Notas iniciais
Gente... Espero que gostem! Boa leitura....

- Agora você tem que dormir – Ana disse – já tem um lugar certo para se hospedar aqui?

- Ainda não pensei onde ficaria – respondi timidamente.

- Não seja por isso, Alice – ela me disse – tem muitos quartos de hóspede sobrando nesta casa.

- Se não for incomodar...

- Não irá causar incomodo algum – ela se levantou e foi até o pé da escada – por aqui.

Eu a segui subindo uma escada até dar no segundo andar. O corredor era comprido e silencioso e de cada lado havia várias portas.

Olhei para a ultima porta do corredor, a qual me chamou atenção. Era cheia de detalhes, mas estava toda manchada de preto como se tivesse sido queimada.

Parecia que Ana tinha percebido que eu olhava a porta, porque ela se virou e me disse:

- Aquele era o quarto de Molly.

- Parece a única porta que não foi restaurada – disse.

- Não foi – ela respondeu – foi neste quarto em que as crianças...

Ela se interrompeu no meio da frase. Dava para ver qual seria a continuação da frase, os olhos de Ana encheram de lágrimas. Mas por mais incrível que pareça, ela conseguiu terminar a frase:

- ... morreram.

- Ana – pus a mão sobre seu ombro – eu lamento, de verdade, eu entendo o quanto as crianças significavam para você.

- Eu era a única pessoa que elas tinham no mundo, eu não consegui salvá-los.

- Onde quer que eles estejam agora, eu sei que eles não culpam você por nada.

Ela deu um sorriso triste e abriu uma porta ao lado da do quarto de Molly.

- Você pode dormir aqui esta noite.

- Obrigado Ana – sorri para ela e entrei no quarto – boa noite.

- Bons sonhos querida.

Tranquei a porta e me sentei na cama. O quarto era grande e tinha uma grande cama de casal no centro. Havia um mancebo no canto ao lado da porta do banheiro e uma bela penteadeira.

Fui até o banheiro para lavar o rosto e depois fui até a cama onde Ana tinha preparado uma muda de roupas para mim. Eu vesti a camisola que ela me deu e fui dormir.

Eu não sei em que momento a realidade passou para o sonho.

Eu estava descendo as escadas da velha casa quando eu vi uma menininha correr.

Eu não sei porque, mas tive a impressão de que a conhecia de algum lugar.

Ela parecia em pânico, como se tentar sair daquela casa lhe custasse sua vida. Todo seu rosto estava sujo e seu vestido estava rasgado como se ela tivesse se prendido em algum lugar.

Ao tentar subir as escadas ela trombou comigo. Eu a segurei para que não caísse, mas ela pegou minha mão e me puxou escadas acima.

- Onde está me levando? – perguntei.

- Nós temos que fugir do fogo! – ela gritava – meus irmãos, eles estão lá em cima!

Então eu lembrei onde eu tinha visto. Naquela fotografia. Era Molly.

- Molly? – perguntei.

- Por favor, me ajude! – ela chorava – aquela mulher malvada pôs o fogo! Ela nos enganou!

- Quem?

- Não dá tempo – ela chorava.

Eu podia ouvir os gritos das crianças lá em cima. Gritos de agonia. Molly correu para dentro do quarto em chamas tentando salvar seus irmãos.

- Molly! – eu a chamei, mas era tarde demais.

Os gritos eram de pura agonia.

No momento em que eu fui até lá tentar ajudar, eu acordei.

Simplesmente acordei.

Notas finais
Gostaram??? Comentem!!! É bom para o autor saber que não está escrevendo para o além!!! kkkk

Próximo capítulo em andamento!
Beijos da autora!!!