Remember Me.
1 Capítulo 1
Eu tenho certeza, ele nunca mais irá voltar. Todas as noites que passei acordada pela insonia que me impedia de dormir, fora em vão? As lágrimas que derramei, as quais foram muitas, foram em vão? E meu sentimento por ele? Por que isso não tem valor algum? Por que ele não me quer?! O que eu tenho de errado!? O que eu fiz de errado? Por que? Não consigo continuar assim, eu não consigo... Eu não consigo mais respirar como antes, eu não sou mais tão feliz quanto antes... Eu descolori, pois meu mundo virou preto e branco. Eu desapareci nos olhos de muitas pessoas, pois as únicas amigas que tenho são Sunny e Jessica. Eu não tenho mais ninguém, só a elas... E eu costumava tê-lo em minha vida, ultimamente tem sido difícil vê-lo...
Aquela manhã parecia mais quente que as outras. Um fato muito importante, já que todas as manhãs se tornaram frias depois de sua noite cheia de lágrimas. De fato, chorava todas as noites... Mas naquele evento, nunca pensou que podia chorar tanto.
Sulli ainda estava em um sono pacífico, apesar de não estar tão confortável. Tinha fios ao redor de seus braços e pescoço e um que levava o ar à suas narinas. Estava deitada em uma maca, seu corpo coberto por apenas uma roupa especial e seus cabelos, infelizmente, presos em uma toca descartável. Sua cor estava mais pálida do que o normal e seus olhos mais inchados. Tinha um geso rodeando seu braço direito e sua perna direita, com dois fios presos à cada um.
Esta estava em um hospital. Por muita sorte conseguira sobreviver àquela noite, há 2 semanas atrás.
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- Eu não quero saber! Eu já tô cheio disso, Sulli! Me desculpa, mas essa é a verdade! — Mentiu TaeMin. Era comprometido, não podia se apaixonar tão fácil assim por outra menina. Apesar de que já havia traído sua namorada com Sulli, mas aquele assunto estava acabado, ou era o que pensava.
- Bom me desculpa se eu tenho sentimentos por você, me desculpa se isso te deixa cheio! E me desculpa que sua namoradinha de meia-tigela dê para qualquer um que aparece e por isso está grávida.
- Você não tem o direito de se meter na minha vida com ela, ok?
- E você não tem o direito de me destruir assim! TaeMin, olha pra mim, por favor...
Sulli já estava em prantos, assim como TaeMin, que não conseguia parar de chorar. Ambos estavam na sala do apartamento de Jessica, pois ela havia convidado os dois para jantar. Ela era amiga de ambos e queria restaurar a amizade dos dois, já que eles estavam sem se falar há mais de 4 meses. Jessica, como melhor amiga de Sulli, via como ela cada dia mais estava triste, mas sempre tentava ajudá-la. Fazia o mesmo com TaeMin, o problema é que ambos choravam pelo mesmo motivo.
A mais nova de todas ali pegou as mãos de TaeMin e as segurou firme contra seu peito e tentou olhá-lo nos olhos.
- TaeMin... Olha, tá sentindo isso? Ele.. Ele é seu... Tá vendo como ele ainda está batendo, mesmo depois de tanto ser estraçalhado?
- Sulli, me.. Me larga, por favor... Isso não está certo.
- E o que é certo, uh? HUH?! VOCÊ NÃO DÁ VALOR, NUNCA DEU E NUNCA VAI DAR! — O que Sulli não sabia, era que além de ele dar valor, sempre escondia o mesmo sentimento.
- Cala boca, Sulli! Me deixa ir! Me solta!
Tudo isso, estava acontecendo em um cenário meio perigoso. Por querer desabafar, Sulli fora ao terraço e pedira para que TaeMin fosse com ela. Jessica deixou, claro. Afinal, poderia ter um bom resultado.
Parecia o fim do mundo para os dois! Sentimentos que foram mal entendidos, sofrimentos, choros... Um verdadeiro drama o qual todos dos outros apartamentos eram convidados a assistir. Um pouco preocupados, mas animados pela "briga de casal" que estava acontecendo.
- Eu solto, TaeMin... Eu te solto... Eu te deixo ir, mas... Você também tem que me deixar ir.
Assim que soltara as mãos do menino, seguiu em passos lentos ao batente que a separava de uma queda terrível. Quando chegara perto e percebera a altitude, suas mãos suaram, era realmente muito alto. Todos dos outros apartamentos que estavam assistindo aquela performance tão dramatica, tinham o telefone na mão, ligando para a polícia. Pretendiam informar que havia uma menina que aparentava ter 17 anos, estava prestes a cometer suicídio. E era o que estava acontecendo.
- Se eu não posso ter seu amor então pra que viver? Há tanta coisa para se fazer mundo afora, não é? — Riu sarcástica.
TaeMin, com muito cuidado, via a cena se formando em sua frente e até correu para tentar impedir aquele ato maluco.
- Sulli, pára.
- Eu sei... Tenho que me concentrar em algo que não seja você... Mas não consigo, heh.
- Caralho, Sulli! Pára! Sai daí, agora!
- Você não manda em mim... Ah, eu obedeceria você, TaeMin. Eu te amo e faria qualquer coisa por você... Mas pra que? Eu nunca vou ser retribuída... Não é melhor desistir de viver?
