Remember Me
1 Remember me
Notas iniciais
Eu sei que vocês devem estar pensando "Ana Cecilia você pode por acaso é retardada? Não atualiza nem suas fics e fica postando one-shot?"
Pois é, mas é aquele ditado né.
Eu já tava querendo escrever faz tempo essa one, então aqui estamos.
Na verdade era pra ela ter sido postada ontem, BUT meu computador é meio lesado e não tava querendo pegar a internet para a nossa alegria.
Mas, enfim.
Pessoinhas, desculpem qualquer erro ta?
NATZINHA MEU AMOR JBFJKAJKNJKAFNAFD ♥
Esse é um dos seus presentes, eu espero que você não me mate ops quero dizer goste hehe
Desculpa por ta atrasada, mas a culpa não foi minha :(
Ama você ♥
E eu recomendo ouvir as musicas na hora certa, vou ate deixar uma playlist aqui embaixo.
Como sempre, até lá em baixo.
MAKE A WISH NAT
— Frutas vermelhas, morango, uva… Hum… Bom, tem um aqui que a letra não está muito legível, mas acho que é pistache.— Regina diz ao telefone observando os sorvetes que haviam ali, na sorveteria. Ela, Robin e Roland achavam que era a melhor de Nova York.
— Tudo bem, pode ser frutas vermelhas para mim.— Robin murmuria do outro lado da linha.— Agora fala com a criança.
— Mamãe?— A morena sorri ao ouvir a voz do garoto.
— Oi, meu amor. Você já decidiu qual sabor quer?
— CHOCOLATE!— Ele grita fazendo-a rir.— Por favor.
— Ok. Então eu vou desligar para eu ir embora logo, tudo bem?— Ela diz se aproximando do balcão e ficando na fila.
— Tudo bem, até daqui a pouco.
— Até.— Ela joga alguns beijos no ar e desliga.
Passou-se algum tempo até falarem “próximo”.
— Ola! Bem vinda ao Ice Cold Stone, o que vai pedir?— A moça do balcão diz sorridente. Era engraçado ver essas pessoas, esse tipo que não importa o quanto ruim o seu dia esteja elas sempre colocam um sorriso no rosto para vender.
— Eu quero três sorvetes de três bolas. Um de menta com chocolate, um de frutas vermelhas e o outro de chocolate.— Aponta para os sorvetes no cardápio enquanto a moça do balcão anotava o pedido.
— Ok, mais alguma coisa?— Ela pergunta, ainda sorridente, tirando a atenção do bloco de papel onde estava anotando e olha para Regina.
— Não, é só isso. Ah! E é para a viagem.
— Certo.— Ela pega a calculadora e digita alguns números.— O valor é de dez dólares.
Regina abre a carteira que estava carregando na mão e pega exatamente dez dólares.
— Aqui.— Entra para a moça do caixa que pega e logo guarda na caixa registradora.
— Seu pedido já vai sair é só aguardar ali com a senha.— A moça estende para Regina um papel com uma senha e aponta o lugar onde ela deveria esperar.
Regina pega o papel.
— Obrigada.— Sorri de leve e vai para o lugar onde a moça estava apontando.
Passou-se alguns minutos até que o número da sua senha aparecesse no painel.
— Aqui está.— Um rapaz aparentando uns vinte anos colocou a sacola com os sorvetes no balcão.
— Obrigada.— A morena diz enquanto pega a sacola.
— Por nada, volte sempre.— O rapaz sorri e Regina retribui o sorriso concordando com a cabeça.
Ela sai dali fazendo a porta tilintar e vai para o carro.
xxx
— Por que a mamãe está demorando tanto, papai?— Roland pergunta fazendo um biquinho.
— Calma, garoto.— Robin diz rindo, já era a sexta vez que ele perguntava isso.— Já disse que ela deve estar chegando.
— Mas, ela...— O menino é interrompido por uma voz feminina.
— CHEGUEI!— Regina grita enquanto a porta do elevador se fechava.
— MAMÃE!— Roland vai correndo na direção dela.— Você trouxe? Você trouxe? Você trouxe?— Ele pergunta dando alguns pulinhos.
Regina ri da afobação dele.
— Sim, eu trouxe.— Olha para Robin que estava vindo atrás de Roland.— Por que não vai para cozinha? Estou bem atrás de você— Diz para o menino que faz que sim com a cabeça e vai correndo para cozinha.
— Parece que você nunca deu sorvete para o seu filho.— Sorri quando Robin se aproxima mais e segura em sua cintura.
— Nosso filho.— Dá um selinho nela.
