Remember me

24 Capitulo 24


Notas iniciais
Bem, chegamos ao final de Remember me. É, eu sei...também estou com o coração apertadinho, mas a história completou seu ciclo e já estava na hora de ser finalizada. Deixo meus mais sinceros agradecimentos a cada um de vocês que acompanhou a história e me deixou imensamente feliz com seus comentários, favoritos e as belas recomendações! Jamais deixaria de agradecer à Iza, minha sister, pois sem ela não haveria essa fic. Também sou grata às divas Swen que me incentivaram durante essa história e que são minha inspiração como autora SQ. Layla, Renata e Mirella, muito obrigada! Espero vê-los na minha próxima fic. Não tem data para começar, já que ainda precisa de alguns ajustes, mas prometo não demorar.

Assim que chegaram às urgências, os enfermeiros levaram Regina para ser socorrida ao mesmo tempo em que Emma falava nervosamente com o neurologista da esposa ao celular.

Desejou que Killian e Tinker ainda estivessem em Paris, pois como médico, o amigo seria de muita ajuda naquele momento angustiante. Antes que terminasse a ligação, foi informada que a esposa já estava acordada e que poderia vê-la. Chegou ao quarto no instante em que a médica mostrava uma imagem na tela de um aparelho para Regina. Aproximou-se da cama onde ela estava e notou as lágrimas rolando pelo rosto delicado da esposa e sentiu o coração quase parar.

― Querida? ― pegou a mão dela encarando-a, esperando que dissesse algo, porém ela não fazia mais nada a não ser chorar. ― Pelo amor de Deus, me diz o que houve, doutora! ― Já estava quase pulando no pescoço da médica.

― Nada que em nove meses não se resolva. ― sorriu ― Ou melhor, para ser mais exata, seis meses e duas semanas.

Emma, confusa encarou a ambas, vendo o sorriso brotar no rosto de sua morena. Regina pegou a mão da esposa e pousou na barriga, nesse instante a loira percebeu estar à amostra e parcialmente coberta por um gel. Ela piscou duas vezes olhando para sua mulher antes de sorrir bobamente.

― Vida...meu amor...você está...

― Grávida! ― sorriu ― Vamos ter outro bebê.

― Grá-grávida? ― gaguejou arregalando os olhos ― Grávida do tipo tem um bebê aqui dentro? ― olhou incrédula para o ventre da mulher.

― Se não me engano, esse é o único tipo de gravidez. ― seu riso encheu o quarto provocando na loira um meio sorriso, ainda sem poder acreditar.

― Mas o teste havia dado negativo, não entendo.

― Os testes de farmácia podem facilmente falhar ― esclareceu a médica.

― Meu amor... Oh céus! ― beijou-a, sentiu seus olhos arderem ― Não posso acreditar que... ― sua voz falhou devido ao tamanho de sua emoção.

― Pois acredite, mamãe! ― a morena respondeu com a voz embargada.

― Está tudo bem com eles, doutora?

― Veja você mesma.

A médica passou transdutor manual pela barriga de Regina, mexeu no teclado do aparelho e ampliou a figura mostrando as primeiras imagens nebulosas e granuladas do pequeno feto. Emma acariciou a face da esposa que já estava mais uma vez em lágrimas, se entreolharam e sorriram, mal aguentavam tamanha era a felicidade.

Olharam atentamente quando a mulher pressionou mais uma vez o instrumento e apertou um botão, ligando o áudio do aparelho, imediatamente o som de batidas aceleradas tomou conta do lugar.

― Esse é o som do coraçãozinho do seu bebê. Como pode ver, sua esposa tem uma saúde excelente e o bebê se desenvolve bem. ― desligou o aparelho ― Meus parabéns, senhora Swan Mills.

― Obrigada. ― agradeceu, emocionada, enquanto auxiliava carinhosamente Regina retirar o gel.

A médica acenou com a cabeça antes de sair deixando o casal a sós. Emma encarou a esposa que ainda mantinha um sorriso, não muito diferente do que se desenhava em sua face. Soluçou, olhando-a antes de tomá-la nos braços. Esteve afogada no medo, temia que ela tivesse tido uma crise e voltasse a esquecer de tudo. Havia sido tomada por esse receio durante os meses em que Regina havia recuperado a memória e hoje quando ela tinha se sentido mal, não podia ter pensado em outra coisa.

Regina suspirou nos braços de sua loira. Não havia palavras para descrever a imensa felicidade que cercava sua família. Contudo, se preocupou ao sentir os músculos tensos de Emma.

― O que houve, querida? ― a olhando nos olhos.

― Tive medo que esquecesse de mim novamente. ― murmurou com a voz grave.

― Isso não vai acontecer, querida. Mesmo com amnésia não havia te esquecido, sempre a tinha em meus sonhos e meu coração sabia que pertencia a você.

Emma sorriu sentindo como seu coração se aquecia pelas palavras de Regina. Não tinha dúvidas de que era a mulher mais feliz do mundo e também tinha certeza que nada poderia apagar o infinito amor que sentiam. Acariciou a barriga onde seu filho descansava, sentindo-a passar os dedos em seus cabelos e em seguida passar a mão pelo rosto dela enxugando as lágrimas que molhavam sua face.

