Relíquias Perdidas

39 Capitulo 39 – Berço De Anjo.


Notas iniciais
Hey! Se você é Suspian você vai ter um momento difícil nesse capítulo, principalmente no final, mas acho que está bom, e por favor, não me matem pela notícia ruim no fim do capítulo, prometo que explico tudo nos reviews, sei vai vir muita gente brava comigo e talz, mas na terceira temporada vocês irão entender porque eu fiz isso.

Todos que ficaram na entrada estavam cansados de esperar, e estavam muito preocupados também, já havia três horas que o grupo que iria partir não dava nem sinal de vida. E deram um sinal de morte quando abutres começaram a entrar na mansão.

– Bom, tem gente morta lá dentro – disse Nico.

– Eu tô com um mau pressentimento – disse Isabelle preocupada.

– Será que já não é hora de procurar por eles? – perguntou Apolo.

– Não ouvimos nenhum grito nem nada, só esses uivos de sempre, mas já faz bastante tempo que eles entraram aí – disse Nico.

– Eu acho que a gente devia entrar – disse Lúcia.

– Eles estão demorando a chegar... – disse Camilla.

– É isso gente, nós vamos entrar, quer dizer, algumas pessoas, a minoria pode ficar aqui – disse Isabelle.

– Eu vou – disseram Nico, Lúcia e Bianca em coro.

– O.k. então Apolo e Camilla ficam – disse Isabelle, parecia nervosa.

Eles andaram pelo térreo da gruta dos lobos e chegaram até o deposito de carne de capivara que fedia muito e encontraram uma loba esmagada por uma pedra, com os vermes e os abutres comendo ela. Eles passaram pelas brechas da passagem e chegaram ao quintal, uma parte aberta coberta de neve e cheia de lobos e Pedro, Edmundo, Caspian e Mimí cercados por eles. Nico, Isabelle, Lúcia e Bianca correram para ajuda-los, e ficaram cercados também.

Na caverna o colar de Afrodite brilhava intensamente, o que significava que a garota mais bela estava muito perto. Licáon o rei dos lobos atravessou a estreita ponte de gelo até o quintal que ficava entre o deposito de carne de capivara e a caverna.

– Acho que eu sei quem é a mais bela – disse Zoë.

– Isabelle – adivinhou Alícia.

Eles estavam vendo Lúcia, Bianca, Caspian, Pedro, Asafe, Edmundo, Nico e Isabelle da jaula, eles estavam cercados por lobos, mas Licáon abria passagem por onde passava até chegar a eles.

– O.k. gente, precisamos sair daqui – disse Zoë.

– Não somo super-acrobatas como Mimí! – disse Alícia.

– Que seja, nós precisamos sair daqui, eu já sei como – disse Zoë.

Eles planejaram fazer uma escadinha, primeiro Zay ficava pendurado na jaula, depois Alícia o escalava para baixo como se ele fosse uma corda, depois Zoë escalava os dois e ficava numa boa altura para descer, depois eles planejaram fazer uma corda com os casacos que sobraram.

Quando Zoë estava descendo, seus lábios ficaram a um centímetro de distância dos de Zay, ela queria tanto lhe dar um beijo, quase que não resistia, enfim ela conseguiu descer. Alícia pegou a corda feita de casacos amarrados um no outro e conseguiu descer, e só restaram Zay e Susana. A corda não era tão grande pois estava amarrada no pé de Zay numa distancia que a ponta não ficasse muito longe do chão. Chegara a vez de Susana.

– Eu não posso, tenho muito medo de altura – disse Susana.

– É simples, quando você olhar já vai estar lá embaixo – disse Zay encorajador.

– Não posso... – disse Susana.

– Qual o problema? – perguntou Alícia lá de baixo.

– Ela tem medo de altura – disse Zay.

– Faz assim, não podemos perder mais tempo, então fica com ela aí encima – disse Zoë rispidamente. Ela e Alícia pegaram seus arcos e foram lutar.

Zay subiu novamente na jaula, Susana estava tremendo de medo, não era só por causa do frio e do sangramento no tornozelo que ela estava pálida, estava muito enjoada e estava procurando não olhar pra baixo o tempo todo.

– Você se importa se eu descer? Você se importa de ficar sozinha? – perguntou Zay.

– Por favor, não me deixe sozinha, tenho muito medo de altura – disse Susana.