— Você entendeu.— Ela sorri de leve.— Vamos, antes que derreta.— Ela ia sair de perto dele, mas Robin a puxa.
— Espera, você foi pegar as coisas na casa da Emma?
— AI!— Deu um leve tapa em sua cabeça.— Eu esqueci. Vou agora.
— Ei, não. Isso pode esperar, só estava te lembrando. Vamos lá com o Roland.
— Não, não. É melhor eu ir agora porque se não eu acabo esquecendo de novo.
— Mas…
— Eu já volto, prometo. Não vou fugir.
— Roland vai reclamar.
— Fala para ele que eu fui pegar o livro que ele me pediu, que na verdade eu esqueci mesmo, mas no carro.
Robin suspira.
— Não demora.— Dá um selinho nela e vai indo para a cozinha.
— Eu já disse que não vou.— Ela sorri e sai de casa.
xxx
Regina já havia saído da casa de Emma e estava voltando para casa.
— Ai está você.— Ela vê de relance o livro que Roland pediu para que ela comprasse para ele. Estica-se para pegá-lo, mas não obteve sucesso.— Ótimo.— Desvia a atenção da direção um rapidamente para pegar o livro. Por que ela fez isso?
No momento em que ela foi se esticar novamente perdeu o controle da direção e em uma fração de segundos pode ver seu carro batendo em outro e sendo jogado para longe. Foi tão rápido que Regina nem poderia descrever a mistura de sentimentos que teve, e agora ela estava em um carro de ponta cabeça sem forças para gritar ou qualquer coisa, só o que ela podia ver era sangue. A única coisa boa era que ela ainda estava consciente.
— Ai meu Deus você está bem?— Viu uma mulher loira por a cabeça pela janela e se esticar.— Droga, droga! Você… você consegue falar? Claro que não, por que eu perguntei isso?— A loira pegou seu celular. Provavelmente está ligando para a ambulância, pensou Regina.— Alô? Eu preciso de uma ambulância urgente!— A mulher loira falou o local onde elas estavam e logo desligou o telefone.— Ei!— Ela olha para Regina novamente, mas dessa vez com mais desespero. Ela estava fechando os olhos.— você não pode desacordar! Me escuta, a ambulância já vai chegar e você vai pro hospital, mas pra isso preciso que esteja acordada. Tudo bem?— Regina nada fez, apenas foi sentindo a dor consumi-la, pensou em Robin, pensou em Roland… e tudo ficou preto.
xxx
— Minha esposa! Eu quero saber onde ela está!— Robin quase gritava enquanto discutia com a moça da recepção do hospital quando o médico chegou.
— Você é o marido de Regina Mills?
— Sim, sou eu. Robin De Locksley.— Cumprimenta-o.— Você é a medica dela?— Vira-se para ele.
— Sou a doutora Lucas, Ruby Lucas.— Cumprimenta-o de volta.— Primeiro eu preciso que você se acalme.
— Como ela está? Onde ela está? É muito grave?— Perguntou rapidamente.
— Conseguimos controlar a hemorragia, mas desconfiamos de uma lesão na coluna vertebral. A pancada que ela sofreu foi forte demais. Ela está sendo levada agora para fazer uma tomografia para termos certeza.
— Ela… ela vai…
— Morrer? Sinto muito, não posso confirmar ou negar isso.
— Tudo bem… mas, eu posso vê-la?
— Ainda não, mas quando estiver tudo pronto nós vamos avisá-lo.
— Obrigado.
— Disponha, qualquer coisa é só chamar.— Robin faz um sim com a cabeça e o médico sai.
— Tudo bem… vamos manter a calma….— Fala para si mesmo e vai sentar em uma cadeira na sala de esperas.— Vamos Regina… você é forte, sei que consegue…
xxx
— Como ela está?— Robin pergunta se levantando rapidamente ao ver a médica se aproximando. Parecia que o tempo não passava. Ele estava horas lá, tanto que já era noite. Estava ficando nervoso, precisava saber como Regina estava.
— Bem….— Suspira.— Sinto em lhe informar que nossas suspeitas se concretizaram e ela realmente obteve uma lesão na coluna vertebral.
— Ela… ela vai ficar bem?— Robin sentia que ia explodir.
— Esperamos que sim, vamos ter que fazer uma cirurgia bem delicada e para isso preciso saber se o senhor está de acordo com isso.
— Delicada como?
