio junto, mas... Sem Digimons nem nada do tipo... Ficou tudo tranquilo, pacato e calmo... De alguma forma, não gostei disso. Não tinha nada pra fazer e os meus oponentes são um bando de fracotes. Tudo chegava a andar tedioso de tão calmo...
Mas... Um dia, isso mudou. Isso foi logo depois de eu terminar uma das minhas brigas, sem nem precisar suar. Eu me afastei deles pra não ter problemas com a polícia, eu normalmente me sento num banco da praça que tem uma vista pro mar. Costumo fazer isso quando me sinto deprimido ou fico chateado com algo, às vezes mesmo quando eu to irritado. Às vezes eu passo tanto tempo que costumo inclusive ver o sol se pôr e a lua se erguer. Hoje quase foi um desses dias. Nessa hora eu tinha perdido a paciência com tudo, a escola, a vida, a rotina, tudo.
Masaru:-ele se levanta e toma algum fôlego- QUE SACO!!!!!!!-berrou se escabelando- NÃO É POR NADA NÃO, MAS BEM QUE PODIA MANDAR ALGUMA COISA PRA PODER DEIXAR ESSE LUGAR MAIS LEGAL PRA SE VIVER, NÃO ACHA?!?!?!?!-ele começa a ofegar um pouco de raiva-
???: Aniki, tá tudo bem?
Masaru: Não, Agumon! Não tá nada bem! Não tem nada pra fazer! Não tem lutas, não tem derrotar Digimons, não tem nada!!-ele se senta e cruza os braços- Que porcaria, porque tudo tinha que ser tão chato assim, hein?!
Agumon: Ué? Achei que o mundo estar tranquilo fosse bom.
Masaru:-ele pega seu Digivice- Eu sei disso, mas uma luta decente ou outra bem que podia ser útil de vez em quando, hein! Que troço mais irritante!
Agumon: Então porque voltou?
Masaru: Porque eu não podia ficar pra sempre naquele lugar! Assim que BanchoLeomon reviveu, ele falou que ia cuidar de tudo. E eu, burro, voltei achando que seria legal, tá, eu revi minha família e tudo mais, mas eu esperava que já tivesse uns inimigos mais fortes a essa altura!! Eu fiquei três anos fora, já devia ter gente que ao menos ficasse pau a pau comigo!!
Agumon: Aniki...
Masaru:-ele afunda seu rosto na mão cobrindo os olhos- Que droga!... Sei que... Eu devia esperar que ficasse um pouco mais pacífico, isso é bom, mas...-ele afasta seu rosto da mão e respira fundo- Sei lá. Parece que tudo ficou mais chato...
Agumon: Mas Aniki, você conseguiu passar direto pra faculdade!
Masaru: É, eu sei que isso é bom, mas só porque eu consegui uma bolsa de estudos num torneio de boxe que teve no meu colégio. Depois disso, foi só sair do colégio e deu...-suspiro- Mesmo assim, não mudou quase nada.
Agumon: Então volta a fazer boxe! Tenho certeza que o treinador ia adorar ter o melhor aluno de volta, certo?
Masaru: Esqueceu que não dá?
Agumon: Ah é! Porque te tiraram de lá se você era o melhor aluno?!
Masaru: Por que quebrar a fuça do juiz durante um amistoso dá expulsão.
Agumon: Ah é...
Masaru:-suspiro- Não falta tanto assim pros meus vinte... Acha que... Eu devo começar a pensar em me mudar ou... Coisa do tipo?
Agumon: Já provei sua comida, é uma porcaria, você não ia sobreviver, melhor ficar aonde tá que tem os Tamagoyaki da Sayuri!
Masaru: Eu não pedi pra valer uma resposta!! E para de chamar minha mãe pelo primeiro nome, seu idiota!!-ele nota algum tipo de luz ao longe- Hã?
Agumon: Aniki, que foi?!
Masaru:-ele se levanta- O que...?-a luz pareceu se tornar mais forte, por um segundo virou um clarão, mas logo voltou ao vago feixe de luz- O que diabos é aquilo?-de repente ele ouve um rugido forte- O que? Digimon?!
Agumon: Não é um Digimon! Eu teria sentido a presença dele!
Masaru: Então... O-o que?-de repente algo grande passa por ele, quase fazendo-o voar, mas ele continuou lá, só olhou pra trás tentar ver o animal- O que é isso?!
Não soube o que era aquilo. Mas era grande. Quando eu olhei de novo aquele feixe de luz... Apareceu outro clarão, também pude ver de raspão quatro outros feixes de luzes individuais... Uma... Pareceu vi voando pra minha direção... Mas só notei isso quando um tipo de meteorito atingiu o chão, tava coberto de fumaça, por isso não pude ver direito. Mas... Vi um tipo de pedra atingir o chão... Era um pedaço pequeno e parecia ser oval eu acho, e a cor parecia ser de um tipo de roxo meio puxado pro azul... Eu peguei aquilo e olhei bem. Pareceu ser ametista, uma pedra preciosa... Mas nem deu pra ver direito, aquilo simplesmente evaporou na minha mão. Na hora eu não entendi nada, aí foi só olhar pra cratera e ver algo se mover pra vir algo na minha cabeça.
