Remember Me - Extras
3 III. Um final de semana perfeito e inesperado!
Notas iniciais
— Nate, acorda.
Balancei meu filho pela enésima vez e nada, a criatura não acordava. A próxima vez que eu tivesse que entrar para chamá-lo, seria com um balde água gelada. Não me importava que fosse inverno, ele precisava levantar e ir pra escola.
— Já vou, Déda. Mais cinco minutos. — ele resmungou rolando na cama e cobrindo a cabeça com o edredom.
— Você sabe do que sou capaz, Nathan Hudson. Se você não se levantar em dez segundos, eu trago sua mãe aqui.
— Pronto, levantei!
Eu sabia que aquela nunca falhava. A água seria capaz de falhar, mas falar que ia chamar Rachel, não. Digamos que minha querida esposa tenha uma técnica peculiar para despertar nossas crianças, e digamos que meus queridos filhos agradeçam quando o Déda deles aqui que os desperta.
— Se vista e desça para o café da manhã. Você tem dez minutos.
Saí do quarto fechando a porta e me dirigi ao da minha filha mais nova, batendo antes de abrir a porta e encontrá-la sentada na cama tentando vestir a calça enquanto fazia pouco esforço para se manter acordada.
— Bella, ei, acorda. — chamei sua atenção e ela deu um pulo abrindo os olhos e terminando de vestir a peça — Termine de se arrumar e desça. Você tem dez minutos.
Assim que minha tarefa matinal esteve parcialmente concluída, desci as escadas assobiando alegremente e me dirigi à cozinha, onde um cheiro inconfundível de panquecas e ovos inundava o ambiente. Encontrei minha esposa diante do fogão e enlacei sua cintura dando um beijo em sua bochecha.
— Bom dia, madame.
— Bom dia, querido. — ela se virou selando nossos lábios — Já acordou as crianças?
— Estão se vestindo. Tive que ameaçar Nate dizendo que te chamaria para fazê-lo levantar. — ri indo me sentar à mesa.
— Realmente a técnica de mil beijos em cada bochecha funciona. — ela riu e voltou a fazer as panquecas.
Liguei a pequena TV que ficava no balcão e coloquei nos noticiários, aproveitando para ligar meu iPad e checar minha agenda de compromissos. Rachel pôs o prato cheio de panquecas sobre a mesa e se inclinou me dando um beijo. As crianças apareceram finalmente, as caras derrotadas, parecendo mais mini-zumbis do que meus filhos. Rachel beijou o topo da cabeça de cada um e eles murmuraram um bom dia frouxo.
— Hey, The Walking Dead Mirim, acordem. Vamos tomar nosso maravilhoso café em família e depois pé na estrada. — tentei animá-los, mas o que recebi foram longos bocejos e Nate caindo sobre seu prato.
— Amor, falou com eles? — Rachel perguntou se sentando conosco e servindo as crianças.
— Ah é, quase esqueci. — me voltei para os dois — Assim que voltarem da escola, arrumem cada um uma mochila com roupas para o fim de semana na casa da vovó Carole.
— Onde vocês vão? — Nate finalmente acordou e começou a cortar suas panquecas com xarope.
— Mamãe e eu vamos viajar hoje à noite e vocês ficarão com seus avós. Domingo nós voltamos todos para casa.
— Por que não podemos ir? — Bella questionou pegando seu copo de leite que a mãe estendia.
— Porque é uma viagem de adultos, onde será chato para as crianças e que passará bastante rápido. — Rachel explicou.
Na verdade, nem eu estava entendendo muito aquilo. Rachel viera com a ideia de termos um fim de semana a sós e eu concordei, fazíamos isso às vezes mandando as crianças para as casas dos avós e tendo nossa casa para nós por uns dias. Mas dessa vez ela deu a ideia de viajarmos para um lugar tranquilo, e decidimos então por um hotel fazenda um pouco afastado da cidade, a três horas de carro.