A luta estava violenta. Zoë gritou para eles que era Isabelle quem eles queriam, eles cercaram Isabelle e aí a luta começou. Flechas, facas e espadas e garras pra lá e pra cá.

Um lobo conseguiu morder o tornozelo de Isabelle e a puxou para a gruta, enquanto a luta rolava, Licáon saiu do quintal e foi para o seu trono. O lobo arrastou uma Isabelle gritando de dor até a estalactite em que estava pendurada a pulseira de Afrodite. O pingente começou a brilhar intensamente.

– Um minuto, em um minuto poderemos comer nossa carne preferida e vamos nos tornar mais fortes! – disse Licáon.

– Tenho que descer, me desculpe – disse Zay.

– Façamos assim... – disse Susana, foi interrompida por uma onda de raios verdes, um dos campos de força de Camilla.

A jaula balançou muito e Susana ficou pendurada na ponta do buraco que Mimí fez, a jaula ficou inclinada o cabo de aço estava se rompendo. Susana entrou em pânico e começou a gritar e chorar, a corda dos casacos estava ao seu lado, mas ela estava tremendo muito, e nunca soube escalar uma corda na aula de educação física, jogar hóquei de campo era bem mais fácil, então ela olhou pro chão o pânico a invadiu novamente, ela fechou os olhos, seus dedos começaram a suar mais do que o normal, ela estava escorregando, e quando a jaula deu outra balançada ela sentiu que havia chegado a hora, ela pensou em Caleb, em Caspian e em Alêx e em seus irmãos, só neles, fechou os olhos e sentiu uma mão a puxando-a.

Ela abriu os olhos, era Zay, e a jaula estava balançando mais que nunca, mais raios de campo de força foram mandados e o cabo de aço só se corrompia mais. Susana voltou a gritar e a chorar novamente.

– Calma, calma – disse Zay. – A gente vai conseguir, eu tenho certeza, confie em mim.

Zay tentou puxá-la para dentro da jaula, mas mais raios vieram e ele notou que o cabo de aço estava quase completamente destruído.

– Vamos ter que pular – disse Zay enquanto uma nova onda de raios de campo de força balançou a jaula e segundos depois ele se viu pendurado no lugar onde Susana estava, e Susana estava agarrada aos seus pés berrando como nunca.

– Vê se consegue me escalar e pegar a corda – disse Zay apontando com o nariz para a corda de casacos.

Susana fechou os olhos e fez força para escalar Zay, mas ela conseguiu, só que novas ondas de campos de força vieram e o cabo estava por um fio de se romper, ela estava se segurando em uma única mão, na mão esquerda de Zay.

– Não solte minha mão, por favor... Minha vida e do meu filho dependem disso... – disse Susana desesperada.

– Eu não vou – prometeu Zay, a mão dele ficou suada e a de Susana também, e foram se escorregando até...

O máximo de sorte que Susana conseguiu ter foi de não ter caído no abismo em volta da ponte de gelo, fora isso ela caiu na ponte de gelo e ouviu-se um barulho de osso quebrando, ou seria gelo? Zay conseguiu alcançar a corda e descer seguramente e ajoelhou-se ao lado de Susana que estava completamente branca e desmaiada. O pingente de coração encima de Isabelle começou a brilhar com mais intensidade e ela começou a guinchar de dor, Zay correu até ela.

Os outros ainda estavam lutando contra os lobos no quintal. Quando Zay chegou perto de Isabelle, Licáon avançou encima dele e o arranhou no braço com suas garras, Zay pegou sua espada e começou a lutar com ele, Zay ficou muito ferido, mas conseguiu golpear Licáon no coração, não foi fácil pois ele tem três metros de altura, então ele conseguiu pegar Isabelle e tirá-la debaixo da estalactite com a pulseira de Afrodite. Isabelle pegou sua fita enforcadora e lançou para cima conseguindo pegar a pulseira.

Os outros que ficaram para a batalha com o restante dos lobos conseguiram fazer com que os lobos se rendessem, mas isso rendeu alguns arranhões e mordidas. Eles entraram correndo na caverna, principalmente Caspian quando viu sua amada desmaiada e pálida, todos ficaram tristes, depois Theo correu até ele, eles tiraram Susana da ponte que quebrou segundos depois.

Todos ficaram em volta dela enquanto Theo a examinava, ele pegou um frasco de néctar e ambrosia e deu a ela, mas não melhorou, ele tentou fazer os primeiros socorros, mas ela não reagia.

