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14 XII - Fobia de aranha


Notas iniciais
Viram a capa nova? Feita totalmente por mim u.u Só não coloquei os créditos porque ficaria feio e.e

Agora o plano da nossa querida Silena

Muitos já sabem, outros desconfiam.. Enfim, vamos descobrir juntos agora mesmo u.u

Boa leitura e Até lá embaixo ô/

P.O.V Silena

–- Você cuida do Percy e eu cuido da Annabeth -- eu disse ao Charles.

–- Tem certeza que não quer desistir? Ou pelo menos escolher um outro lugar...

–- Outro lugar, Charles? -- repeti, já nervosa. -- O que acha de colocarmos o plano em prático na casa do Percy? Ou melhor, na casa da Annabeth?

–- Só acho que no colégio é um tanto quanto...

–- Perfeito! -- o interrompi. -- Não existe lugar melhor, agora trate de cuidar da sua parte do plano.

–- Quero deixar bem claro que toda essa ideia foi sua -- Charles acrescentou.

–- Querendo jogar a culpa toda em mim? -- perguntei. Charles ia responder, mas eu o interrompi e continuei. -- Não temos tempo a perder. Nos vemos na saída.

Assim que eu terminei de falar o sinal tocou anunciando o final do intervalo. Agora é esperar a hora certa para colocar o meu plano em prática.


||Mais Tarde||


P.O.V Annabeth

O dia foi extremamente monótono. Não consegui dar nenhuma atenção para o que os professores diziam. Ouvi algo sobre uma prova, e que a revisão foi feita nessa aula, mas nem isso conseguiu chamar a minha atenção.

No jornal foi pior. Não havia nada para se falar ou escrever.

E pela primeira vez em anos, eu estava ansiosa para que todas as aulas terminassem logo, para que eu pudesse enfim chegar em casa e dormir. Dormir até não poder mais.

Eu nunca fiquei tão feliz ao ouvir o estridente som do sinal da escola. Arrumei meu material às pressas e sai da sala. No caminho encontrei Thalia e Nico que se agarravam como se não houvesse ninguém em volta. Drew apenas fitava o nada enquanto andava, e em alguns momentos ela falava sobre uma técnica nova que aprendeu no jiu jitsu. Silena estava estranhamente quieta ao meu lado. Isso mesmo. Quieta. Não falou sobre o quanto a aula estava ruim, ou sobre o seu cabelo que estava frizado demais.

–- Onde está o Charles? -- perguntei a ela.

–- Por que quer saber, Annabeth? -- ela respondeu com outra pergunta. Eu simplesmente odeio quando as pessoas fazem isso.

–- Vocês vivem grudados, só achei estranho ele não estar aqui -- argumentei.

–- Ele está ocupado -- ela respondeu por fim.

Depois disso não falamos mais nada. Apenas o som dos alunos conversando pelo corredor predominou.

Quando estavamos próximos à saída, Silena me parou.

–- Annabeth, você pode me fazer um favor? -- ela perguntou e eu assenti. -- Pode levar esse livro na biblioteca para mim?

Franzi o cenho confusa.

–- Você? Lendo?

–- Ué, eu não posso querer me informar? -- ela reclamou e me entregou um livro grosso e aparentemente velho.

–- As leis de Kepler?

–- Só quero saber sobre a anatomia humana -- Silena se defendeu.

–- Você não pode entregar depois? Caso você não tenha percebido, o colégio já vai fechar -- acrescentei.

–- Hoje é o último dia para entregar, e é rápido, Annabeth. Eu espero você aqui, tudo bem?

–- Certo, já volto -- entreguei a minha bolsa a ela. Girei os calcanhares e me fui em direção à biblioteca.

Logo os corredores ficaram vazios. Olhei para o relógio e vi que o colégio fecharia dentro de dez minutos.

–- É melhor eu ser rápida -- murmurei enquanto apertava o passo.

Cheguei na biblioteca e como eu já previa, ela estava vazia. Estranhamente a bibliotecária não estava por lá e ainda assim a porta estava aberta.

Dei de ombros e entrei. Passei pelas grandes prateleiras atrás do lugar certo para deixar o livro. Quando fui dar meia volta, sem querer esbarro em uma pessoa.

–- Desculpe eu... Percy? -- perguntei me levantando e pegando o livro.

–- Annabeth -- ele disse. Foi mais como uma confirmação de que eu estava realmente ali.