Terminamos de comer e enquanto as crianças pegavam as coisas da escola, ajudei Rachel a tirar a mesa. Com tudo pronto, saímos de casa e fomos juntos deixar os dois na escola, como todos os dias, antes de eu deixá-la no trabalho e seguir para o meu.
— Você vai sair mais cedo hoje, né? — ela me perguntou enquanto eu parava em frente ao prédio de seu trabalho.
— Sim. Vou pra casa, pego nossas malas e as crianças e levo pra minha mãe. Depois passo aqui e nós vamos direto, pra não atrasar muito.
— Ok. Fala pra Bella não esquecer o remédio da alergia. E fala pro Nate colocar cuecas limpas na bolsa, por favor.
— Tudo bem. Não entendo o que aquele menino tem na cabeça.
— Ele é seu filho. — ela zombou, rindo — Tá bom, deixa eu ir senão eu me atraso. Bom trabalho. Te amo.
— Bom trabalho. Também te amo.
Dirigi até meu trabalho e torci para que o dia fosse tranquilo e passasse depressa. Estava ansioso pelo fim de semana. Passei em meu escritório para pegar alguns projetos da construção e um copo de café antes de ir para mais uma reunião.
...
Todos os dias, às três e meia da tarde, o ônibus escolar deixava Nate e Bella na porta de casa. Eu chegava geralmente às cinco em casa, então eu só implorava aos meus filhos que tentassem não se matar nesse meio tempo. No entanto, como planejado, naquela sexta-feira eu saí mais cedo e cheguei junto com o ônibus amarelo. Os dois sorriram ao me encontrarem esperando por eles no quintal, depois estranharam.
— Já em casa, Déda? — Nate perguntou chegando primeiro que a irmã, que vinha atrás se arrastando e com o rostinho cansado.
— Sim. Saí mais cedo. — beijei a cabeça de meu filho e esperei por Bella — O que houve, princesa?
— Tive Educação Física hoje, Déda. Duas horas de futebol sem-pa-rar. — ela falou dramaticamente e eu sorri beijando sua testa e pegando sua mochila, o que ela agradeceu.
— Então vamos entrar, você toma um banho e descansa enquanto eu preparo um lanche, que tal?
— Ideia tentadora.
Mandei os dois subirem para tomar banho e arrumarem as bolsas de roupa enquanto eu preparava sanduíches de queijo e chocolate quente. Alguns minutos depois ouvi os passos correndo nas escadas e ao que parecia o cansaço da Educação Física tinha evaporado.
— Que cheirinho bom de queijo derretido. — Bella veio farejando o ar e se sentou na mesa enquanto eu punha os pratos e os copos.
— Arrumaram as mochilas?
— Sim, capitão. — responderam em uníssono dando risadas.
— Bella, pegou o remédio da alergia?
— Opa, sabia que estava esquecendo algo. — ela bateu na própria testa — Tenho que pegar no armário do banheiro.
— Ok, não esqueça. E Nate, colocou cuecas limpas na mochila?
Ele revirou os olhos.
— Sim, Déda. Eu não sou mais um garotinho.
— Só checando. Agora comam que vamos sair daqui a pouco.
Aproveitei para ligar para Rachel e ela disse que estava terminando de assinar alguns projetos e estaria liberada. Guardei nossas malas no carro e esperei as crianças terminarem para sairmos. Fechei todas as janelas da casa e também as portas dos quartos, verifiquei tudo e tranquei a porta da frente. Nate já ocupava o banco do carona com seu videogame e Bella ia atrás ouvindo música em seus headphones, dei partida no carro e rapidamente chegamos à casa dos meus pais.
— Meus queridos, que bom que chegaram. Vovó estava morrendo de saudades. — mamãe nos recebeu na porta e abraçou os dois netos de uma vez.
— Oi, mãe. Tudo bem por aqui? — a abracei quando as crianças entraram.
— Tudo sim, melhor agora.
— Chegaram meus netos preferidos. — meu pai apareceu na sala, abraçando os netos.
