Remember
3 Um herói
Notas iniciais
O rapaz de cabelos alaranjados corria em direção ao local do distúrbio.
Chegando lá ele viu varias pessoas feridas e algumas pareciam tentar ajudar as outras. Ele então entrou no meio da fumaça que a explosão causara e procurou ajudar a resgatar todos os feridos e crianças de lá. Estava sendo um trabalho difícil, pois o edifício começara a pegar fogo e ele não sabia ao certo o que fazer.
De repente ele começou a ouvir um choro vindo da outra sala, que estava quase em volta em chamas.
Do lado de fora podia-se ouvir uma mulher gritando: “ Minha filha! Onde está minha filha!?! Eu quero minha pequenina!!”
O rapaz não pode se conter e entrou no local derrubando a porta ruidosamente.
Lá dentro, ele começou a vasculhar todos os cantos do local procurando pelo dono do choro. Até que encontro, dentro de um pequeno armário, duas menininhas desesperadas.
- Esta tudo bem... Vou leva-las até sua mãe. – falou pegando as duas pequenas no colo – Nós vamos sair daqui e vocês vão voltar para suas famílias, prometo...
O rapaz começou a caminhar para fora do cômodo quando viu que a estrutura do prédio estava começando a ficar fraca. Eles tinham que sair dali rapidamente, antes que o local desabasse sobre suas cabeças.
Quando saiu para um novo corredor, percebeu que não teria que salvar apenas as duas meninas, mas também um homem que estava desacordado no meio dos escombros.
Ele se aproximou da pessoa e começo a sacudi-la para ver se este recobrava a consciência. Não adiantou, então o jeito era carrega-lo também.
Ele ajeitou as duas meninas e pos o homem em suas costas.
A estrutura havia ficado mais frágil e estava a ponto de cair, quando ele achou uma saída do local.
Porém, como estava muito pesado o chão começo a ceder sobre seus pés. O rapaz só teve tempo de jogar as duas meninas e o homem para um local seguro e se segurar com apenas uma mão mo que restava do piso.
Ele não iria agüentar segurar por muito tempo.
Sentiu então que as duas pequenas menininhas estavam tentando puxa-lo para cima.
Ele não queria morrer. Não agora...
Estava determinado a salvar aquelas pessoas, não poderia simplesmente cair para sua morte.
Com algum custo ele conseguiu segurar-se com o outro braço, e com isso conseguiu se içar até parar sentado do lado das garotinhas.
- Obrigado... temos que ir agora. – falou pegando as duas no colo e colocando o homem inconsciente em suas costas.
Mais determinado a salvar aquelas pessoas, ele juntou todas sua forças e começou a correr até a saída.
Pouco antes do prédio desmoronar ele havia saído do local.
- Minhas filhas! – ouviu uma mãe gritar e vir correndo na direção dele.
- Pronto pequenas, ai esta a sua mamãe... – falou o rapaz.
Ele viu as crianças irem correndo para o colo da mulher e abraça-la muito fortemente.
- Muito obrigado! Não sei como te agradecer por te salvo a vidas das minhas pequenas... – falou a mulher.
- Não foi nada senhorita... – falou dando um sorriso bondoso.
De repente o homem em suas costas começou a acordar e o rapaz decidiu colocar-lhe no chão.
- Senhor? Senhor, esta me ouvindo? – falou.
- Ahn... O que...? – falou o homem.
- Que bom que você acordou senhor...
- O que aconteceu comigo?
- Você havia sido atingido por alguns destroços do prédio e ficou desacordado... Eu tirei você mais duas garotinhas de lá pouco antes do lugar desabar...
- É-é mesmo? Nossa! Muito obrigado!
Do meio da multidão apareceu uma mulher em prantos.
- Maito! Meu querido Maito! Graças a Deus você esta a salvo! – falou a mulher ajudando o homem a se sentar.
- Fico feliz que você também tenha escapado querida... Foi graças a esse jovem que eu estou aqui vivo... – falou o homem, apontando para o rapaz.
- Sou tão grata a você! Muito obrigado por ter salvado meu marido! – disse dando um abraço no rapaz – Como poderemos te agradecer?
- Nã-não há necessidade para tal... – falou um pouco rubro.
Foi ai que a multidão se calou e foi aberto um pequeno caminho no meio desta.
Por esse caminho um grupo de pessoas estava passando.
- Mas o que foi que aconteceu aqui? – falou Kankuro.
- Ei olha! É o moleque de cabelo de cenoura! – disse Temari apontando para o rapaz que ainda se encontrava ao lado do homem e sua esposa e com as meninas e sua família ali a seu lado.
- O que você esta fazendo aqui? – perguntou o rapaz que lês chamavam de Gaara.
- Kazekage-sama, este jovem acabou de salvar minhas meninas! – falou a mãe abraçando suas filhas ao mesmo tempo.
- Ele também salvou meu marido! Esse garoto é um herói! – falou a outra mulher.
- Isso é verdade? – retrucou.
- É sim, Kazekage-sama! O tio de cabelo laranja salvo a gente do fogo! Ele entro com tudo no quarto que a gente tava e nos carregou até aqui fora! – falou a mais velha da pequenas meninas.
- Ai, no caminho, ele pegou o outro tio que tava dormindo! Então de repente o chão quebrou e ele jogou a gente fico pendurado, quase caindo! – falou amais nova.
- Já que ele no ajudou nós ajudamos ele. A gente tentou puxar ele pra cima, mas o tio era muito pesado, então ele começou a subir de novo sozinho! Ele é muito forte!
- Então quando ele já estava em pé de novo ele coloco o outro tio nas costa e carrego a gente até a saída.
- Foi quando a gente saiu que o prédio desmoronou! Foi por pouco mas o tio nos salvou!
O Kazekage e seus acompanhantes estavam espantados com tamanha bravura do jovem de cabelos alaranjados.
- Eu só fiz o que achei certo... – foi só o que disse.
- Foi muito corajoso da sua parte... Obrigado por ter salvo a vida dessas pessoas. – falou o Kazekage.
- Ei! Mas e seus ferimentos? – comentou Temari.
- Ahn... – foi o som que saiu da boca do rapaz. Ele então, abriu a camisa que estava usando e percebeu que todas as fachas que usava estavam manchadas de sangue.
- Meu Deus! – exclamou a mãe das duas garotinhas.
- O tio ta machucado! – falaram estas em coro.
- Ah! Isso? Não é nada não precisam se preocupar... – tentou acalmar aquelas pessoas.
- Não é nada... Han! É um ferimento muito sério! – falou o homem.
- Não se preocupem... eu só preciso trocar as fachas e ficara tudo bem...
As pessoas que estavam a sua volta continuaram a insistir que ele deveria ir a um hospital com urgência, porém ele negava tal necessidade...
Foi ai que ele começou a sentir uma leve tonteira e quando percebeu estava caído desacordado no chão.
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