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6 VI - Aproximações Perigosas Part. I
Notas iniciais
Meu povooooooooo ô/ quem sentiu minha falta? ashaushaus que exagero eu nem demorei a voltar... irei dividir o capítulo em dois. Porque? Ah, ficou maior do que eu imaginei c: Teremos narração do nosso gostoso Niquito e do Érick ~ le calor ~ ashuashu
Quem se interessar em ver os visus das garotas aqui o link:
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Drew: http://www.polyvore.com/dt/set?id=69042353
Silena: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=69041385
Thalia: http://www.polyvore.com/tg/set?id=69046079
Annabeth: http://www.polyvore.com/ac/set?id=69044648
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Daí é só copiar o link e colar no navegador, se não conseguirem me avisem u.u Sou horrível com combinação.. então não reparem e.e
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Quem gosta de ler ouvindo música, eu escrevi esse capítulo ouvindo essa música (se quiserem colocar, coloquem quando os casais estiverem dançando (awwwwn) o link:
http://www.youtube.com/watch?v=5zeos_F3h7I
Quem já assistiu Meninas Malvadas? ashuash mt linda essa música.
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Leiam as notas finais, dessa vez é importante -q Agora podem ler e espero que gostem c':
Ps: Tem duas falas em francês, uíuí -qq "Ma cher = minha querida" e "Merci, ma chérie = obrigado, querido" depois de eu assassinar o francês agora sim podem ler c:
P.O.V Nico
Daqui há duas horas, o baile começaria. E isso estava me fazendo subir pelas paredes.
–- Pelo menos não tivemos as malditas aulas. -- Érick que até então estava sentado no sofá fitando o teto, resolveu quebrar o silêncio.
–- E a aposta? -- perguntei a ele.
–- Ainda está de pé, certo Percy?
–- Não sei, Érick. Ter que ficar o baile inteiro com aquela loirinha sem sal, não sei se vale à pena. -- Percy deu de ombros.
–- Por mim tudo bem, quem vai sair perdendo não será eu. -- Érick sorriu, já com um certo ar vitorioso.
–- Não vou dar o gostinho da vitória pra você, pode esquecer -- Percy se adiantou a dizer.
–- Vocês deveriam desistir dessa aposta. -- Charles objetou. -- Algo me diz que depois desse baile, nada mais será como antes.
Percy e Érick se entreolharam sériamente, e acabaram rindo com o comentário de Charles.
–- O que foi agora Beckendorf? Seu sexto sentido está dizendo isso? -- Percy zombou.
Charles não se deu ao trabalho de responder e apenas revirou os olhos.
Érick deu um pulo do sofá quando olhou para o relógio.
–- Está na minha hora, não quero deixar a minha Made in China esperando.
–- Ansioso para ver a sua amada, Érickzinho?–- Percy provocou.
–- Claro que... Ah vai à merda, Percy! -- Érick pegou as chaves do carro que estava na mesa de centro -- Vou indo, até mais Nico. Charles, você vem?
–- Você é a minha carona lembra? -- Charles veio até mim e deu um toque na minha mão -- Pensa direito no que você vai fazer, cara.
–- Eu já decidi. -- respondi sem ânimo.
–- Isso vai magoá-la, você levou isso em consideração? -- Charles insistiu.
–- Magoar quem? Do que vocês estão falando? -- Percy perguntou.
–- Nada, Percy. -- voltei a minha atenção para o Charles -- Vejo vocês depois.
Charles entendeu que eu não iria mais discutir sobre esse assunto, e resolveu desistir.
–- Até mais -- eles disseram em coro e foram embora.
Depois disso, me levantei do sofá e me deitei no chão frio, apoiando a cabeça com o braço direito.
–- E então, -- Perséfone apareceu antes mesmo que eu pudesse fechar os olhos -- não vai se arrumar para o baile?
–- Não -- respondi ríspido. -- E por favor, não venha com nenhuma pergunta sobre isso.
