Notas iniciais
Esse cap foi escrito a muitooo tempo e eu poderia deixa-lo bem maior que isso mais resolvi deixar para o próximo capitulo.

Estava tão profundo e sem cores, apenas um tom escuro provocado pelas minhas pálpebras e junto disso meu pesado sono. O único barulho que soava calmo e silencioso vinha do ar-condicionado em meu quarto, pois sabemos que o calor é fervoroso na cidade abençoada pelo Cristo Redentor, Rio de Janeiro. Um som distante e agudo foi surgindo em meu ouvido, á altura aumentava cada vez mais e isso fez com que meus olhos se abrissem e fitassem o grande teto branco e liso. Poderia estar acordada, e era exatamente o que parecia, mas literalmente não, meu raciocínio estava longe disso, pois apenas depois de alguns segundos pude perceber que aquele som vinha de meu celular e sem muito animo estico o braço sobre o criado-mudo ao lado de minha cama para pega-lo, a luz que ele transmitiu quando o olhei me fez cerrar os olhos, pude ler rapidamente o nome na tela “Mel”. Se fosse outra pessoa eu deixaria tocar até que o indivíduo se cansasse, mas com ela não, atendi automaticamente.

– Oi Mel... — anunciei com uma voz nem um pouco empolgante, pelo fato de ter acabado de acordar.

– Ainda estava dormindo? – perguntou ela, e não era preciso estar cara a cara para saber que ela estaria fazendo uma careta nada compreensiva.

– Não... — neguei, mas eu também sabia que um pequeno sorriso estaria surgindo agora mesmo, por saber que eu estava mentindo.

– Vou fingir que acredito, vamos mais cedo hoje? Eu preciso resolver umas coisas com um grupo de um projeto e a gente podia tomar café da manhã juntas na lanchonete. – tirei a franja do rosto com muita preguiça de levantar e me arrumar agora, mas tomei coragem e sentei na cama tentando despertar desde já.

– Tudo bem, vou me arrumar e já passo ai pra te buscar. – depois de nos despedir levanto com um bocejo , escovo os dentes e tomo um banho. Logo estava colocando as coisas na bolsa e o projeto que fiquei terminando boa parte do tempo em que deveria estar dormindo, dentro do tubo que eu tinha que carregar sempre, com derivados papeis dentro. Estava satisfeita, o calor não era tão amigável quanto usar uma calça Jeans, mas eu usava uma bem colada ao corpo, e uma blusa de um tom bem claro, não era branca, mas chegava perto disso não era muito decotada mais era de alça e uma tecido fino, nos pés um vans verde-água . Passei pelo grande corredor do apartamento, e pelo quarto dos meus pais que estava vazio, mas isso é assunto para outra hora, peguei a chave do carro e depois de trancar a porta desci pelo elevador até a garagem, ando em direção a um Audi branco e saio da garagem percorrendo as ruas compridas do bairro que era lindamente preservado, com arvores que cobriam as calçadas e fazia dar um ar fresco com varias sombras que invadiam a rua quase inteira. A Casa de Mel não era tão longe eram apenas quatro bairros pequenos depois do meu, então chegar até ela não levaria tempo.

Estacionei em frente á uma casa branca e muito bonita, que eu sabia de cor o quanto era decorada com um ótimo gosto por dentro. Mel já estava me esperando ao lado de fora, abro o vidro e sorrio observando ela caminhar em direção ao carro. Sua blusa era de um rosa claro e estava escrito “I’m a Diva”, e seu cabelo castanho que batia um pouco a cima dos seios estavam soltos. A mochila também era rosa mais tinha alguns detalhes em azul, isso porque convenci-a de comprar esta já que azul era sua segunda cor preferida mais ela com certeza teria comprado uma completamente Pink, vendo assim parece até que ela é um “ patricinha” mais depois que conhecemos ela...é de se ficar chocada, por isso nunca julgue um livro pela capa.

