Remember me

4 Capitulo 4


Notas iniciais
Oi pessoas queridas! Nem demorei, não deu tempo sequer de vocês sentirem saudades ;) Mas não se acostumem mal, heim. Então, deixa eu contar uma coisa para vocês...Estou me sentindo nas nuvens!!! Recebi minha primeira recomendação da lindona Xandoca! Obrigada mais uma vez pelo carinho, querida, você foi um máximo! Agora, aproveitem o capitulo :)

Horas mais tarde, vestindo seu impecável terninho preto Versace que lhe moldava as curvas, saltos Manolo Blahnik e os cabelos presos em um coque alto, Swan subia o par de degraus da entrada de sua empresa. Os olhares de todos os presentes no térreo se focaram naquela figura que esbanjava todo um poder e feminilidade sem sequer fazer o mínimo esforço, os passos firmes e os ombros eretos, a maleta negra segurada por uma de suas mãos enquanto a outra se escondia dentro de seu bolso. Tudo parecia ter parado desde o momento em que ela havia passado pela porta giratória até o momento em que a imagem dela desapareceu ao se fechar o elevador em que apenas ela estava. Emma suspirou profundamente. Todos os dias pareciam uma tortura sair de casa, aquele lugar que praticamente havia se tornado seu esconderijo desde que havia perdido Regina. Retirou a mão do bolso mirando a reluzente e grossa aliança de ouro, talvez seu irmão estivesse certo, estava na hora de deixar Regina ir, de aceitar que ela havia morrido, estava na hora de seguir com sua vida.

Pôde ouvir sua secretaria lhe dar boa tarde juntamente com um aberto sorriso, mas apenas balançou a cabeça. Justo ela, uma chefe que sempre fez questão de tratar os seus empregados da melhor maneira possível hoje nem sequer lhes cumprimentava. Quando por fim entrou em sua ampla sala colocou a maleta sobre a mesa e se afundou em sua cômoda cadeira. Respirou profundo deixando o ar adentrar em seus pulmões na intenção de se acalmar e relaxou os ombros enquanto inclinava a cabeça para trás, apoiando-a no recosto, fechou os olhos por alguns segundos até ouvir a porta sendo aberta e a voz de seu irmão se fazer presente.

― Emma, pelo amor de Deus, me diz o que tem na cabeça?

― O que houve, David? -se ajeitou em sua cadeira, observando seu irmão, o mesmo trajava um terno de bom corte em tom cinza escuro juntamente com uma camisa azul bem clara que fazia par com sua gravata rajada de um azul mais escuro-

― Como assim o que houve? -a olhou, perplexo- Emma, tínhamos uma reunião importante hoje, se lembra disso? Uma reunião com um dos melhores clientes e você simplesmente não apareceu. — dando com os ombros-

― Eu... eu esqueci. -murmurou abaixando a cabeça-

― Até quando vai ser assim, minha irmã? -suspirou falando calmo- Você praticamente abandonou a empresa. Apenas aparece depois do almoço e fica alguns minutos no máximo, isso claro, quando resolve aparecer. Não sai mais de casa para nada, fica trancada naquele quarto quase todo o dia.

― David eu..

― Isso não vai trazê-la de volta. Eu sei que sofre, maninha, e eu sinto muito. -seu tom foi puramente sincero- Você precisa aceitar isso, Emma, porque... -penoso- você está se matando aos poucos. Emagreceu, seus olhos perderam o brilho, estão sempre escuros em volta, já não dorme direito, sua alimentação está pior que a de um mendigo, sorrir então é algo raro...a última vez que te vir sorrir foi quando Lucille disse sua primeira palavra e depois começou a chorar porque Regina não estava lá para ouvi-la.

Emma suspirou passando a mão pelo rosto. Seu irmão tinha razão, ela sabia, mas era impossível seguir vivendo sem sua rainha. Regina havia levado consigo seu coração e sua vontade de continuar viva, acordar todas as manhãs e perceber que estava naquele quarto respirando e ela não, era se afundar ainda mais num abismo que parecia não ter fim, se não fosse por seus filhos Emma já teria cometido uma loucura, já teria ido encontrar com sua amada, mas era apenas uma questão de tempo, tempo esse que ela sentia não demoraria a chegar se continuasse assim.