Ao contrário do que eu pensei, Perséfone não saiu da sala. Ela simplesmente se deitou ao meu lado e começou à fitar o teto.
–- Porque tomou uma decisão dessas? -- ela perguntou ainda observando o teto, como se ele fosse a melhor coisa à ser vista.
Qual será a parte do "Não venha com nenhuma pergunta" que ela ainda não entendeu?
–- Quer mesmo saber? Você não tem obrigação nenhuma em fingir se importar comigo. -- dei de ombros.
–- Ora essa, sou sua madrasta. Madrastas são como mães... talvez mais... como se diz? Hã... descoladas, talvez seja a palavra certa. Eu não ganharia nada em fingir interesse pelo seu bem-estar e...
–- Estou confuso. -- respondi a interrompendo.
–- Confuso? Está relacionado à alguma garota, certo? -- Perséfone arriscou.
–- Para ser mais exato, está relacionado à duas garotas. -- respondi.
–- Ah, isso é ruim. -- Perséfone falou o óbvio -- Diga qual é o problema.
–- Lembra da Rachel? -- Pérsefone fez que sim -- Bem eu... prometi voltar para ela e agora... a Thalia apareceu e...
–- Mas o nome dessa garota não era Silena? -- Perséfone me interrompeu.
–- Isso foi uma brincadeira dela... é uma longa história. -- respirei fundo -- Mas continuando... a Thalia está bagunçando a minha cabeça.
–- Isso se chama amor. Mas como ainda deve estar um tanto quanto "prematuro" demais, vamos chamar de paixonite -- Perséfone se levantou do chão e se sentou no sofá.
Me levantei bruscamente assim que ela terminou a frase.
–- Não! A Rachel ela...
–- Você ama a Rachel, certo? -- Perséfone arqueou uma das sobrancelhas.
–- Eu gosto dela...
–- Mas não a ama. -- ela me interrompeu -- E por essa Silena ou Thalia... seja como for, o que você sente por ela?
–- Não sei... eu só a conheço há uma semana, não tenho certeza... ela me deixa confuso. -- respondi colocando as mãos no rosto.
–- Ora essa, -- ela se sentou no chão e ajeitou meu cabelo para trás. -- Ficar aqui se martirizando por tais pensamentos não irá melhorar em nada.
–- E levá-la ao baile também não irá melhorar. -- respondi desdenhoso.
Perséfone se levantou e me encarou com certa autoridade.
–- Levante-se e vá se arrumar -- ela falou rispidamente.
–- Não eu não... -- antes que eu pudesse continuar a frase, Perséfone me puxou do chão e arrastou-me até as escadas com tal força que eu me assustei. Ela abriu a porta do meu quarto e me encaminhou até o banheiro.
–- Agora você vai tomar um banho. Vou arrumar a sua roupa, -- eu iria protestar, mas ela não parou de falar -- não quero ouví-lo falando "não vou". E antes que você fale que eu não sou sua mãe, eu me adianto a dizer que sou sua madrasta e sim, tenho o direito de dar ordens por aqui. -- dito isso ela foi até a porta.
–- Perséfone, -- a chamei e ela se virou -- obrigado.
Minha madrasta deu um sorriso de lado e saiu.
Tomei um banho rápido e quando voltei ao quarto, meu terno já estava encima da cama. Me vesti rapidamente.
–- E então, já se vestiu? -- Perséfone entrou no quarto com os olhos fechados.
–- Sabe a última vez em que eu usei um terno? Foi no enterro de uma tia, -- respondi tentando ajeitar a maldita gravata -- e aliás, eu nem gostava dessa tia.
–- E parece que está indo para um enterro novamente. -- ela entrou de vez no quarto e me deu um tapa na mão para que eu parasse de mexer na gravata -- Já não basta o terno ser todo preto... espera, vou pegar outra gravata...
–- Persé...-- já era tarde, a minha madrasta estava analisando meu guarda-roupa e logo retirou uma gravata cinza -- Ah não, nada de outra cor que não seja preto!