Regina suspirou ao sentir o toque carinhoso da esposa que agora acariciava a extensão de sua barriga com pequenos beijos. Fechou os olhos, sentindo a respiração cálida da loira entre seus lábios, beijando-lhe a testa e as bochechas suavemente, roçou seus lábios contra os dela com delicadeza e, por fim, seus lábios se uniram em um beijo doce, onde foi posto todo o amor e carinho de que dispunham naquele gesto.

― Eu te amo, minha vida! ― disse ainda com os lábios colados ao dela.

― Eu também te amo, meu anjo loiro.

— E nos também amamos vocês.

Uma vozinha infantil preencheu o ambiente. Ambas sorriram ao ver os filhos entrando no quarto.

― Como chegaram aqui? ― perguntou Emma.

― Tia Mary nos trouxe. ― o menino falou, se erguendo para beijar a mãe ― Já está bem, mamãe?

― Estou, meu príncipe.

― Não vai mais mimi igual à Bela dormecida? ― perguntou a loirinha franzindo o pequeno cenho.

― Não, meu amor ― sorriu, recebendo a filha nos braços ― Mas sabe de uma coisa... a sua mãe e eu temos uma novidade para contar a vocês. ― fez uma expressão de suspense ao ver os rostinhos curiosos ― Vocês vão ganhar um irmãozinho ou uma irmãzinha!

― Quando a cegonha vai tlazer nosso maninho?

― Não tem cegonha, Lucy. O bebê tá aqui dentro. ― explicou, passando a mão no ventre da mãe morena ― A barriga da mamãe vai ficar grande igual à da tia Mary. Eu sei tudo sobre essa história de bebês.

Regina ergueu uma sobrancelha para a loira como se questionasse a origem da informação que o filho soltara. Emma apenas deu de ombro, pois dessa vez ela era inocente.

― Certo, garoto, depois teremos uma conversinha. ― disse Emma arrepiando os cabelos do filho.

― Mamães... ― Lucille as encarou com uma expressão fofa ― Qual vai ser o nome do meu maninho?

— Eva!

Regina chamou sua linda garotinha, observando como a filha estava crescendo rápido enquanto parecia ontem que havia descoberto que estava grávida. Seu bebê agora estava completando quatro anos.

― Filha, olha quem veio para o seu aniversário.

― Oi, titios! ― gritou a moreninha de olhos amendoados, correndo para abraçar o casal.

― Ei, boneca linda.― falou Killian pondo-a no colo enquanto era beijado na bochecha ― Que beijo gostoso!

― E a Tinker aqui? Não ganha beijo?― sorriu apontando para sua bochecha onde logo recebeu um beijo estalado.

― Tia Tink, eu estava com muita saudade!

― Nos também estávamos, meu amor.

Regina sorriu tocando a barriga volumosa da amiga. Tinker esperava um menino que dentro de três meses chegaria para completar a felicidade do casal.

Emma e Regina tinham uma amizade muito grande por eles, o que não diminuiu nem um pouco ao passar dos anos, pelo contrário, sempre que podiam se falavam ao telefone e se encontravam assim como faziam com Mary Margareth e David. Era dado como certo que se reunissem em datas especiais, festividades ou como naquela ocasião de férias onde todos se achavam na ilha de Saint Peter Port.

― Onde estão os outros pequenos? ―perguntou a loira.

― Henry e Lucy estão na praia se transformando em pequenos camarões com a mãe. Só consegui tirar essa danadinha para reaplicar o protetor solar.

Regina acompanhou os amigos até o terraço, que tinha a paisagem da extensão da praia e uma tenda armada com comida e bebida. Lá estavam também Mary Margareth e David junto da pequena Allison, filha do casal. A loirinha era apenas alguns meses mais velha que Eva, o que a tornou amiga inseparável nas brincadeiras da prima.

Assim que Emma e as crianças viram o casal chegando, saíram da água para cumprimentá-los, ficando todos reunidos sob a tenda. Os adultos desfrutando de uma boa conversa enquanto as crianças brincavam correndo e gritando de um lado para o outro.

Depois do almoço, os pequenos já estavam mais quietos aguardando a digestão para entrar na água. Notando a calmaria, a atenção dos adultos foi direcionada para as crianças, se focando em Eva sentada sobre a areia da praia ao lado de Allison. A loirinha entregava a Eva um saquinho de guloseimas, recebendo um beijo espontâneo no rosto em agradecimento ao mimo, deixando-a vermelhinha de vergonha e Emma incrédula com tamanha ousadia da sobrinha.

― São tão lindos! ― comentou Mary Margareth.

― Allison é uma fofa! Minha princesinha não poderia ter escolhido melhor. ―disse Regina, sorrindo.

― Regina! ―exclamou a esposa, pasma.

― O que?

― É a nossa bebê... ― falou com voz chorosa.

― Você é muito boba, amor. ―passou a mão no rosto de sua mulher fazendo-a encarar o sorriso dela.

