Remember The Love.
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Ele fez niver ontem gente, mas só deu pra eu postar essa fic hoje... Não sei se ficou boa, romance não é meu forte, mas fiz com carinho.
Muitos anos de vida, espero que goste muito! E aos meus leitores, espero que gostem também!
Boa leitura! o/
O loiro estava jogado na cama, os fios dourados todos espalhados pelo travesseiro, a expressão irritada revelava que, novamente, o homem dos cabelos cor de fogo dominava seus pensamentos.
- Droga...
- Agora fala sozinho, Milo? — a voz daquele que fazia seu coração disparar e ao mesmo tempo o enchia de raiva o tirou de seus devaneios.
- Agora invade os quartos alheios, Camus?
- Não. Apenas de pessoas que invadem minha adega e tomam meu vinho favorito. — Disse sem expressar sequer uma emoçãozinha, aquilo irava o escorpiano.
- E quem disse que fui eu?
- Quem mais seria louco o suficiente para entrar em minha adega?
- O Afrodite.
- Ele me odeia.
- O Aiolia.
- Estava ocupado com a Marin.
- O Aldebaran...? — Perguntou sarcástico.
- Você é uma gracinha, Milo. Sinto vontade de te colocar em um esquife de gelo.
- E eu de te dar umas dedadas. Cof... Cof...
- É o que?
- Agulhas, meu dedo... Pelo amor de Zeus né?! — o grego podia jurar que o outro havia corado, mas por já estar escuro e os cabelos vermelhos lhe cairem na face, ficava difícil dizer.
- Que seja. Só vim verificar se havia mesmo sido você.
- Quem mais faria tal coisa e sairia impune?
- O que quer dizer? Que eu o protejo?
- Talvez.
- Eu não poupei nem mesmo meu aprendiz! O pouparia por que?
- Porque me ama. — O escorpiano retrucou como se a resposta fosse óbvia.
- Não me irrite, Escorpião.
- Não estou fazendo isso, Picolé.
Flash Back On
- Ora essa, não seja chato Picolé! — o loirinho dizia sentado no galho de uma macieira.
- Eu non vou subir aí!
- O Camus é mulherzinha! O camus é mulherzinha!
Os olhos do aquariano brilharam furiosos, em questão de segundo ele estava ao lado do outro o segurando pela gola.
- Você é um grande idiota, sabia?
- Ora, ora... Ele resolveu virar hominho. — Riu baixo.
- Por que diabos queria tanto que eu subisse aqui?
- Olha...! — o grego apontou para as maçãs ali e pegou uma, estendendo ao colega de treinos. — Eu sei que é sua fruta favorita...
O francês pegou a fruta o olhando bastante surpreso, suavemente corado,
- Olha... Ele sente vergonha!
- Cala a boca, Milo. — O mais novo deu um cascudo no aspirante a Cavaleiro de Escorpião.
- Ai! Oh pessoa ruim...
Flash Back Off
- Camus? Hello?! Camus? — O mais velho passava as mãos na frente dos olhos do outro, logo o mesmo segurou seu pulso.
- Para com isso.
- Em que estava pensando, hein?
- Nada que seja de sua conta.
- Morde pra ver se dói menos.
- Eu vou embora.
O aquariano o soltou dando de costas, começando a subir as escadarias apressado.
"Por que lembrei disso agora?"
- Camus, pera aí! — Ouviu o outro lhe chamar, mas não queria olhar, o que estaria acontecendo? Aquilo o estava confundindo — Eu te falei pra me esperar, caramba!
O maior o segurou pelo pulso, o mesmo o olhou nos olhos engolindo seco.
- Solte-me.
- Não.
- Por que?
- Você está estranho.
- Idaí? Desde quando se importa?
Flash Back On
- Hey! Você está bem? — Milo correu até Camus que estava caído no chão, ofegante e com o canto da boca sangrando.
- Desde quando se importa?
- Desde que nos tornamos parceiros.
- Não somos parceiros, apenas colegas.
- Somos mais que isso, você sabe disso!
- Sei? E o que somos então?
- Somos amigos.
Flash Back Off
- Desde que te conheci! Caraca, você é lerdo de mais ou se faz?! Eu te irrito porque você é importante pra mim, por que acha que eu choraria quando soube que te mataram ou quando você voltou como renegado?! Acorda Camus de Aquário, para de viajar!
Flash Back On
- Acorda Camus!
- Hum? — o ruivo se sentou num pulo.
- Olha a hora, vamos perder o treino!
- Pera... Onde eu estou?
- No meu quarto.
- P-por que eu estou aqui?
- Você veio fazer o curativo e acabou pegando no sono... Fiquei com pena de te acordar.
- Você é louco... Sabe o que vão dizer?
- E quem se importa com o que vão dizer?
Flash Back Off.
- E quem se importa com o que vão dizer...?
