Relatos de Adolescência

3 Diário da R.apaziada


Notas iniciais
Eu sou péssimo com gírias e linguagens “descoladas”. Por isso, peço que desculpem este que vos escreve e não se prendam muito nesses detalhes. Sem mais demora, o próximo capítulo, abaixo...

Depois do professor ranzinza vir com todo aquele seu papo careta sobre o início dos estudos e coisa e tal...

Ele, sem um pingo de paciência, e sequer dando muita atenção aos ‘aborrecentes’, nos avisou que podíamos dar um rolé pelos cantos deste colégio.

Foi mó barato ver a euforia da rapaziada. Principalmente o grupo do Steve. Parecem ser os maiorais.

Todos acham eles os populares. Me chamaram até pra dar um tempo só passeando ao lado deles.

Foi maneiro. Me senti bem popular.

Quando foi a hora do rango, nós fomos até um self-service de batatinhas, x-tudo, muita carne e várias frituras.

Cara, comi feito um porco. E o melhor é que dividimos igualmente a conta...

Então torrei menos grana do que se tivesse sozinho.

Após essa farra, me despedi da rapaziada e dei um tchau bem boladão pras gatas. Elas foram tão legais. Quem sabe eu não saia com uma e a gente acabe ficando...?

***

Era tardezinha. Foi doideira achar o meu ‘apê’. O dormitório.

Todas as minhas bagagens já tavam lá. Foi coisa da direção do colégio. Eles que organizaram tudo.

O diretor mandou muito bem.

Claro que nem foi ele que se deu a esse trabalho, mas ele que autorizou esta ‘medida de boas-vindas’.

Já pensou, ter que carregar toda essa tranqueira até os cafundós de sei lá onde?

Levei mais de hora até achar esse quarto sozinho. Não ia querer estar cheio de peso arrastando. Pois é, tá ali esse tal dormitório.

Quando destranquei a porta, já notei logo que não era o único no cômodo.

Claro que eu ficaria mó felizão de dividir os aposentos com uma gatinha.

Mas era contra as ‘normas do colégio’. Então, claro que era um mano... Paciência, mermão.

***

Depois de bater um papo-rápido com esse tal ‘novo colega de quarto’, decidi me dedicar aos meus ‘bregueços’ da viagem. Trouxe uma porrada de coisas. Desde roupas bacanas até alguns cds bem daóra. Se era pra passar um bom tempo aqui, que fosse com estilo e conforto.

***

Depois de bater o rango que o colégio proporcionava, voltei pro quarto e fui resolver ajeitar as tranqueiras pro dia de amanhã. Era muito livro e apostilas sobre diversos assuntos e tinha um guia sobre como prosseguiria a grade acadêmica para este semestre.

Resolvi dar uma lida basicona para não ficar me passando e me perder nas horas.

Ao ler o cronograma, que diga-se brevemente, era um absurdo infundado e impossível, eu tive certeza que queriam ferrar com os novatos.

As coisas começam cedo. Como os mais antigos comentavam: o dia começa com o cantar do galo.

Que furada fui me meter vindo pra cá.

Cronograma

Aulas práticas – 5:30Hs.

Composta de exercícios de aquecimento, alongamentos e várias modalidades versateis propostas por seu professor ao ingressar do dia.

Intervalo – 6:15Hs às 6:50Hs.

Período de repouso, alimentação. Horário reservado.

Primeira aula – 7:15Hs.

Consulte o calendário acadêmico para maiores esclarecimentos acerca de quais matérias coincidirão a este horário no decorrer das semanas.

Segunda aula...

.

.

.

Intervalo – 10:15Hs às 10:50Hs.

Período recreativo. Reservado. Acesso liberado às áreas externas das instalações.

“Mas o que!?” – Pensou ele, enquanto lia e relia essas informações.

“Próxima aula as 11:00Hs. Depois vem outra as 12:00Hs... E o horário de almoço é a partir de 13:15Hs.”

Surpreso e estático. Bob não se movia um milímetro do lugar. Se bobeasse, até sua respiração tornou-se errática. Seu choque interno foi a tal grau, que até o companheiro de quarto se aproximou dele perguntando como as coisas estavam.