― Eu...vou tentar melhorar. -disse em um fio de voz-

― Eu espero que sim. Odiaria ter que enterrar, minha irmã. -respirou fundo tocando o ombro de Emma- Eu te amo, Swan, você sabe. -viu a irmã assentir mirando o chão- Sei o quanto dói não tê-la aqui, também me dói, sabe o quanto gostava dela, mas a vida segue em frente e precisamos acompanhá-la.

...

O dia estava um pouco frio, Emma concluiu ao entrar no famoso café próximo a empresa, como ainda era meio da tarde não havia muita gente no local. Instalou-se em uma mesa próxima ao terraço, pedindo em seguida um cappuccino. Desde que Regina se fora, não havia mais tomado seu chocolate quente com canela.

— Ora, mas que surpresa!

A melodiosa voz interrompeu seus enleios. Virou a cabeça encontrando uma elegante mulher que tinha a feição conhecida, contudo não conseguiu identificá-la.

― Olá — disse ainda tentando reconhecê-la-

— Não está lembrado de mim, não é? –Emma ficou sem jeito enquanto ela sorria- Sou Lily Page, estudamos juntas na faculdade.

― Oh, mas é claro — sorriu- Me desculpe.

― Tudo bem. – indicando uma cadeira a frente da loira- Posso?

― Por favor. Então por onde andava que nunca mais havíamos nos encontrado? –ela sorriu-

― Depois de formada, casei-me e fui morar em Chicago. No entanto, agora que estou divorciada decidi voltar à Paris.

― Entendo. — brincando com a xícara-

― E você? Suponho que tenha se casado com Regina, não?

― Sim. –sorriu tristemente- Nos casamos logo após a formatura.

― Gostaria de revê-la também qualquer dia desses, fazíamos aula de paisagismo juntas.

― Infelizmente não será possível. –suspirou- Regina faleceu há dois anos em um acidente aéreo. –a olhou-

― Oh Swan, eu sinto muito – disse penalizada enquanto pegava na mão da loira que estava sobre a mesa- Imagino o quanto deve ter sido difícil.

― Ainda é. – engoliu em seco- Ainda dói muito. Cada dia é uma nova tortura sem ela, me sinto vazia... –com os olhos marejados- Ver nossos filhos crescendo, a todo o momento e a cada descoberta deles desejar que ela estivesse conosco.

― Sei que parece clichê o que vou te falar, mas você tem que seguir. Se não fizer por você faça por seus filhos e pela própria Regina. Ela te amava tanto quanto você a ama e com toda certeza sofreria demais por vê-la assim.

Emma deixou escorrer lágrimas pelo rosto e Lily suavemente as limpou.

― Obrigada, Lily.

A conversa prosseguiu por mais algum tempo, entretanto o tema fora mudado. Só se deram conta do horário quando o local começou a encher. Despediram-se com a promessa de um novo encontro e logo Emma atravessava as iluminadas ruas de Paris rumo a sua casa. Sentia-se mais leve, era bom ter outra pessoa com quem falar além de sua família. Lily era uma boa amiga e se sentia bem com ela.

Um sorriso quase brotou em seus lábios quando por fim adentrou em seu quarto. Era surreal, mas parecia que ali sua vida era menos dolorosa. Respirou fundo inalando aquele cheio que lhe era tão familiar, tão Regina. Retirou seu blazer, abriu os botões de sua camisa azul escuro e se jogou em sua cama, ficando apenas de sutiã e calça social. Se desse sorte era capaz de sentir o calor de Regina ali. Gemeu desesperada. David tinha razão, ela precisava deixar a esposa partir, ela precisava seguir sua vida, era tortura demais o que fazia consigo mesma.

Decidida a deixar de pensar, ligou a televisão enquanto se acomodava na cama. Passava um programa de fofocas, ela acabou deixando por ali mesmo. Talvez, vendo a vida dos outros esquecesse sua própria. Sorriu do próprio pensamento tão bobo enquanto tirava seus scarpins com os próprios pés os jogando para o chão. Sua atenção se focou na televisão quando ouviu seu nome e então viu imagens suas e de Lily no café... era impossível! Não fazia nem uma hora que havia saído de lá.