–- Ora ora -- o observei e percebi que ele também segurava um livro. -- Você, aqui na biblioteca? Com um livro em mãos? Acho que a minha teoria de que você não sabe ler, foi por água à baixo.

–- Muito engraçado -- ele disse fazendo uma careta engraçada.

–- Também acho -- respondi irônica e continuei -- Posso saber o que você faz aqui?

–- E desde quando eu lhe devo satisfações de onde eu vou ou deixo de ir?

–- Grosso -- reclamei me distânciando dele.

–- Mas como eu sou educado, irei respondê-la -- ele disse por fim, fazendo com que eu parasse e me virasse para encará-lo. -- Charles pediu para que eu troxesse esse livro.

–- Estranho, Silena pediu a mesma coisa -- observei. -- Espera um minuto...

Flashback On:

–- As leis de Kepler?

–- Só quero saber sobre a anatomia humana -- Silena se defendeu.

Flashback Off.

–-... as leis de Kepler não fala sobre a anatomia humana -- eu disse.

–- E daí? -- Percy perguntou indiferente.

–- Não ela... não fez isso...a porta! -- exclamei e corri até a entrada da biblioteca.

Tentei abrir a porta e como eu imaginava, estava trancada.

–- Não, não, e não! -- eu disse enquanto colocava as duas mãos em volta da cabeça. -- Ela não fez isso. É desumano!

–- Está ficando louca, Chase?

–- Eu vou ficar se essa droga de porta não abrir -- esbravejei.

Percy franziu o cenho confuso. Ele me afastou da porta e tentou abrí-la. Sem sucesso.

–- Então você acha que com a sua super força conseguiria abrir a porta, Jackson? -- irônizei.

Ele me fuzilou com os olhos e tentou arrombar a porta. Novamente sem sucesso.

–- Ah que ótimo! Nem pra abrir uma porta você presta -- reclamei e continuei -- Se pelo menos a Drew estivesse aqui, ela mesma arrombaria essa porta sem nenhum esforço!

–- Maravilha, Chase. Peça para que a mulher-maravilha da sua amiga arrombe a merda da porta e a salve -- ele respondeu e se sentou na cadeira onde a bibliotecária costuma ficar.

–- Eu vou ligar para a autora disso tudo -- eu disse.

Peguei o celular e digitei o número da Silena. Depois de alguns minutos ela atendeu.

Ligação on:

–- Silena sua vadia! Que palhaçada é essa? -- esbravejei.

–- Oi, Annie -- ela saudou em tom amistoso. -- Do que você está falando?

–- Estou falando de você me trancar na biblioteca com o traste do Jackson -- respondi.

O Percy disse um "Ei!", mas dei de ombros.

–- Ah sim, é isso -- ela fez disse indiferente. -- Perfeito não é? Vocês precisavam de um momento à sós. Eu só arrumei o lugar certo.

–- Lugar certo? No colégio? Na biblioteca? Me polpe, Silena!

–- Você adora a biblioteca, Annabeth! -- ela exclamou.

–- Adoro a biblioteca para ler, Silena! Não para conversar com o Jackson -- acrescentei.

–- Você tem razão. Talvez eu devesse ter trancado vocês em um motel -- ela irônizou.

–- Não teve graça -- resmunguei e continuei -- Agora venha aqui agora e destranque essa porta.

–- Claro, Annabeth.

–- Ótimo -- disse aliviada.

–- Mas só amanhã -- ela completou.

–- Como assim amanhã?

–- Caso você não tenha percebido, o colégio fechou há alguns minutos atrás e hã... o zelador está de folga, acredita? Só vou poder tirá-la daí, amanhã.

–- Tudo bem, eu falo com a Thalia e...

–- Sabe, Annabeth, eu andei mexendo no celular da Lia e por acidente eu acabei fazendo com que ele não recebesse nenhuma chamada, não é horrível?! -- Silena disse em tom inocente.

–- Não tem problema, eu falo com a Drew! -- exclamei e desliguei o celular.

Ligação off.

Em quase total desespero eu tentei achar o número da Drew. Para o meu grande alivio, assim que começou a chamar, ela atendeu.

Ligação on:

–- Drew! Graças à Deus, você não sabe o que a Silena aprontou comigo.

–- O que ela fez? -- Drew perguntou. Não, não era a Drew. Era a...

–- Silena?!

