Remember me

6 Capitulo 6


Notas iniciais
Girls obrigada pelos reviews! Vocês me fizeram tão feliz ♥ Ok, entendi que amam demais o Robin e não o querem com a Regina. Anotado! Agora e quanto a Bauer? Algumas sugeriram pelo menos um beijo. O que vocês acham? Só aviso que se fizer... vai ter consequências ;) Pensem bem! Capitulo dedicado à prima Layla que me deixou na maior bad ontem. Culpem essa demônia pelo o que ocorrer na fic u.ú Let's go baby

Um tempo depois, Emma já caminhava sem rumo pelas ruelas. Não tinha um lugar em mente para ir, apenas se deixava levar. Quando cansasse pararia em algum estabelecimento e comeria algo.

Seguindo o caminho dos frondosos e floridos flamboyants chegou a uma pracinha onde havia uma feirinha, algo bem típico das cidades francesas. Passeou entre as atraentes feirinhas encontrando além de artesanato alguns comes e bebes como pães, queijos, vinhos, crepes, chocolates.

Acabava de conseguir um crepe quando uma figura em especial do outro lado da feira lhe chamou atenção.

― Regina...

A surpresa fez seu coração descompassar. No momento não teve outra reação a não ser ficar parada olhando para aquela silhueta que tinha certeza pertencer a sua esposa. Estar em uma distância considerável, fato de a mulher estar de perfil e possuir cabelos escuros poria em dúvida alguns, no caso Emma tinha confiança que era ela. Tinha que ser ela!

Quando suas pernas obedeceram, começou a vencer a distância entre elas. Contudo, amaldiçoou uma carroça que se meteu em sua frente, tentou contornar a passagem, mas era impossível. Esperou os segundos que pareciam uma eternidade aquele veículo sair de sua frente, quando voltou sua mirada para ela apenas viu que se afastava. Em pânico quase derrubou tudo e todos que atravessaram sua frente, porém quando um grupo de turistas entrou em seu caminho a perdeu de vista. Sentiu as lágrimas de frustração banharem seu rosto enquanto voltava a se embrenhar nas ruelas. Precisava encontrá-la!

Já era fim de tarde quando retornou ao hotel, estava com o aspecto cansado e o vazio em seu peito parecia ter aumentado. Mal havia aberto a porta do quarto quando seu irmão apareceu com um semblante preocupado.

― Onde esteve, criatura? –repreendeu o irmão- Sabe que horas são?

― David... -sendo interrompida-

― Onde está seu celular? Mary ligou mil vezes e...

― Eu a vi – disse encarando o irmão-

― A Mary? Mas como se...

― Regina. Hoje vi Regina.

― Emm pelo amor de Deus. – passou a mão pelo cabelo-

― Dessa vez eu a vi. Era ela, tenho certeza! – falou com o olhar atormentado – Estava com os cabelos maiores como usava na faculdade!

― Minha irmã... – suspirou-

― Mas que inferno, David! Eu a vi, droga!

― Viu o rosto dela? Chegou perto? – cético-

― Não. – passou as mãos no rosto- Ela estava na feira, tentei ir atrás, mas a perdi de vista.

― Porque isso tudo foi coisa da sua cabeça, uma mera imaginação. Regina se foi, tem que aceitar isso.

Depois que o irmão saiu, Emma se jogou na cama. Agora não sabia mais o que pensar. Era ela, sua esposa ou era apenas produto de sua imaginação? David estava certo, não havia possibilidades de ser sua Regina. A fadiga da viagem deve ter pesado sobre ela, juntamente com as lembranças e então sua mente cansada projetou a imagem de sua amada.

Acordou na manhã seguinte com o sol intenso penetrando no quarto. Esfregou o rosto e durante um tempo, não conseguiu lembrar onde estava. Quando a consciência retornou, a imagem do dia anterior voltou a sua mente deprimindo-a. Depois de arrumada desceu para o café encontrando seu irmão e cunhada já instalados em uma mesa no terraço do restaurante, onde a vista poderia ser melhor admirada.

― Ei, bom dia. –cumprimentou, sentando-se a mesa-

― Bom dia! –David sorriu- Estávamos te esperando.

― Seu irmão alugou um barco para darmos uma volta pelo litoral.

― Contratei também um instrutor de mergulho. – levando a xícara de café à boca- Ontem você disse que queria aprender a mergulhar e acabei por me animar também.

O casal continuava entusiasmado a falar sobre as atividades para aquele dia, porém Swan nem mais os ouvia, tinha o olhar no menu e o pensamento longe, ou melhor, seu pensamento estava em Regina, em como ela havia parecido tão real... Seria mesmo sua mente capaz de projetar tal coisa? Pedia a Deus que não. Entretanto poderia se tratar de uma pessoa parecida, uma sósia talvez.

A necessidade de voltar a aquela praça crescia dentro dela, assim como a esperança de que não tivesse imaginado. Largando o menu sobre a mesa, se levantou sob o olhar abobado do casal e saiu em direção à pracinha. Ficaria lá o dia todo ou iria todos os dias se fosse preciso, mas a encontraria.

...