– Bom dia! – assim ela entra no carro me cumprimentando com um sorriso no rosto.

– Bom dia, dormiu bem? Porque eu não. – digo dando partida ao carro e dirigindo até a faculdade , estávamos no penúltimo período e tudo era muito corrido.

– Novidade, e sim eu dormi bem – ela ligou o som e cantarolamos músicas internacionais o trajeto inteiro.

A lanchonete não era muito longe e como ainda estava muito cedo quase não se tinha nenhum movimento na rua. Estacionei o carro do outro lado da calçada da lanchonete para não ter muita dificuldade na hora de sair, eu me considerava uma boa motorista e não uma barbeira como algumas pessoas imaginam que eu seja mais já faz dois anos que tirei a minha carteira todo esse tempo já foi o suficiente para se saber muito e um pouco mais.

Já estávamos caminhando do lado de dentro da lanchonete que era muito agradável, o ambiente era fresco, limpo e calmo com um som baixo o suficiente para clientes poderem ser ouvidos. Sentávamos-nos no mesmo lugar de sempre, uma mesa que ficava bem ao lado do grande vidro da lanchonete dando uma vista ampla não só de dentro mais como de fora.

O garçom nos atendeu e anotou nossos pedidos que o mesmo provavelmente já deveria saber de cor afinal frequentávamos muito esse local.

–o que tanto esta atenda Mel? –perguntei, ela estava tão atenta sobre aquela tela de seu celular.

–estou discutindo com uma menina do meu grupo do projeto a qual eu te falei mais cedo. –ela falou normalmente como se não estivesse preocupada com a situação e isso indica que essa menina a qual ela comprou uma possível discutição não a tinha irritado o suficiente ainda, pois caso ao contrario Carmel faria questão de chegar mais cedo à faculdade só para poder debater com a mesma cara a cara.

–O que aconteceu? –eu poderia parecer curiosa para saber o motivo dessa Bad logo de manha mais eu não estava, era quase normal Mel se irritar com alguém todos os dias ate comigo se caso alguém não se presta a esse papel.

–ela simplesmente esqueceu as folhas que continham a pesquisa do professor Carlos. –a reputação desse professor na universidade era bem acentuada. Sei desse fato mesmo cursando Arquitetura e urbanismo.

–acontece Mel, poderia ser você no lugar. –usei essas palavras para a mesma compreender já que eu imagino que essa integrante do grupo não faria isso proposital.

–se fosse o meu caso isso não iria acontecer. –perfeccionista, era isso que Carmel era e ate de mais.

–todo mundo tem sua primeira vez. –comentei casualmente. Então sem que eu percebesse o garçom nos servia com os nossos pedidos.

–obrigada. –o agredi educadamente fazendo o mesmo sorrir para mim.

–não jogue praga Mei. –não vi necessidade de comentar mais sobre isso e sim de comer meu capcake de chocolate totalmente recheado acompanhado de uma xícara com uma quantia pequena de café para dar um animo.

Comemos calmamente e ainda tivemos alguns minutos para jogar outros assuntos fora, como problemas familiares e essas coisas bem pessoais.

–acho que já podemos ir não? Mais um pouco você não vai ter tempo de resolver esses probleminhas do seu projeto. –anunciei enquanto limpava meu lábio com o guardanapo.

–vamos. –então ela recolheu seu celular o carregador portátil e colocou tudo dentro de sua mochila, fiz o mesmo e pagamos a conta sem nenhum problema.

Estava meio difícil de achar uma vaga no estacionamento do prédio da faculdade e isso estava me irritando, parecia que todos os alunos resolveram vir hoje.

–ali tem uma. –alertou-me Mel que também estava atenda em uma vaga disponível. Com uma habilidade que surpreendeu ate mesmo a mim consegui estacionar rapidamente o carro na vaga antes que alguém a pegasse.