–- Sorte a sua que eu tenho bom gosto. -- ela colocou a gravata no meu pescoço e deu o nó rapidamente, como se isso fosse a coisa mais fácil do mundo -- Ser esposa de um homem de negócios te ensina à ser rápida com esses nós. Olha só.
Ela me virou e pude ver meu reflexo no espelho. Até que não estava tão ruim, mas é claro que ela não precisava saber disso.
Perséfone sorriu orgulhosa e olhou para o relógio de pulso... Desde quando ela usa relógio no pulso?
–- Vamos garoto, você já está atrasado! -- ela me empurrou para fora do quarto e descemos a escada quase aos tropeços.
–- Obrigado novamente. -- respondi antes de sair.
–- Esquecer as chaves já virou um ritual. -- ela revirou os olhos e entregou as chaves -- Não chegue tarde em casa e... divirta-se.
Dei um sorriso de lado e sai.
–- Próxima parada, casa da Thalia -- falei para mim mesmo enquanto entrava no carro e dava a partida. Assim como descobrir sobre a brincadeira dela, não foi difícil também descobrir onde ela morava.
Estacionei na frente da sua casa. Para ser mais exato uma mansão, não muito maior que a minha.
Toquei o interfone e uma mulher atendeu.
–- Hã... a Thalia está? -- perguntei.
–- Óh sim, vou chamá-la -- a mulher respondeu e desligou.
Esperei 5, 10, 15, 20 minutos e nada da Thalia aparecer. Mulheres, sempre com essa mania de demorar para se arrumar. Eu estava prestes a entrar no carro novamente, mas uma voz feminina me chamou.
–- Nico? -- me virei ao encontro da voz. Era ela. Aquela mesma garota que eu encontrei no corredor e senti a conexão, e que no mesmo dia brigou comigo. Era ela, Thalia Grace, a minha pequena mentirosa.
–- Hã... você... está...
–- Ridícula não é? Droga, a Drew disse que ficaria bem em mim. É melhor eu não ir nessa droga de baile.
–- Ridícula? Cara, você está linda -- Thalia corou com o meu elogio. Como eu já disse, uma garota bipolar, que em um momento diz obrigada, em outro esquece os bons modos e agora se sente envergonhada com um simples elogio. "Saiba que quando eu entro na vida de alguém, eu começo trocando simples números de telefone e depois não desgrudo mais", a mensagem que ela me mandara não deixava a minha mente por um só minuto. Quando eu perguntei se ela estava disposta à entrar na minha vida, a sua resposta "talvez", me deixou triste e ao mesmo tempo feliz, pois eu queria que esse "talvez" fosse substítuido por um "sim".
–- Você também não está nada mal. -- ela disse com um sorriso brincalhão -- Vamos?
–- Claro, Silena -- fiz uma pequena pausa -- Ou eu devo chamá-la de Thalia?
–- Hã... você sabia o tempo todo não é?
–- Na verdade não. Eu e Érick descobrimos naquele dia em que trocamos de sala.
–- Então os outros...
–- Não contamos nada ao Percy e ao Charles. Acredito que a Annabeth e a verdadeira Silena, queiram contar. -- respondi a interrompendo.
–- A propósito, como descobriu onde eu moro? -- ela arqueou uma das sobrancelhas.
–- Já que eu havia descoberto o seu verdadeiro nome, não me custaria nada descobrir onde a minha acompanhante mora -- respondi.
–- Faz sentido.
–- Só quero pedir uma coisa, -- ela manteve o silêncio para que eu continuasse -- não minta mais para mim o.k? Sei que foi apenas uma brincadeira, mas eu realmente não suporto mentiras.
–- Desculpe. -- Thalia abaixou os olhos por alguns segundos e depois voltou à me olhar -- Agora podemos ir?
–- Claro, ma cher -- estendi a mão para que ela pegasse.
–- Merci, ma chérie–- ela respondeu.
–- Você não me disse que falava francês -- abri a porta do carro pra ela.
–- Você não me perguntou -- Thalia respondeu dando um sorriso travesso.