Me surpreendi por demais com esse cronograma. Parecia com regime militar. A rotina diária começaria as 5:30Hs, toda manhã. E nem estou contando o prazo para se levantar, ter a básica arrumada de visual e ainda forrar levemente o estômago.

Tudo isso antes de seis da ‘madruga’... E esse era somente o aquecimento preparatório...

Onde esses coordenadores acham que teremos energia pra começar o dia assim? Tá louco, mermão... Já tô ligado que vai ter dias que vou cabular essas ‘aulas práticas’.

Que se explodam minhas frequências e notas. Vou só o suficiente, apenas para não ficar reprovado...

Nem sabe o pobre do Bob... O dormitório possui regras e monitores para regular tais alunos ‘problemáticos’. Então, cabular as aulas, está fora de cogitação...

***

— Isso é mó doideira. Que horário tenso, mano. É um abuso com os estudantes. Isso é degradante!

— Há-há-há. Vai com calma, brô. É bem puxado no início, mas tu pega o ritmo. Olha pra gente do segundo ano... Mesmo após um ano já, demos conta.

— Ah, isso é contigo. Eu não sei se dou conta disso não.

Raw. Este é o meu colega de quarto. Ele é bem legal. Ele tinha vários papos cabeça, mas a maioria era sobre ‘teorias de conspiração’. Ele suspeitava da mídia, da internet, de professores... Até das caixas de leite! Cara, olha o tipo de mano que arrumaram para dividir o dormitório comigo. Espero não ficar tão ‘psicótico’ assim,.

A maioria das ideias dele, eu só tirava pra rir. Muito louco as doideiras que eram.

No final do dia (ou noite, né...?), rimos bastante. Fizemos dessas lenga-lenga um monte de zoeira.

Claro que as ideias eram mó ‘viajadas’, mas até que ele veio com ideias que faziam sentido. Foi maneiro essas bagaças.

Deu pra sentir que o cara era bem alegre, o humor lá pra cima... Junto com o juízo. Tudo lá nas ‘nuvens’.

Ele me disse que depois ia apresentar uns calouros que ele tinha topado mais cedo.

“Pareciam ser gente boa”. Ele disse com um sinal de ‘legal’; o famoso polegar pra cima, bem ultrapassado...

Achei mó cafona e mofado essa ‘pose’. Mas tudo bem!

Terminamos os papos com o que eu tinha ouvido hoje, do professor careta e chato.

— Putz, meu. Além do professor ser tão mal pago e só ter ‘pestes’ de repetentes, tu ainda pega e critica o fera? Pensa cá comigo. E se fosse tu?

— Aí eu já teria dado no pé e me lixado pra essa cambada... Ou teria enlouquecido. Chegar nessa idade e não ter nada em troca... Quero não.

— Então, entendeu as paradas. É fácil ser o bonzão que sempre sorri pra tudo, mas quero ver o camarada ter uma vida tão ‘ingrata’ e ainda viver as ‘mil maravilhas’.

— Mano, você tá certo, bicho. Valeu. Talvez eu fique mais amigo do professor, vai que ele amansa pro meu lado. He-he-he-he.

— Acho que tu ainda não sacou a intenção... Bom, que seja.

#Continua...?

Notas finais
KKKKKKK A vida é bem hilária, as vezes. Eu queria já ter postado este e mais alguns outros capítulos de minhas obras por esses dias, mas estou com o tempo muito apertado. É um prazo muito corrido e tenho atividades que estão me exigindo em demasiado. E como se não bastasse... Não é ironia minha. Na hora que tenho um tempinho livre e sem “aperreação”, lá se vem algo ou alguém para me atrapalhar. Na hora que me engajo a escrever e o conteúdo passa a ficar mais criativo e fértil na minha mente... Sou atrapalhado; interrompido; requisitado; distraído... Fico irado com isso. Puxa... É muita tristeza fazerem isso com o pobre camarada que vos ‘fala’. Não me deixar extravazar do dia, ao escrever e surgir novas ideias... Ainda irei compor uma fic com esse sentimento... Ouvindo um bom rock “tranquilo”. KKKKKKKKKK Abraços e até o próximo texto desta obra louca. ^^