Relatos de uma fracassada

1 Capítulo 1 (Piloto) -Um dia, um massacre!


Notas iniciais
E eu espero que sua vida seja cheia de felicidade, assim como eu espero isso pra mim, então por favor não ria dos meus fracassos.

E lá estávamos nós, sentados no terraço daquela bela mansão em Paris com vista para a Torre Eiffel e das luzes daquela maravilhosa cidade, e ele me olhava com aqueles encantadores olhos escuros e extremamente sensuais, era tudo exatamente como num sonho, então....


–Acorda! Acorda! que já são 7:00 h.



–Ah! Mãe! eu não quero ir pra escola não. –Maldita, como assim você me acorda no meio de um sonho perfeito?!


–Eu não mandei você ficar assistindo filme até não sei que horas da manhã. -Ela falava e resmungava enquanto puxava o meu lençol. –Agora se levante e se arrume logo, e sem conversa

Minha mãe, Julia (sem sobrenomes por favor), ela vive gritando comigo, e me acordando nos mais perfeitos sonhos que se pode imaginar.

Nós moramos em Nova Jersey (mas vocês não precisam saber onde exatamente) e hoje era meu primeiro dia de aula no ensino médio, o ensino fundamental foi uma droga, imagine agora, com todas aquelas líderes de torcida, os jogadores de futebol, as patricinhas, os rockeiros, os skatistas, o pessoal do clube do livro, os nerds, e os fracassados, como eu. E como era meu primeiro dia de aula, eu deveria ficar animada, mas isso nunca aconteceu, e não é hoje que minha vida vai virar de cabeça pra baixo, e se isso acontecesse, talvez fosse bom, ou talvez não. Mas continuando, estava tudo normal até que eu me levanto me arrumo na maior pressa possível e vejo meu pai, Robert, sentado no sofá da sala lendo o jornal como de costume, e olha pra mim e diz exatamente o que eu não queria ouvir.

–Filha, hoje vou te levar a escola, seu primeiro dia no colégio, um dia marcante. — O que?! Não! Nem pense nisso! Se você fizer isso eu juro que...!

–Tudo bem pai, isso seria ótimo. –Falei num tom de sarcasmo que ele não entendeu.

E esse ******************* me levou mesmo, e além de me deixar na frente da escola desceu do carro e disse que ia me levar até a classe, e eu só conseguia pensar nos piores xingamentos que eu sabia, que quase estavam pulando da boca, e então Daniel aprece com seu skate e aquele sorriso encantador e olhos misteriosos que me arrepiavam, não é à toa que eu sonhe com ele todas as noites.

Daniel estudou comigo o ensino fundamental todo, e ano passado ele sentava perto de mim, mas nem conseguir falar com ele eu conseguia. Mas hoje ao olhar e passar por mim ele disse “oi” e eu desesperadamente afastando meu pai, que foi indo embora, retribui o oi com a voz tremula e derrubando a porcaria do meu caderno, e foi ai infelizmente que eu descobri que as coisas não são como nos filmes, maldita ingenuidade, ele nem se quer me ajudou cm as folhas que voavam do meu caderno, desgraçado!

Agora sem distrações, eu estava entrando na escola quando me bato na porta de vidro da entrada, mas que droga, nada melhor pra começar o primeiro dia de aula, e eu caída no chão avisto Aline dentro da escola correndo em minha direção para poder me ajudar.

Aline é minha melhor amiga desde que eu sei quem sou, ela me ajuda em tudo, TUDO, e além do mais, é bonita, e perfeita em tudo que faz, sem mais delongas.

–E essa não é a primeira vez. – Diz Aline rindo de mim.

–E o melhor de tudo é que ninguém estava olhando não é?! – Eu digo num tom irônico, enquanto ela ria mais ainda pelo fato de haver uma multidão rindo e cochichando sobre mim.

–Não reclame, ao menos você ganhou o título de desastrada, bem... ao menos é isso que aquela garota de blusa rosa e cabelos loiros está falando. –Ela diz tentando conter o riso e me apontando a garota.

–Pare de rir! –Falei com raiva e me levantando de vez.

–Calma, calma, venha! Tenho uma coisa pra te mostrar!

–O que? –Eu pergunto tentando ignorar o fato de todos estarem olhando pra mim. –Pronto agora virei a graça da escola.

–Já já todos esquecem isso, agora...VEM! –Ela diz pegando a minha mão e me puxando.

–É fácil falar! –Eu digo enquanto ela me puxa com força até a sala de dança.

–Olha! –Era uma sala rodeada de espelhos, e as paredes de cores variadas, e eu estava odiando aqueles lugar, me ver sob todos os ângulos não é muito legal.

Aline amava dança, ela faz isso desde os 3 anos, e canta também desde os 5, como eu disse, senhorita perfeita!

Enquanto ela admirava a sala, um garoto de olhos verdes e cabelos claros aparece por trás da porta. Desconhecido, ele é um cara...pera quem é ele mesmo?

–Olá, eu me chamo Nathaniel, eu sou ajudante da professora de dança, vocês vão querer se inscrever no clube de dança, se quiserem é só... –Então...Nathaniel, ele parece ser um cara legal, mas até agora é só isso que sei dele.

–Não! Nós não vamos... -Falei o interrompendo.

–Sim, nós vamos entrar! –Disse Aline me interrompendo. E eu a puxei pelo braço para um lugar mais afastado de Nathaniel

–Eu não vou participar disso, você sabe que eu não gosto de dança! –Falei num tom baixo para que Nathaniel não pudesse ouvir.

–Se você quiser não precisa participar, mas eu vou! –Ela disse soltando meu braço.

–Bem, se vocês quiserem podem ir até o grêmio, é lá onde fazemos as inscrições.

–Tudo bem, obrigada. –Ela disse.

Enquanto Nathaniel saia da sala, eu e Aline continuamos ali conversando. De fato ela era a única pessoa que eu conseguia conversar normalmente, a ÚNICA. E então o sinal toca e nós vamos até a sala de aula, era um espaço grande, cheio de cadeiras, e pessoas, pessoas as quais eu nunca vi na vida, e alguns ainda olhavam pra mim num tom um quanto engraçadinho pelo que acontecera na entrada da escola, e eu e Aline sentamos nas ultimas carteiras, as que eram perto das janelas. Haviam pessoas de todos os tipos, os que dormiam na aula, os que sentavam na frente e respondiam tudo, as que viviam com um espelho na mão, outros que não prestavam atenção em nada, tinham os engraçadinhos, e tinha eu, a pessoa mais fracassada e antissocial que eu conheço. Daniel não estava ali, o que era uma pena, mas por ironia do destino ele ficou na mesma turma que a minha de geometria, e como o destino sempre tem uma surpresinha pra mim, a garota que eu não suporto desde criança estava lá também, Marisa.

Marisa é especialista em me fazer passar vergonha, as nossas mães são amigas e sempre quiseram que eu e Marisa também fossemos, mas nós sempre nos odiamos, ela é o tipo de pessoa que eu prefiro manter longe.

A aula de geometria foi perfeita eu passei a aula toda olhando pro Daniel e tendo que suportar a voz da Marisa e as piadinhas que ela fazia sobre mim. Ah, ela e á a garota loira de blusa rosa, lá no início.

Quando eu cheguei em casa voltei a minha rotina de não fazer nada, e a chatice de sempre, mas hoje eu aprendi uma coisa importante: Nunca, NUNCA, deixe de prestar atenção na aula pra ficar olhando um garoto, se não quiser passar vergonha.

Notas finais
Espero que tenham gostado.