Remember?

9 The accident


Notas iniciais
CARACA VÉI, QUANTO TEMPO! Tá, podem me matar agora. Tipo, peguem todas as suas armas e botem pra quebrar em mim, eu mereço. Gente, desculpa mesmo, mas eu precisava tirar esse tempo pra mim, se eu continuasse a escrever do jeito que eu estava eu ia ficar louca. Era muita coisa acontecendo em um momento só, e ficar afastada foi a única opção que tive Soooooooo, não se empolguem tanto com o titulo, não pus nada de como aconteceu o acidente no capítulo, só uma das influências... Deixem a raiva pela minha pessoa de lado e leiam o capítulo, tá muitoooo curto, mas eu posto outro ainda essa semana. Eu juro pelo rio Estige. ENJOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOY!

Desabei sobre uma daquelas cadeiras frias que ficavam na cantina do hospital. Havia pedido algo para comer, apesar de que a fome não me faz uma visita há muito tempo. Minha garganta estava seca, passei mais do que uma hora falando com a Ally, não era surpresa eu estar desidratado, não parava de chorar desde o dia em que o acidente ocorreu.

O acidente.

Como pude deixar aquilo acontecer?

Como pude ser tão cafajeste a ponto de fazer aquilo com a Ally? A garota que eu jurei amar e proteger para sempre? Fui imbecil ao deixar que ela saísse daquela festa naquele estado, e mais imbecil ainda por ter deixado aquela vadia me beijar.

– Como eu sou otário! — gritei, assustando a todos que estavam na ala, inclusive a moça que trazia o meu almoço. Ela me olhou assustada e eu murmurei um "desculpa", ela assentiu e deixou um prato e um copo em cima da mesa, enquanto eu sofria com o constrangimento de ter todos me encarando de soslaio e sussurrando coisas. Olhei para aquele sanduíche — que pra falar a verdade estava com a cara ótima — e senti minha barriga roncar. Em menos de um minuto havia tomado toda a água presente no copo e assim que ia dar a primeira mordida no sanduba, alguém senta na cadeira à minha frente.

– E aí, como você tá? — deixei o sanduba de lado.

– Oi Dez. — ele sorriu pra mim. Um sorriso de pura pena. — Sinceramente, com vontade de dar a primeira mordida nessa coisa linda aqui — apontei pro prato — Posso?

– Vá em frente — ele disse, ainda sorrindo. Mordi o sanduíche, sentindo o sabor bom e o prazer de estar finalmente comendo alguma coisa. — Algum progresso?

– Nada — respondi em meio a mordidas — Nem uma reação. Nada.

– Ela vai ficar bem, cara. Vê só, a Ally é forte.

– Mas eu não, Dez. — ele me olhou profundo, querendo mais do que isso — Eu to me sentindo a pior pessoa do universo! Me sinto como se não tivesse mais nada nesse mundo a perder, só a Ally. Não saio mais desse hospital, já to até cheirando a remédio! Esse sanduíche foi a primeira coisa que eu comi em dois dias! Se eu a perder, eu... Eu não sei o que farei com a minha vida.

– O que você tá querendo dizer?

– Prefiro morrer do que passar o resto da minha vida me culpando pela morte da pessoa que eu amo.

– Austin, isso não foi culpa sua.

– Como não, Dez? Como não?

– Você estava bêbado!

Fiquei calado. Sabia que tinha que dizer algo, mas não sabia se o que quer que eu fosse dizer iria mudar a opinião do Dez ou adiantar alguma coisa. Levantei da cadeira e fui até o balcão pagar o meu almoço, mas antes de retornar ao quarto em que a Ally estava eu fui novamente até o ruivo, que não havia parado de me seguir com os olhos desde que eu levantei.

– Isso é o que todo mundo pensa, Dez.

Notas finais
E aí? Gostaram? Tá curto, eu sei, mas vai ter mais. Decidi que ao longo da fic eu vou dando pistas do acidente, e perto da hora em que eu contar tudo vou perguntar quem conseguiu descobrir o que realmente aconteceu. Acho que tá meio fácil, eu me inspirei em "algo" pra fazer essa estória, quem acertar ganha dez biscoitos u-u Mil beijões gente, e desculpa mesmo. Até :**