Remenissions
1 Prólogo
Notas iniciais
O soluço rompeu novamente sua garganta e ela podia sentir o sangue deixar seu corpo gélido. Estava acabado. Sua visão estava turva e lutava com o sono, prendia-se até o ultimo sopro de esperança que a vida dava-lhe. Mas o sopro se fora assim que a primeira brisa bateu em seu rosto, e junto com o vento também se foi à alegria e a vontade de viver. Porque estava ali, estirada no chão com o sangue se mesclando com as lágrimas? Porque estava deixando a chuva tentar limpar as feridas invisíveis que tudo isso deixou em seu coração frágil?
Por mais que quisesse não conseguia se levantar, a dor era forte demais e ela estava demasiadamente fraca a ponto dos pingos suaves da chuva de verão machucarem-na. Mas porque chegara a esse ponto justo pelo motivo mais banal de todos? Eram muitas perguntas, e ela precisava de uma bebida forte para esquecê-las. Mas não para sempre, não podia simplesmente ignorar, uma hora ela vai estar sóbria e vai chorar, como fazia naquele momento. E, mesmo assim, precisava do álcool, precisava da quentura que lhe arranhava a garganta de um jeito estranhamente bom. Irônico, talvez, fora ele que a colocara nesse estado não precário e imundo. Mas ainda assim precisava dele, precisava de seus braços envolvendo-lhe de um jeito protetoramente aconchegante, precisava sentir sua respiração roçar em sua pele. Ela precisava novamente provar do veneno de seus lábios, ela precisava da droga que a consumira desde que seus olhares se cruzaram.
Ela precisava de Brian Elwin Haner Jr. outra vez.
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