— Somos seus únicos netos, vô. — Nate falou como se fosse óbvio e meu pai riu.
— Por isso são meus preferidos.
— Bom, mãe, pai, os deixo em suas mãos. Boa sorte. — brinquei e recebi uma careta de minha mãe.
— Não fale assim, Finn. São uns anjinhos. — ela os olhou sorrindo e eles fizeram cara de santos. Ah, quem não soubesse.
— Se eu não os conhecesse... — balancei a cabeça, rindo — Tudo bem, estou saindo, ainda vou pegar a Rach e partiremos. Venham crianças, se despeçam do velho aqui.
Segurei os dois em um abraço apertado e beijei o alto de suas cabeças.
— Tchau, Déda. Vou sentir saudades. — minha pequena choramingou e eu acariciei seu rostinho.
— Tchau, queridos. Comportem-se e obedeçam seus avós. — pontuei — Tchau, mãe. Tchau, pai. Tenham um bom final de semana.
— Tchau, querido. Vocês também.
Entrei no carro e dei partida, acenando antes de tirar o carro da entrada. Dirigi até o trabalho de Rachel e esperei alguns minutos até ela aparecer mais eufórica que o normal e entrando no carro animada.
— O que é tudo isso? — perguntei rindo depois que ela desgrudou nossos lábios.
— Mal posso esperar pelo nosso fim de semana. — ela quicava no lugar.
— Ele está aqui já, babe.
O trânsito estava consideravelmente bom, o que facilitou nossa viagem até o hotel fazenda. Confirmamos nossa reserva na recepção e pegamos a chave de nossa cabana, caminhando tranquilamente pela estradinha de pedra e nos deparando com uma fileira de chalezinhos fofos bem alinhados. Abri a porta com o cartão-chave e o que surgiu foi um cômodo espaçoso com uma cama de casal em uma das paredes, duas portas de correr indicando os armários e outra indicando o banheiro. Havia também um raque com TV e um aparelho de TV à cabo, um sofá cama de dois lugares e um frigobar.
— Dá pra viver com família aqui. — Rachel riu indo até o banheiro e checando lá dentro — Oh, que banheira maravilhosa. Está chamando por nós, Finn.
— Vamos experimentá-la, com certeza. Mas Rach, você colocou os adaptadores na mala? — questionei observando uma tomada perto da cama.
— Coloquei, mas você não está pensando em ligar nenhum aparelho eletrônico agora não, né Finn?
— Meu celular morreu de vez, preciso carregá-lo, minha mãe pode ligar.
— Tudo bem, tem numa bolsinha dentro da mala azul marinho. — ela apontou — Sua mãe não vai ligar, eles vão ficar bem.
— Só precaução. — falei pegando um adaptador e meu carregador, colocando o celular pra carregar perto da cama.
— Eu estou com fome. A gente pode tomar um banho e ir até o restaurante. A moça da recepção falou que o jantar ali é maravilhoso.
— Vamos, sim. Mas primeiro vamos estrear aquela banheira.
— Amor, sabe que se formos estrear a banheira agora, não iremos jantar, não sabe?
— Você está com muita fome? — sorri sugestivamente.
— É uma ideia tentadora, mas eu to realmente com fome. — ela torceu o nariz como se lamentasse.
— Tudo bem, vamos no chuveiro mesmo. A banheira fica para mais tarde.
Tomamos nosso banho, e mesmo eu tentando ter algo, Rachel disse que mais tarde eu teria o que quisesse. Fiquei ansioso e fui procurar algo na mala para vestir, o tempo ainda estava frio então coloquei um casaco por cima da camisa de manga longa. Rachel vestiu jeans com botas sem salto e um suéter de lã cinza de gola cacharrel. Andamos de mãos dadas até o restaurante e escolhemos uma mesa mais isolada, o local não estava cheio, mas gostamos de privacidade. O garçom trouxe os menus e escolhi uma massa enquanto ela pegava um risoto de frutos do mar. Ia pedir um vinho também, no entanto Rachel me interrompeu.