— Podemos concertar a lesão e ela ficara no hospital por mais 2 semanas em observação até que eu dê alta. Mas, pode ocorrer alguma coisa errada, pois é uma cirurgia bem delicada e se acontecer pode dar paralisia.— A médica explica e dá um tempo para Robin dizer alguma coisa, mas o mesmo não o faz.— Tudo bem, o senhor pode pensar. Mas, em uma hora eu volto aqui e preciso da resposta. Se o senhor aceitar nós fazemos a cirurgia amanhã mesmo.— Ela começa a escrever alguma coisa em sua prancheta.— Eu recomendaria que ela fizesse a cirurgia, é a melhor chance dela.
— Não eu….— Diz tirando a atenção da médica para ele.— Eu concordo, é concordo. Façam a cirurgia, façam qualquer coisa para salvar Regina!
— Ótimo.— Ela sorri de leve.— Vou marcar agora mesmo.— Ruby ia saindo quando se lembra de algo.— Ah! E se quiser ir vê-la, já esta liberado. Venha comigo.— Diz isso e vai sai andando.
Robin sorri e o acompanha até chegarem em um quarto.
— Ela ainda está desacordada, achamos que não é um coma, mas estamos trabalhando nisso também.— Ruby diz olhando para Regina.— Bom, vou deixá-los a sós.— Após dizer isso ela sai rapidamente do quarto.
Robin fica olhando para Regina por mais alguns segundos até que resolve sentar-se em uma poltrona ao lado da cama dela.
— Meu amor...— Diz com lágrimas nos olhos e passa a mão de leve em seu rosto.— Eu sei que esse pedido vai ser bem idiota, mas acorda por favor… eu sei que você pode me ouvir. Regina você não sabe o que é passar horas sem ter notícias suas.— Ele observa o rosto machucado dela.— Você é linda até com cortes.— Sorri de leve e pega a mão dela.— Eu te amo e não vou sair do seu lado.— Beija o topo da cabeça dela.
E de repente tudo fica em silêncio, mas os pensamentos de Robin não estavam tão calados assim, mas depois de alguns minutos ele acabou adormecendo com sua mão entrelaçada na dela.
xxx
Já era de manhã e tudo o que se encontrava naquele quarto de hospital era um Robin se espreguiçando e Regina ainda desacordada.
— Bom dia.— Ele diz dando beijando o topo da cabeça dela e respira fundo.
Sua noite tinha sido péssima, precisava ter ouvido a voz de Regina antes de dormir.
— Roland!— Ele se levanta rapidamente.— Meu Deus, eu nem liguei para saber como ele está. Que tipo de pai eu sou?— Diz essas palavras pensando que Regina é quem provavelmente falaria desse jeito com ele.— Ah! Eu esqueci de dizer, deixei ele com Mary Margeret. Você me cobraria isso provavelmente...
Robin pega seu celular e liga para a casa de Mary.
— Alô?— Ouve a voz dela do outro lado da linha.
— Mary? Aqui é o Robin.
— Ei, como você está? Como Regina está? O que aconteceu?
— Eu estou péssimo, Regina teve uma lesão na medula espinhal e está desacordada. Resumindo tudo está horrível.
— Meu Deus, Robin! Eu… eu vou ai, eu preciso ir ai…
— Não! Preciso que você cuide de Roland, por favor Mary… ele não pode ver Regina assim.
Ele a escuta suspirar.
— Tudo bem… quer falar com ele?
— Quero.
Ele escuta algumas vozes do outro lado da linha e espera alguns segundos para que Roland pegasse o telefone.
— Papa?— Robin sorri ao ouvir a voz do filho.
— E ai, garotão? Como você está?
— Nada bem, você não ligou ontem… Eu queria saber onde você estava. Cade a mamãe?— Robin sentiu seu coração apertar e engole seco.
— Eu esqueci de ligar, você me perdoa?
— Perdoo, papai.— Robin sorri.
— Ótimo.— Respira fundo.— Roland… a mamãe está no hospital, e ela vai ter que ficar aqui por mais alguns dias.
— Ela está bem ou doente?
— Ela está doente, meu filho. Mas, nada que os médicos não resolvam.— Suspira.— Você vai ficar ai na tia Mary, tudo bem? E eu vou ficar aqui com a mamãe até ela poder ir pra casa.
— Eu não posso ir ai ver ela?— Diz com uma voz triste que Robin não aguenta ouvir.
— Hoje é melhor não, tudo bem?
— Tudo bem, papai. Só não esquece de ligar mais…
— Eu não vou, prometo.
— Com o dedo mindinho?— Robin ri de leve.
— Com o dedo mindinho.
— Fica bem, papai. E fala para a mamãe ficar bem também.
— Falo sim.— Sorri, seu filho era a coisa mais preciosa que existia nesse mundo.— Eu vou desligar agora, tudo bem?
— Tudo bem, até mais tarde.