Masaru (pensamentos): Ah caramba! Os alienígenas existem e usam ametista como combustível!! Perai, alienígena o caramba! Isso é uma pegadinha?!
Quando comecei a me aproximar... Eu vi... Que era uma pessoa, assim que a fumaça começou a abaixar... Uma silhueta mais humana foi se formando... As formas tinham curvas suaves e lisas... Era uma mulher? Assim que a fumaça sumiu... Deu pra ver que era mesmo uma garota, ela tinha cabelos longos e negros, ela tinha olhos da mesma cor daquela pedra... A pele dela era branca como a neve, ela usava um vestido preto, tinha uma espada embainhada nas costas, tinha dois revolveres cruzados na parte de trás da cintura dela, ela parecia usar dois sapatos pretos e tinha uma expressão séria no rosto. Na hora eu achei aquela garota muito esquisita... Mas... Ao mesmo tempo... Achei ela bonita... Ela me olhou e... Pareceu fascinada ou sei lá...
Masaru: ... Quem é você?
???:-ela o olha da cabeça aos pés e se ajoelha na frente dele- Mestre, será um prazer trabalhar ao teu lado.
Masaru: ... Hã?... Hã? Hã?! HÃ?! O-oi?! Isso é alguma pegadinha?!
???:-ela o olha nos olhos- Não é piada, senhor. Você é meu mestre.
Masaru: Oi? Que porcaria de história de mestre é essa e o que diabos você fazia nessa porcaria de cratera?! Aliás quem diabos é você?!
???:-ela se levanta- Quem eu sou não é importante agora... Mas... Se abaixe.
Masaru: Quê?
Na hora... Um animal que parecia ser do tamanho humano, mas com uma aparência horrenda. Quando a espada que ele apontava pra ela ia acerta-la... Ela... Se transformou num tipo de vulto flutuante que veio até mim, me envolveu e... Quando me dei conta, ela tinha me deixado um pouco afastado daquele bicho, ela pulou pra cima dele sacando a espada, ele tentou ataca-la de novo, mas ela voltou a virar o vulto flutuante e quando ele afastou a espada, ela cravou a dela atravessando o animal, ela desapareceu e reapareceu atrás dele, ela colocou a espada na bainha e o animal... Se desintegrou por completo. Vieram outros dois, mas ela sacou os revolveres e atirou neles liquidando os mesmos. Eu não entendi nada do que tava acontecendo. Eu me levantei e a segurei pelo ombro.
Masaru: Ei, o que diabos tá acontecendo?! O que eram aqueles bichos!?
???: Aquilo era isso que vocês, humanos chamam de monstros. São humanos que não se adaptaram às células Jenova. Eles se tornaram isso logo após passarem pelo processo de degradação de organismo.
Masaru:-ele a olha confuso- O QUE?!
???: Ora, não conhece, é?
Mas do nada... Um tipo de serpente surgiu atrás dela, era enorme, quase que do mesmo tamanho do Mercurimon... E parecia faminta.
Masaru:-ele a puxa pra trás dela e a deixa atrás dele- Pode vir seu Digimon idiota!-ele ia pegar seu Digivice, mas-
Ela se tornou aquele vulto de antes e me afastou de novo, eu acabei tropeçando e caindo, ela pulou pra cima e sacou os revolveres, ela apontou para ele e atirou... Fez algum efeito, mas ele pareceu mais bravo ainda. Quando ela se encontrou com o chão, ela ficou de pé e olhou aquela serpente parecendo confiante do que fazia...
???: Humpf. Como sempre com uma casca dura, hein Zolom?-disse aproximando sua mão do cabo da espada e parecendo feliz- Mas é bom, porque se não tiver alguma certa dureza, não é nada divertido...-ela saca a espada- Não é mesmo?
Ela pulou e cravou a espada na garganta daquele bicho... Mas... Na hora... Parecia até ter... Saído um monte de pássaros pretos ou sei lá... Pareciam isso... Eles me cercaram e... Eu não sabia o que fazer... Agumon não ia dar conta deles todos tão aglomerados... Ela pareceu se aproximar de mim e me olhou séria.
Masaru: Quem é você?!
???: Só posso dizer que não sou uma humana. Depois lhe digo meu verdadeiro nome, primeiro preciso lhe proteger. -ela ergue a mão no ar e um brilho verde estranho começou a brilhar na palma da mão dela- Ultima.
O brilho verde da mão dela foi até o centro da aglomeração daqueles bichos e virou uma explosão que acabou com eles em segundos... Um deles jogou um tipo de faca e... Duas asas negras se abriram na mesma hora... Eu olhei praquela garota... Àquela hora... Já era de noite e a lua brilhava forte naquela noite... A beleza dela parecia reluzir contra luz da lua.
Masaru: Quem é você?...
???:-ela o olha- Amethyst Weapon. Pseudônimo, Raven. Mas pode me chamar do que desejar...-ela se ajoelha perante ele- Meu mestre...
Masaru: Raven...
Raven:-ela se levanta, estende sua mão a ele e o ajuda a se levantar- Me diga, qual seu nome, meu mestre?