― Se já está ciumenta assim, imagine quando as crianças estiverem na idade de namorar. ― ponderou Tinker.

― Creio que não, amor, quando os pequenos tiverem trinta, Emm não vai ser mais tão ciumenta. ― argumentou Killian fazendo-os rir.

― Isso é bem feito. Lembro quando Mary ainda estava grávida, minha irmã vivia me provocando e agora olha só ― implicou David, apontando para Lucille e Eva que brincavam com Allison.

― David, não comece...

― Não adianta, Emm, sabe como é seu irmão. ― falou Mary Margareth beliscando a bochecha do marido ― Mas uma coisa é certa, é fácil sentimos ciúmes de nossas crias.

― Eu não sinto! ― Regina logo negou, com um sorrisinho de lado. Obvio que ela tinha ciúmes de seus bebês, mas disfarçava bem, ao contrário da esposa.

― Como não? Henry! ― Emma chamou o menino que apenas ouvia a conversa enquanto jogava em seu smartphone ― Fale para os seus tios o que sua mãe disse quando você perguntou se podia namorar.

― Antes ou depois de você chorar, mãe? ― riu ao ver a mãe loira ficar corada.

― Ah, seu moleque dedo-duro! ― ela abraçou o filho, enchendo-o de beijos― Apenas fiquei emocionada em ver que meu garoto está crescendo, ora.

A conversa alegre e descontraída continuou por mais alguns minutos sendo interrompida pelos gritos entusiasmados das crianças na praia, levando os adultos para ver a pequena água-viva que Lucille encontrou, deixando Regina e Emma apenas observando-os de longe.

― Minha rainha.― a chamou, sentando-a em seu colo.

― Hummm...― murmurou encostando a cabeça na clavícula da esposa.

― O que achou dessa casa?

― Eu adorei! É linda, aconchegante e a vista então... é perfeita ― comentou olhando as crianças e os amigos brincarem pela extensão da praia.

― Então comece a fazer seus projetos para decorá-la, pois ela é nossa. ― tirou as chaves da bermuda, balançando o molho em frente à esposa.

― Emm! Você é louca! ―sorriu beijando-a― Obrigada, meu amor!

― Você sabia disso e mesmo assim se casou duas vezes comigo ― falou acompanhando-a no riso ― Mas agora eu quero saber se é só um beijinho que eu ganho.

― Você me deu uma casa só para me seduzir? ― ergueu uma sobrancelha.

― Oh, creio que não preciso de tanto. ― sussurrou enquanto lhe mordia levemente o lóbulo da orelha, sentindo-a estremecer.

― Se acha irresistível, não é, loirinha? ―fechou os olhos, ouvindo o risinho malicioso dela ― Então, o que acha de estrearmos nosso novo quarto?

― Estrear pela quinta vez desde ontem? ― a loira respondeu debochadamente.

― Mas agora é diferente, descobri que a casa é nossa e...Vem, sua loira abusada.

Beijou-a, calando qualquer gracinha, antes de entrarem na bela casa.

― Regina, pelo amor de Deus, temos visitas! ― se fez de difícil ― O que vão dizer?

― Amo você, querida, e vou passar o resto da minha vida demonstrando isso. E quanto aos outros... deixe que falem o que quiserem, não me importo, não me importo com mais nada além de amar minha esposa!

― Como se pode amar tanto alguém como amo você? ― disse a loira agora a pegando no colo.

― Não sei, meu amor, pois te amo na mesma medida. ― suspirou alegre ― São nesses momentos que tenho certeza do porquê nunca ter te esquecido totalmente.

― Por que sou irresistível?

― Também ― Regina sorriu acariciando a face amada ― Só que o mais importante é o infinito amor que sinto por você, o qual nada e ninguém podem apagar ― encarou os olhos esmeralda ― Nem o tempo, a distância e muito menos a morte.

Nada no mundo seria mais belo do que tê-la em seus braços... Nada seria mais intenso e prazeroso do que fazer amor com aquela mulher, sua mulher. E nada seria mais emocionante do que saber que ao acordar, lá estaria ela aninhada ao seu corpo como uma pequena e linda gata manhosa esperando que lhe acordasse com deliciosos beijos por todo seu rosto e pescoço como a loira fazia pelas manhãs... Nada no mundo seria maior do aquele amor que habitava seu ser.

O coração de Emma apertou-se. Para uma mulher forte e autossuficiente como ela, era assustador amar com tanta intensidade e saber que Regina tinha imenso poder sobre sua vida e felicidade. Mas não importava, a amava e amaria sempre, e sabia que por ela enfrentaria qualquer coisa, moveria céus e terras, apenas para vê-la sorrir.

Então, quando seus corpos já não aguentavam mais, ambas caíram em um sono gostoso, aninhando-se uma nos braços da outra e sabendo que viriam ainda muitos dias de felicidade, os quais desfrutariam cada segundo dos mesmos juntas.

Fim

Notas finais
Pois é...acabou! Espero que tenham gostado do desfecho. Me deixem saber o que acharam, ok? Gostaram da citação Cambrano? Aguardo ansiosa os comentários de vocês. Obrigada!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!