— Até, e obedece a tia Mary.
— Obedeço sim.
— Tchau, meu amor.— Sorri e desliga o telefone.— Nosso filho é a melhor pessoa que existe nesse mundo.— Diz se virando para Regina.— Ele pediu para você ficar bem.— Aproxima-se e pega na mão dela novamente.
— Bom dia.— Robin escuta uma voz feminina atrás dele e se vira. Era Ruby.— Vim preparar sua esposa para a cirurgia.— Ela diz e duas pessoas, um enfermeiro e uma enfermeira, entram atrás dela.
— Oi.— Robin acena com a cabeça e se vira novamente para Regina.— Você vai ficar bem, você é forte e mesmo que na hora não consiga ser pense em mim e no Roland.— Ele se curva e beija os lábios dela demoradamente.— Eu te amo, Regina.— Sussurra e se levanta.
— Bom, acho que já podemos ir….— A médica fala atrás dele.
— Olha,— Robin se vira e se aproxima dela.— eu sei que não vai valer muito, mas eu estou pedindo doutora, com todo o meu coração, faça Regina voltar para casa bem, por favor.— Ele fala em um tom baixo com um nó na garganta.
— Senhor De Locksley… eu não posso prometer nada.
— Eu entendo, só… faça o possível, por favor.
— Eu vou.— Faz um sim com a cabeça.— Ficou aqui a noite toda, por que não vai à lanchonete para comer alguma coisa?
— Tudo bem….— Robin vai saindo.— Hum... Doutora?
— Sim?— Vira-se para ele.
— Obrigado.— Ele sorri de leve e ela retribui acenando com a cabeça.
xxx
Já fazia uma hora que Regina tinha ido para a cirurgia e Robin não conseguia parar de andar de um lado para o outro. Ele não sabia o que fazer, pela primeira vez ele realmente não sabia. Seu coração estava quase saindo de sua boca e ele estava suando frio. Sabe aqueles momentos que você nem sabe se está respirando ou não? Era nesse momento que Robin estava. Não aguentava mais esperar, ele precisava ter notícias de Regina e de preferencia boas.
Robin não sabe se foram mais centenas de horas ou minutos que ficou esperando, só de ter ficado muito feliz quando viu Ruby vindo em sua direção. A cirurgia tinha demorado e a expressão do médico era tranquila, isso significa que Regina não morreu certo?
— Ela está bem? Posso vê-la?— Pergunta afobado.
— A cirurgia ocorreu tudo bem.— A médica disse e Robin soltou o ar que nem sabia que tinha prendido, a sensação de alívio era ótima.— Ela vai ficar aqui por duas semanas em observação, como eu já disse. Ah! E ela acordou.— Depois de ouvir essa ultima parte a coisa que Robin mais queria era sair gritando de alegria por ai.
— Tudo bem, posso vê-la?
— Pode, pode… já sabe o caminho.— Robin faz um sim com a cabeça e vai para o quarto onde Regina estava.
— Ei….— Ele vai entrando devagar e Regina rapidamente o olha e abre um sorriso de orelha a orelha.
— Eu não acredito, é você.
— É, é sou eu.— Ele sorri também e vai rapidamente até ela.— Sou eu e você.— Robin se curva para beijá-la, era tão bom fazer isso com ela consciente.— Ainda dói?
— Sim… mas, a médica disse que isso vai passando.— Suspira.— Eu devo ter te dado um susto.— Regina fala baixo olhando os olhos dele.
— E você nem imagina o quanto! Nunca mais faça isso Regina, por favor. Eu nunca fiquei tão preocupado na minha vida.— Segura a mão dela.
— Me desculpa, eu fui muito idiota…— Morde os lábios.— Fui pegar o livro que esqueci de dar para Roland enquanto estava dirigindo e bom… o resultado foi esse.— Diz meio sem jeito.
— O que?— Ele franze o cenho.— Regina você é maluca? Sabe que não pode fazer essas coisas enquanto dirige!— Robin realmente estava bravo.— Você… você podia ter morrido e…
— Mas não morri! Eu estou aqui e você também!
Ele respira fundo e a olha.
— O que eu faço com você?— Nega com a cabeça.
— Só fica aqui do meu lado e não sai mais.— Diz sorrindo.
— Regina.— Ele ri.— Você não tem jeito.
Ela ri também.
— Onde está Roland?— Agora ela pergunta com uma expressão mais séria.
— Na casa da Mary e do David, acha mesmo que eu ia trazer ele aqui para ver a mãe dele após um acidente de carro?
— Eu quero vê-lo, quero ver meu filho.