Fechei a porta do passageiro, dei a volta e entrei no carro. Levamos pouco mais de 10 minutos para chegar no colégio. O salão de festas logo atrás do prédio do colégio já estava iluminado com luzes multi-coloridas. Mal saímos do carro e a verdadeira Silena veio correndo até Thalia.
–- Oh. Meu. Deus! Você está linda Thalia! -- ela exclamou.
–- Falou uma novidade -- dei um sorriso de lado e Thalia me deu um empurrão.
–- Espera, você já...
–- Silena... hã... o Nico já sabe. E pelo que eu vejo você já contou ao Charles -- Thalia sugeriu.
–- É, eu já não aguentava mais ouvir o Charles me chamar de Annabeth. -- Charles chegou e passou o braço pelos ombros de Silena -- Drew e Annabeth ainda não contaram.
–- Mas o Érick já sabe. -- Thalia argumentou.
–- Hã... então o único desinformado é o lerdinho do Percy. -- Silena zombou -- Vamos entrar, já estão todos lá dentro.
Ofereci o braço para Thalia que aceitou rapidamente. Quando entramos, fiquei com uma certa dúvida se aquela era de fato uma festa organizada pela escola. Havia refletores por todos os lados, luzes multi-coloridas tomavam conta do ambiente. Lá encima um DJ manuseava equipamentos de vários tipos, a música que tocava se eu não me engano era "You're gonna love this– 30H!3" e a pista de dança estava lotada de alunos dançando ao ritmo da música.
Silena e Charles nos encaminhou até o canto onde se encontravam as mesas. Eles se sentaram junto com Percy e Annabeth que conversavam calorosamente. Eu e Thalia sentamos com Érick e Drew, ficando de frente para a pequena discussão deles.
–- Eu disse que você ficaria maravilhosa com esse vestido -- Drew disse a Thalia.
–- Ela não chega aos seus pés, bebê–- Érick argumentou.
–- Não me chame de bebê, ou eu quebro o seu nariz -- Drew ameaçou. Érick colocou a mão direita no nariz como se quisesse protegê-lo.
Depois disso eu e o Litcher conversamos sobre assuntos aleatórios por vinte à quarenta minutos talvez. Até que a música parou e o diretor começou à testar o microfone lá encima, provocando muitas vaias.
–- Som... testando... Silêncio, ou não terá mais baile nenhum. -- mais ninguém se pronunciou -- Obrigado pela compreensão. Quero desejar-lhes um ano letivo cheio de boas notas e nada de confusões. E para os alunos novos, sejam bem-vindos à Goode High School! -- o diretor recebeu algumas palmas abafadas -- Ótimo, sei no que estão interessados, então... Som na caixa DJ!
Com isso o diretor recebeu palmas de todos. A música que começou à tocar era lenta. Não consegui distinguir quem cantava. Ao lado pude ouvir as garotas se animando para dançar, inclusive Silena.
–- Vamos Charles!
–- Eu... hã... não sei dançar -- Charles respondeu sem jeito.
–- Ora essa eu também não sei, -- porque será que algo me dizia que ela estava mentindo? -- Vamos, aprenderemos na prática! -- dito isso ela puxou o meu amigo para a pista de dança.
–- Porque ele chamou ela de Silena? -- Percy perguntou confuso.
–- Eu explico depois -- Annabeth se levantou e puxou o Jackson para dançar.
Olhei envergonhado para Thalia.
–- Então...
–- Vem logo -- ela me agarrou pela mão e saímos da mesa, deixando apenas Érick e Drew numa discussão que poderia virar a noite.
P.O.V Érick
Levar Drew ao baile é uma coisa, conseguir dançar uma música lenta com ela era outra coisa bem diferente.
–- Não, não e não -- Drew respondeu.
–- Só uma não custa nada -- insisti.
–- É uma música lenta, e eu não vou dançar uma música lenta com você.
–- Medo de se apaixonar por mim?