Masaru: D... Daimon... Masaru...
Raven: Daimon Masaru. A partir deste exato momento, você estará envolvido no destino do mundo.
Masaru: O-oi?! Como assim?!
Raven: Eu sou uma criatura chamada Weapon. Essa criatura foi criada para agir quando o mundo estivesse em perigo.
Masaru: Então você é um tipo de guardiã?...
Raven: ... Quem dera eu fosse isso. Quando se nasce Weapon... Sua missão é exterminar toda a vida do planeta terra.
Masaru: O... O que?...
Raven: Mas acalme-se, eu no meu caso... Sempre tive um certo fascínio pelos humanos, seus hábitos e tudo ao redor deles. Inclusive tentei uma vez avisar sobre o perigo que eles corriam, mas acabei morrendo antes mesmo de poder fazer alguma coisa. Eu não sou uma vilã como possivelmente pensou que eu fosse.
Masaru: ...
Raven: Por isso...-ela abre um sorriso leve pra ele- Não se preocupe. Não pretendo destruir o mundo. Pelo contrário, pretendo salva-lo.
Masaru: T-tá, mas... Por que você fica me chamando de mestre?!
Raven: Masaru-sama, você havia encontrado uma pedra pequena perto daquela cratera?-disse apontando pra cratera que tinha feito-
Masaru: S-sim...
Raven: Se parecia uma ametista, então, você pegou meu núcleo.
Masaru:-ele a olha mais confuso ainda- S-seu o que?!
Raven: Nós, Weapon, temos um núcleo em nossos corpos que funciona com algum tipo de bem precioso dentro, com exceção de Ultimate e Diamond, eles tem no caso, uma arma como núcleo.
Masaru: P-perai, eu ainda to boiando. O que diabos são “Ultimate” e “Diamond”?!
Raven: Ultimate é primeiro Weapon que saiu do vulcão.
Masaru: Aquela coisa enorme?!
Raven: Sim. Aquele é mais ou menos o tamanho real dos Weapon.
Masaru: Mas... Aquilo era quase maior que o ShineGreymon... Como é que?...
Raven: Nós nascemos já com essa escala, sei que pode ser um pouco surpreendente, mas... É simplesmente o que somos. E o que é esse “ShineGreymon”?
Masaru: Ah, é uma evolução do meu Digimon.
Raven: Aliás, você falou isso quando o Zolom apareceu, o que é um Digimon?
Masaru: Ah, um Digimon são criaturas que vem do Digital World.
Raven: É, claro. Entendi tudo. -sarcasmo-
Masaru: Eu não usei sarcasmo quando você falou desse negócio de Weapon, Jenova e sei lá mais ou que!! O que você faz aqui afinal!?
Raven: Vim deter Jenova e a Black Materia.
Masaru: Aí vem você com esse papo de novo!! Eu não entendi nada!!
Raven: Depois eu lhe explico por completo, agora me diga... O que aconteceu à Symphony of Melancholy?
Masaru: Hã? O-o que?
Raven: A pedrinha que você achou.
Masaru: Aquela pedra evaporou na minha mão.
Raven: Como?
Masaru: Foi o que você ouviu. Agora, me explica porque exatamente eu sou seu “mestre”? O que isso significa pra mim?
Raven: Ok! Acalme-se. Primeiro de tudo, você se tornar meu mestre tem haver com aquela pedrinha. A missão de um Weapon normalmente é acabar com o mundo, mas no meu caso, é diferente, eu tenho a missão de salvar o mundo dos outros Weapon e de exterminar Jenova e o Gene S.
Masaru: Gene S?
Raven: É como chamamos aqueles que têm resíduos de um monstro chamado Sephiroth. Esse homem foi criado a partir de células Jenova.
Masaru: Como assim?
Raven: Num laboratório. Ele foi criado para servir a uma organização, mas acabou se revelando um completo monstro sem sentimentos... Ele conseguiu a Black Materia e quase destruiu o mundo com Meteor.
Masaru: Nossa, isso é que é história, hein!
Raven: Não é só uma “história”. Eu estou falando sério. Você viu as criaturas que apareceram aqui!
Masaru: Agumon, pode sair.
Raven: Hã?
Agumon: Sim!!
Assim que ele saiu do Digivice, Raven o olhou meio confusa. Ela pareceu não se assustar com ele, mas também não esperava ele aparecer, além disso, ela pareceu ameaçar sacar um dos revolveres que ela tinha...
Masaru: Não precisa atirar. Ele é meu amigo.
Agumon: Aniki, quem é essa? É a guria que você tava falando?
Raven: Então, isso é um Digimon?
Masaru: Sim, esse é Agumon. Agumon, essa é Raven.
Raven: Impressionante... É um tipo de filhote de Vlakorados...
Masaru e Agumon: Hã?!
Raven: Alguma outra hora eu explicarei tudo. Agora, há mais perguntas, mestre?
Nós ouvimos alguém gritar perguntando se tinha alguém onde eu estava... O Agumon voltou pro Digivice, eu peguei a mão dela e saí correndo dali puxando ela.
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