- O que? Do que você tá falando, Camus?
- Hum? O que? Eu? Nada!
- Acho melhor eu te levar à enfermaria.
- Eu estou bem, preciso apenas dormir um pouco.
- Tem certeza?
- Absoluta.
- Certo... Mas ainda não me disse o que te incomoda.
- Pensamentos estranhos. Agora me solte. — o escorpiano o soltou logo ambos seguiram para suas casas, Milo olhou por cima do ombro, tomou coragem e o chamou.
- Camus, eu...
- Hum...? — o outro o olhou.
- Eu... Quero que tenha uma boa noite...
- Igualmente.
"Você ficou louco Milo?! O que ia dizer?" O escorpiano se martirizava mentalmente, ao chegar em seus aposentos voltou a se deitar, mas agora perdido em pensamentos.
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- Vem, me dá a mão!
- Hum? — Camus olhou Milo quelhe estava com a mão estendida e um sorriso doce no rosto.
- Segura a minha mão.
- Onde iremos?
- Só vem.
- Certo...!
Os dois jovens sairam correndo, saindo do Santuário, logo ali havia uma árvore de pessegueiro cheia de flores, na ponta do penhasco, com a lua cheia como plano de fundo.
- Que linda.
- Não é? Achei que você iria gostar de ver.
- Eu adorei. — O ruivo sorriu.
- Camus... Sabe... Amanhã você vai ser mandado para a Sibéria, eu vou continuar aqui...
- Unhum... O que tem?
- Promete não me esquecer?
- Como poderia te esquecer? Você é meu melhor amigo.
- Tem... Tem algo que eu queria dizer também...
- E o que era?
- Eu sei que... Pode parecer estranho... E que... Ambos somos homens... Mas... Acho que eu estou apaixonado por você.
O russo se sentou na cama em um pulo, estava ofegante. "Aquilo foi um sonho? Ou... uma lembrança?" Pensava com os olhos suavemente arregalados, tentando entender o que se passava ali.
- O Milo... Se declarou antes que eu fosse concluir meu treinamento como cavaleiro de ouro... Mas... Meu mestre me fez esquecer de todas as emoções... Mon diêu o que eu fiz?
O francês se levantou, calçou chinelos e saiu de casa usando apenas a calça moletom e a camisa branca de mangas longas, desceu as escadas como um raio e adentrou no quarto do companheiro.
- Milo...
- Hum.. — o Escorpiano ouviu a voz do outro lhe chamar e o olhou espantado.
- Camus? O que faz aqui a essa hora?
- Eu... Preciso conversar...
- Não pode esperar até amanhã?
- Não, não posso.
- Runf... Então diz logo, o que houve.
- Eu tive um sonho...
- Hum... Sonho... — repetiu sonolento.
- Mas parecia mais uma mémória.
- Memória... Hum.. Memória de que?
- Do dia anterior ao que fui treinar na Sibéria. — Aquilo foi como um piano e dois caminhões terem caído sobre a cabeça de Milo o fazendo despertar, corando muito.
- O q-que você lembrou..?
- Pelo visto... Você já sabe do que lembrei.
- Aquilo..?
- Milo, você ainda me ama?
- Q-que?
- Eu... Acho que estou apaixonado por ti... Nos últimos dias... Tudo que me vem à cabeça refere-se a algo que passamos juntos... Eu tenho vontade de te ver... Por isso vim mais cedo... Eu sabia que você tinha tomado meu vinho... Mas precisava olhar pra você... Ouvir sua voz...
- Nossa...
- O que?
- É a primeira vez que te vejo falar tanto... Estou com medo.
- Babaca... — O aquariano se virou, aquilo havia doído em si, ele havia acabado de se declarar e Milo agiu como se nada tivesse acontecido. Sentiu vontade de chorar, mas controlaria as emoções.
- Camus... Espera. — O escorpiano novamente o segurou pelo pulso, mas dessa vez o puxou para junto de si deixando o corpo de ambos próximos. — Eu não te respondi ainda...
- O que?
- A resposta é sim. Eu ainda te amo.
- Q-que? — As orbes avermelhadas se arregalaram, faltaram palavras ao francês, ele não esperava que o outro fosse dizer aquilo.
- Eu te amo, Camus Verseau.
- T-também de amo, Milo Nikos...
Os dois fecharam os olhos, os lábios acabaram com a distância entre eles consolidando aquele amor que há muito estava trancado dentro do peito e da memória de ambos. O casal deitou-se na cama juntos, depois daquela noite poderia até ser que o veneno os corroesse por dentro, mas dessa vez um seria o remédio do outro.
- — — — — — — — — — — — — — — — — — — Fim — — — — — — — — — — — — — — — — — — -
Notas finais
Enfim, vou lá. Até qualquer outra fic por aí :v
Kissus (ewe)
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