Remember me
7 Nada vem por acaso, não é?
Notas iniciais

A never ending replay
Memories I can't erase
I see the best of times in front of me
Sinto minha consciência ser recobrada. Ainda com olhos fechados tateei o criado-mudo em busca do despertador que insistia em tocar alto até demais, quando finalmente achei não tive paciência para desliga-lo, só ataquei no chão, logo compraria outro.
Finalmente deixo a luz invadir minha vista, eu sempre esquecia as janelas ou as cortinas abertas. Esfrego os olhos para conseguir me acostumar com a claridade, me sento olhando para os lados.
Péssima ideia.
Ao meu lado babando, devo ressaltar, estava ninguém mais, ninguém menos que Percy Jackson.
Não era pra eu ter dormido com ele! No máximo o fazer pensar nisso! Maldita hora que quis salvar aquela ruiva falsificada. Rachel’s sempre atrapalham, nunca confie em uma.
Isso Annabeth, você tinha que estragar tudo. Alias, eu nem devia estar lembrando disso, aquilo devia fazer eu esquecer partes, mas eu me lembrava de tudo. Muito claramente, alias.
Percy se mexeu na cama tentando se ajeitar, acho que o barulho do despertador também deve tê-lo feito despertar.
Abriu seus olhos dando de cara com a parede do meu quarto, primeiramente. Logo em seguida se sentou rapidamente em busca de respostas.
– O que eu ‘to faz... Annabeth!? – Disse ao me olhar.
– Fala mais baixo! – Reclamei mesmo não sentindo nada, eu devia estar de ressaca provavelmente, já que ele pensaria que eu estava bêbada.
– O que eu estou fazendo aqui exatamente?
– Você não se lembra de nada? – negou – nadinha? – perguntei novamente.
Ele abriu os olhos de modo engraçado, eu até riria se não fosse inconveniente.
– Você me agarrou! – Disse
– Eu o que? – gritei me arrependendo logo em seguida, retiro o que disse sobre não sentir nada – Você que bebeu demais e foi pra cima de mim!
Se eu tivesse sorte conseguiria embaralhar as memórias dele e talvez fazê-lo pensar que a culpa era dele.
– Nem pense que eu me esqueci de que você chegou com sua voz toda enrolada “Percyto!” – Falou fazendo uma péssima imitação minha, quase ri.
– Eu fui drogada! – disse sem pensar, ele arqueou a sobrancelha – Aquela vaca da Rachel colocou algo na bebida que eu peguei dela, e eu ainda estava bêbada!
Culpando a Rachel, ótima desculpa em Annabeth.
Ele pelo menos pareceu considerar.
– Você pelo menos se lembra de algo depois que chegamos em casa?
Neguei com a cabeça fazendo com que ele saísse logo em seguida do quarto depois de pegar sua roupa.
Infelizmente eu estava mentindo.
☼☼☼
O final de semana se passou lentamente, comigo evitando Percy e ele me evitando. Estava constrangedora nossa situação, e eu sabia que isso não podia continuar.
Eu me arrumava para ir para escola enquanto falava com Bianca na facetime.
– Você nem falou comigo esse final de semana e quer que eu esteja calma? Eu te ajudei! Amigas servem pra isso, para contar o que aconteceu na festa do ano, então nem adianta fugir, Annabeth!
– Sim Bia, eu vou te contar o que aconteceu, ok? – Disse rindo da frustação dela.
– Ok – disse ainda com um ar bravo.
Fechei o zíper lateral da minha saia preta de couro combinando com a blusa leve branca que dava um ar meio “girlie” para o visual.
– Vocês vão ficar sem se falar até quando? Você sabe que isso tem que parar né?
– Claro que sei, Bia – suspirei – vou ter que dar um jeito nisso de alguma maneira.
– Vou ter que desligar, o Nico ‘ta me enchendo pra eu ir logo para o carro
– Te vejo na escola – desliguei a facetime indo direto para a cozinha.
Peguei uma maça e corri para o carro, não que eu estivesse atrasada.
Logo cheguei a escola, estacionei o carro e fui em direção o pessoal.
– Annie! Você não vai acreditar! – Silena gritou colocando seus braços em minha volta enquanto pulava, não me pergunte como ela fazia isso.
– Oi?
– A Piper vai voltar! – disse animadamente.
– Piper? Quem é Piper?
Ela parou de pular na mesma hora.
– Como assim quem é Piper? Ela é minha irmã, bobinha. Sabe? Piper, sua prima, minha irmã ...- disse fazendo sinais.
– Silena, eu nem sabia que tinha mais primas além de você!