–- Óh claro, sim, muito medo de me apaixonar por você, Sr. Eu-Sou-Irresistível–- ela irônizou.
–- E se eu implorar, você dança comigo? -- sugeri.
–- Talvez -- ela respondeu olhando um ponto fixo qualquer, que não fosse em mim.
–- Por favor, minha deusa -- sussurrei em seu ouvido.
–- Vou levar em consideração apenas o "por favor". Porque o "minha deusa" não colou. -- ela se levantou e eu a segui.
Já no centro do salão, a encarei por alguns segundos, Drew sorriu e envolveu as minhas mãos em sua cintura. Aquilo estava errado, muito errado. Eu nunca tive receio de tocar em alguma garota, talvez seja pelo fato de que nenhuma delas ameaçaram quebrar os meus ossos. Mas no fundo, eu sabia que não era só isso.
–- Eu já disse o quanto você está linda? -- sussurrei em seu ouvido.
–- Primeiro: se você deslizar essa sua mão boba mais um centímetro, eu juro que a quebro -- ela respondeu em sussurro. Isso Drew, acaba com o clima -- Segundo: Obrigada, você também não está de se jogar fora.
–- Agora me diz porque você vive me ameaçando. -- mudei de assunto.
–- Gosto de ver você assustado. -- ela respondeu dando um leve sorriso.
–- Assustado? Eu não fico assustado, não tenho medo de você -- droga, porque eu fui abrir a minha boca?
–- Não tem medo de mim? Não foi isso que seus olhos disseram quando eu ameacei quebrar o seu nariz. -- ela argumentou.
–- Está bem, talvez eu tenha um pouquinho de medo, mas sei lá, é um medo bom -- respondi.
–- Medo bom?
–- Eu ainda devo chamá-la de Thalia, ou posso chamá-la de Drew? -- tentei mudar de assunto.
–- Você descobriu quando?
–- Não faz muito tempo. -- respondi.
–- Sei... mas você ainda não me respondeu sobre esse "medo bom". -- Droga ela ainda não esqueceu.
–- Eu não sei explicar... é meio diferente, não sei distinguir se é medo ou...-- deixei a frase no ar. Não queria completar. Eu não podia.
"Quer que eu complete? -- minha consciência se manifestou"
Não, não precisa.
"Com certeza é amor -- minha consciência afirmou"
Eu disse pra não completar, e não, não é amor
"E é o que?"
Droga de consciência chata, não é nada.
Quando voltei a mim, percebi que Drew estava sorrindo pra mim. Com aquela máscara ela ficava ainda mais misteriosa e pessoalmente eu gostava disso. A música já havia mudado, mas o ritmo continuava lento. Suas mãos que até então estavam apoiadas em meus ombros, subiram e se enroscaram firmemente em meu pescoço. Por incrível que pareça eu não me senti impaciente pelas coisas estarem acontecendo tão lentamente, pelo contrário, era bom ficar esperando mais um toque dela. A respiração dela estava compassada, seus olhos que antes fitavam o chão, se encaixaram rapidamente nos meus. A distância entre nossos lábios era miníma, eu queria tomar uma atitude, mas isso poderia assustá-la ou até mesmo sentenciar a minha morte.
Meus pensamentos foram interrompidos quando ela se enrijeceu e deu um tapa no meu braço.
–- Você pediu apenas uma dança, e pelo que eu vi já se foi uma e meia! -- Drew argumentou enquanto voltava para a mesa. Depois disso ficamos em um silêncio constrangedor. Cheguei a desejar que ela estivesse me ameaçando como sempre.
Aos poucos os casais foram saindo da pista de dança e o lugar foi tomado novamente por uma música em remix.
Percy, Annabeth, Nico e Thalia, já haviam voltado. Menos Charles e Silena. Mas antes que eu pudesse imaginar que meu amigo havia se dado bem, eles chegaram até a mesa.
–- Drew, vamos embora -- Silena disse rispidamente.
–- Mas por...-- Drew se virou para encarar a irmã -- Óh meu Deus! O que houve com o seu vestido?