–- Eu mesma! Eu tentei avisar que eu estou com o celular da Drew. E a propósito, antes que você invente mais alguém para te "socorrer", eu já liguei para a tia Atena, avisando que você vai dormir lá em casa. Não é ótimo? Não há como pedir ajudar daí, hoje é dia de folga do zelador, como eu já disse... e hã... Ah sim! O Érick, o Nico e claro, o Charles já estam devidamente avisados sobre o meu plano. Então não adianta falar para o Percy ligar para eles, que não vai adiantar.

–- Silena, sério, para com isso. Por favor -- implorei.

–- Você vai me agradecer depois. Agora tenho que desligar. Beijos e juízo ouviu?

Antes que eu pudesse dizer algo, Silena desligou.

Ligação off.

–- E então? -- Percy perguntou fitando o pote de canetas em cima da mesa.

–- A Silena. Eu vou matá-la. A morte dela será lenta e dolorosa. Bem dolorosa -- disse entre dentes.

–- É, parece que agora sou só eu e você -- Percy concluiu -- Meu dia não poderia ficar pior.

–- Digo o mesmo a você -- acrescentei.

–- Deve ter uma saída, ou um lugar para ficar até amanhã. Só sei que eu preciso comer, e rápido -- ele disse enquanto se levantava.

–- Eu querendo sair daqui e você pensando em comer? -- o repreendi.

Ele revirou os olhos e começou à se distanciar de mim.

Idiota. Como se em uma biblioteca houvesse um lugar para ficar ou até mesmo comer.

Mal me sentei na cadeira e ouvi Percy gritar.

–- Annabeth! Venha ver -- ele exclamou.

Andei pelos corredores formados pelas prateleiras de livros tentando achar o lugar de onde a voz do Jackson havia saído.

–- Aqui, Chase -- ele disse mais uma vez. Dessa vez consegui encontrar a direção de onde sua voz havia saído.

Passei por provavelmente seis corredores de prateleiras, para finalmente encontrar uma porta entreaberta. Relutante empurrei-a e me deparei com a última coisa que eu imaginaria que tivesse em uma biblioteca.

Em uma ligeira olhada percebi uma sala ampla, um sofá vermelho escuro escostado na parede, uma mesa de centro de vidro escuro, um frigobar no canto da sala, e para o meu total espanto uma tv de plasma instalada na parede.

–- Isso deve ser brincadeira -- disse por fim.

Percy pegou uma lata de refrigerante no frigobar e se jogou no sofá vermelho.

–- Deve ser aqui que a bibliotecária descansa.

–- Descansar? Do que? Ah por favor, a única coisa que aquela velha razinza faz é reclamar quando respiramos alto demais.

–- Isso deve cansar. Com uma sala dessas eu viraria bibliotecário sem nenhum problema -- Percy disse.

Revirei os olhos e saí de lá. Fui até uma das prateleiras e peguei um livro qualquer. Voltei para a sala e me sentei no sofá, o mais longe possível do Jackson.

P.O.V Percy

Confesso que ficar no mesmo metro quadrado que a Annabeth, não é nenhum sacrifício. O que realmente piora tudo, é que para ela é uma tortura.

Annabeth é incrível. Mesmo presa em uma biblioteca, ela consegue encontrar ânimo para ler.

–- Por que gosta tanto de ler? -- perguntei me sentando ao seu lado.

Ela folheou uma página e nada respondeu.

–- Você me odeia mesmo não é?

Silêncio.

–- Bom, tem uma aranha subindo em sua perna.

Achei que essa não iria funcionar. Mas para o meu espanto, ela soltou um grito abafado, largou o livro no chão e pulou no meu colo. Se enroscando em meu pescoço.

–- Tira, tira, tira! -- ela dizia repetitivamente.

Não aguentei e acabei rindo. Vendo que não havia nenhuma aranha, ela se levantou do meu colo e me deu um tapa no braço.

–- Ai! Doeu sabia?

–- Era pra doer, e muito!

–- Medo de aranha? Já vi garota sentir medo de barata, rato, e derivados... mas de aranhas?

–- Elas são... horríveis. Principalmente as menores. Tão pequenas, cheia de pernas e...Ah! -- Annabeth paralisou, os olhos estavam bem arregalados e fitavam um ponto fixo. Percebi que ela encarava uma aranha idêntica à descrição dela. Pequena e cheia de pernas.

–- Você não está com medo, está? A coitada da aranha está bem longe, Chase.

