Relatos de Uma Repórter Chamada Alice
6 É tudo mentira!
Notas iniciais
Espero que gostem...
Boa leitura!!!
- Está gostando do almoço? – Ana me perguntou.
- Claro! – respondi – A senhora cozinha muito bem.
- Já começou a escrever a sua história?
Pensei um pouco. Ana não poderia saber que ao invés de começar a escrever a minha historia, eu andei bisbilhotando a casa e achei um diário. Se ela descobrisse, era capaz de ela me mandar embora ou até mesmo me tomar o diário.
Resolvi mentir:
- Sim, a história está ficando ótima!
Ela sorriu e voltou a comer.
Mais tarde eu fui até o quarto e abri o meu pequeno segredo – esse é o nome que eu dei para o diário – e o pus em cima da escrivaninha.
Abri na página seguinte a que eu havia parado:
“15 de março de 1965
Eu sempre gostei muito da Ana, mas ultimamente ela está muito estranha comigo e com meus irmãos. Desde que papai se casou, ela anda muito diferente! Na frente do papai e da Gabi ela nos trata como se nos amasse, mas quando estamos sozinhos com ela, Ana nos trata como se fossemos pragas na vida dela. Ela se tornou uma mulher má, de coração de gelo.”
Então Ana não é a santinha que eu pensei que fosse? Bom saber.
Agora eu sei que é bom eu ficar esperta com a Ana.
Mais tarde eu fui dormir, então eu tive o sonho mais estranho da minha vida.
Eu sonhei que eu estava descendo a escada até a sala. Eu ouvi vozes enquanto eu descia degrau por degrau:
- Mas Ana – era a voz da menininha do meu primeiro sonho – meu dedo está doendo.
- Eu não tenho nada a ver com isso Molly! – era a voz da Ana. Ela parecia muito brava.
- O papai deixou você aqui para cuidar da gente! – um menino falou – não foi culpa da Molly que ela cortou o dedo enquanto fazia o almoço que você deveria fazer.
Cheguei à sala e pude ver a cena que se desenrolava. Reconheci todos pela foto que eu havia visto quando cheguei a aquela casa.
Molly estava no chão com Elle examinando o corte no dedo dela. Sangrava bastante, e precisava de cuidados. Ana estava sentada assistindo TV enquanto Tyler estava de frente para ela, tentando tapar a visão à tela.
- Ana – ele disse – meu pai te deixa aqui para cuidar da gente! Eu estou de saco cheio de você nos tratar como se não fossemos nada!
Ela o olhou com os olhos cheios de ódio. Ela se levantou calmamente e deu um tapa no rosto de Tyler. Eu não consegui me segurar. Corri até ele para ver se ele tinha machucado, mas hora que peguei suas mãos, foi como se eu tivesse pego o ar. Minhas mãos atravessaram direto pelas deles. Ninguém me via. Era como se eu estivesse em um plano diferente do deles.
- Você me respeite pivete! – ela disse gritando – Ou você sai daqui, ou eu mato vocês. Estão entendendo? Fora!
Eles saíram escada acima. Eu fui correndo até eles. Eles se trancaram no quarto do incêndio. Aquele em que eles morreram.
- Ela vai pagar por isso! – Tyler disse às garotas.
- Mas Tyler – Elle disse calmamente segurando o choro – o que você vai fazer?
- Contar ao papai – ele andava de um lado ao outro – eu vou contar para ele sobre a bruxa que
Ana é.
- Mas o papai não acredita – Molly disse baixinho – ele conhece Ana mais tempo do que nós, ele nunca acreditará na gente.
- Deixe-me ver seu dedo Molly – disse Tyler. Provavelmente ele queria mudar de assunto. Isso não era um assunto para se conversar perto de um criança como Molly.
Ele pegou o dedo da irmã e o examinou. Depois foi até a escrivaninha e tirou de lá uma caixa de primeiros socorros. Ele limpou o ferimento e pôs um curativo.
- Tudo vai dar certo – ele disse para Molly, forçando um sorriso – eu prometo.
Notas finais
Será que foi a Ana? Pode ter sido a Gabrielle?
Deixem reviews, recomendem a história e acompanhem!
O próximo capítulo promete fortes emoções!!!
Beijinhos com carinho para todos os leitores!!!
*-*
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