Reminiscent
1 Chapter I - Moonlight Sonata
Notas iniciais
Essa fanfic terá três capítulos e tem tudo a ver com música clássica ♥ ~amo -w-
Apesar de um draminha ou outro, a fanfic é fluffy -w-
Espero que gostem ♥
Chapter I
Moonlight Sonata
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Dizem que a melodia é algo, que se tocada com paixão, pode alcançar qualquer alma. Enquanto, as notas forem tocadas suavemente, a pessoa irá se sentir em meio as nuvens. Aquilo que alguns chamam de dom, outros chamam de prática; entretanto, nem sempre nascem com esse dom. Boa parte das pessoas descobrem esse dom após tentar uma primeira vez, logo se diz, que todos nascem com o dom para algo.
De tantas maravilhas apreciadas pelos seres humanos, a música pode ser considera uma das poesias celestiais mais belas. Sem usar qualquer palavra, apenas a melodia pode tocar-lhe o coração. As notas continuaram flutuar ao seu redor como se fosse mágica.
Porém, não é só sobre a beleza da música, mas também aquele, que com as mãos leves e treinadas tocam. Hoje, a concentração será num dos instrumentos mais inspiradores que existe, o piano. E, também como ele pode acompanhar várias histórias ao redor do mundo.
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10 anos atrás
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Em uma bairro nobre de Tóquio
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Logo de manhã a bagunça pela casa já começava, mesmo que fosse um simples domingo em pleno inverno. A família composta por quatro integrantes e um gato gorducho, já estavam na correria diária. O pai, era o primeiro a ficar pronto e pegar no pé dos dois filhos. A mãe, sempre carinhosa acabava por ficar do lado deles. E no meio de um café da manhã corrido, sempre tinha tempo para caretas entre irmãos.
O filho mais velho, atualmente com 14 anos, era o gênio musical da família. Desde pequeno, sempre se mostrava curioso e admirado pelas notas mágicas, que saiam do grande piano de cauda, esse que ficava na sala. Sua madrasta, mas também mãe do coração, era uma professora particular de piano desde jovem. Após descobrirem o talento do menino com o instrumento, ela apenas se concentrou nele.
O filho mais novo, atualmente com 10 anos, era um tanto rebelde e, não mostrava muito interesse por qualquer tipo de instrumento. Em vez disso, ele sempre estava assistindo a alguns programas de lutas escondido. Ainda que atrapalhado, conseguia imitar alguns golpes já.
A família no fim, embora bem de vida, era humilde. E o ensinamento dos mais velhos sempre continuaria assim, passando a bondade adiante.
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Tokyo Opera City Concert Hall
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A família saia do carro com calma, enquanto, tentava não escorregar no gelo que havia no chão. A paisagem na cidade naquele dia era praticamente branca, inclusive as árvores ao redor. Os jornais anunciavam a pior nevasca para aquele inverno que só estava no início. Porém, nada segurava aquele menino sonhador em casa.
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— Por que eu preciso vir junto? — O mais novo resmungava. — Eu não quero ver essa coisa chata de concerto.
— Ninguém mandou você ser um pirralho ainda. — O mais velho deu de ombros. — Se fosse tão responsável quanto eu, poderia ficar sozinho.
— Você é um chato, isso sim! — Mostrou a língua. — Mãe, quero ir para casa.
— Comportem-se, está bem? — A mulher suspirou. — Não vamos demorar muito.
— Ouviu bem, pirralho? — O mais velho voltou a falar. — Se comporte.
— Como é? — Em vão tentou chegar próximo ao irmão, mas seus pés vacilaram com o gelo.
— Cuidado! — Sua mãe o puxou rapidamente. — Ande devagar.
— Mas ele… — O mais novo voltou a resmungar.
— Se eu ouvir um piu, os dois ficarão de castigo. — Aquele a quem chamavam de pai falou, trazendo o silêncio rapidamente. — Melhor assim. — Suspirou.
— Vamos, já vai começar. — Ela sorriu, andando na frente.
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Após entrarem no local, caminharam mais alguns minutos. Subiram pelo elevador e logo chegaram ao lugar desejado. O teatro por dentro era um verdadeiro luxo, não deixando a fama ser em vão. Os bancos incontáveis se ajustavam num grande círculo, de frente para o palco. A iluminação suave de cima, deixava a decoração em dourado mais agradável aos olhos.
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— É lindo! — O filho mais velho sussurrou ao entrar. — É como um sonho diante dos meus olhos.
