- Você é muito esperta Mitiko...


- Major Mitiko para você. –ela sussurrou, pondo uma arma na nuca dele.


- Desde quando sabe?


- Desde que trombei com você no parque e lembrei de você. Estava em todas as cenas de crime.


- Ah, então no foi o meu charme que fez você sair comigo? – ele choramingou, para em seguida virar o rosto, de modo a ficar encostado na policial- E o que mais?


- Satoshi. Você ouviu quando ele me mandou vigiar os islandeses e passou a segui-lo. Aí o matou.


- Não foi difícil, os prepotentes normalmente são os mais fáceis de pegar.


-Se livrou do corpo hoje, na ponte não foi?


- Como sabe?


- Três motivos. Você nunca mente totalmente. Eu vi o sangue entre seus dedos e unhas. Psicopatas são previsíveis.


-Hum, talvez, mas...


- Eu ainda não terminei. Você não é o Fênix, mas é próximo dela, uma vez que some com os que entram em seu caminho.


- Você é muito esperta Mitiko. Mas nem tanto.


- Por que?


- Por três motivos. O Fênix é meu irmão. Satoshi e aquela cozinheira o conheciam, mas você não percebeu. E...


- E?


- Você me subestimou, por saber que não sou meu irmão, achando que podia me enfrentar sozinha.


Ele, em um movimento brusco, pegou uma das cadeiras e a quebrou na cabeça de Mitiko, que cambaleou.


- Adeus, amor.


A empurrou contra uma das janelas, que se quebrou.


- Os prepotentes decididamente são os mais fáceis de pegar, nos dois sentidos...


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- Ela OQUE?


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- Não, ela não pulou. Foi jogada. –Eleanor os deixou, precisava telefonar para Satoshi, perdendo o resto da conversa.


- Concordo. O que você acha Mime?


- Aonde está o tenente Satoshi?


- Acredita que ele seja a Fênix?


-Acredito que ele não está aqui por algum motivo, eu só não sei qual.


- Com licença tenente, fomos chamados para tirar o corpo da major da calçada.


- Major?


- Ela estava investigando por trás dos panos.


-Que droga. Enquanto o Satoshi não aparecer e explicar isso, não vamos saber o que ela tinha descoberto.


-Quem é o responsável pelo caso?


- Eu.


-Senhor, encontramos o corpo do tenente Satoshi no rio que sai da cidade.


- Ótimo...


- Dois a zero pro Fênix.


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No velório, Eleanor notou que faltava alguém...


- Shun...


Saiu, apressada.


- Alberich, você viu a Eleanor? Já vão enterrar o caixão.


- Não, mas não foi só a Eleanor que sumiu. O tal do Shun nem deu as caras.


- Shun... É isso!


- Hã?


- Você tinha razão Alberich. Aquele lá não é coisa boa, e a Eleanor foi atrás dele sozinha.


-Vamos, faz quase uma hora que ela sumiu, temos que correr se quisermos ela viva.