— E você vai, amanhã pego ele lá e o trago.— Sorri e Regina concorda com a cabeça.
— O que você disse a ele?
— Que você estava muito mal e que eu ia ficar aqui com você até você estar melhor. Ah! E ele pediu para você ficar bem logo porque estava com saudades.— Regina sorri.
— Ele é a melhor pessoa desse mundo.
— Concordo.
Os dois ficam alguns segundos em silêncio apenas observando um ao outro.
— Como sabia que eu ia ficar bem?
— Não sei, eu só sabia. Quero dizer, eu esperava que o universo não te tirasse de mim e do Roland…
Regina sorri.
— Eu te amo.
— Eu te amo também.— Robin beija o topo da cabeça dela.— Agora é melhor você descansar.— Senta-se na poltrona ao lado da cama.— Vou estar bem aqui.
— Sei que vai.— Ajeita-se na cama e fecha os olhos.— Sabe… no acidente, na hora em que tinha sangue para todo o lado, a única coisa que eu conseguia pensar era no Roland e você…— Robin sorri ao ouvir aquilo e aperta um pouco mais forte a mão dela.
xxx
— Ela vai demorar muito para acordar?— Regina ouviu uma voz de criança no quarto que logo reconheceu e sorriu.
— Calma, Roland. Vamos esperar?— Ouviu Robin responder e foi abrindo os olhos devagar. Percebeu que Roland ia falar alguma coisa, mas acabou mudando de ideia quando a viu.
— MAMÃE!— Ele correu até a cama.
— Ei, ei.— Robin o pega no colo.— Você tem que tomar cuidado com a mamãe, não quer que ela fique doente de novo não é?
— Deixa ele, Robin.— Regina corta Roland que ia dizer alguma coisa.— Cade o meu abraço?— Ela abre os braços com dificuldade, pois ainda estava doendo se movimentar.
— Papai…
— Tudo bem.— Robin o coloca sentado na cama junto com Regina.
— MAMÃE!— Abraça-a e ela retribui.
— Ai.— Ela sente uma leve dor a mais quando Roland aperta um pouco mais forte.
— O que foi?— Ele se afasta.— Eu te machuquei? Desculpa…
— Ei, não foi nada.— Regina sorri.— Eu estava com saudades…
— Eu também estava com muitas saudades, mamãe.
— Que tamanho?— Ela brinca com ele.
— Assim ó.— Ele abre os bracinhos o mais longe que conseguia.
— Hum, então eu acredito.— Beija o rosto dele e sorri.— Como você está?— Passa a mão nos cabelos dele.
— Mal porque você está mal.— Regina ri, como ela o amava.
— Eu vou ficar melhor, tudo bem? Prometo.
— Tudo bem, mas o papai falou que você vai ter que ficar aqui por mais um tempão…
— Não é um tempão, meu amor. São só mais algumas semanas… e você vai ficar na casa da tia Mary.
— Ta, lá até que é legal. Tem o Oliver pra eu brincar.— Faz um bico.— Mamãe aqui não é chato? O que você fica fazendo aqui?
— Bom, os médicos vêm para ver esse fio aqui.— Mostra o fio que liga o soro ao seu braço.— E eu mexo no celular ou assisto televisão, mas eu não posso levantar.
— Poxa… mas, quando você voltar para casa você vai poder levantar para a gente brincar?
— Vou sim, meu amor.— Sorri.— Quer ver o que tá passando na TV agora comigo?
— Quero sim! E o papai vai ver também?
Regina olha para Robin.
— Só se ele quiser.
— É claro que eu quero.— Senta-se na poltrona ao lado da cama.
— Dá o controle, papai.— Pede e Robin dá para ele.
Enquanto Roland liga a TV e passa os canais Regina olha para Robin e os dois fazem um eu te amo com a boca um para o outro.
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Regina tinha se recuperado, ela já tinha visto Roland que estava agora de volta na casa de Mary Margaret, e eles iriam para casa daqui a duas semanas. Estava indo tudo bem, não?
Mas, nem tudo nessa vida dá cem por cento certo.
Robin estava quase dormindo quando ouviu uma tosse ao seu lado, ele rapidamente se virou e viu uma cena que nunca conseguiria tirar de sua cabeça. Regina estava tossindo sangue, a única coisa que Robin sentiu foi desespero e medo.
— Regina! Ai, meu Deus!— Ele logo aperta o botão para chamar os médicos.— Fica calma o médico já vai chegar!— Ele dizia enquanto ela tossia mais.— Eu preciso que você olhe para mim.— Ela o olhou e começou a chorar. Robin sentia seu mundo virar.— Isso. Escuta, você vai ficar bem. Isso deve ser coisas que acontecem após cirurgias, mas você vai ficar bem, !!br0ken!! Eu vou estar aqui.— Ela concorda com a cabeça ainda chorando e tossindo.