— Você gostou? — Ela se aproximou. — Dizem que aqui os sonhos podem se tornar realidade.
— Sim, eu gostei muito. — Seus olhos brilhavam. — Sempre quis entrar num teatro assim.
— Você se comportou nos últimos meses. — Seu pai tomou a conversa. — Ajudou sua madrasta…
— Não é minha madrasta! — Ele cortou seu pai de repente. — Eu já disse, ela me criou desde que me lembro por gente. — Murmurou suave. — Eu a considero como minha mãe.
— Sesshoumaru… Você é mesmo um bom garoto. — Seu pai, InuTaishou sorriu. — Merece estar aqui hoje. — Bagunçou alguns fios do filho.
— Vamos nos sentar ali. — Sua mãe, Izayoi, sorria, tentando disfarçar as lágrimas de emoção que se formavam nos olhos.
— Não divido ela com você! — O mais novo, InuYasha, mostrou a língua, saindo rápido em seguida.
— Seu pirralho… — Sesshoumaru revirou os olhos.
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Todos se sentaram lado a lado, próximos ao palco. Ele, de fato, não queria perder uma única nota, enquanto, assistia a performance de uma de suas pianista favoritas. Tudo o que sabia dela, era apenas do profissional, mas a composição por si só, já era o suficiente. Aika Hirano, era uma pianista sonhadora e talentosa.
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— Oh, ela é muito bonita. — Izayoi dizia admirada. — Ei, querido?
— Sim? — Apesar de não piscar, a melodia era o que o prendia. — Disse algo?
— Ela realmente tem essa idade? — Comentou Izayoi espantada. — Não dou mais que 25 para ela.
— Sim, aqui diz que nesse outono ela fez 32 anos. — InuTaishou mostrou o folheto. — Parece que a família dela é contemplada com isso. — Olhou a foto de perto. — Veja, essa é a mãe dela.
— Nossa, que sorte essas mulheres tem. — Riu baixo. — Quisesse eu ter essa sorte.
— Você é a mais linda pra mim. — Roubou um selinho rápido da esposa.
— Seu bobo, alguém pode ver. — Izayoi sorriu envergonhada.
— Não consigo ouvir as notas assim. — Sesshoumaru resmungou. — Fiquem quietos!
— Que garoto corajoso… — InuTaishou reviro os olhos.
— Ele tem razão. — Izayoi sorriu, piscando.
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Aika Hirano, tocava com toda a graça de um anjo. No momento, uma das composições mais famosas da música clássica. Seus dedos deslizavam delicadamente pelas notas, enquanto, o ar se enchia de brilho. Todos assistiam a performance admirados. Apenas desejando que o tempo parasse naqueles minutos.
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— Moonlight Sonata… — Sesshoumaru sussurrou, sentindo seus ouvidos encherem.
— Que música chata. — InuYasha revirou os olhos. — Prefiro rock.
— Estou ouvindo algum piu? — InuTaishou sussurrou próximo ao ouvido do menor.
“Opa, eu quase me esqueci.” — Se ajeitou na cadeira, ficando sério.
“Sinto como se estivesse flutuando por entre as nuvens…” — Sesshoumaru fechou seus olhos por alguns segundos, enquanto, as notas continuavam. — “É como se todos os meus problemas sumissem.”
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A performance da pianista, Aika Hirano, terminou após algumas composições, incluindo uma nova que era original sua. A roda de aplausos no auditório era mais que uma parte do lindo espetáculo à ela. Com um sorriso delicado, ela agradeceu à todos que vieram naquele dia mágico.
Sesshoumaru ficou emburrado ao perceber que não teria como conhecê-la de perto naquele dia, desde que, a mesma estava com a agenda lotada. E, pelo que parece estava ansiosa para se reunir com sua família. Deixando um pouco de lado o seu pensamento egoísta, ele compreendeu e aguardou por uma nova chance algum dia.
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Mais tarde
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Naquela mesma noite, todos estavam na sala assistindo televisão. O casal trocava algumas palavras entre si, enquanto, o mais novo brincavam com um vídeo game portátil. O mais velho olhava novamente o panfleto da performance de mais cedo. Admirado, relia cada linha pela sexta vez.
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— Pena que não conseguimos falar com ela. — Sesshoumaru lamentava. — Gostaria de ter pedido algum conselho.