Lúcia lembrou-se do ultimo frasquinho que sobrou de todo suco da flor de fogo que foi gasto na gestação de Susana, ela tinha guardado uma única gota só de lembrança, e deu o frasco a Theo, também tinha esperança de que não funcionasse, Susana não apresentava nenhum sinal de vida.

Demorou alguns segundos para que todos caíssem na real. Estavam no mais norte o possível de Quebec e Susana Pevensie se fora. Pedro, Edmundo e Caspian começaram a se abraçar e a chorar, Bianca abraçou Lúcia em solidariedade á melhor amiga. Todos ficaram tristes, sem exceções.

Mas depois de dois minutos Susana começou a tomar de volta sua coloração normal de pele, deu sinais que estava respirando e acordou. Caspian foi o primeiro a abraça-la, todos a abraçaram.

– Está se sentindo bem? – perguntou Theo.

– Apesar de ter caído de mais de dez metros acho que estou sim, não sinto nada quebrado – brincou Susana.

Quando ela se levantou, foi vista uma quantidade inimaginável de sangue descendo entre as suas pernas, ela começou a se desesperar, todos correram de volta ao chalé.

Theo mandou Susana tirar suas roupas para examiná-la. Depois que Theo terminou, Lúcia veio e limpou Susana, ela não estava em condições de tomar banho sozinha. E quando voltou viu Theo e Caspian conversando tristemente.

– O que é que ela tem? – perguntou Lúcia preocupada.

– Más noticias – disse Theo tristemente.

Susana estava atordoada, ela sentia algo podre em seu estomago, suas pernas pararam de sangrar, mas ainda estavam doendo. Lúcia entrou tristemente no quarto junto com Theo. Susana desesperou-se.

– O que eu tenho? – perguntou Susana sentando-se na cama. – É muito grave?

– O que eu quero dizer é que, isso acontece inúmeras vezes, isso é muito comum, e vocês são jovens e saudáveis, podem tentar várias vezes – disse Theo.

– Me desculpe, mas eu não entendi – pediu Susana.

– Eu vou ter que fazer a coletagem – disse Theo.

– Coletagem de quê? – perguntou Susana.

– Do feto, ele não resistiu, ele morreu na sua queda da jaula, eu sinto muito – disse Theo.

Grossas lágrimas começaram descer do rosto de Susana. Ela não podia acreditar que perdeu seu bebê. Não, não, não isso era uma droga! Caleb era o único que a salvaria daquela vida, ele diminuiria a atenção que Caspian dá a Liliandil e Rilian, não, não, não podia ser...

– Me diz que isso não é verdade – disse Susana olhando para Caspian.

– Eu sinto muito, muito mesmo... – disse Caspian.

– NÃO! – berrou Susana. – Eu quero o meu bebê, eu quero ele!

– Vão haver muitos bebês Susana – disse Lúcia tentando confortá-la.

– NÃO! Eu podia ter um milhão, mas eu o queria! EU QUERO CALEB! – berrou Susana.

– Eu o queria também Susana, mas não há nada que podemos fazer – disse Caspian.

– Eu tive uma ideia, nós pegamos o feto após a coletagem e podemos fazer uma sepultura, podemos colocar flores, e rezar pra ele, o céu ganhou um novo anjo hoje... – disse Lúcia tentando animar Susana.

Susana só chorava mais e mais, ao menos permitiu Theo fazer a coletagem do feto. Eles tiveram que queimá-lo para não apodrecer, as cinzas foram postas numa caixa de madeira.

Zay que era bom em esculturas fez uma sepultura de pedra e estava escrito:

Aqui jaz o anjo Caleb Caspian Pevensie

Filho, irmão, sobrinho e príncipe.

Que viveu de maneira da qual sua presença não foi notada, mas sua ausência foi sentida.

† Quatro meses de gestação †

Ele foi enterrado no jardim dos flocos. Harmonia e Cadmo prometeram todos os dias colocarem flores lá. Um pouco das cinzas foi colocado numa semente da qual nasceriam rosas de uma espécie desconhecida que refletiriam a presença de Caleb, Susana plantou a semente num pequeno jarro.

A caixa foi enterrada embaixo da sepultura e uma lapide de um anjo foi dada de presente por Afrodite para enfeitar.