“...é senhoras e senhores parece que depois de dois anos a viúva e cobiçada empresária Emma Swan Mills resolveu refazer sua vida amorosa. Desde que Regina Swan Mills morreu em um trágico acidente aéreo há dois anos a nossa sensual loira se trancafiou para o mundo e quase não a vemos mais vagando por ai. Porém, conseguimos em exclusivas captar essas imagens dela a poucos minutos em um café acompanhada de uma bela morena cujo a identidade ainda não sabemos, mas podemos ver que estavam bem intimas já que a mulher misteriosa pegava em sua mão e lhe acariciava o rosto. Pelo visto a empresária já esqueceu sua falecida esposa e está pronta para começar uma nova vida...”

Emma ficou ali parada observando imagens suas naquele café. Será que esse povo era cego e sem coração? Lily estava lhe dando consolo, lhe secando as lagrimas e fizeram disso um novo romance. Sua raiva foi tanta que levantou de sua cama vermelha e respirando ofegante, atirou contra a parede a primeira coisa que viu em sua frente, sua vontade era acertar a cara do imbecil que havia tirado aquelas fotos e que havia feito maledicência sobre algo tão sem sentido. Foi interrompida pelo telefone e respirou fundo tentando se acalmar antes de atendê-lo.

― Swan — sua voz soou firme e rouca apesar de sua raiva-

Porém teve como resposta apenas silêncio, repetiu novamente seu nome e mesmo assim ninguém se prontificava a dizer algo do outro lado. Já estava se preparando para dizer poucas e boas quando ouviu uma respiração e seu iludido coração deu um salto.

― Regina?! -sorriu sentindo as lágrimas fluírem em seus olhos- Querida é você? Por favor, Regina, fala comigo, meu amor...

O que lhe era esperança virou um assombro imenso. Percebendo o que estava fazendo deixou o telefone cair no chão enquanto dava passos para trás se afastando do mesmo. Seus olhos assustados se encontraram com os de Mary Margareth que estava parada na porta lhe observando chorosa.

― Estou enlouquecendo, Mary — ela sentiu a fria parede contra suas costas e escorregou até se encolher no chão abraçando seus joelhos. Seu peito sangrava e sentia um dor que nem sequer podia ser calculada tomar conta de si- Deus, estou perdendo a cabeça!

Mary Margareth se apressou até a cunhada, se ajoelhando ao seu lado, abrigou aquele rosto banhado por lágrimas contra seu peito a ouvindo soluçar. Chorou junto com ela sofrendo por ver sua amiga sentir tanta dor e tanta tristeza. Ficou ali por vários minutos até senti-la se acalmar, lhe secou as lagrimas e a viu fungar tentando se controlar.

― Estou aqui, querida -sorriu tristemente- Vou te ajudar e seu irmão também.

― Eu a quero, Mary -gemeu angustiada- Eu preciso da minha Regina, não aguento mais viver assim!

― Eu sei, Emma -lhe acariciou o rosto- Sei que dói, mas vai passar, eu prometo. Precisa superar isso pelos seus filhos, Swan.

― Não consigo. — sussurrou negando com a cabeça-

― Claro que consegue. Vamos te ajudar...você precisa respirar outros ares, ver outras pessoas, novas paisagens. Uma viagem. Isso! -sorriu animada- É exatamente disso que você precisa, uma viagem e eu mesma me encargo disso... vamos nós três.

― Mas, Mary eu...

― Nem pensar! Não quero reclamações, você vai viajar sim! Ou não me chamo Mary Margareth Swan.

Notas finais
O que acharam??? Querem me bater? Espero que não, eu sou uma boa alma u.u Já mostrei a ponta do iceberg pra vocês, viu. Começando a reviravolta. Próximo capitulo entra uma personagem nova, quer dizer não tão nova haha Tirem suas próprias conclusões sobre a identidade dela! Me deixem saber o que acharam, ok? :*