— Aika voltou de Londres essa semana. — Izayoi comentou. — Voltou para ficar com sua família aqui, então acredito que terá mais oportunidades…
— Ou talvez não. — InuTaishou cortou, aumentando o volume da televisão. — Ouçam.
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Na televisão mostrava uma matéria de última hora. A palavra ‘Urgente’ piscava no canto da tela, enquanto, exibiam imagens do recente acidente.
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— …A forte nevasca de hoje foi a causa do acidente. — A repórter falava seu texto ensaiado. — Logo a frente temos o estado em que ficou o carro. — Enquanto à reportar falava, a notícia corria na tela logo abaixo.
“Aika Hirano, pianista famosa, sofre grave acidente por causa da nevasca!”
— Quando nós chegamos com o resgate, ela ainda estava consciente, mas a perda de sangue era grande. — Um dos paramédicos relatava o ocorrido. — Fizemos tudo o que podíamos por ela…
— Obrigada por seu minuto. — A repórter continuou. — Infelizmente hoje ficará marcado como a tragédia no mundo da música clássica. — Ela lamentava, mas mantinha à postura profissional. — Aika Hirano, de apenas 32 anos, deixou os amantes dos clássicos em luto. — Continuou. — Aika, que é casada com um maestro renomado, deixou uma fi…
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O silêncio na sala de estar era geral. Até mesmo InuYasha havia deixado o que fazia de lado. Talvez porque ninguém conseguia acredito no que haviam acabado de ouvir. A notícia havia pego todos de surpresa.
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— Trágico. — InuTaishou desligou a televisão rapidamente. — Mais uma pessoa que parte de maneira cruel.
— Tão jovem. — Izayoi lamentou. — Não dá pra acreditar que algo assim aconteceu.
— Ela morreu mesmo, mamãe? — InuYasha olhava assustado. — A música dela não era tão chata assim… — Lamentou sinceramente.
— Apesar de ser algo triste, ela foi para um lugar melhor, sim? — Izayoi puxou o pequeno para seu colo. — Vamos rezar por ela hoje a noite.
— Sim. — Ele concordou simplesmente.
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Sesshoumaru permanecia em silêncio. Seus olhos baixaram para o panfleto que tinha em mãos. Seu coração se apertava de maneira dolorosa ao perceber o que, de fato, havia acontecido. Ele não podia acreditar, pois até algumas horas atrás estavam lá, ouvindo a melodia dos anjos.
Respirando fundo, Sesshoumaru saiu da sala em passos largos. Caminhou até a sala dos fundo, onde ficava o grande piano branco de cauda. Fechando a porta atrás de si, andou devagar até ele. Sentou-se calmamente, encarando as teclas brilhantes.
Num suspiro leve, levou seus dedos até as teclas e começou a tocar lentamente a última melodia da noite. Moonlight Sonata, era uma de suas composições preferidas e, também seria aquela que eternizará para sempre, Aika Hirano, em suas memórias.
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3 anos depois
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Nos anos que se passaram, todo inverno era lembrado como o dia em que um anjo retornou ao céu. Aika Hirano, ainda era muito comentada por toda a mídia mundial. Suas vendas solos dispararam e todos conheceram seu nome. Alguns especiais eram reprisados, inclusive da sua grande premiação na Academia de Música em Londres, quando a mesma tinha apenas 17 anos.
Sesshoumaru, após aquele dia, se dedicou ainda mais ao piano, superando e surpreendendo a sua mãe. Com o incentivo até mesmo de alguns professores, ele lutava por uma bolsa na Academia de Música em Londres. Em pouco dias teria um recital importante e, a ansiedade tomava conta de si.
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— Muito bem, mais uma vez. — Izayoi falava. — No final tente não segurar muito a nota.
— Estou tentando. — Sesshoumaru suspirou, frustrado. — Eu sei ela de olhos fechados, mas de repente sinto como se fosse esquecer tudo.
— Fique calmo, querido. — Izayoi sentou-se ao seu lado. — Se pensar demais no depois, não poderá viver o agora.
— Estou ansioso, confesso. — Sesshoumaru deu de ombros. — É o sonho de muitos entrar na Academia de Música.
— Eu sei. — Ela sorriu. — Foi o meu também. — Confessou. — Agora voltou a ser meu sonho, mas você será aquele que irá brilhar.
— Eu vou realizar ele. — Sesshoumaru respirou fundo. — Vou tentar do início.
— Eu sei que irá conseguir. — Izayoi concordou. — Vamos ambos do início. — Se preparou também. — 1, 2…3!