— Se importa se não bebermos hoje? Não estou com muita vontade.
— Tudo bem. — franzi o cenho estranhando, porém concordei e pedimos sucos — O que houve? — perguntei quando o garçom saiu.
— Só não estou afim de beber álcool hoje. — ela deu de ombros e eu concordei — Esse lugar é lindo, né?
— Demais. Parece um vilarejo daqueles filmes medievais.
— Parece mesmo. Será que se andarmos por aí, encontramos um cavalheiro de armadura?
— Eu posso ser um cavalheiro, já tenho minha armadura. — sorri.
— Finn! — Rachel bateu em minha mão sobre a mesa.
— O que foi? Pensou besteira, né?
— Claro. — ela riu — Olha o jeito que você falou...
— Que mente suja. — gargalhei e ela ficou corada — Tá com vergonha agora, né? Bem feito.
— Ok, o que vamos fazer amanhã? — ela mudou de assunto.
— Não sei. Deve ter um roteiro de atividades para se fazer aqui lá no chalé. Depois a gente vê isso.
— Tá bom. — ela sorriu e eu beijei os nós de seus dedos — Nossa, não vejo a hora de relaxar naquela banheira enorme.
— Você quem não quis ir antes.
— Eu estava com fome, poxa.
— Você vem sentindo mais fome ultimamente.
— É, deve ser ansiedade. — ela desviou o olhar mexendo no cabelo.
— Ansiedade pra quê? — franzi o cenho.
— Ah, sei lá. Às vezes as pessoas ficam ansiosas sem motivo. E eu já venho planejando essa nossa viagem há um tempo, estava ansiosa por ela.
— Entendi.
— Devíamos voltar aqui de novo com as crianças. Elas amariam.
— Nate longe dos videogames? Duvido.
— Ele precisa ser mais criança de vez em quando. Correr, jogar bola, subir em árvore.
— Esse fim de semana na casa dos meus pais talvez eles tenham mais dessas coisas, minha mãe não deixa eles ficarem muito tempo na frente da TV ou jogando videogame. Ela faz o mesmo que fazia comigo quando eu era pequeno. Praticamente me obrigava a brincar no quintal.
— Ela estava certa. Eu passei minha infância toda com ralados nos joelhos de tanto andar de bicicleta e subir em árvore. Minha mãe ficava louca. — ela riu.
— Quem diria, a pequena Rachel era um moleque.
— Meu pai implicava comigo dizendo que eu tinha um menino dentro de mim, sempre gostei de jogar futebol, andar de bicicleta e ficar descalça. E ainda gostava de usar vestidos. Eu era uma figura.
Nossos pedidos chegaram e nós paramos um pouco de conversar apara apreciarmos o prato. Estava maravilhoso, a companhia, o lugar, a comida. Aquela viagem viera em ótimo momento.
Mais tarde, já nos encontrávamos na banheira, juntos, e eu percebia que minha esposa estava quase pegando no sono recostada sobre meu peito. Ela estava cansada, eu sentia seus músculos relaxarem conforme o tempo ali passava.
— Está com sono, babe? — sussurrei beijando seus cabelos presos.
— Estou, isso aqui tá muito gostoso e o sono tá vindo aos poucos. Acho que posso passar a noite aqui.
— Não concordo, daqui a pouco a água fica fria e nos expulsa daqui.
— É verdade. — riu, concordando. Ficamos em silêncio por alguns minutos até ela quebrá-lo — Finn, eu estive pensando, as crianças cresceram rápido demais, não acha?
— Sim. Um dia desses eles eram coisas miúdas que cabiam em uma mão minha, e olhe só, Nate já vai fazer 11 anos!
— O tempo voou. Sinto saudades de ter um bebê no colo, de amamentar e cantar para ele dormir.
Sorri.
— Você ainda pode cantar para eles dormirem, amor.
— Eu sei, mas não é a mesma coisa. Eu não consigo nem mais levantar Bella no colo, ela está grande agora.
