Remember Me?

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Olá pudins.
Espero que gostem.
Pode estar meio confuso então vou explicar agora.

Loira = Julie
Morena = Katherine
Aproveitem a leitura!
XOXO
Head Wind.

“Julie!” – Ele sorriu. – “Que bom que você chegou!”

“Oi Andrew.” – Ela sorriu desanimada, já com os olhos marejados.

“Está triste...” – Ele concluiu. – “Por que?”

“Por nada...” – Ela sorriu de forma machucada. – “Está tudo bem Andrew.”

“Ok, se você não quer contar não tem problema...” – Ele se aproximou e abraçou a morena. – “Mas se precisar eu tô aqui tá? Pode confiar em mim Julie.” – O castanho sorriu bondoso e seus olhos mel transmitiam carinho.

A morena simplesmente apertou ainda mais o abraço e chorou, chorou como, infelizmente, vinha chorando durante os últimos 6 meses.

“Julie, não chora, você fica tão mais bonita sorrindo...” – Ele acariciou seu rosto com carinho. – “Por favor, não chora vai...”

A morena olhou para ele, secando seus olhos, ah.. como ela o amava, faria tudo por ele, mas isso a destruía, mas é assim não é? Não é assim que o amor funciona?

“Eu... Me desculpe por isso Andrew, é só que...” – seus olhos da cor do chocolate estavam novamente banhado em lágrimas.

“Sabia que você ficou muito bonita morena? Claro que eu gostava do seu cabelo loiro, mas morena ficou melhor.” – Ele sorriu, mudando de assunto e brincou com os longos cabelos morenos – que de acordo com ele – um dia haviam sido curtos cabelos loiros. Ele acariciou o rosto dela e a puxou para mais perto, com a outra mão enlaçou a cintura fina garota e a colou – ainda mais se possível – a ele.

“Andrew...” – Ela não foi capaz de completar seu pensamento, ele a beijou carinhosamente, com uma mão em sua cintura a colando ainda mais nele e a outra em sua nuca.

Ela até poderia sentir as borboletas no estômago, se não fossem as imagens que passavam em sua cabeça.

··

“Vamos logo Katie!” – Gritou o castanho, sorrindo.

“Vem logo Kat! Vamos nos atrasar! Se a gente chegar lá e as atividades já tiverem iniciado eu vou queimar sua lingerie e raspar a sua cabeça!” – Gritou também a loira, gargalhando, pendurada na porta do motorista do Evoque branco.

“Calem a boca!” – disse a morena jogando sua mochila de acampar em cima do castanho que estava sentado no banco de trás. – “Como vocês dois são chatos!” –Ela riu e se sentou no banco do carona ao lado da loira. – “Felizes? Vamos logo, a Rebecca já me ligou umas quinze vezes!” – Todos no carro riram, Katherine abriu o vidro do carro e pois o braço pra fora, acenando para a enorme casa colonial, a casa de campo da sua família, onde seus pais e seus tios estavam na porta, sorrindo e acenando. – “Eu amo vocês!” – Gritaram mais uma vez as duas, aos seus respectivos pais.

··

“Ain't it fun?

Living in the real world

Ain't it good?

Being all alone”

Os três cantavam alto, afinal, era o dia mais importante do ano! Férias de verão, todos tinham passado no vestibular, e o que realmente valia no momento, 20 dias com toda a turma do colégio em um chalé num bosque perto das mais lindas cachoeiras já vistas.

“Vém cá, vocês acreditam mesmo que o John conseguiu passar de ano?” – Andrew praticamente gritou, por culpa da música – Ain’t it Fun do Paramore, a melhor música, da melhor banda na opinião dele. – “Afinal, é o John..” – Ele riu.

A loira abaixou o volume da música e continuou olhando a estrada. – “Bem...” – Ela fez uma careta. – “Não!” – Ela gargalhou, jogando a cabeça pra trás e fechando os olhos, se recompondo em seguida, focando novamente na estrada.

“Com uma boa cola até a Lily passa de ano!” – Gargalhou a morena.

“Que Lily? AH! Sua cadela?!” – Disse ele descrente, rindo. – “Provavelmente passaria com notas melhores que as dele!”

“Como vocês são malvados!” – disse a Julie. – “Pelo menos ele beija bem!” – Gargalhou a mesma.

“Pelo menos alguma coisa pra compensar a burrice!” – disse a Katherine acendendo um cigarro.

“Acende um pra mim também!” – Disse o castanho.

“For me too!” – Cantarolou a loira. – “Vamos lesma acende isso logo!”

“Cala a boca sua idiota” – Riu a morena.

“O amor de vocês duas me comove!” – Riu o garoto tragando seu cigarro.

“Aqui.” – Disse a Katie colocando o cigarro na boca da loira.

Estava tudo maravilhoso, mais meia hora e chegariam ao chalé, a música alta, o sol brilhando no céu mais azul do ano. Um maço de cigarro já tinha ido, mas a Julie tinha levado 8, estava tudo Maravilhoso. Mas o destino gosta de pregar peças, e o dia perfeito ia virar de cabeça pra baixo.