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A melodia preenchia o ambiente com notas claras e suaves. Mãe e filho tocavam juntos o que sentiam, enquanto, o ar era de brincadeira de criança. Ela entendia bem o quanto era sufocante chegar numa audição importante e, por esse motivo faria de tudo para tranquilizá-lo.
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— Muito barulhento. — Um InuYasha de 13 anos revirava os olhos.
— Você consegue ser mais barulhento que essas músicas aí. — InuTaishou parou ao seu lado. — Não tem muito o que reclamar.
— Isso aqui é arte. — Mostrou a lista de músicas em seu celular. — Letras e melodias incríveis.
— Não seja um chato e respeite a preferência de seu irmão. — Murmurou, bagunçando os fios do caçula. — Ele não fica lhe criticando por isso.
— Ei! — InuYasha se afastou do pai. — Eu não disse nada demais. — Saiu dali em passos rápidos.
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InuYasha correu para seu quarto, pulando direto na cama. Puxou seu notebook para o colo, ligando-o rapidamente. Olhando à hora por cima, apenas abriu a página de lutas onlines. Passariam uma disputa eletrizante e ele não perderia por nada.
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— É disso que estou falando. — Deu alguns socos no ar. — Se ele quer ser um músico, eu serei um lutador incrível!
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A alguns dias da audição, Sesshoumaru voltava da escola com seu irmão, InuYasha. Lia atentamente um panfleto todo em inglês, enquanto, quebrava a cabeça com algumas palavras estranhas. InuYasha ao seu lado, parecia dançar no ar, enquanto testava algo que chamava de golpes do Samurai de fogo, um lutador em alta atualmente.
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— Você está me fazendo passar vergonha assim. — Sesshoumaru resmungou, sem tirar seus olhos do panfleto.
— Estou apenas me exercitando para hoje à noite. — Diz InuYasha, parando se remexer.
— O que tem hoje à noite? — Sesshoumaru dessa vez olhou para ele. — Não vá se meter em encrenca!
— Não é da sua conta! — InuYasha mostrou à língua. — É apenas um pequeno esquema entre meus amigos.
— Aqueles idiotas só se metem em confusão. — Lembrou Sesshoumaru. — A mãe já disse para não andar mais com eles.
— Credo, com 17 anos você já está parecendo um velho falando desse jeito. — InuYasha revirou os olhos.
— Antes um velho sábio do que um jovem tolo! — Resmungou, andando rapidamente.
— O que!? — InuYasha apressou o passo. — Quem é tolo aqui?
— A resposta é óbvia. — Sesshoumaru deu de ombros.
— Sesshoumaru!
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Mais tarde
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Sesshoumaru estava sentado na varanda de casa, de frente para à rua calma. Bebericava um chocolate quente, enquanto, repassava algumas notas da composição escolhida. Baixinho ele cantarolava a melodia calmamente. O ar do fim da tarde, era perfeito para repassar as última anotações, dada por sua mãe. O doce sossego da…
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— Sesshoumaru! — E uma voz escandalosa o fez sumir completamente.
— O InuYasha não está em casa, Miroku. — Se limitou a responder com antecedência. — Sugiro que…
— Eu sei! — Miroku cortou desesperado. — Eu vim é pedir ajuda.
— Ajuda? — Sesshoumaru, deixou sua caneca pela metade de lado. — Do que está falando, Miroku?
— InuYasha está em perigo! — O garoto e, melhor amigo de InuYasha, pulava no lugar. — Ele se meteu com os garotos do último ano.
— Aquele idiota… — Sesshoumaru respirou fundo. — Eu disse para ele não fazer merda.
— O que faremos? — Miroku andava de um lado para o outro. — Eles estão em três, não vai sobrar nada do InuYasha.
— É bom para ele aprender. — Resmungou, deixando suas folhas também de lado.
— E o seu pai? — Miroku parou no lugar. — Onde ele está?
— Viagem à trabalho. — Respondeu simplesmente. — Minha mãe foi ao mercado.
— Será o fim dele... — Miroku cai de joelhos. — Eu disse para ele não puxar briga com os valentões da escola.
— Aquele trio… — Sesshoumaru ficou de pé. — Droga! Vamos logo. — Caminhou na frente, mas parou de repente. — Ei, Miroku?
— S-Sim. — O garoto gaguejou.
— Me mostre o caminho. — Suspirou. — Esse pirralho só dá trabalho.