– Ah é! Eu me esqueci de te avisar, depois que você foi embora minha mãe decidiu contar da filha perdida dela, ou melhor, da filha que ela teve fora do casamento, a Piper, ela morava com a gente até ano retrasado, mas então se mudou para um internato na Inglaterra. Ela tem nossa idade, já faz 2 anos que não vejo ela! – Disse sorrindo – Oh, olha ela ali!
Uma garota morena andava em nossa direção, ela era bonita, os seus cabelos repicados a faziam ficar com um ar mais natural, seus olhos multicoloridos davam a aparência superior, como se fosse melhor que qualquer uma. Ela andava confiantemente até nós e alargou um sorriso assim que avistou Silena, correu para abraça-la.
– Si! Você não faz ideia do quanto tive saudade! – Disse sorrindo ainda mais, ela parecia legal – Você deve ser a Annabeth né? Minha prima.
Assenti. Ela esticou a mão como se fosse me cumprimentar.
– Prazer, Piper – disse docemente.
– Annabeth
– Thals, você nem vai acreditar quem veio comigo para cá – Desde quando ela é amiga da Thals? – Jason!
– Mentira!
– Quem é Jason? – Pergunto totalmente fora da conversa.
– Meu irmão, Annie, lembra que eu te disse dele? Então, nós nos reencontramos ano passado, ele também estava na Inglaterra, é o namorado da Piper, alias.
– Alguém mais tem algum irmão perdido que eu deva saber? – Perguntei sorrindo de canto.
Alguns minutos se passaram e eu já conversava com Leo de costas para as meninas que perguntavam algo para Piper. Eu estava discutindo com Leo a verdade.
– Fala sério Leo! Não acredito que você prefere Simple Plan a Green Day!
– Welcome to my life é um hino!
– Nem é pra tanto, você não deve ter ouvido 21 Guns então!
– Annie, vem conhecer o Jason! – Ouvi Piper falar ao fundo.
– Annabeth? – antes que me virasse pude ouvir sua voz. O que ele estava fazendo ali?
Me virei dando de cara com seus olhos azuis e seu cabelo loiro, Jason Grace, o cara mais idiota de todo o planeta.
– Jason – soltei o fôlego que antes estava preso.
– Vocês se conhecem? – Leo perguntou.
– Infelizmente – disse baixo
☼☼☼
– Você vai embora de Nova York agora! – disse alto
– Você não manda em mim exatamente
Eu e Jason estávamos em uma sala meio que abandonada do segundo andar. Para ficar mais claro logo depois que nos encontramos eu disse que tinha que beber agua e sai dali, ele, como um idiota, em seguiu e me puxou para o primeiro lugar que encontrou vazio, aqui.
– A partir do momento que decidiu vir atormentar minha vida, mando sim!
– E da onde você tirou essa ideia?
– Então me diz um motivo para você estar aqui
– Piper.
– Piper? Você nem deve ligar para ela, ela com certeza merece alguém melhor que você, seu cafajeste!
– Você não tem o direito de falar que eu não ligo para ela, ok?!
– Você só deve estar iludindo a coitadinha! Namoram quanto tempo? Uma semana? Deve ‘ta aqui pra prova seu gigante amor por ela não é? Mas depois de se deitar com a garota vai embora!
– Dois anos, eu namoro com ela há dois anos! – explodiu.
Parei de falar no mesmo instante.
– Foi ela, não foi? Com minha própria prima!
– Eu não sabia, Annabeth!
– E dai? Você me traiu do mesmo jeito!
– Isso já faz dois anos!
– Ou você vai embora de Nova York agora ou irei contar para ela quem você realmente é, anjinho
– Você realmente acha que eu não te conheço, Annabeth? – Disse se aproximando de mim – Você não faria isso com sua própria prima, magoar uma pobre garota, isso não é com você, pequena Ann
– Você. Não. Me. Conhece –Disse pausadamente enquanto o empurrava – Sabe o que eu realmente não faria? Deixar uma babaca igual a você estragar a vida de outra garota
– Querendo crescer, Annabeth?
– Você me enrolou, me iudiu, me traiu, mas serviu pra alguma coisa. Não estou aqui por nada, querido Jason, e eu não vou deixar que um loiro falsificado estrague meus planos. Eu era idiota naquela época, mas agora não sou mais.
– Será mesmo Annabeth? Sabe o que eu acho?
– Não quero saber
– Que você ainda é caidinha por mim – Disse se encostando na porta – E eu ainda vou usar isso a meu favor – Terminou empurrando a porta e saindo dali.
– Só pra você saber, EU TE ODEIO! – gritei.
Tenho uma impressão de que isso não vai ser nada bom. Nada vem por acaso, não é?
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