–- Aaah! -- ela exclamou e ficou em pé no sofá.

–- Eu não acredito nisso. Você está com medo daquela coisa minúscula? Até parece que a coitada da aranha está armada -- irônizei, mas Annabeth continuou em o pé no sofá, acompanhando cada movimento da aranha.

Rolei os olhos e me levantei do sofá, indo em direção à aranha. Estendi a mão para que ela subisse. Voltei para o sofá e o desespero da Chase só aumentou.

–- Eu quero esse monstro bem longe de mim! -- ela exclamou se afastando de mim.

Saí da sala e coloquei a aranha em uma das prateleiras.

–- Pronto amiguinha, você está segura agora -- disse a ela e voltei para onde a Chase estava.

–- E então? Se livrou dela?

–- Foi bem difícil, sabe? Um movimento em falso e eu poderia ter sido devorado -- respondi sarcásticamente.

Ela suspirou aliviada e se sentou no sofá.

Depois disso ficamos em total silêncio. Nos "alimentamos" à base de refrigerantes. Já passava das dez horas, e estranhamente eu já estava cansado.

–- Já que só sairemos daqui amanhã, vou dormir -- anunciei enquanto tentava deitar no sofá.

–- O que pensa que está fazendo? -- Annabeth perguntou.

–- Vou dormir, ora essa.

–- Caso você não tenha percebido, esse sofá pode ser preenchido apenas por uma pessoa, que no caso sou eu -- ela disse.

–- E onde eu vou dormir?

–- No chão. Ou em qualquer outro lugar, menos aqui.

–- Não mesmo, eu vou dormir aqui e ponto final. Você que se ajeite em outro lugar -- tentei me deitar novamente no sofá, mas ela me empurrou no chão.

–- Onde foi parar o seu cavalheirismo?

–- Foi embora junto com sua educação -- respondi.

–- Eu vou dormir aqui, Percy. Durma você no chão!

Pensei por um momento e resolvi desistir.

–- Tudo bem.

–- O que?

–- Fique com o sofá pra você. Eu me ajeito naquela cadeira -- me levantei do chão e encarei o lugar onde eu passaria a noite. -- Maravilha -- murmurei para mim mesmo.

Acomodei-me na cadeira e Annabeth apagou a luz.

Consegui dormir por algum tempo, o cansaço era grande, mas a cadeira não ajudava.

–- Percy -- ouvi uma voz rouca me chamar.

–- O que foi agora? Uma aranha gigante tentou te atacar? -- perguntei ainda de olhos fechados.

–- Levanta daí, antes que eu me arrependa -- Annabeth me deu um tapa no braço que fez eu me levantar nervoso. -- Vai para o sofá, eu fico aqui na cadeira.

–- Como?

–- Anda, Percy! -- ela falou firme.

–- Você não pode dormir em uma cadeira, a gente se ajeita no sofá -- sugeri.

–- Dormir em um sofá com você está fora de cogitação!

–- Você prefere sentir dor nas costas amanhã?

–- Prefiro -- ela respondeu.

Sorri de lado e sem dar nenhum aviso prévio, a peguei pelo colo.

–- Me solta, Jackson! -- ela gritou.

Não respondi. A levei até o sofá. Me deitei e acomodei o seu corpo ao meu lado, quero dizer, parcialmente dele estava em cima de mim.

Annabeth fez que ia levantar, mas eu a puxei de volta.

–- Não vou tentar nada, o.k? Só dorme aqui, comigo -- sugeri e acrescentei: -- Sem nenhuma segunda intenção.

Ela me encarou surpresa com a minha atitude. E para o meu espanto, Annabeth apenas se acomodou ainda mais próxima à mim.

Não demorou muito para que ela estivesse dormindo. Eu por outro lado, continuei acordado. Observando o seu sono tranquilo e em alguns momentos, tirando uma mexa de cabelo que recaia em seu rosto.

A hora pareceu passar voando. Logo, alguns raios solares entraram pela janela da sala. Olhei para o relógio, e marcava cinco horas.

Annabeth ainda dormia na mesma posição da noite anterior, não quis acordá-la, então resolvi dormir um pouco. Antes que eu pudesse fechar os olhos, um par de órbes cinzas passaram a me encarar.

–- Dormiu bem? -- perguntei.

–- Estranhamente sim -- ela respondeu com uma voz sonolenta. -- Já amanheceu?