–espero saber fazer isso quando eu tirar minha carteira. –comentou ela, sorri levando esse comentário como um elogio.

Subimos as escadas que nos levava do estacionamento ate o primeiro andar do prédio e nos demos de cara com aquela movimentação agitada de pessoas extremamente com sono.

–bem, vou procura o pessoal do meu grupo e te vejo... A qualquer hora por ai. –então ela andou apressadamente para dentro daquela multidão tão apressada quanto ela. Vendo-me só peguei meus fones de ouvidos e coloquei uma musica calma e bem romântica, Romance, eu adoro o romance de todos os modos, musica, teatro, na leitura e em filme. Carmel era totalmente ao contrario disso é bem provável de que se ela estivesse ouvindo essa canção comigo iria me encher de comentários de como eu estava tão pra baixo.

Indo em direção ao jardim vi uma pessoa a qual eu não falava a um certo tempo. Caminhei em sua direção e meu rosto já esbanjava um sorriso simpatico.

–vou começar achar que você não se importa mais com sua amiga. –sentei-me ao seu lado no banco de concreto cinza que ficava dento do jardim a qual os alunos não viam como um jardim e sim uma área relaxante e fresca pela a sombra das arvores em volta.

–me desculpe mais meus deveres vem em primeiro lugar. –disse Nattan lendo um livro tão grosso que me lembrou de uma replica da bíblia original.

–também estive ocupada esses dias. –comentei enquanto meus olhos davam um passeio pelo o jardim.

–Onde esta Carmel? –perguntou ele, enfim tirando seus olhos do livro e me encarando a espera de sua resposta.

–resolvendo alguns assuntos. –o respondi. Ele pareceu pensar e então voltou a fitar os conjuntos de palavras do livro.

–me diga o que tanto você lê ai? –a curiosidade falou alto de mais, pois eu conheço a Nattan a mais ou menos um ano e o mesmo não era lá uma pessoa muito estudiosa.

–tenho prova na primeira aula hoje. –suspirou como se fosse um desabafo. –e estou tentar enganar meu cérebro de que estou entendo o que esta aqui. –sorri para poupar risadas.

Nattan é cara bem extrovertido e engraçado, porem muito despreocupado em reação aos estudos. Quando eu e Mel os conhecemos foi uma impressão totalmente diferente, de inicio achamos que ele fosse um daqueles filhos de papai como alguns rapazes da universidade mais foi uma impressão totalmente precipitada, pois ele era tão simples e jogado que você duvidava do tanto de benefício que ele tem.

–Boa sorte pra você. –me levantei e limpei minha calça com o receio de estar suja.

–obrigado, vou precisar muito. –após isso decidi ir me adiantando e ir ate a sala de aula para esperar a hora bater para o inicio aula. Mais fui impedida de exercer isso já que alguém muito apressado esbarrou em meu ombro fortemente me fazendo dar um passo para trás, reclamei pela a dor que senti no ombro e me virei para ver ator desse ato.

Ele ficou me encarando como se esperasse um pedido de desculpa e o problema é que eu fazia o mesmo.

–Será que sou tão baixa assim a esse ponto? –fui irônica enquanto massageio o meu ombro dolorido. Ele era alto e muito pálido para alguém que vivesse no calor do Rio de Janeiro. Esperei alguma palavra vinda dele, uma risada, uma frase sarcástica e ate mesmo o pedido de desculpa que ainda estava valendo mais ele apenas me olhou friamente deu a meia volta e saiu andando como se não tivesse ocorrido toda essa cena.

Logo de manha tive que passar por uma crise súbita de raiva por causa de um desconhecido que pelo o que parecia não tinha o devido respeito e educação, porem deixei esse caso de lado e subi as escadas ate a sala 10 onde ocorreria minha primeira aula do dia, a aula de exatas.

–Hora! Vejamos classe. -anunciou o professor trazendo todas as atenções de todos que estavam na sala.

