Remember me
1 Então você acredita em contos de fadas?
Notas iniciais
Então você acredita em contos de fadas?Eu costumava até minha vida ser o que eu tenho hoje. Meu pai?Zeus nunca se importou com sua filha, bem foi isso que minha mãe disse, ou apenas usou mais uma dessas desculpas. Minha mãe diz que meu pai me culpa pelo desaparecimento de Jason, meu irmão, no parque quando ainda éramos crianças. E vamos combinar, minha mãe me culpa descaradamente e eu?Desde esse episódio do meu irmão eu jamais consegui ter paz na minha própria casa.Minha vida não é uma mar-de-rosas e eu também não gosto dessa cor.Sou a garota punk que é grossa e estúpida, mas que quando está sozinha se deixa cair no chão e desmancha em lágrimas.Fui forte durante o quê? 7anos?Isso 7 anos.Mas agora minha vida passa como um filme em minha cabeça, São Francisco outra vez, o mesmo lugar em que conheci aquele garoto que eu me neguei a amar.
POV THALIA
Quando eu sai de casa, já atrasada, dei de cara com Annie que estava com uma expressão de que “chamaria os bombeiros caso eu demorasse mais um minuto” me olhando.
-Thalia, está tud...
-Tá, ta Annie, agora vamos. – Agarrei o braço de Annabeth fazendo ela entrar no carro e irmos para a escola.
Eu acabara de ter mais uma de minhas discussões diárias com minha mãe, só pra começar bem o dia, e certamente estava muito vermelha de raiva.No momento em que discutia com ela, meus olhos certamente se encheram de lágrimas, mas eu não costumava a chorar.Sou a menina durona e não choro!Não em público!O peso do meu dia cairia sobre mim apenas a noite, quando a noite caía e eu pudera observar a lua da janela do meu quarto, aí sim eu choraria.”Você não é minha filha, Jason era meu filho!” Aquilo não saia da minha cabeça.Peguei as chaves do carro e acelerei desejando por um
momento bater o carro e sofrer um acidente gravíssimo o qual eu não me recuperasse.E que Zeus não se importaria, mas assim que olhei para o lado Annabeth estava pálida parecendo ter visto um monstro.
-Foi mal – falei, desacelerando aos poucos.
-Tudo bem Tals...sua mãe não é?
-É – fui rápida sem querer falar sobre isso.
[...]
Assim que entramos na sala, o professor nos lançou um olhar que eu, pela 1° vez, fiquei constrangida.Me sentei, sozinha como de costume.Assim que todos se sentaram, o professor de História se dirigiu até a porta e fez um sinal chamando alguém.Eu, Annabeth, e Percy apenas nos entreolhamos sem entender muito bem.Seguido pelo sinal do professor entrou na sala um garoto alto, mais alto do que eu, tinha cabelos negros e deu um sorriso sinistro ao ser apresentado.Ele pareceu bem tímido.Ele usava uma jaqueta de couro e por baixo uma camiseta preta, até aí achei super normal.Bem, como eu disse, até aí.Me fez babar por um instante até ele parar na frente do quadro.O professor se posicionou ao seu lado
-Turma esse é o mais novo colega de vocês, Nico di Ângelo.
O garoto abaixou a cabeça, o professor deu uma batidinha em suas costas e disse-lhe:
-Pode escolher um lugar.Fique à vontade.
Voltei a minha forma sem babar.Havia comentários das amiguinhas de Silena já falando em como ele era lindo.Ouvi algo tipo: “Deuses, ar cadê você?” e “Nossa sinto uma água aqui.” Seguido de risadas.Lugares em que ele poderia sentar : ao lado da Calipso, da Rachel ou que tal da Silena?Lugar onde ele escolheu?É ao meu lado.Ouvi algumas meninas lamentarem e mais blá blá blá por um garotinho.
-Posso sentar aqui?- ele perguntou tirando minha mochila.
-Não está vendo que não?- fui estúpida, mas é que eu já estava estressada.
-Ahr... me desculpa se meter mas pode sim, ela só não está num bom dia né cara-de-pinheiro?- beleza o Jackson agora resolve quem senta ao meu lado.
-Não!Eu não estou.E senta logo que eu quero ter aula.
O professor acompanhava nossa pequena discussão. Era história uma aula que teria que ter minha atenção. Percebi que o garoto não era quietinho logo de primeira e demonstrou seu lado galinha aos 15 minutos do 1° tempo, ele estava babando em uma garota que tentou jogar todo seu charme. A aula passou rápido, assim que deu o sinal peguei minhas coisas e sai, precisava esfriar a cabeça, caminhar, ficar sozinha.
[...]
Larguei minhas coisas sobre a mesinha do meu quarto e tomei um banho.Me vestir rápido, com a intenção de sair a tempo de não ver minha mãe, põem não adiantou.Quando coloquei a mão na maçaneta ela saiu do quarto.
-Onde você vai?
-Sair – bati a porta atrás de mim.
Notas finais
Beijos azuis ♥3
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