— O que aconteceu?— Ruby entra correndo no quarto com várias pessoas atrás dela.— TUDO BEM VEM TODO MUNDO PARA CÁ.— Aproxima-se de Regina.— Você vai ficar bem.— Ela diz baixo.— Eu não vou deixar você não ficar bem.
Robin vai se afastando, ele não conseguia raciocinar direito. O que era aquilo? Ela estava mesmo tossindo sangue? O loiro só sentiu as lágrimas descerem, era muita gente falando lá dentro daquele quarto e era muito som de máquinas para uma pessoa só escutar, mas o pior era o som do choro de Regina.
Sabe aquele momento em que ouve cada batida do seu coração? Quando o seu mundo gira sem parar lentamente? Um único momento de desespero em que você não tem noção de nada? Era isso que estava acontecendo com Robin.
Mas para Regina isso era muito pior, era mais forte do que ela. Ela não iria aguentar. Ela pensou em Roland, pensou em Robin, pensou em todos que amava, mas ela não conseguiu. A dor era demais. Regina viu tudo ficar escuro aos poucos, sentiu sua respiração parando. Sabe aquele rápido momento de sua vida passando pelos seus olhos? Ela sentiu isso. Mas, depois disso aconteceu uma coisa que ela achou que não iriam acontecer. Finalmente, depois de todas essas semanas com dor, ela se sentiu em paz. E a escuridão se tornou eterna.
xxx
(Carry you Home – James Blunt)
As lágrimas de Robin não paravam de descer, ele não acreditava. Estava vendo-a respirar pela última vez.
Depois de tantas tentativas chegou o pior de todos os momentos, tudo ficou em silêncio. Não se ouvia mais as gritarias de médicos tentando salvar uma vida, o choro… só se ouvia o som dos batimentos cardíacos de cada um e o som de uma máquina, aquela que mostra os batimentos cardíacos, ouvia-se o som dos “pis”, mas não do jeito que era pra ser. Eram “pis” constantes que não paravam mais.
Robin viu a cara de todos, olhou Regina, olhou a máquina e por fim, olhou Ruby.
— Nós...— Tentou falar e Robin pode notar que ela também estava meio sem reação a tudo, devia ter se apegado a Regina nas semanas que estavam aqui.— Eu sinto muito, foi… foi embolia pulmonar, não conseguimos fazer nada. O sangue estava muito coagulado nos pulmões...— Robin não sabia mais raciocinar ele só ficou parado a olhando com um nó na garganta e os olhos queimando enquanto Ruby olhou o relógio.— Hora da morte, 00:45.— Ela olhou para Robin.— Eu sinto muito mesmo…
Robin não sabia o que fazer, não sabia o que pensar ou falar. Ele não conseguia se mover, ele viu os médicos passando por ele e saindo do quarto.
— Não...— Depois de um tempo sussurrou.— Não, não, não.— Negava com a cabeça enquanto as lágrimas desciam.— Não, por favor. Não!— Foi para perto de Regina;— Não faz isso, Regina. Você… você tem que acordar! Você tem que me dizer que você está bem, que vai ficar tudo bem. Pense em Roland, em mim. Regina, por favor. Não...— Seu mundo estava caindo aos pedaços, nada do que alguém dissesse ou fizesse iria mudar isso. Ele não conseguia aceitar. Mas, Regina havia morrido… morrido bem ali em Nova York onde os problemas tinham começados, Regina foi tirada dele. Ela estava morta debaixo de estrelas e listras.
Ele não sabia explicar os sentimentos que o consumiam. Ele queria gritar, queria bater em alguém, queria fazer milhares de coisas. Mas, ele ficou ali parado abraçando-a enquanto tentava ouvir os batimentos cardíacos inexistentes dela. Queria dar uma música ao coração dela.
— Eu vou te levar para casa, Regina. Eu prometo.— Sussurrou. Essa era a única coisa que Regina queria, ir para casa. Robin daria isso a ela.
E sem mais nada a fazer, chorou. Porque, como dizem, o choro é o sangue da alma… e Robin estava sangrando, estava morrendo aos poucos por dentro.
xxx
(How to save a life – The Fray)
— Papai?— Roland apareceu na porta da sala de Mary Margeret.
Robin tinha ido lá para pegá-lo e contar a notícia.
— Eu… Eu vou deixar vocês a sós.— Mary disse de cabeça baixa e saiu rapidamente dali e subiu as escadas.