“Julie!” – falou o castanho.

“Que Andrew?” – Falou a loira olhando pra trás. – “Pera.. Segura isso aqui Katie.” – a morena pegou o volante enquanto a loira se virava para trás.

“Você acha que...” – Ele começou.

“NÃO!” – disse a morena. – “É surpresa!” – Disse olhando para trás.

A loira pegou o volante, deixando a morena livre para pular no banco de trás e começar a fofocar com o garoto.

“Epa! As maricas vão ficar cochichando?” – Disse se virando novamente para trás, e inconscientemente pisando no acelerador.

“Ah que coisa Julie! Deixa de ser fofoqueira, é segredo!” – Riu a morena.

“Ahn.. Julie...”

“Que?” – disse a loira confusa.

“A estrada!” – disse o moreno.

“Ah relaxa, a curva é só lá na frente e...” – A mesma se virou e deu um grito de susto, a curva estava ali! Se virou rapidamente e controlou o volante, dando uma curva fechada.

“Viram?” – disse olhando para trás. – “Podem relaxar senhores passageiros, porque com a motorista Julie não há problema.” – e a loira bateu continência.

“JULIE!” – Gritou a morena apavorada e apontando pra estrada.

Andrew abraçou Katherine com força e de modo protetor, Julie confusa se virou para frente, mas mesmo tentando, não conseguiu contornar o inevitável.

11H50 da manhã de sexta-feira, dia 13 de dezembro, 28ºC, o sol brilhando no alto do céu mais azul do ano, as nuvens pareciam de algodão, tudo, absolutamente tudo indicava um dia perfeito, faltavam apenas meia hora para chegar ao chalé, onde quase toda a turma do 3º ano estava reunida, todos jogados no jardim da frente, esperando o resto da turma.

Na estrada, tudo tranquilo, as árvores estavam mais verdes que o normal, tudo parecia sorrir. Inclusive a sirene da ambulância.

Infelizmente Julie não tinha conseguido, não desviou a tempo, o carro que levava três jovens contentes para sua viajem de formatura se chocou com um caminhão que vinha do lado oposto.

··

A morena empurrou o garoto e o olhou chorando novamente.

“Julie?” – Disse o castanho confuso. – “E-eu achei que gostasse de mim..”

“Gosto, é claro que gosto Drew.. é só que, não dá, sinto muito.”

Ela conseguia se lembrar do rosto ensanguentado dele, ele havia a protegido, tinha a abraçado impedindo que ela se machucasse muito, já ele bateu a cabeça no banco da frente e a abriu, 15 pontos.

Ele se aproximou dela novamente e beijou sua testa – “Eu te amo Julie” – E então ela saiu correndo, mais uma vez, saiu correndo do quarto inteiramente branco onde o garoto que ela amava estava internado, ela saiu correndo, esbarrando na porta, onde o número 713 brilhava em dourado, chorava, tanto quanto chorava todas as vezes que ele dizia isso. “Eu te amo Julie.” Ele amava, é claro que amava. Ela conseguia se lembrar do dia em que os médicos do sanatório disseram a ela que ele tinha enlouquecido, que gritava por ela, a chamava e dizia que precisava vê-la, precisava dizer que a amava. Mas, quando ela entrou em seu quarto ele disse “Oi Julie” , por quê com ela?

Enquanto corria para longe do quarto 713, e de todos aqueles corredores brancos, Katherine conseguia se lembrar do enterro de Julie, e de como Andrew não pode ir por estar em coma, e de como ela descobriu, que ela achava que ela, Katherine estava morta.

Se lembrava também de como foi ir todos os dias, durante esses 6 meses, visita-lo e sempre ser recebida com um simplório “Oi Julie” Elas nem sequer eram parecidas!

Ela se apaixonou por ele, como nunca pensou que se apaixonaria por alguém. Ele já a amava, ela, Katherine, mas para ele, ela tinha morrido naquele acidente. Para ele, ela era e não Julie que estava dirigindo o carro no dia mais bonito do ano.

Ele se apaixonou por ela novamente, nos 4 primeiros meses ele só falava dela, Katherine, de como a amava e de como não suportava a sua morte, e então, de repente, tinha se apaixonado pela “Julie”.

Era deprimente, ela entrou no seu carro, igual ao último, o que a Julie havia destruído. E fugiu para sua casa, cansada de tudo, ela só queria dormir um pouco e chorar. Chorar por ter perdido sua prima e sua melhor amiga, e chorar por amar um cara que achava que ela estava morta.

Infelizmente, Katherine saiu tão rápido que não foi capaz de ouvir o que Andrew disse em seguida.

“Já vai Katie? Mas você nem ficou as duas horas que sempre fica...” – Ele sorriu e se voltou para uma gaveta em seu quarto, cheia de desenhos da morena, sim, a algum tempo que ele conseguia reconhece-la, não por muito tempo, mas era o suficiente para ele.

Notas finais
Gostaram? Não? Comentem por favor! Agradeço.
XOXO,
Head Wind.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!