— É atrás do velho armazém. — Apontou para a rua de baixo.
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Sesshoumaru correu para lá, junto de um Miroku desesperado. O caminho até o armazém não levava mais que 5 minutos. Ao chegar no lugar, praticamente abandonado, pôde ver seu irmão sendo segurado por um dos garotos, enquanto o outro se preparava para dar um soco.
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— Por que não pega alguém do seu tamanho!? — Sesshoumaru gritou, na tentativa de chamar atenção do outro.
— Olha só, o bebê foi buscar reforço. — O garoto parou o soco na meio do caminho. — Alguém do meu tamanho? Tipo você?!
— Ei, Haku. — Aquele que ainda segurava InuYasha falou. — Acho que a diversão acabou.
— Não diga bobagens, Seiji. — Haku riu. — A diversão só está começando.
— Você disse que era três, cadê o outro? — Sesshoumaru sussurrou.
— Ele deveria estar aqui…
— Eu conheço esse aqui, Haku! — O terceiro garoto apareceu do nada atrás de Sesshoumaru, o segurando com força.
— Ora, segura ele bem, Aki. — Haku gritou. — Eu também o conheço, pianista delicado.
— Sesshoumaru! — InuYasha gritou, tentando se livrar de Seiji.
— Não amola, pivete! — Seiji o empurrou com força. — Fica quieto ai, depois terminamos com você.
— Droga… — Miroku deu alguns passos vacilantes. — “Eu preciso chamar ajuda adulta.”
— Segura aquele ali! — Haku gritou. — Esse ai eu quero quebrar no meio.
— Corre! — Sesshoumaru gritou. — Saia daqui, Miroku!
— Mas… — Miroku olhava para todos assustados. — “Vamos, eu tenho que ir…” — Não esperando uma segunda ordem, correu sem olhar para trás.
— Droga. — Haku resmungou algo. — Esse não vai longe.
— O que faremos com esse aqui, Haku? — Aki chamou atenção do líder do trio. — Ele parece forte. — Segurou-o com mais força.
— Não se engane, ele só sabe tocar aquela porcaria de piano. — Haku deu de ombros. — Oh, é verdade, você tem um recital na quarta, né? — Se aproximava de Sesshoumaru
— Não lhe devo nenhuma informação. — Sesshoumaru resmungou. — “Droga, esse cara é forte.” — Tentou se soltar.
— Maldito! — Gritou, socando a cara de Sesshoumaru. — Estou tentando conversar na boa, sabe?
— Deixa o meu irmão em paz! — InuYasha tentou se levantar do chão. — Vocês…
— Fica quieto aí! — Seiji o chutou com vontade. — Depois cuidamos de você.
— Seu maldito… — Sesshoumaru grunhiu. — Se sentem incríveis batendo nos mais novos, é?
— Aquele pivete que procurou confusão, não me culpe. — Haku deu de ombros. — Aki, segura ele direito.
— O que planeja, Haku? — Aki apertou ainda mais os braços de Sesshoumaru.
— Uma lição eterna, nada mais. — Haku chegou próximo a Sesshoumaru. — Minha irmãzinha também sonha em ir para Londres, sabia? — Socou com vontade o estômago do Sesshoumaru.
— D-Do que você está falando? — Sesshoumaru sentia-se um pouco zonzo pelo soco. — Todos tem chance igual para isso.
— Não com você no caminho. — Haku sorriu torto. — Aki, as mãos dele… Esmague! — Socou-o novamente no estômago.
“Droga…” — Sesshoumaru tossiu, sentindo o gosto do sangue na boca.
— Haku… — Aki murmurou confuso. — Nunca fomos tão longe assim…
— Frouxo! — Haku empurrou Aki com tudo. — Deixa que eu cuido disso então.
— Não! — InuYasha sentia seu corpo pesado, por causa dos chutes. — Não faça isso…
— Seu desgraçado! — Sesshoumaru tentava ficar de pé. — Eu sou contra à violência, mas você está pedindo.
— Então vem pra cima! — Haku gargalhou. — Me mostra do que as mãos de fada são capaz!
— Não lute, Sesshoumaru. — InuYasha gritou. — Você não pode se meter em confusão por causa da bolsa!
“Inferno!” — Sesshoumaru sentiu sua visão embaralhar. — “Deve ser por causa daquele soco.”
— Já falei pra ficar quieto, tampinha! — Seiji chutou a cabeça do menor. — Vá dormir!