— Também sinto saudades dos tempos em que eles eram pequenos e bagunceiros. Bagunceiros ainda são, mas agora eu não preciso mais andar pela casa com medo de tropeçar em um deles. Bons tempos eram.
— É. — respondeu, nostálgica.
Eu não compreendia muito bem o rumo da nossa conversa, mas era bom relembrar os tempos doces das nossas crianças. Rachel estava emotiva e bem sensível, ela encostou a cabeça em meu ombro e eu beijei sua bochecha.
— Por que está dizendo isso?
Ela suspirou.
— É porque eu estava percebendo como o tempo passou depressa. Nós estamos envelhecendo cada dia mais e as coisas estão passando. Sinto saudades de alguns momentos.
— Também sinto, Rach.
— Finn. — ela se virou, me encarando seriamente — Não acha que a gente poderia ter outro filho? Não sei, talvez essas saudades amenizem e a gente pode vivenciar tudo aquilo de novo.
A encarei de volta. Ela parecia muito animada e eu via um brilho diferente em seu olhar, como em expectativa ou esperança, não soube decifrar. A virei de volta e a deitei sobre meu peito.
— Ah, não sei, amor. A gente tem que planejar tudo, resolvemos parar na Bella.
— Eu sei, mas de repente me veio que um filho agora seria perfeito, além de aproximar ainda mais nossa família. Nate e Bella iriam amar.
— Rachel, quer me contar alguma coisa? — a fiz me olhar de volta e ela vacilou quando nossos olhos se encontraram.
— N-não. E-eu só achei que você iria gostar da ideia de ser pai novamente. — ela abaixou a cabeça.
Levei minha mão até seu queixo e levantei seu rosto, a fazendo me olhar, e falei baixinho:
— Você está grávida?
Rachel observou meu rosto por alguns segundos, procurando algo em minha expressão, e então sua cabeça balançou devagar para cima e para baixo, em uma afirmação. Senti meus músculos enrijecerem e meu coração acelerar. Ela tirou minha mão de seu queixo e se afastou de mim, levantando e puxando uma toalha para se secar.
Sem dizer nada, ela me deixou no banheiro sozinho e foi para o quarto. Pude escutar uma fungada antes da porta fechar e soltei a respiração que nem percebi que prendia. Deus, estava acontecendo de novo. Eu sentia milhões de pensamentos rondarem minha cabeça e emoções diferentes atropelando umas as outras para tomarem sua vez. No entanto, senti algo diferente da primeira vez que soube que seria pai. Um sentimento bom aqueceu meu coração, e quando menos percebi, eu estava sorrindo.
Puxei uma toalha rapidamente e me atrapalhei um pouco para sair da banheira, enrolando o pano felpudo na cintura e quase escorregando no piso molhado. Abri a porta e vi minha mulher sentada na cama com as pernas encolhidas junto ao peito, o rosto molhado de lágrimas em um choro silencioso. Me aproximei devagar e sentei em sua frente, tomei suas mãos entre as minhas e a fiz me olhar.
— Eu me sinto o homem mais feliz e sortudo do universo.
Ela fungou outra vez e se ajeitou na cama, ficando de joelhos e enlaçando os braços em meu pescoço. Abracei sua cintura e afundei meu rosto em seu pescoço, sentindo as lágrimas arderem em meus olhos.
— Você não está chateado? — seu sussurro veio abafado pelo meu ombro.
A puxei para frente e segurei seu rosto.
— Eu jamais ficaria chateado. Só fiquei um pouco surpreso, mas eu estou muito feliz. — dei uma risada sentindo as lágrimas escorrerem — Mais um bebê!
— É. — Rachel riu também em meio as lágrimas — Teremos outro bebê, Finn.
— Obrigado, amor. Obrigado por me fazer o homem mais feliz do mundo. — a abracei outra vez, depois nos separei somente para poder beijar seus lábios.
Nossas lágrimas se misturaram, assim como nosso amor por aquele bebê que iria nascer.
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