― Eva, Monsieur Moe French encomendou mais daqueles souvenirs para o hotel. –informou Tinker-

― Já fiz os pedidos, também pedi mais toalhas de linho bordadas.

Ambas estavam no pequeno escritório que havia na loja de artesanato organizando o estoque e fazendo novos pedidos de peças e materiais.

― Mais alguma coisa? — disse a loira descendo da bancada e olhando o computador onde a amiga anotava tudo-

― Não, creio que é só. –se alongando – Passamos quase a manhã toda organizando isso e ligando para os fornecedores.

― Depois tem que arrumar as vitrines – fez uma careta-

― Já disse que se me ajudar a carregar as coisas monto tudo rapidinho.

― Isso você tira de letra. Por que não faz o curso de design que te falei? –vendo a amiga devaneando- Eva...Eva?

― Hum? – piscando rápido-

― O que houve? Ficou aérea de repente.

― Nada, é que essa palavra “design” me é muito familiar. -dando de ombros- Mas esqueça.

― Tudo bem, vou terminar de embrulhar os vasos que o rapaz ficou de vim buscar hoje.

Ouviram o barulhinho do sino da porta da frente indicando que um cliente acabava de entrar na loja.

― Vai atendê-lo, termino os embrulhos para você.

...

Emma havia ficado praticamente a manhã toda perambulando pela feira, parou apenas para comer algo. De súbito se encontrou admirando a vitrine de uma loja de artesanato próxima a praça. Estreitou os olhos ao observar uma tela, podia jurar que tinha os traços de Regina naquele quadro, sem contar que se parecia muito com um que ela havia pintado alguns meses antes do acidente. Intrigada, decidiu entrar na loja. Ainda admirava a pintura quando a simpática loira se aproximou para atendê-la.

― Bom dia, senhora! Chamo-me Tinker. –sorriu agradável- Fique à vontade.

― Obrigada. –apontou a tela- Bela pintura.

― Vejo que se interessou pelo trabalho de Eva. Temos outras se desejar ver.

― Por favor.

Seguiu a loira admirando o bom gosto das peças a venda na loja até que chegaram em frente a uma parede onde havia vários quadros.

― Os que possuem etiqueta estão à venda, os outros deixamos apenas para exposição.

De repente Emma perdeu o ar.

― Regina!

Tinker franziu o cenho desviando o olhar para a mesma direção para onde a cliente olhava. Era uma tela pintada por Eva onde ambas as amigas estavam retratadas.

― Você a conhece? –perguntou assustada-

― Sim...eu...ela. –respirou fundo, tentando se manter em pé- Ela é minha esposa! -tremula-

― Minha nossa! –arregalou os olhos verdes- T-tem certeza? -perguntou pasma-

Tremendo Emma abriu a carteira mostrando uma fotografia, onde estavam ela, Regina e os filhos. Passou os dedos na foto emocionada, sentindo as lágrimas brotarem em seus olhos.

― É Eva! Céus, você tem razão! A cicatriz no lábio confirma que é ela.

― Onde ela está? –ansiosa- Preciso vê-la!

— Tinker não encontrei os laços vermelhos.

Ambas viraram na direção em que vinha a voz.

― Ela está lá dentro — disse Tinker com o coração aos pulos-

Swan já não ouvia mais nada, em sua mente havia apenas a ideia de que sua mulher estava viva. Aquela voz rouca, a voz mais doce do mundo que há dois anos havia sido privada de ouvir ecoava em sua cabeça. Precisava vê-la, estreitá-la em seus braços para nunca mais deixá-la. Sem pensar mais, se dirigia para onde sua esposa estava, entretanto foi impedida por Tinker.

― Não, espere! Não pode fazer isso.

— Tinker? – Eva gritou de dentro do escritório-

― Por que? -atordoada- É minha esposa. Não pode me impedir de vê-la.

― Já vou, Eva. –gritou de volta enquanto segurava Emma – Vamos lá fora que te explico, não podemos falar aqui.

A pegou pelo braço conduzindo-a até a calçada.

― Preste atenção! Vou te explicar por cima o que se passa. Como deve já ter imaginado, Eva..

― Regina. –corrigiu impaciente-

― Ok. Regina perdeu a memória. – falou, vendo-a passar as mãos pelo cabelo- Então você não pode aparecer assim abruptamente e dizer que é esposa dela. Ela pode entrar em estado de choque, sofrer um colapso ou algo do tipo, entendeu?

Emma estava hesitante. Não queria deixar Regina novamente, tinha medo da esposa desaparecer mais uma vez. Só queria abraçar, beijar e nunca mais soltar sua morena.

― Ela não vai sumir, eu prometo. –disse Tinker compadecida pelo olhar da outra-

― Certo. –suspirou olhando para a loja- Preciso saber de tudo.

― Vou te levar ao consultório de meu marido. Killian tratou dela, vai poder te esclarecer tudo.

Notas finais
Quem disse que seria fácil? Eu avisei, heim ;) Espero que tenham curtido o capitulo! Please me deixem saber o que acharam, ok? Como estou escrevendo outra em paralelo, vou tentar att no sábado Bjus!!