— Papai por que a tia Mary estava chorando?— Robin sentou no sofá e bateu nas pernas em sinal de que Roland fosse sentar nelas. Ele foi.— Cadê a mamãe? Você disse que ela voltaria hoje.— Ele não sabia como contar isso ao filho, se era doloroso de mais para ele imagina para aquela criança?— Papai por que você está chorando também?— Droga ele percebeu.
— Roalnd...— Começou e na tentativa de controlar o choro ficou com o maldito nó na garganta.— A mamãe...— Respirou fundo.— A mamãe morreu… ela foi para um lugar melhor...— Era difícil dizer isso em voz alta.— Ela não vai voltar…
— A mamãe morreu?— Robin faz que sim com a cabeça lentamente.— O coração dela parou?— Roland estava tornando tudo mais difícil.
— Sim, o coração dela parou.
— NÃO!— Ele grita sai rapidamente do colo de Robin.— É MENTIRA! VOCÊ ESTÁ MENTINDO! A MAMÃE NÃO MORREU, ELA DEVE ESTAR SE ESCONDENDO, ELA… ELA NÃO MORREU!— Roland começou a chorar.— PAPAI...— Correu de volta para Robin e o abraçou com força.— NÃO…— Soluçou.
Robin deixou as lágrimas caírem novamente, mas nada respondeu ao filho. E ficaram assim, Roland chorando desesperadamente e Robin o abraçando com toda força do mundo chorando em silêncio.
Ninguém sabe ao certo como reagir a morte.
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(The Scientist – Coldplay)
O dia do enterro havia chegado, pessoas de preto chorando enquanto um padre fala alguma coisa. Flores sendo colocadas no caixão e outras lembranças.
Roland havia colocado um desenho que ele tinha feito dele, Regina e Robin. E Robin o ajudou a colocar um colar no pescoço de Regina, um que Roland havia feito na escola para ela. Talvez isso não significasse nada, mas para eles significava tudo.
Os pais de Regina já não era mais vivos, por tanto não estavam lá.
Pelo menos é menos pessoas para contar a notícia, pensou Robin.
Havia chegado a hora de enterrar o caixão. Robin se lembrou de uma coisa e rapidamente revirou os bolsos do terno, tirou de lá duas alianças. Claro que seria dele e de Regina. Pediu para colocar dentro do caixão, e assim o fez. Deu um beijo nelas antes de colocá-las dentro do caixão.
Robin não sabe como aguentou ver Regina sendo enterrada. Roland não aguentou, Robin o pegou no colo e o mesmo escondeu sua cabeça no pescoço pai chorando em silêncio.
Já tinham terminado de colocar a placa de cimento que ia por cima do caixão, estava tudo pronto. Não tinha mais volta. Regina estava enterrada, dentro de um caixão e com muita terra em cima. Era assustador pensar isso.
As pessoas estavam indo embora, provavelmente para irem para um lugar mais distante do cemitério para conversar sobre como Regina era uma pessoa boa e essas coisas que pessoas geralmente fazem após enterros, tentar superar a morte.
Ninguém disse que seria fácil, mas ninguém disse que seria tão difícil.
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(You’ll be in my heart – Phil Collins)
— Quem vai apagar as luzes do meu quarto agora?— Robin foi tirado de seus pensamentos quando ouviu a voz de Roland.— Quem vai brigar comigo quando eu não quiser tomar banho? Quem eu vou abraçar nos dias das mães e dar um presente?— Roland chorava cada vez mais. Ele não suportava ver o filho assim.
— Ei...— Anda até um banco onde se senta com Roland em seu colo.— Eu sei que é pedir de mais, mas pare de chorar.— Passa a mão em baixo dos olhos dele na tentativa de limpar as lágrimas.— Eu não consigo te ver assim, eu sei que dói de mais, mas...— Suspira e abaixa a cabeça, não sabia o que dizer. Ele estava pedindo para seu filho parar de chorar pela morte da mãe. Que tipo de pai ele era?
— O que vamos fazer agora papai?— Robin levanta a cabeça e o olha.— Eu não quero viver em um mundo em que a mamãe não esteja…
— Eu também não quero…— Respira fundo e pega na mão dele.— Mas, eu vou te proteger, Roland. Vou te proteger de tudo e eu estarei aqui.
— Eu também vou te proteger, papai.— Roland o abraça e Robin por um momento sorri. Para uma criança tão pequena ele era forte.— Eu te amo e a mamãe também.
— Eu também te amo.— Abraça-o mais forte.— E amo sua mãe também.