— InuYasha! — Sesshoumaru gritou com a cena. — Eu não te perdoar…
— Olha, a fadinha ficou irritada. — Haku debochou. — Se reclamar, seu irmão leva mais… Seiji!
— Pode deixar comigo, Haku. — Seiji estalos seus dedos. — Esse não conseguirá mais ver direito o nascer do sol.
— Fique longe dele! — Sesshoumaru avançou, mas foi segurado por Haku.
— De jeito nenhum! — Haku o puxou com força. — É você e eu agora!
— Vá se catar, seu idiota! — Sesshoumaru cuspiu na cara dele.
— Desgraçado! — Haku segurou a mão esquerda de Sesshoumaru com mais força. — Vai se arrepender disso!
— Ahhh! — Sesshoumaru sentiu algo esmagar seus dedos. — “Que força maldita é essa?!”
— Implore por misericórdia! — Haku gritou, virando o braço de Sesshoumaru com tudo.
— Ei, Hakudoushi! — Aki chamou desesperado.
— Por aqui! Por aqui! — A voz de Miroku ecoava. — Por favor, os ajude!
— Rápido! — Uma voz grossa acompanha passos acelerados.
— Minha mão… — Sesshoumaru grunhiu, sentiu seu braço latejar.
— Droga! — Haku empurrou Sesshoumaru contra o chão. — Vamos dar no pé, rápido!
— Por que está tudo ficando escuro…
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Hospital central
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Quantas horas haviam se passado desde aquele acontecimento, não era mais tão importante assim. A única coisa que lhe importava naquele momento era que dia da semana estavam. Sesshoumaru encara o teto branco com curiosidade, como se assim pudesse aparecer um calendário do nada indicando.
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— As lesões apesar de grosseiras não foram… — Ao longe ouvia a voz de um homem. Ele murmurou calmamente seu laudo médico.
— Ele vai ficar bem então? — A outra voz carregava um tom preocupado. — Que susto!
— Seu filho já deve ter acordado, volto depois. — O médico deixou à mulher à vontade.
— Obrigada, doutor. — Izayoi agradeceu mais calma. — Sesshoumaru? — Abriu a porta devagar.
— Sim… — Sesshoumaru ainda mantinha seu olhar fixo no teto.
— Como você está, meu filho? — Se aproximou devagar da cama. — Você logo poderá ter alta.
— Eu não sei como me sinto. — Sesshoumaru murmurou perdido. — Como está o InuYasha?
— Ele ficará bem. — Ela suavizou ainda mais à voz. — E de preferência num longo castigo.
— Você sabe que não vai adiantar muito. — Finalmente, ele encarou sua mãe. — Que dia é hoje?
— Amanhã é quarta. — Izayoi murmurou com pesar. — Você ficou um dia desmaiado.
— Eu não posso mais tocar, certo? — Sesshoumaru tentou levantou sua mão esquerda com calma. — Eu acabei com nosso sonho… — Olhou para baixo, encarando o gesso por toda a mão até a cima do pulso.
— Não diga isso, querido. — Izayoi tentava conter as lágrimas. — Ela pode estar engessada agora, mas ficará melhor, viu?
— Eu não sinto meus dedos direito, mãe. — Sesshoumaru suspirou. — E se a sensação dos meus dedos nunca mais voltar?
— Vai ficar tudo bem. — Izayoi o abraçou do jeito que pôde. — Não vamos pensar só em coisas ruins.
— Eu não posso mais fazer isso… — Sesshoumaru fechou seus olhos com força. — …Meu sonho está morto.
— Sesshoumaru…
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Naquele dia, Sesshoumaru enterrou de vez o seu sonho de ser um pianista de sucesso, como fora Aika Hirano. E, novamente, o inverno levou consigo mais um que sonhava com um futuro grandioso.
E ali, a alma de Sesshoumaru sentiu a chama apagar.
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Continua
Notas finais
Contamos um pouco do passado dele e o drama aconteceu aqui e.e ~licença, preciso emocionar o povo um pouco u_u
Sobre a fanfic:
A história se foca no piano mesmo. E desde o título da fanfic até os dos capítulos são nome de composições também.
O nome da fanfic: Reminiscent significa "que recorda, lembra; que se assemelha."
Link das músicas:
??” Reminiscent - Yiruma: https://www.youtube.com/watch?v=7Cq175HNWu0
??” Moonlight Sonata - Beethoven: https://www.youtube.com/watch?v=sbTVZMJ9Z2I
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