–Temos mais um concorrente. -quando professor Roberto dizia "temos mais concorrente" ele diz ser mais um concorrente para entra no tão sonhado mercado de trabalho, e o que ele diz é a mais pura verdade, pois todos que estivessem sentados em cada cadeira ocupada dessa sala era o nossos futuros concorrentes. Mais alem disso tudo essas palavra indicava que algum novato estava no alvo de mira do professor.

estiquei um pouco a cabeça para cima e vi que novato não era ninguém menos que o ser mais odiado em meus dez segundos de tensão no corredor.

–Senhor Marques, o senhor não se importaria em responder algumas perguntas diante da classe? -Professor Roberto e sua mania de se dirigi àd pessoad pelo o seu sobrenome.

–Não. -sua resposta foi tão fria, parecia que ele respondeu por obrigação e não por um respeito ou educação.

–ótimo. -diz o professor -Em que curso o senhor esta cursando senhor Marques? — nunca vi a sala tão interessada assim numa pergunta do professor Roberto como agora.

–Administração. -respondeu ele rapidamente, seus olhos estavam estáticos na mesa em vez de encarar o professor.

– E o que pretende fazer depois de cursa Administração? -perguntou novamente professor.

–Me desculpe Professor mas não acho que o meu futuro seja tão importante ao ponto de dizer isso ao senhor ou para o resto da sala. -todos os alunos ficaram um tanto surpresos com essa resposta, e quando o professor Roberto apenas o analisava. Olha realmente não estou gostando muito desse garoto,seu jeito ignorante era mais requesito na lista dos metidos da escola.

–muito bem senhor Marques por favor, quero que você faça um trabalho me apresentando um catálogo com mobilidade artigo cientifico me mostrando o aumento da acessibilidade da comunidades reflexões por eles desenvolvidas sob a tutela dos docentes da instituição, para ser entregue na nossa próxima aula, ou seja senhor Marques depois da manha. -após dizer todo esse mandamento de trabalho que ele provavelmente nem dormiria fazendo ele não diz nada? nem ao menos anota o que o professor disse.-E mais uma coisa senhor Marques, que não apresente somente a mim e sim para toda sala.

–claro senhor ...Roberto. -disse ele, seu modo de ficar calmo depois dele ser mandando a fazer toda essa tarefa que com certeza não seria a mesma reação de alguns alunos aqui iriam seguir.

Fiquei um pouco apreensiva com o fato dele se sentar ao meu lado mais acho que ele nem ao menos me notou aqui ou no mínimo não me reconheceu do incidente de uma hora atrás e o agradeço por isso . A aula começou com explicações das partes teóricas da matéria e como sempre eu anotava tudo o que o professor dizia altamente em bom som, mas não foi nada legal quando a minha caneta começou a falha repetidamente nos momentos mais precisos da explicação, soltei o objeto na mesa e suspirei cansada das minhas tentativas falhas de fazê-la funcionar novamente.

–pegue. –me viro em direção à voz e vejo uma caneta sendo oferecida a mim. Olhei para a caneta por um segundo para depois olhar para o seu rosto. Ele não expressava nada apenas me encarava, fiquei surpresa com a momentânea vontade de me ajudar dele.

virei-me para frente e cutuquei o ombro do rapaz a minha frente para chamara a sua atenção.

–você teria uma caneta para me empresta? -perguntei o ignorando com maestria.

–claro. -em um piscar de olhos ele me entregou uma caneta amigavelmente.

–muito obrigada. — o agradeci com um sorriso minio e voltei a fazer minhas anotações normalmente e despreocupada fazendo o sujeito ao meu lado me fitar incomodamente para mim. Apenas o fiz pagar na mesma moeda.

Notas finais
Calma e meiga, porem ela continha seus defeitos srsrsespero que tenham gostado, pois a vera muitos capítulos por vir ;)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.