- Claro que não! Sua tola! Eu não sou o centro do universo! Você não entende isso?! Você tem que ter sua própria vida e-
- Eu não tenho uma vida, TaeMin. Eu acho que minha vida passou a ser você desde o dia que te conheci... Será que você não entende? Eu te amo. — Avançou mais um passo.
- SULLI, NÃO! SAI AGORA!
- Não. Eu não tenho mais razão para viver. — Mais um passo deu e se TaeMin não a tivesse pegado, ela teria caído.
- CARALHO, SULLI! NÃO! VOCÊ NÃO PODE MORRER ASSIM! VOCÊ NÃO VAI MORRER! PÁRA COM ISSO!
Ela tentava se soltar, enquanto seu rosto só ficava mais e mais encharcado pelas lágrimas. E acabou conseguindo se soltar, pelo suor que fez sua mão deslizar e se soltar. Mas no mesmo minuto, TaeMin não pensou duas vezes e pulou junto, onde no ar, a abraçou e se pôs por baixo dela, assim o impacto seria menor para ela, apesar de saber que morreria.
- O QUE VOCÊ TÁ FAZENDO, SEU IDIOTA?!
- Eu estou salvando você!
- Por que?!
- Por que eu te amo, Sulli... Eu te-
Infelizmente, não pôde terminar sua frase, pois sofrera o impacto com o chão, deixando ambos inconciêntes.
Lá em baixo, se encontrava 5 carros de polícia e uma ambulância, todos preparados para o suicídio da menina, mas surpreenderam-se quando viram o menino junto.
Jessica, por outro lado, viu a confusão lá fora e logo ligou para Sunny, a qual viera correndo para saber o que se passava. Ambas ficaram paralizadas com a cena: Seus dois amigos mortos, aos seus olhos. Muita tristeza para cada uma delas...
Ambas caíram aos prantos naquela noite enquanto esperavam no hospital. Queriam uma notícia boa, talvez tivessem...
Esperaram por 2 dias e nem se deram ao luxo de sair daquele hospital sem uma notícia dos amigos. Foi quando o médico saiu daquela sala que dava arrepios nas duas.
- Seus amigos estão bem, podem ficar tranquilas.
Muitos suspiros de alívio foram ouvidos das duas garotas, chorando agora de felicidade.
- Muito obrigada, doutor! Mas como eles estão?! — Sunny atreveu-se a perguntar.
- A menina está em boas condições, mas fraturou o braço e aperta direita. Mas com um bom tratamento, ela ficará bem.
- E TaeMin? Como ele está?
- Bom... Ele está em estado crítico, sinto dizer... Ainda respira e tem chances de se recuperar... Mas fraturou as costelas do lado direito, o braço esquerdo não se move e parece ter uma paralisia momentânea nas pernas. Apesar de tudo, eles ficarão bem, se tiverem um bom tratamento. E nosso hospital oferece tudo isso.
- Muito obrigada, doutor! Nós podemos ver como eles estão?
- Eu acho que não agora... Mas quem sabe daqui algumas horas?
Realmente, estava muito difícil de respirar... O cardiômetro de Sulli estava indo a loucura! Parecia estar tendo um ataque cardíaco! Mas de repente, levantou-se assustada num movimento abrupto, fazendo com que os fios que estavam ligados a si se descolarem da pele. Estava ofegante e não sabia onde estava. Talvez.. Num hospital? Era um hospital! Virou-se rapidamente, pois queria ver se TaeMin estava ali. E estava, na maca ao lado. Tratou então de retirar todos os fios de si e correr até maca do outro, para ver como ele estava. Seus olhos se encheram de lágrimas outra vez, estava deparando-se com um TaeMin desidratado, fraco e machucado... Não acreditava que havia feito isso com a pessoa que mais amava! Não hesitou nem um pouco em deitar cuidadosamente no colo do menino e começar a chorar, gritando por seu nome.
Surpreendentemente, sentiu uma carícia entre os fios dos cabelos, uma carícia fraca e logo virou seu rosto. Ainda tinha esperanças.
E lá estava o sorridente TaeMin, com os olhos parcialmente abertos.
- Hey...
Os olhos da menina não se conteram e encheram-se de lágrimas e mais lágrimas, ao ponto de TaeMin levar a mão ao rosto da menor e limpar suas lágrimas.
- Está tudo bem, Sulli... Eu estou.. Estou aqui com você... — Sua voz saía muito rouca e fraca.
- Eu te amo, seu mané! Idiota! Seu imbecil! Por que você fez isso! Por que?!
- Eu já te falei o por quê, não lembra? Eu... Fiz isso por que eu amo você, Sulli...
- Isso não é verdade...
- Ah é?! Então venha aqui... — Aproveitou que sua mão estava acariciando o rosto da menina e o trouxe para mais perto e selar seus lábios com os próprios, num beijo demorado, porém suave. Nada de movimentos, apenas o encoste dos lábios era suficiente.
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Sulli olhou para seu lado, como sempre fazia todas as manhãs. Sorriu ao ver o sorriso fraco de seu tão esperado namorado. O qual cometeu suicídio consigo e que faria qualquer coisa para protegê-la. Não era muito diferente por sua parte, faria qualquer coisa para vê-lo feliz. E já que era a que sofrera menos fraturas, andava de um lado para o outro, empurrando a cadeira de rodas para seu namorado. Realmente, aquela manhã estava mais quente do que de costume, mas isso não atrapalhou em nada em suas atividades ao ar livre.
"No matter what happens, I will always love you."
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