–- Já passa das cinco -- respondi.

Ela se levantou ainda tonta de sono. Annabeth estremeceu e quase desabou no chão, mas felizmente eu me levantei rapidamente e a segurei.

Nos encaramos.

Verde no Cinza.

Por puro extinto, ou qualquer outra coisa que estivesse coordenando o meu corpo, a empurrei contra a parede. Ah como eu adorava fazer isso com ela.

P.O.V Annabeth

Já vi esse filme antes.

Percy + Eu + Parede = Merda.

Pessoalmente eu gostava quando ele fazia isso comigo. Já previa um beijo por parte dele. Mas quando dei por mim, ele se afastou.

–- O que...?

–- Já vi esse filme antes, Annabeth -- ele disse. É e essa fala é minha. -- Eu te beijo, depois você recua e no final eu sou o cafajeste da história. Sinto muito, mas eu cansei disso.

Ele deu as costas para mim e encaminhou-se até o sofá.

Entendeu Annabeth? Se você quiser alguma coisa, tome atitude.

Fui até ele, e sem nenhum motivo concreto o beijei. Percy por outro lado ficou surpreso com a minha atitude. Mas logo ele correspondeu ao beijo. Acomodei-me em seu colo e enrosquei minhas mãos em seu pescoço.

–- Você é imprevisível, sabia? -- ele murmurou sorrindo para mim.

–- E você fala demais -- o repreendi.

Ele me pegou no colo e me pousou no sofá, se materializando em cima de mim. Percy fez um movimento com a cabeça para me beijar novamente, foi quando ouvimos um barulho de chaves ecoar pela biblioteca e inevitávelmente, chegar na sala onde estavamos.

–- Ouviu isso? -- perguntei.

–- Liberdade -- ele respondeu e se levantou. Me levantei também e ajeitei a minha roupa que estava totalmente amassada.

Percy saiu da sala cautelosamente e eu o segui. Escondidos atrás de uma prateleira, avistamos a bibliotecária vir em nossa direção.

Para a nossa sorte ela era míope, o que é um nome educado para pessoas parcialmente cegas. (N/A: Tipo eu e.e)

Aproveitamos um momento de distração dela e saímos da biblioteca.

–- Vou ficar um bom tempo sem vir aqui -- comentei.

–- Eu pelo menos, nunca mais virei aqui -- Percy disse.

–- Então... o que somos agora? -- perguntei sem que eu pudesse analisar as palavras antes de falar.

Percy arqueou uma sobrancelha e depois sorriu maliciosamente para mim.

–- Que tal ficantes? -- ele sugeriu.

–- Pra nos pegarmos onde e quando quisermos, sem nenhum compromisso? -- perguntei e ele assentiu. -- Nada feito, Jackson.

Apertei o passo me distanciando dele, mas antes de continuar, fui puxada pelo braço.

–- Então que tal aquela coisa... hã...-- ele pareceu forçar-se a lembrar -- Ah sim! Que tal namorados?

–- Namoro é coisa séria, sabia?

–- Eu sei, por isso quero que sejamos...-- ele coçou o pescoço -- namorados.

–- E se eu disser que sim?

–- Então você terá que me dizer como funciona essa coisa de namoro.

–- Você nunca...?

–- É, eu nunca namorei -- ele completou.

–- Bom, um namorado deve ser fofo. Mas na medida certa, para não virar aquele namoro clichê e enjoativo.

–- Tenho uma pergunta, professora –- Percy levantou a mão como um aluno educado faz em sala de aula.

–- Diga, querido aluno–- entrei na brincadeira.

–- Namorados podem se pegar quando e onde quiserem? -- ele perguntou.

Mordi o lábio inferior e respondi:

–- Claro que pode, querido aluno.

–- Gostei dessa coisa de namorados -- ele sorriu maliciosamente para mim.

Percy me puxou pela cintura e me beijou.

O nosso primeiro beijo como namorados.

Notas finais
capítulo ficou gigante véei o_o

Que coisa meigaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa ashuahsuas não gostei desse capítulo e.e Sei lá por que. Enfim, quero aqueles reviews lindjos q só vocês sabem deixar, ok? u.u

Desculpem qualquer erro gramátical ou de digitação.

O que acharam da capa nova? Dei o meu sangue por ela e.e demorei 3 semanas pra fazer...

Enfim, espero vocês nos reviews ô//

Bjocas, vou dormir ~