–- Uma vadiazinha do 3° ano derrubou refrigerante no meu vestido "acidentalmente"–- Silena fez aspas com os dedos.
–- Onde ela está? -- Drew se levantou, provavelmente pronta para espancar qualquer uma que se atrevesse à entrar em seu caminho.
–- Ela está no banheiro. Fique tranquila, já dei uma lição nela. Ninguém mexe com um vestido caro meu e sai sem nenhuma lição. Algo me diz que ela caiu "acidentalmente"–- Silena sorriu travessa enquanto fazia aspas novamente no "acidentalmente". Nesse momento eu percebi o porquê das duas serem irmãs. Me deu até um certo medo imaginar essas duas irritadas -- Mas mesmo assim, o baile acabou para mim, me leva pra casa?
–- Lógico. -- Drew se levantou, mas eu a segurei pelo pulso.
–- Eu vou com vocês. -- sugeri e ela apenas assentiu em aprovação -- Galera, vou indo. Vejo vocês depois?
–- Claro, vamos ficar mais um pouco. -- Nico respondeu por todos.
Depois de nos despedir, fomos até o estacionamento, onde sugeri que eu seguisse a Drew com o carro.
A mansão onde as duas moravam era uma construção bem interessante, apesar de eu não curtir esse assunto de "arquitetura".
–- Charles, você vem comigo. -- Silena puxou o Beckendorf pelas mãos, mas antes que os dois pudessem entrar, Drew interveio.
–- Nada de graçinhas lá dentro ouviram? Mamãe não está em casa, mas eu estou. -- Silena revirou os olhos e adentrou na casa. Drew voltou a atenção para mim -- Venha.
Ela me levou até os "fundos" da casa. Lá havia uma piscina e alguma s espreguiçadeiras em volta. O jardim era de se perder de vista. Começamos a andar por ali em silêncio, então resolvi quebrá-lo.
–- Então me diga, por que você me odeia? -- perguntei.
–- Eu não odeio você, eu odeio os homens. -- ela respondeu.
–- E eu sou o que?
–- Você é diferente.
–- Está me chamando de gay?
–- Claro que não, idiota. A diferença é que eu consigo suportar a sua presença.
–- Obrigado pela parte que me toca, -- respondi tentando tomar aquilo como um certo elogio -- mas você deve ter outro motivo para odiar e ameaçar qualquer um que se aproxime.
Drew não respondeu mais. Continuamos caminhando, apenas com uma leve brisa fria nos envolvendo.
–- Acho que é um jeito de me defender. Evitar uma rejeição -- ela respondeu a minha quase pergunta anterior.
–- Rejeição? -- arqueei as sobrancelhas -- Quem rejeitaria uma oriental tão agressivamente linda?
–- Acredite, muitos garotos me rejeitaram. A última vez então... não foi nada amigável.
–- Talvez você estivesse usando a beleza errada. -- argumentei.
–- Como assim? -- ela parou de andar e se virou para mim.
–- Você deveria ter usado a beleza daqui -- pousei minha mão em seu seio esquerdo, claro que a minha intenção era mostrar a direção do seu coração, mas sentir a sua pele quente, também foi inevitável. Confesso, em outro momento eu teria me aproveitado da situação, mas não o fiz.
–- Diferente. Você é diferente -- Drew disse.
–- Diferente?
–- É. Até agora você não tentou nada -- ela tirou a minha mão que ainda estava recaida em seu seio -- Talvez você seja...-- ela deixou a frase no ar e voltou à andar.
Encarei aquilo como uma provocação pessoal, aliás, era uma provocação pessoal. A puxei pela cintura e encaixei meu rosto em seu pescoço.
–- Se você não me soltar, eu vou te deixar estirado no chão. -- ela ameaçou enquanto ainda estava de costa para mim.
–- Você estava reclamando da minha falta de atitude.
–- Não estava não. -- ela insistiu.
–- Você mesma falou.
