Reminiscências
1 Eu e eu mesma, sempre!
Notas iniciais
Bjos Bjos...
Até quando eu hei de ver a luz deste mundo insano?
Até que dia a morte esperará para então vir me buscar?
Eu sou apenas mais uma alma a deriva nesse mundo de infelicidades... Apenas mais uma pessoa a quem a vida resolveu castigar, por que eu?
Estou sentada na minha melhor amiga: A cadeira de balanço, eu sei é patético, mas é só a cadeira que me tem feito companhia...
Eu fico todos os dias aqui neste quarto escuro e úmido, me sinto como se a cada instante um pedaço de mim mofasse, me sinto como uma peça que o mundo descartou...
Já é tarde e com o som de recolhimento vem o crepúsculo do dia, o sol está indo embora para então dar lugar a lua... Ás vezes acho que sou parte da lua, ela como eu vive em meio a escuridão, ali abandonada por todos... Há quem diga que as estrelas fazem companhia a lua, mas quem garante isso? Também há quem diga que eu não estou sozinha, que existem pessoas que me amam e se importam comigo, mas isso não é verdade, meus filhos que criei com tanto amor, carinho e dificuldade, hoje se casarão, tiveram filhos, cresceram na vida e como todos os outros filhos me jogarão aqui neste lugar imundo, triste, sem cor e nem vida... Onde só existem almas que como eu aguardam ansiosas pela chegada da morte...
Não tenho família, não recebo visitas, é como se eu nunca tivesse feito parte deste mundo...
Quando olho pela janela e vejo o azul do céu, me lembro de tudo que já vivi um dia, das pessoas que foram importantes pra mim, das loucuras que já cometi... E sabe se eu soubesse que terminaria como estou, eu teria aproveitado mais, eu teria dado valor as pessoas que me amavam... Mas o tempo não volta!!!
Ás vezes olho pela janela e percebo adolescentes curiosos a me observar, almas cheias de vida, garotos e garotas com uma extrema vontade de viver, crianças que ainda não sabem o quanto a velhice doí... Eu fico me perguntando: Será o que tanto eles observam? Será a minha pele enrugada e cheia de cicatrizes que a vida deixou? Será os poucos fios de cabelos brancos que a minha cabeça ainda suporta carregar? Será a minha aparência frágil ou será apenas os meus olhos que exprimem o meu imenso sofrimento? Não dá pra perceber e nem pra adivinhar...
Se eu pudesse sair lá fora, se o desgosto não me consumisse, eu diria a esses jovens que aproveitassem suas vidas ao máximo possível... Porque só eu sei como eu queria, mas como eu queria ter aproveitado...
Enfim agora eu sei que estou caindo em um abismo sem fim, não tenho mãos para me tirar daqui e a única coisa que estou esperando é a morte! Tomara que ela venha logo...
Notas finais
Bjos Bjos...
Fale com o autor