Remember You
1 Capítulo 1
– Despacha-te Yuuya ou chegas atrasado! Logo no primeiro diade aulas. É impressionante!
– Sim mãe, já estou a sair,relax.
O meu nome é Yuuya, sou um rapazfantástico, obviamente, de 16 anos e estou cheio de sono. Esta é a minha história de estudante no qual eu vou falar do meu dia-a-dia.
Boa, primeiro dia e já estou atrasado. Vou entrar na sala de aula e vão estar todos a olhar. Mais embaraçoso que isso é impossível. Isto é cá uma sorte! E tenho de ir ver o cabelo primeiro. Mas pensando melhor… O centro das atenções para mim, até que não era má ideia. As raparigas a olhar... Seria popular num instante.
Enfim. O problema é que cheguei a horas.
Sentei-me na penúltima carteira junto à janela. Tentei fazer um ar fixe ao mesmo tempo. Olhei para o resto das pessoas, nenhuma parecia fazer o meu tipo, Apesar de haver raparigas que nem eram ‘más de todo’. Só pensei «que ninguém daqui seja nerd». Duas raparigas sentaram-se à minha frente, Nada mal.
– Então meninas, tudo bem? – sorri no final da pergunta. E começámos a conversar numa boa, soube dos seus nomes e estava quase a passar à parte dos contactos. E sem mais nem menos surgiu um silêncio na sala, não estava à espera.
– Então pessoal? Calaram-se? – O que é que lhes deu? Estão todos armados em parvos ou quê?
– Shiu! – mandou calar um rapaz mais pequeno que eu com o cabelo um pouco despenteado e com os olhos escuros. Sem graça nenhuma.
– Deves ‘tar com a mania! – respondi-lhe. Não sou pessoa de ter muita paciência e este 'gajo' tinha acabado de tirar a pouca que me restava. Levantei-me e fui-me dirigindo a ele.
Quase sem me aperceber surgiu um rapaz atrás de mim que se foi aproximando.
– É ele! – ouviram-se vozes ao fundo, quer vindas de rapazes quer vindas de raparigas.
– Ele? Ele quem?
O contraste dos seus olhos azuis com o seu cabelo negro. A sua pele clarinha. O seu olhar misterioso intrigava-me. Ele dava-me uma sensação de pureza? De Inocência? Não… Mesmo assim, acalmava-me.
– Importaste?
Perguntou-me com cara séria, como hei de dizer, sem qualquer expressão…
– 'Tás a protegê-lo é? – perguntei quase automaticamente.tentando manter a postura.
– Quero passar. -. Voltou a dizer com o mesmo tom, igualzinho.
Pensei logo, este gajo pensa que é o quê? Chega aqui manda logo a atenção de todos para ele, diz estas coisas sem entoação nenhuma e sem graça? Parece que o que está na moda nos dias de hoje são rapazinhos com ar frio para roubarem os corações das raparigas. Onde este mundo já anda.
Enfim. Foi quando uma rapariga me puxou o braço ligeiramente, o suficiente para deixar o caminho livre para ele conseguir passar. E sussurrou-me:
– Sou a Kiriha, não lhe digas nada depois explico melhor.
Ela era minha amiga da primária, mas entretanto separamo-nos. Kiriha quase não tinha mudado, o seu cabelo estava mais comprido, era ondulado nas pontas e castanho clarinho, os seu olhos tinham tom de amêndoa. Muito bonita, mais elegante e feminina. Quem diria que a ia encontrar logo aqui. Mas ainda bem.
Ele passou e foi se sentar atrás do meu lugar na última fila. O seu lugar parecia que tinha sido reservado para ele, como se estivesse à espera que só ele o ocupasse. Mesmo ar de quem é dono de tudo.
Provavelmente ele não sabia que à frente era o meu lugar senão fugia a sete pés. Se ao menos não me tivesse dirigido ao outro rapaz à pouco nada disto se tinha passado.
– Excelente. — Suspirei.
– Tenho um mau pressentimento. – desabafei eu com a cabeça encostada ao braço que estava empoleirado na mesa.
Kiriha acabou por ficar ao meu lado. Ao menos algo normal! Todos olhavam na nossa direção com caras esquisitas. Não sabia se aqueles olhares se dirigiam para ele ou para nós, mas como ele parecia ser o Rei do sítio o alvo eramos nós.
O professor entrou e deu início à aula. Deu-nos algumas informações e pediu para cada um falar algo de si. Uma pequena apresentação.
Não tive paciência nenhuma para prestar atenção às apresentações dos outros. Já estava enjoado de estar fechado naquele cubículo. Que dia péssimo!
Chegou a vez dele, ele levantou-se. Dei por mim a prestar atenção, mas não é que queira saber de um rapaz deste tipo.
– Sou o Kazuki – fez uma grande pausa – e odeio miúdos que forçam ser alguém que não são.
Tentei olhar à socapa. Ele estava a olhar fixamente. Fiquei paralisado, era bastante intenso.
O quê? O que é que ele quer dizer com isto? Qual é a dele? Se ele me está a olhar quer dizer que é dirigido a mim?
Notas finais
Espero que não se sintam ofendidos com alguma da linguagem. O Yuuya é um bocado armado em tótó --.
Sintam-se livres para deixar um comentário. Diguam-me o que pensam! Hehe é tudo. o/
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