–- Talvez eu tenha pensado alto demais. -- ela sugeriu e tentou se soltar. Eu a virei bruscamente para mim e pude ver a sua expressão, um misto de raiva, medo e talvez desejo.
–- Você queria me beijar no baile, assim como agora -- afirmei.
–- Não queria não! -- ela me estudou minuciosamente e depois mudou de expressão -- Talvez eu deixe você me beijar... mas com uma condição.
–- Qual?
–- Que você consiga me pegar!
–- Ah você não...-- ela me deu um empurrão e saiu correndo. Em pouco tempo estavamos correndo em volta de uma espreguiçadeira como duas crianças. E sinceramente? Eu estava gostando. Corremos por todo o lugar, teriamos passado toda a noite assim se não fosse o salto de Drew quebrar, mas felizmente eu consegui pegá-la antes que ela caísse e se machucasse.
–- Peguei você! -- disse no tom mais infantil possível.
–- Não valeu, meu salto quebrou. Quero revanche! -- ela argumentou.
–- Você não ditou nenhuma regra. -- objetei.
Caímos na risada com aquela situação, mas para piorar começou à chover. Uma chuva fraca e fria, mas que com certeza faria a Drew dar chiliques.
–- É melhor você entrar.
–- Por que? -- ela me encarou.
–- Caso você não tenha percebido, está chovendo e bem, eu gostaria de evitar um surto seu por conta da chapinha, escova ou... seja lá o que vocês mulheres fazem para ficar tão lindas.
–- Acontece, que eu não sou como as outras mulheres. -- ela sussurrou no meu ouvido e voltou à me encarar.
Eu já vi essa cena antes e definitivamente eu não iria deixar uma chance dessas passar. Apertei-a mais contra o meu corpo, e a beijei. Como nunca havia beijado nenhuma outra garota antes, e para a minha surpresa ela não resistiu. Pelo contrário, quando eu pedi passagem para minha língua ela apenas concedeu, fazendo com que eu pudesse explorar cada canto possível. O gosto doce de sua boca se misturou a leves gotas de chuvas.
Mas como tudo que é bom dura pouco, o ar, o maldito ar resolveu faltar. Nos separamos com leves selinhos, mas quando eu resolvi continuar, ela se afastou.
–- Agora vamos entrar. Não quero estragar o meu cabelo. -- ela piscou para mim e me puxou pela mão.
"E então, ainda não é amor? -- minha consciência atiçou"
Revirei os olhos mentalmente, e segui a Drew.
Notas finais
Aproveitem esse capítulo e o próximo, principalmente quem gosta de coisas românticas *uuuuuuuuu* Ainda teremos a primeira e curta narração do Charles, porque curta? É que tipo, Charles e Silena é um casal água com açucar, mas euzinha aqui darei uma apimentada ~ ui ~ nisso tudo, nãaaao gente não teremos hentai dos dois :c, teremos também mais uma narração do Nico Gostoso di Angelo u.u quem gosta de Thalico vai amar o próximo capítulo, mas também vai me xingar muito ashuahsuas vocês saberão porque, e por último o tão esperado ou indesejado hentai ô// de quem? Ah não tá meio óbvio? Pra quem não se tocou é hentai Percabeth u.u
Depois da segunda parte do capítulo, teremos muitas agressões, ooôoo// ~ le cara de malvada ~ Vocês vão ver, será um efeito dominó essa aposta do Percy e do Érick ~ ufa ~ falei demais não é? Enfim, o que acharam? Ficou ruim? Ficou bom? Ficou o que? me digam nos reviews.
Favoritos, Reviews, recomendações, sinal de fumaça? só quero saber se estão lendo. Ai to muito elétrica hoje, quem quer MClanche Feliz? É eu não posso comer MCLanche Feliz, me deixa doidona da vida, porque né..
Até a próxima meus divos e divas ô/
Ps: Descupem os erros, eu revisei o capítulo inteiro, mas sempre escapa alguma coisa né? Ainda mais com essa autora inteligente e.e Sentiram a irônia? Hehe até mais!
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