Eles ficam mais um tempo ali em silêncio até que Robin resolve dizer alguma coisa:
— Vamos? Você deve estar com fome.— Ele levanta e coloca Roland no chão dando a mão para ele.
— Tudo bem… Mas, posso voltar aqui mais tarde para ver ela?— Pede com os olhos inchados.
— Pode sim, eu venho com você.— Sorri e começa a andar.
— Papai?
— Sim?
— Sabe, eu nunca vou esquecer a mamãe. Ela estará para sempre aqui.— Leva a mão até a parte esquerda do peito.— No meu coração.
Robin queria gritar para o mundo que tinha o melhor filho do mundo.
— Ela estará sempre no meu coração também.— Sorri e pela primeira vez Roland sorri também.
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(I’ll always remember you – Miley Cyrus)
Era de madrugada, o enterro tinha acabo fazia horas, Roland estava em casa dormindo e Robin estava ali em frente ao túmulo de Regina, não sabia ao certo porque estava ali. Seu coração tinha mandado talvez. Era só ele, um tumulo e três borboletas azuis que estavam paradas na lapide.
— Sabe,— Ele dá uma risada sem humor.— Nada faz sentido mais. Eu realmente não tenho mais vontade de fazer qualquer coisa. Eu não sei o que fazer com Roland, eu não sei o que fazer comigo mesmo. Eu só fico me perguntando o por que.— E as malditas lágrimas voltaram.— Por que entre 7 bilhões de pessoas no mundo você foi a que teve que morrer. Eu não entendo…— Olha para o nome dela na lapide.— Eu sei, sei que tenho que aceitar, mas eu simplesmente não consigo. Não consigo te deixar assim tão fácil, e eu acho que isso nunca vai acontecer. A aceitação completa.— Regina você me ensinou tanta coisa… você me deu tanta coisa… Eu sei que pareço um louco falando com um túmulo, mas eu sinto que em algum lugar você pode me ouvir.
Ficou em silêncio, estava buscando palavras. Sim, ele queria falar.
— Mesmo sabendo que um dia a vida acaba ninguém nunca está preparado para dizer adeus. E agora estamos aqui, com tudo o que planejamos para o nosso futuro jogado fora. Todos os nossos sonhos e planos, tudo se foi um segundos. Isso doí, isso esta doendo de mais. Eu sei que se você pudesse falar comigo nesse momento você iria dizer “o ontem se foi e agora temos que seguir em frente”, mas eu não consigo e acho que não vou conseguir.
Ele abaixa a cabeça e respira fundo.
— Eu prometo que vou cuidar de Roland, não vou deixar nada acontecer a ele. Eu me viro em dois, mas prometo que vou fazer ele ser a criança mais feliz do mundo. Ele não merece nada disso, só tem 8 anos… ele te ama de mais.
Levanta a cabeça com seu rosto inteiro molhado.
— E eu não vou uma daquelas pessoas que tiram fotografias ou qualquer lembrança de casa porque não quer sofrer. Eu vou deixar tudo lá como está, porque você queria ir para casa e eu prometi que vou te dar isso. Você vai estar em cada cômodo daquela casa, Regina.
Funga um pouco e dá um soluço baixo.
— Muito obrigado por tudo, por todo o amor, por todos os momentos, obrigado mesmo, obrigado por ter sido a mãe maravilhosa que você foi, obrigado. Todos os dias que tivemos, tudo de bom, tudo de ruim. Eu prometo que vou guardá-los para sempre. Você mudou a minha vida, Regina. E provavelmente um dia eu vou estar aqui e você em qualquer lugar no céu, e nós vamos lembrar de tudo e talvez até rir. Mas, agora nós apenas choramos.
Passa a língua pelos lábios.
— Eu amo você, Regina. Eu vou te amar para sempre, eu nunca vou esquecer de você. Eu prometo que vou vir aqui todos os dias, prometo que não vou te abandonar por nada. Prometo que vou proteger Roland. E prometo que um dia sigo em frente, mas não hoje.
Robin olha em volta e vê uma rosa caída do ao seu lado, ele se abaixa e pega. Ele percebeu também que as borboletas ainda não haviam saído dali. Robin sorriu.
— Eu estou com você.— Sussurra e joga a rosa no túmulo.— Sempre.
Notas finais
Gente eu chorei escrevendo nem sei porque.
Amo todos vocês e você também, Nat ♥
Bom... até as fanfics então hehe.
Qual quer coisa é só chamar no twitter: @ilparrillamagm ou @ooopsdark
Ah! E aqui ta a playlist: https://open.spotify.com/user/ana_parrillammm/playlist/6mRCE7dbrNJ5mDOWDK9ZqW
Bejooo! ♥
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